We...

1 Nós...


Notas iniciais
Se alguém lia as porcarias que eu escrevia, de coração, sinto muito! Não pretendo voltar a escrever sobre animes, mesmo ainda os assistindo frequentemente, espero que entendam.
Para quem não lia: Olá! Estou tentando meu melhor e espero que goste!
PS: O texto não foi revisado.


Nós

Deixou uma lágrima escorrer de seus belos orbes cinzentos ao se lembrar de uma das poucas vezes que fizera amor com o moreno. Ela o amava e sofria ao ver a situação em que o rapaz se encontrava.

Dia após dia ela se sentava em um banco do corredor vazio do hospital a frente de um quarto esperando notícias.

O quarto dele.


Olhou para cima, para o homem bonito a sua frente, ele suspirou e com um olhar triste e melancólico lhe apontou a porta pelo qual havia saído.

A loira andou calmamente até a porta, ouvindo apenas os sons de seus passos ecoando pelo corredor. Parou em frente a porta e suspirou. Olhou para trás e viu o rapaz cair sentado desleixadamente no banco de onde havia acabado de levantar-se, sentiu o coração apertar.

Encarou temerosa a porta branca a sua frente, sala de emergência número 3, era o que dizia a placa. Suspirou pesadamente e tocou a maçaneta. Estava gelada. Respirou fundo calmamente e girou em sentido horário, sentindo a porta abrir.

Paralisou.

Ao sentir os pulmões doerem lembrou-se que tinha a necessidade de respirar, expirou fitando os pés. Criando coragem ergueu a cabeça e deu um passo confiante, entrando no cômodo.

Suas pernas fraquejaram e todo seu corpo tremeu ao ver como ele estava. Uma fina e dolorosa lágrima escorreu de seus olhos, passando da bochecha ao queixo, e do queixo ao chão. Seu coração se apertou em uma dor insuportável e sua voz esvaiu por alguns segundos.

_Percy! — Era como se sua garganta queimasse ao pronunciar o nome dele, machucava, doía, dilacerava, contudo ainda assim era reconfortante.

E então permitiu-se chorar ao ter a visão da imagem do moreno a fitando com um olhar preguiçoso, cansado e... angustiado.


–--



Escutou o baque surdo da porta se fechando e ergueu a cabeça, encontrando a sua frente a loira chorando. Viu ela caminhar a passos lentos e arrastados até sua cama e sentar-se perto do tronco do rapaz — na ponta, de maneira a não deixá-lo desconfortável — o fitando intensamente.

Com a mão direita — que estava ligada ao soro por um agulha detestável — secou as lágrimas que ainda saíam dos olhos dela, fez um leve carinho e viu a moça fechar os olhos, apreciando o contato. Entrelaçou sua mão livre com a dela.

_Annabeth! — Sussurrou tão baixo e fraco que a loira quase não escutou.


_Está se sentindo melhor? — Rebateu no mesmo tom, deixando claro que ainda estava abalada pela situação ao qual o rapaz se encontrava.

Fugir do assunto parecia a melhor opção para ele, não gostava de mentir, principalmente para ela, e também não queria dar a notícia que a cada minuto que passava ele estava mais próximo da morte, mais próximo do fim. Apenas continuou acariciando o rosto alvo da loira, observando-a com um leve sorriso e ignorando completamente a pergunta que ela lhe fizera.

_Ei, não fuja do assunto... Apenas me diga. A verdade. — Falou de modo convicto, e ele sabia que se ela continuasse com a expressão decidida ele não aguentaria. — Eu preciso saber se você está bem, será que você não entende isso? Quem ama cuida. Eu amo você. Devo cuidar-te e proteger-te, principalmente quando você está... — Disparou tudo de uma vez, já sentindo a visão ficar turva novamente.

_Quando estou perto de morrer... Eu sei. — Interrompeu a moça e muito calmamente concluiu a frase, como se pouco se importasse com sua vida.

_Não fale assim, por favor. — Pediu, já sentindo as lágrimas escorrerem por seu belo rosto. — Se você morrer, se você nos abandonar... Nós... Nós... — A loira tentava falar, sendo impedida pelos fortes soluços.

_Nós? — Fechou os olhos, sentiu uma forte tontura e uma queda considerável nos batimentos cardíacos, — que eram marcados pelo "bip" constante da máquina ao qual ele se encontrava conectado e ecoava juntamente com os soluços da loira pela sala praticamente vazia — estava perto, ele só tinha mais alguns minutos.

_Nós, seus pais, nossos amigos, eu e também... ela. – Agarrou-se fortemente a ele, o medo invadindo-lhe o ser.

_Ela? — Fraco, era assim que se encontrava o rapaz deitado no leito hospitalar, sua voz quase não mais saía, todavia precisava continuar, saber quem era ela.

Sentiu sua mão que ainda estava entrelaçada com a dela ser erguida e levantada ao encontro da quase imperceptível saliência localizada na barriga da loira.

Sorriu fracamente em meio à lágrimas. Estava feliz por descobrir que realmente faria falta, que de algum modo era importante, especialmente por ter constituído uma família com Annabeth, porém triste por não poder ter um futuro com elas. Com Annabeth, Com sua filha.

Sua filha. Pegou-se imaginando como seria sua filha, inteligente e problemática como a mãe, ou lerda e preguiçosa como o pai? Era interessante para ele pensar em como seria sua filha. Sua filha com Annabeth. Eles finalmente eram uma família. Eles.

_Nós... — Assim que balbuciou essas palavras sentiu a escuridão enfim lhe tomar, fazendo que que todos os seus sentidos sumissem e o "bep" torna-se contínuo.


–--


Sentiu o peito do rapaz parar de subir e descer, viu os olhos dele se fecharem e o aparelho ao qual ele estava conectado soar contínua e amargamente sufocante.

Saiu correndo e abriu com brusquidão a porta do quarto, se deparando com Dr. Apolo e outras duas enfermeiras conversando alarmados sobre o caso do moreno.

Os três logo compreenderam a situação e entraram as pressas no quarto, deixando mais uma vez Annabeth sentada em um dos bancos do enorme corredor vazio, esperando que eles o conseguissem reanimar.


–-- Duas semanas depois ---


Abriu lentamente os olhos, ainda sentia-se tonto e debilitado devido aos recentes acontecimentos. Estava abalado e isso era perceptível em seu semblante.

Olhou para frente e mesmo com a visão um pouco turva conseguiu identificar uma juba dourada e lindíssimos olhos cinzentos lhe encarando com um misto de alívio, preocupação e felicidade.

Sorriu.


_Finalmente, bom dia! Como você está? — A voz dela era como melodia para ele, era doce, e trazia paz de um modo acolhedor. Sentia-se a pessoa mais sortuda e feliz do mundo por ter sobrevivido, — mesmo após duas semanas em coma, tendo acordado no dia anterior — e por ter a loira ao seu lado.

_Estou cansado e dolorido, mas física e mentalmente bem. — Fechou os olhos, iria dormir novamente graças ao maldito efeito de sedativo causado pelos atuais remédios. Mal tinha tempo para a loira, sempre presente, contudo Dr. Apolo lhes garantiu que, com o grau de recuperação, o rapaz ficaria por ali somente mais alguns dias.

_Hey, cabeça de alga? — Brincou a loira, vendo o Jackson abrir preguiçosamente os olhos.

_Hn? — Respondeu o moreno extremamente sonolento e bocejando levemente.

_Nós vamos ser uma ótima família, certo? — A sobrancelha esquerda arqueada, o sorriso maroto e o brilho de felicidade nos olhos da moça denunciavam que aquela simples pergunta tinha um significado muito mais profundo do que aparentava, e que além disso, não precisava realmente de uma frase para expressar a resposta daquela pergunta. O rapaz sorriu, entendendo as intenções da loira.

_ Sim. Nós seremos, Annie. Nós...


Fim.


Notas finais
Espero que tenham gostado da ideia que saiu de minha perturbada mente. Se algo ficou vago ou sem sentido, me perdoem, não tenho tanta habilidade para a escrita. Algum comentário ou crítica sobre essa joça?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!