Notas iniciais
Ossu, minna-san!!! ^^
Estou trazendo mais esse capítulo.
Já regulei com o outro site, então postarei agora todas as sextas, ok's?
Espero não decepcionar vocês!
Boa leitura o/

–Então, o Sasuke falou comigo sobre você, qual é seu plano? – perguntou Kiba empolgado.

Eram três da tarde, estavam num café acertando a armação.

–Bem... Você deve imaginar... Fingir que estamos namorando... Brincar de “casal feliz”.

–Só na frente dos seus pais?

–É... Eles vão dar um jantar na sexta que vem... Pra conhecer você.

–Na sexta...?

–É, eu sei que você sai com os meninos, mas eles adoram jantares na sexta! Sempre que tem uma comemoração eles dão um jeito de ser na sexta! E toda a família vai estar lá.

–Seus pais são meio doidos... – comentou.

–Eu sei! Eu sei... – disse na tentativa de acalmá-lo – Vou te explicar sobre cada um. – disse tirando um grande álbum de família da bolsa.

–Como pode caber tanta coisa absurda nas bolsas de vocês? – perguntou surpreso.

–Isso não importa! Olhe. Esses são meus pais. – disse apontando um casal na foto – Nunca o chamem por outro nome que não seja Haruno-san, eles enlouquecem, a menos que gostem demais de você e peçam para serem chamados pelo primeiro nome, o que eu duvido muito que aconteça. – ela passou mais duas páginas – Essa é minha vó, mãe da minha mãe, ela é meio assanhadinha, não estranhe, esse é meu avô, mas ele não estará lá, morreu há três anos...

–Meus pêsames.

–Obrigada. Essa é a tia Gertrudes, ela é irmã mais velha do meu pai, foi criada no estrangeiro e não fala uma vírgula da nossa língua, provavelmente vai ficar berrando que nem uma cabra o jantar inteiro e ninguém vai dar a mínima pra ela, se tiver pena, ignore, você não sabe o quanto essa mulher consegue se insuportável, talvez ela seja amarga pelo simples fato de nunca ter encontrado um amor. – ela passou mais um página – Essa é a tia Yumi, ela é irmã mais nova da minha mãe, tem apenas 5 anos a mais que eu, e pode ir tirando o olho dela porque está casada! E esse é o marido dela, lindo, não? Não importa, esse é o tio Usui, irmão mais novo do meu pai ele gosta de fazer piadinhas, você provavelmente não estará livre delas, então acostume-se. Bem... É isso, essa é minha família. Acho que não esqueci ninguém.

–Família estranha essa sua...

...

–Ainda trabalhando, Tenten? – perguntou Hinata na soleira da porta do pequeno ateliê delas, um quarto do apartamento destinado a pinturas e esculturas.

–A mãe do Sai me pediu pra fazer três pinturas e dois vasos... – disse toda suja de barro enquanto esculpia um vaso na máquina.

–Falando nisso preciso fazer um protótipo de uma escultura pra entregar ao Itachi-san amanhã à tarde... – ela deu um longo suspiro – Tinha esquecido completamente...

–Ponha-se a trabalhar! Você é boa em esculturas, tenho certeza que vai fazer algo inovador.

–Preciso...

–Hina, você anda tão avoada ultimamente... Tem alguma coisa errada?

–Hm? Er... – ela sentiu suas bochechas arderem e escondeu o rosto.

–Hinaaa? O que foi? – perguntou desligando a máquina.

–Ah... Er...

–Que cara é essa? – perguntou desconfiada – É a cara de quem está amando! – disse avaliando a expressão da garota. – Quem é o felizardo? Hã? – disse cutucando-a.

–Na-não... Você está enganada!

–Não estou não... – cantarolou – Hinata... Quem diria... Por quem é que você está caindo de amores?

–Na-ninguém...

–É a segunda vez que você fala “na” antes da palavra! Na... Na... Eu conheço alguém que comece com “Na”...? – perguntou-se pensativa – Na...

–Naruto! – berrou constrangida. Como Tenten não podia se lembrar dele?

–Naruto? Aquele idiota? Ops, foi mal... Mas... Naruto? Você tem um gosto um tanto... Exótico...

–Vocês não o vêem do jeito certo... Ele é alegre... Tem um sorriso bonito... Está sempre animando o ambiente... Ele é fofo.

–Eu tenho outra definição de fofo, mas tudo bem... Parando pra pensar bem ele não é feio, mas é um pouco “empolgado” demais... Não acha?

–Não. Ele é fofo...

–Tudo bem... Gosto é algo que não se discute, certo?

–Tenten! Não é justo! Naruto é uma boa pessoa! Não pense assim dele.

–Só o viu uma vez!

–Você também! E eu vi duas... – respondeu corando.

–Duas? Se encontraram? Já?

–Não! Foi por acaso... Quando eu saí com a Sakura ontem...

–Ah... Mas então, o que rolou? – perguntou maliciosa.

–Nada... Ele parece nem notar quando estou perto...

–Eu disse... Ele é um idiota...

–Mas ele parece gostar da Sakura...

–É um idiota que gosta de outra! Amiga, desista...

–Me ajude, Tenten!

–Tudo bem... Vamos supor que ele não seja tão idiota assim, então vamos fazê-lo notar você. Eu tenho um plano.

...

–Shika... Vamos! Meus pais vão amar você!

–Não sei se estou pronto pra conhecer seus pais... Essas coisas são sempre tão problemáticas...

–Shikamaru! Estamos namorando há 5 meses! Meus pais achariam que você não passa de um fruto da minha imaginação se Gaara não o tivesse visto! Vamos... Só estarão meus pais e meus irmãos.

–Seu irmão mais velho parece meio bizarro também.

–O Kankurou? Ele é um retardado!

–Seus pais podem não gostar de mim.

–Sou eu que tenho que gostar de você, seu idiota. Não eles.

–É... Cada dia que passa eu tenho mais certeza que você me ama... Ainda mais com esses apelidinhos carinhosos...

–Shikamaru, não comece a reclamar de novo!

–Tá... Desculpe... Desculpe...

Temari sempre foi mais pulso firme, sempre tomou mais a frente, inclusive ela que tinha o pedido em namoro, não o contrário. Ele preferia não discutir, apenas ouvir e concordar com tudo que ela dissesse, não queria ter problemas com ela nem com mulher nenhuma, mas ele a amava e ninguém podia negar.

–Agora tira esse cu seco dessa cadeira e vamos embora. – disse pegando a bolsa, o Nara levantou-se do sofá, pegou a chave do carro encima da mesa e saiu atrás dela.

...

–Vamos fazer um programinha legal hoje Sasuke! – reclamou a ruiva emburrada, eles estavam no sofá da sala do apartamento dele.

–O que quer fazer?

–Algo legal...

–Cinema?

–Não precisamos sair daqui pra fazer algo legal... – disse toda melosa brincando com as mechas negras do cabelo dele.

–Hm... – ele parecia pensar em algo fingidamente, de repente olhou pra ela com malicia e a deitou no sofá, ficando por cima dela, olhando-a nos olhos – Vamos deixá-los de fora disso. – disse tirando-lhe os óculos.

Ele beijou-lhe as costas da mão direita e os beijos foram subindo e arrepiando-a ao longo do caminho, logo estava no pescoço e não demorou nada para atingir a boca.

...

–Sabe, eu não costumo sair com meus pacientes... – disse a loira.

Eles estavam num barzinho na esquina da rua dela, comendo dangos.

–Não sou seu paciente do hospital pra fora. Depois de tanto tempo de convivência nossa relação merece um novo nível!

–Relação? Não me entenda mal, Gaara, mas não temos uma relação.

–Não? Pensei que fossemos amigos. – disse com um sorriso de canto.

–Ah... Somos. – disse com um sorriso amarelo, ela estava distraída, nem sabia mais o que tava pensando.

–Tem alguma coisa de errado?

–Não, não. Imagina... Eu só... Estava pensando.

–Pensando em alguém?

–Não. No trabalho. – mentiu. É claro que estava pensado em alguém, alguém que estava bem próximo a ela.

–Não te chamei pra sair pra ficar pensando no trabalho! Por que não relaxa um pouco?

–Tem razão. Preciso relaxar. – disse desabotoando o sobretudo cinza, mostrando um vestido azul claro por baixo, jogou os longos cabelos loiros para trás e prendeu uma mecha atrás da orelha – Então, Gaara... Somos amigos aqui fora, certo? – perguntou cruzando as pernas e jogando os ombros pra trás.

–Exatamente. Amigos... – comentou sem deixar de reparar nas pernas alvas à mostra.

–Bem... – ela reparou que sua tentativa de sedução deu certo, jogou a barra do sobretudo por cima das pernas, escondendo-as, pôde ver um certo brilho sumindo dos olhos dele, ela estava brincando, adorava brincar com a mente dos homens, era um de seus passatempos preferidos, ainda mais quando ela sabia tão bem onde mexer – Adoro outonos, sabia...? É sempre tão confortável... É frio, mas não tanto... Não neva... É um clima tão gostoso... Não acha?

–Gostoso... Sim...

–Gaara, olhe nos meus olhos. – disse ela pegando o queixo dele e o obrigando a olhar pra ela, ele não conseguiu desviar, os olhos dela eram intensos demais, claros demais e confiantes demais, ele amava aquilo.

–Me perdoe por isso. – disse ele puxando-a para um beijo feroz e envolvente, línguas rolaram, mãos passearam, dedos brincaram...

Ao se afastarem estavam sem ar e completamente descabelados.

–Gaara... Como pôde...?

–Vou entender se nunca mais quiser me olhar de novo.

–Acabei de te dar sua alta. Você não precisa mais ir se consultar comigo. – falou seriamente ajeitando-se.

–Calma, Ino, não vá tão longe, é nossa relação profissional! Preciso de uma psicóloga.

–Não precisa mais. Você está curado. Do seu pequeno “probleminha”.

–O que está dizendo?

–Exatamente o que ouviu. – disse levantando-se e abotoando o sobretudo – Aceitei sair com você hoje pra te avaliar, chamei sua atenção, você se “animou”, está finalmente curado, Sabaku, depois de dois anos se consultando comigo, seu trauma foi curado, parabéns.

–Está dizendo que você armou tudo isso?

–Claro que armei. Me aproveitei do seu convite e avaliei você. Pronto. – disse pegando a bolsa e indo embora.

–Espere aí. Você não vai embora assim. – disse pegando o pulso dela e puxando-a pra perto de si. Ela deu um gemido baixo ao se bater contra o peito duro dele, ele a prendeu em seus braços, ela o olhava cinicamente, como se o desafiasse, sua cabeça estava levemente tombada de lado enquanto os olhos dele permaneciam fixos aos seus, ela podia sentir os músculos dele na abertura da jaqueta preta de couro sobre a camisa igualmente preta de meia e longas mangas.

Ela arqueou uma das sobrancelhas , esperando algo, aquela foi a deixa para ele agarrá-la pra mais um beijo, muito bem retribuído, por sinal.



Notas finais
Campanha: Faça uma ficwriter feliz! É simples, é só mandar reviews!Não dói, não paga e ainda contribui para a a alegria de uma pessoa! ^^
Eu mereço? *-*
Kissus
Miruku-chan