Ways And Choices
1 Prova de Amizade
Notas iniciais
Obrigada por me apoiarem suas lindas *~*
Espero que gostem, obrigada =)
P.O.V — Penny
Não gosto de formalidades, então, olá meu nome é Penny e sou filha de Poseidon, na verdade a preferida, ele mesmo me disse. Isso é o suficiente, o resto vocês irão descobrir durante essa historia que vou contar.
Está frio, o inverno é bem perigoso para quem não se preveni, então estou usando uma jaqueta de couro preta, jeans e uma bota.
Pego minha mochila e saio do meu quarto, bem nesse momento escuto a voz dela, a chata e insuportável porém minha melhor amiga, Clary. Desço as escadas bem de vagar para escutar a conversa de sussurros dela com minha mãe.
- Cler, você sabe que o acampamento está passando e sabe que quem irá salva-lo são vocês, tenham cuidado em qualquer coisa que irão fazer pelo acampamento e não saiam por ai se gabando só porque são As Escolhidas! Não conte isso a Pen.
Nesse momento apareço na cozinha e elas rapidamente fingem que estão fazendo alguma coisa e digo:
- Posso saber o assunto dos sussurros? Mãe? Clary?
- S-Sua mãe me pediu para eu cuidar de você se formos a uma missão. – Disse Clary – Não se preocupe!
- Como se eu precisasse sabe-tudo, deixa que eu a protejo mãe – Dou um sorrisinho para Clary me sentando a mesa para o café – To morrendo de fome! Pelos deuses!
- Essa nova né cabeça de alga? – Disse Clary com aquele sorriso provocador – Já pegou tudo? Se esquecer de algo não vamos volta – Diz se sentando em minha frente e pegando um cupcake azul.
Clary é o tipo de pessoa certinha e autoritária, somos amigas desde o jardim de infância, antes de sabermos que éramos semideusas, tínhamos 7 anos, eu era do grupo dos ‘’valentões’’ e ela do grupo dos ‘’nerds’’.
Ela estava sentada em um banco perto do lago olhando o por do Sol quando chego próximo e me sento no banco ao lado dela e digo:
- Ta fazendo oque cabelo-de-fogo? – Dando uns thausinhos na frente do rosto dela – Cabelo-de-fogo?
- O que foi? – Quase gritando ela me olha nervosa – Se for outra provocação saiba que não ligo! – Franziu o cenho e focou no por do Sol novamente. Seus cabelos laranja em uma trança que passava por seu ombro e sua pele super branca devido à iluminação do Sol.
- Não vim para provocações e sim para um tratado de paz – Digo com um sorriso forçado odiando a situação.
Ela me olhou desconfiada.
- Tudo bem sabe-tudo, minha mãe me obrigou a falar com você – Completo cruzando os braços – Aceita ou não? Diga.
- Tudo bem, não quero nenhum apelido, entendido?
- Posso te chamar somente de ‘’sabe-tudo’’? – Faço biquinho e ela afirma com a cabeça.
- Amigas? – Pergunto estendendo a mão.
- Amigas.
- Que lindo! A popular e a nerd de amizade! Não sabia que se rebaixaria Pen! – Disse Tyler com três garotos atrás dele.
Tyler era um idiota-babaca-narcisista, ele andava comigo e falava que eu o namorava.
- Cala boca Tyler! Não chame ela assim – Digo me levantando, furiosa o fito – Se falar com ela assim novamente eu vou...
- Você o que Penny? Vai me bater? São 3 contra 1! – Diz chegando mais perto – Sai! – Me empurra olhando para Clary – Rapazes, vamos mostrar pra nerd quem manda. Agora o Tyler está no comando!
Eu furiosa serro os punhos e vejo Clary olhando para mim, um olhar de ajuda. Corro e pulo em cima de Tyler nos jogando na margem do lago, estávamos todos molhados quando sinto algo tomando meu corpo, algo além de raiva, sinto o poder se instalando em minha alma.
- Saia de cima de mim Penny! Sai!
- Você ia bater em minha AMIGA! – Digo levantando meu punho – Agora quem vai apanhar é você! – Concentro meu poder em minha mão e dou um soco no seu olho fazendo inchar na hora.
Ele me tira de cima dele com um empurrão e diz:
- A diretora vai fica sabendo disso Penny Parkison! – Com a mão no olho ele sai gritando com os garotos.
- Penny, você está bem? – Clary chega me estendendo a mão para eu levantar – Está machucada? Vamos para a enfermaria para...
- Chega sabe-tudo, estou bem, na verdade estou ótima. – Digo me levantando olhando para minhas mãos.
- Você esta toda molhada. Venha, você tem que se secar – Ela me olha preocupada – Penny, obrigada, não sei o que faria sem sua ajuda.
-Não foi nada sabe-tudo – olho para ela – somos amigas lembra? Amigos protegem um ao outro. Vou sempre proteger você.
Ela estava chorando, nunca vi Clary chorar, nem quando a insultava dos piores apelidos, ela seguia em frente sempre durona.
Ela pula em cima de mim e me abraça forte, exito pois odeio abraços, mas retribuo.
- O-Obrigada Penny. V-Vou estar com você sempre também. –Diz ela molhando ainda mais minha blusa.
- Penny acorda! Para de babar na sua torrada como se ela fosse a culpada de todas suas idiotices! Acorda cabeça de alga! – Grita Clary.
Eu acordo de minha lembrança assustada e digo:
- Aaahh! O que foi sabe-tudo?
- Você estava babando em sua torrada cabeça de alga.
- Você é muito insuportável para uma filha de Atena!
- E você muito lesa para uma filha de Poseidon! Vamos logo! Temos que ir!
- É, não quero perde o capiture.
- O capiture ou o Simon chegando?
- Não gosto do Simon sabe-tudo, isso é passando.
- Que Simon é esse Penny? – Diz minha mãe chegando na cozinha.
- Ninguém mãe, vamos logo Clary.
- Tomen cuidado! –Diz minha mãe protetora com seus cabelos quase brancos iguais aos meus.
- Tudo bem mãe, tomaremos – Falo dando um beijo em sua testa – Te amo.
- Thau Sra. Parkison – Fala Clary afirmando com a cabeça sobre o assunto ao qual discutiam, acreditando eu.
- Vamos sabe-tudo, temos uma grande viagem até o acampamento.
XXXXX
Estávamos andando em uma estrada deserta a caminho do acampamento quando escutamos passos pesados vindo em nossa direção, viramos nossas cabeças ao mesmo tempo quando avistamos um Minotauro se aproximando. Aqueles olhos negros cintilando ódio me fitava.
- Corre Clary. Sai. Ele vem direto em...
Não completei a frase pois fui jogada longe rolando a estrada, percebi que o minotauro nem notara Clary e veio direto a mim.
Levanto-me cambaleando e pego de minha mochila meu cilindro de bronze, era do tamanho da palma de minha mão, clico em seu topo e uma espada de bronze celestial aparece rapidamente, com um tridente desenhado na base da lamina ela brilhava.
Dei um sorriso e me agachei, coloquei a palma de minha mão livre no chão e senti a água saindo da terra ao lado da estrada, quando percebo que água rodava em meu entorno.
- Venha sua vaca gigante! – Grito
O minotauro correndo abaixou seus chifres ao meu encontro bufando.
Quando ele estava perto imediatamente fiz uma bola maciça de água ao meu entorno protegendo-me contra seus enormes chifres afiados, ele fica preso em meu escudo d’água e digo:
- Só isso que você tem a oferecer para a grande filha de Poseidon sua vaca?
Levanto-me e desfaço o escudo, e rapidamente me desvio da força do chifre do animal deixando-me atrás dele, aproveito sua distração e levanto minha espada cravando-a bem em sua coluna.
Vejo o minotauro cambalear e rugir de dor.
- Vai me ajudar ou mato eu mesmo o minotauro? Sabe que cuido do assunto se quiser sabe-tudo! — Grito em direção a Clary que estava parada no começo da estrada.
- Estou pensando cabeça de alga!
- Claro, sempre!
- Ok, tática numero 2 e 3, se errar eu te mato cabeça de alga!
- Tática numero 2, AMO! – Falo com água ainda girando ao meu redor, me viro para as costas do minotauro que ainda estava cambaleando de dor – Aqui sua vaca, olhe para a grande filha de Poseidon!
O animal me olha com fúria e no mesmo instante o prendo em uma jaula de água o impedindo de se mexer. Dou um sinal com a mão e vejo Clary começa a correr em nossa direção.
- Agora cabeça de alga!
O touro tentando se debater para sair da prisão enquanto me agacho em sua frente e faço uma escada de água, quando vejo Clary no ultimo degrau dou um jato em sua direção para dar impulso.
Clary da um salto, desfaço a jaula e vejo o rosto do minotauro surpreso e duro como uma estatua, seus olhos iam de Clary para sua adaga reluzente. Em um golpe perfeito Clary crava sua adaga no topo da cabeça do animal o fazendo rugir de dor.
Em alguns segundos ele vira pó e Clary cai suavemente no chão.
Limpando sua adaga suja de sangue de minotauro ela diz:
- Muito bem cabeça de alga.
Ando para perto dela e clico na base de minha espada que rapidamente vira cilindro de novo.
- E você é muito antipática para uma filha de Atena e acho que ouvi um obrigado escondido em sua frase. De nada sabe-tudo! Vamos que estou com fome.
- Essa é nova né cabeça de alga? Você vive com fome.
- Você é chata, mas uma ótima parceira de batalha – Levanto minha mão – Toca aqui.
Ela sorri e toca em minha mão.
- Sempre juntas cabeça de alga.
- Sempre.
- Agora vamos.
Pegamos nossas mochilas e continuamos andando naquela estrada a caminho do acampamento naquele belo fim de tarde, o Sol se pondo e barrigas roncando. Sinto que nossa jornada nos destinará a fazer caminhos e escolhas diferentes, porem sempre estaremos juntas, sempre.
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