We Found Love
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês.
Até lá embaixo.↓
Eu escutava os barulhos das nossas pisadas sobre o caminho de terra do parque.
- Preparada para voltar às aulas? –Gabriel puxou assunto.
Fitei-o com um sorriso amarelado e concordei com a cabeça.
- Quer uma casquinha de sorvete? –Ele perguntou após avistar uma sorveteria.
-Acho que vou querer sim. – Aceitei e o observei ir.
Parei um instante para analisar ao meu redor e fiquei me perguntando se tudo feito por Deus seria mesmo imperfeito, ou apenas, uma forma rude de dizer que você não pode viver com perfeições, pois você está condenado a sofrer por injustos julgamentos de pessoas que também nunca serão perfeitas.
-Natália? –Gabriel berrou, retirando-me de meus devaneios.
-O que foi?
- Você se esqueceu de me falar o sabor da casquinha que você quer. – Ele respondeu sorridente.
-Quero de creme.
Gabriel se virou para o sorveteiro e fez seu pedido.
Continuei fitando Gabriel e por um instante, peguei-me o analisando de cima a baixo.
“O que estou fazendo?” – Eu gritei em pensamento.
Gabriel voltou com as duas casquinhas nas mãos e entregou-me a de creme.
-Onde nós estávamos mesmo? –Ele indagou.
-Volta às aulas. –Relembrei-o.
-Ah! É verdade. – Ele admitiu e me deu uma olhada oculta ( talvez, não tão oculta assim). – Poderia lhe fazer um convite?
“Um... O que?” – Eu pensei surpreendida, e logo em seguida, enruguei a testa.
-Pode sim.
-Você gostaria de ir a uma festa comigo?
-Eu não sei...
-Tem algo para fazer essa noite?
-Que eu saiba não. Na verdade, eu nunca tenho.
-Agora você tem.
Ri meio ruborizada e bati meu ombro sobre o dele.
-Acho que vou sim.
-OK. Mas, eu preciso do endereço de sua casa. –Ele confessou.
-Não acha melhor pegar o número do meu celular e depois a gente resolvi isso?
-Gostei da idéia.
Ele sorriu e levou sua mão não ocupada até o bolso da calça e de lá, retirou seu celular.
Depois de ter dado o meu número do celular a Gabriel. Ficamos conversando um bom tempo sobre as férias, momentos pessoais... E eu devia admitir que me diverti bastante.
-Você ainda namora? –Eu deixei escapar.
Ele me deu uma olhada maliciosa, sorriu e perguntou:
-Por que está interessada?
-Por nada. Só que o seu namoro com a Beatriz foi o bate-papo na escola no ano passado.
-Eu sei disso. Eu não namoro mais com ela. Sabe aquela coisa de que aquele que você julgava ser perfeito, na verdade não era tão perfeito assim?!
-Eu sei sim. Minha mãe sempre me diz para nunca julgar o livro pela capa. –Eu filosofei. – Por isso, eu tento não me deixar levar pela beleza exterior e sim, a interior.
Ele ficou em silêncio e ficamos nos encarando por 10 segundos.
-Gostei da frase.
-Isso é bom. –Disse sem graça.
-É melhor eu te levar para casa. –Ele comentou.
-Me levar para casa?
-Sim. Algum problema?
-Nenhum. É que é estranho.
-Por que estranho?
-Sei lá. Nós nunca nos falamos direito e de repente, me deparo com você querendo me levar até minha casa. –Eu respondi confusa.
-O problema é que eu nunca havia reparado o quando você parece ser legal.
“Eu? Legal? Só pode estar de brincadeira.”
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