–Sara... –O Thiago me disse quando me aproximei. –Que bom que veio aqui! A gente podia terminar nossa conversa em um lugar mais privado né? -Ele disse, o olhar geralmente vazio se tornou profundo e sedutor.

Fiquei curiosa, e deixei ele guiar nossa conversa.

–Tudo bem. -Falei.

Ele encostou uma mão na minha cintura, e me guiou até a rua, passamos pelas minhas amigas, por um pessoal, e depois achamos um canto deserto, com

pouca iluminação. Era o beco do lado do salão de festa.

Ele me encostou devagarinho na parede e ficou me encarando, sua mão subiu pela minha cintura, passando pelo meu braço, e chegando até minha nuca. Isso me casou arrepios, mas uma sensação eletrizante e surpresa.

–Acho que li seus lábios quando estava conversando com a Carol. -Falou ele. Meu rosto corou, mas eu sorri. -Tenho esse dom.

–Ah, é? -Olhei para ele com um sorriso maldoso.

Ele me olhou sarcasticamente uma última vez antes de sorrir e finalmente me beijar.

A boca dele tinha gosto de mentos, e sua toque era quente, profundo e melódico. Era doce, mas provocante e inocente, como se seus lábios tivessem o gosto de maldade oculta.

Ele terminou o beijo com um sorriso cafajeste no rosto, ainda me segurando pela cintura com as duas mãos e agora olhando diretamente nos meus olhos.

Primeiramente, fiquei sem palavras, apenas sorrindo sem jeito, afinal, ele beijava muito bem. Mas logo depois recuperei a fala:

–-Pensei que você não quisesse. –Ele disse. –Foi o que deu a entender, jurei que depois do beijo você ia me estapear, mas ia ter valido a pena. –Nós rimos.

–Na verdade, eu queria. Mas tinha mil motivos para nós não ficarmos! –Eu disse.

–A Meg? –Ele perguntou.

–Um dos motivos. –Falei.

–A Meg está ficando com o garoto que você se envolveu há apenas meses atrás, e você ainda se importa com isso? –Ele disse.

–Só que eu não gosto mais do Guilherme há tempos, ela ainda gostava de ti há poucas semanas, acho que faz apenas um mês! –Falei. –Só que já não importa mais agora. –Sorri seguidamente dele.

–Você não era mais BV né?

–Não. –Falei rindo. –Já faz quase um ano que perdi.

–E depois disso beijou mais quantos? –Ele perguntou.

–Ninguém. –Falei. –Depois que eu perdi o BV, no meu aniversário de 13 anos, passei a ficar com o garoto, ficamos juntos por 5 meses, mas a distância nos fez ‘terminarmos’... –Expliquei. –Desde então não fiquei com mais ninguém... Até agora!

–Ah... –Ele disse. –E porque não ficou com o Gui naquela festa?

–Porque eu estava mal naquela festa, com dor de cabeça, de estômago e acho que até com febre! Faltei uma semana na aula depois daquela festa, lembra? –Ele assentiu. –Então, eu tinha ficado doente, foi o que tentei explicar para o Gui, mas ele já tinha ficado com outra garota, a Ane, quando voltei a frequentar as aulas, aí fiquei com raiva e não fiquei com ele.

–Humm... –Ele disse. –Achei que era porque ainda era BV e estava com medo.

–Capaz! –Eu ri. –Se bem que é bem do meu tipo fazer isso... –Nós rimos.

–Vou lá com os retardados, tá? –Ele falou de repente, me dando um selinho, e apontando para os garotos. Apenas sorri e falei:

–Tá! –Então, voltei a dançar. E foi o que fiz pelo resto da noite.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.