Watashi wa... Tenshi desu ka?
11 Capítulo 11
Notas iniciais
No dia seguinte, as garotas foram acordadas por Temari.
– Hey, garotas, se vistam rápido. Temos coisas a fazer hoje.
Todas se vestiram e foram até o refeitório, que estava bem cheio. Depois de comerem, Temari as levou até o outro lado da CTJY. Lá estavam dispostas dez portas, cinco de um lado e cinco do outro. Ela indicou uma das portas e pediu para Sakura entrar.
– Pra que eu entraria aí? — perguntou Sakura, desconfiada.
– É aqui que vocês vão fazer o teste para descobrirem sua raça Youkai. Lá dentro vocês vão encontrar um óculos. Coloque o nos olhos e pronto, o teste começa. Todas as outras vão fazer isso também, mas cada um deve ficar em uma sala.
– Está bem, então eu vou.
Sakura entrou e viu uma mesinha com um óculos em cima. “Bem, deve ser este aqui” pensou a garota. Ela colocou os óculos, e tudo ao seu redor se transformou. A salinha minúscula se transformou em uma enorme inferno. Literalmente. Tudo foi tomado pelas chamas. E era delas que a rosada tinha mais medo, das chamas. Ela começou a gritar e a espancar a porta, mas esta não existia mais.
O fogo se alastrou rapidamente, tomando conta do lugar. O calor fazia Sakura gemer. A temperatura estava cada vez mais alta, e a garota começou a chorar de medo. Ela ficou algum tempo encolhida, mas não conseguia mais aguentar o calor, que conseguiu queimar sua pele. Algumas marcas apareciam, e dava para sentir sua pele derretendo. Sakura colocou a cabeça entre as mãos, e gritou de dor.
Porém, nesse momento, ela se levantou rapidamente, e seus olhos começaram a faiscar. Ela sentiu como se não tivesse mais peso nenhum, e viu seus pés se separarem do chão. Ao olhar para as mãos, conseguiu ver além delas, o que havia atrás delas. Ela estava transparente. Olhou fixamente para todas aquelas chamas e viu sua mão se levantar em direção à elas.
– Shannaro! – Um jato branco foi de sua mão até o fogo, que foi lentamente desaparecendo. Ela sentiu um baque e percebeu que estava novamente na sua forma visível, e havia caído. O inferno que estava lá foi dando lugar à salinha que antes era a ocupante do lugar. Sakura tirou seus óculos e desmaiou.
Hinata entrou na sala e colocou os óculos. Ela não sabia o que exatamente aconteceria, então simplesmente esperou. Passou algum tempo e a salinha ficou no completo breu. A escuridão tomou conta do lugar. Hinata sentiu algo em sua penar, e tentou chutar o que quer que fosse. Mas ela não podia ver nada, então, a coisa se movia e ela não podia acompanhar. Ela recuou um pouco. A coisa continuava encostando na sua perna. Então, Hinata ouviu um som ensurdecedor.
Aquilo parecia um pesadelo, a escuridão era seu maior medo. Ela ouvia gritos ao longe. Recuou um pouco mais, e tentou achar a porta por onde havia entrado. Foi tateando a parede para achar a maçaneta, mas não a achou. foi andando cada vez mais para o lado, quando pisou em falso e caiu. A morena se encolheu, e alguma coisa bateu em sua cabeça com força. Ela deu um grito, por causa do susto. A coisa começou a morder sua cabeça com força, mas quando Hinata tentava pegá-la, era como se não existisse. Ela passou a mão sobre a cabeça e sentiu algo molhado. “Sangue”, pensou. E isso a deixou mais assustada ainda. Alguma lágrimas de dor e medo correram por sua face, e ela balançava a cabeça, como se tentasse acordar de um pesadelo, mas isso não adiantou.
A garota sentiu o sangue escorrer por sua cabeça, chegando até suas bochechas. “Não posso morrer. Não ainda” falou ela, e se levantou, determinada. Mas seu medo era enorme. Ela sentiu outra coisa, agora em seu braço. A mordida dessa vez foi muito mais forte, era como se tivesse um leão a mordendo. Ela gritou de dor, um grito alto, forte, até que, alguns segundos depois, uma luz a rodeou, e, das suas costas, um par de asas negras apareceu. Sua roupa era agora composta por um vestido branco e simples, que chagava até os seus joelhos, e uma sandália, também branca, estilo gladiadora, que chegavaa até sua canela. A morena viu uma explosão de luzes sair de seu corpo, e as coisas que a atacavam pararam o ataque. Depois disso, caiu no chão, desacordada, por causa da perda de sangue, e uma poça do líquido a rodeou.
TenTen entrou na salinha, colocou os óculos e ouviu o pior barulho que já ouvira na vida. Era um som agudo, e tão alto que ela segurou a cabeça com as mãos por causa da dor. O som parou por um instante, e apareceram alguns animais a sua frente. Eles olharam para a garota com desdém, e começaram a rodeá-la. O som voltou, ainda mais forte. Ela se abaixou, e colocou a cabeça entre as pernas, tentando se livrar do barulho ensurdecedor. O barulho continuou por algum tempo, e parou novamente.
TenTen tirou as mãos dos ouvidos e olhou para elas. Ela viu sangue. Sentiu o líquido escorrer até se pescoço. E os animais se aproximaram da garota, com olhares assassinos. Um deles abriu a mandíbula e deixou seus dentes caninos pontiagudos à mostra. Ele se aproximou e o ruído começou novamente, e ia ficando cada vez mais alto. Os ouvidos da morena estavam palpitando, e a dor tomou conta de todo seu corpo. A garota sentiu lágrimas escorrerem por suas bochechas, e, depois, a mordida do ser na sua coxa. Ela se levantou tão rapidamente que fez o bicho recuar. Olhou para ele com maldade e frieza, e, além de suas orelhas ficarem um pouco pontiagudas, seus cabelos se soltaram e alguns fios caíram sobre sua face. Seus pés eram cobertos por uma bota cano longo marrom, e sua roupa havia se transformado em uma blusinha verde e uma saia, também verde, com detalhes em marrom. Um arco apareceu na sua mão, e ela automaticamente pegou uma flecha e atirou contra as coisas, e as foi matando uma a uma. Depois, a sala voltou a ser o que era, e a garota assim que tirou os óculos, caiu no chão.
Ino entrou naquela sala e colocou os óculos. Por algum tempo, nada pareceu acontecer, mas depois de alguns minutos, as paredes, que pareciam estáticas, começaram a se mover. Elas iam em direção ao centro, e apareceram enormes espinhos de metal nelas. Ino começou a ficar sem ar. Ela tinha claustrofobia, não suportava ficar em lugares fechados. Virou-se para trás, onde deveria estar a porta, mas encontrou apenas mais uma parede cheia de espinhos.
A loire começou a respirar ofegante, e tentou tirar os óculos. Foi inútil, eles não estavam mais lá. As paredes continuaram se movendo, e ela foi ficando cada vez mais ofegante. Se sentou no chão e abraçou as pernas, tentando respirar. Aquilo estava ficando cada vez pior. Ela já começava a sentir as picadas das agulhas a espetando. Ela chorava, enquanto as paredes, sínicas, continuavam se movendo, lentamente. Uma agulha acertou sua cabeça, e ela se levantou rapidamente, assustada. Olhou ao redor e viu que, se ela se movesse, nem que alguns centímetros, seria transformada em quiejo suíço.
Então, os olhos de Ino começaram a brilhar. Sua roupa mudou, e passou a ser um tomara-que-caia rosa com detalhes em lilás, e uma saia também rosa. Seu cabelo foi coberto por uma coroa de flores. Seus pés estavam descalços, e duas delicadas asas rosa e lilás apareceram em suas costas. Elas sentiu os pés se distanciarem do chão, e olhou para cima, por onde via uma abertura. Subiu o mais rápido que pode, e, quando chegou lá, se virou novamente para baixo e lançou um raio rosa de suas mãos. O raio atingiu as paredes, que voltaram para trás. Ela desceu e quando encostou os pés no chão o lugar voltou a sala. Ela tirou os óculos e saiu da sala, ofegante.
Fale com o autor