Watashi Wa Anata O Aishite Wa Naranai
2 Tem algo errado
2 — Tem algo errado
-Você disse... Atena? Afonso caiu no chão, olhando aquela pessoa estranha trajando a armadura dourada. -Peraí... É impossível! Primeiro que deuses não existem! Segundo que eu sou um homem e Atena é uma mulher! Kalisto olhava com seriedade para aquele rapaz e depois olhou para Frida ao fundo, que retribuiu o olhar. O próprio guerreiro queria se certificar que o cosmo que sentira viera mesmo do adolescente. Mas a menina não emanava nenhuma essência. -Não temos tempo, logo virão procurar e tentar te matar. Tem que vir comigo para o Santuário, Atena...-Eu não sou Atena! Meu nome é Afonso! — resmungou o garoto, pegando sua mochila e indo ajudar Frida a se levantar. Kalisto observava tudo com calma, e quando encontrou seus olhos com os de Afonso, novamente sentiu a força de Atena. -Entendo... Você realmente não acredita. No ar pairou de repente inúmeras pétalas brancas quando o dourado elevou seu cosmo
-Muito bem, olhe com atenção, Afonso. Sente algum vento para fazer as pétalas voarem? — indagou o cavaleiro, desafiando o jovem para que ele entendesse o que já deveria entender por si.
-Por que você emite uma luz? Não que Afonso não estivesse tentando buscar em sua enciclopédia mental uma resposta para pétalas voarem, mas ver o cosmo de Kalisto era ainda mais intrigante. O guerreiro dourado apenas deu um leve sorriso. -Perspicaz, Atena, ou melhor, Afonso... — das mãos do cavaleiro surgiu uma rosa. — Você enxergou o meu cosmo! E pode ver como ele é quente. De fato, o local tinha um calor que não devia ter. -Por que acha que sou Atena?
-Cosmo também se sente... A medida que despertar, irá se lembrar. Afonso estava preocupado, sentia em si que devia confiar em Kalisto. -Tudo está em perigo? O dourado assentiu. -A Frida vem conosco. A garota o olhou surpresa. E depois para Kalisto. -Eu apenas tenho ordens de levar Atena.
-Sem a Frida eu não vou! Não posso abandonar minha amiga!
-Sinto muito, Afonso...
-Qual o problema, peixinho? Uma outra voz, que parecia passar pela mudança de voz surgiu. Kalisto suspirou ao notar que era outro dourado.
Usava uma cabeleira rebelde, misturando fios acaju com vermelho vivo, piercing e brincos. -Noah de Leão...
-Até é interessante levarmos essa garota. — disse o leonino piscando para Frida, que fingiu que não viu.
-Por que? — indagou o pisciniano.
-Nemesis espera uma Atena, certo? E não um Atena... Bom, a idéia era tentadora, mas exporia uma inocente completa. -Por mim tudo bem. — disse Frida, com seriedade — eu finjo ser essa deusa. Eu vou acompanhar Afonso.
-O que diremos para os outros? Afonso pensou, se sentia desconfortável em expor Frida, mas seu cérebro maquinava idéias. -Digam que Atena se casou, que sou o marido da Frida. Que ela se recusou a abandonar o marido mesmo depois de descobrir tudo. E que acataram as ordens. Os dourados tinham mais e mais provas da autenticidade da divindade de Afonso. -Está bem... Vamos. — resmungou Kalisto.
-Mas e nossas coisas?
-Podemos ordenar cavaleiros buscar. Precisamos que entre no Santuário!
Assim, Kalisto tomou Frida nos braços e Noah, desconcertado, fez o mesmo com Afonso.
O o o | [♥] | o o O
Sinbad estava novamente na sala do mestre, desta vez, ele viera por conta própria e não por convocação.
-Trouxe novidades, Sinbad? — indagou o Grande Mestre.
-Sim, senhor... Kalisto e Noah estão retornando com Atena, senhor.
O líder estava animado visivelmente.
-Mas parece... Ah!
Sinbad ia terminar de dizer algo quando ambos sentiram o cosmo de Kalisto e Noah.
-Chegaram...
O o o | [♥] | o o O
Tudo era tão importante que até o Grande Mestre desceu as escadarias das doze casas. Foi uma aglomeração de cavaleiros na primeira casa, misto de respeito com curiosidade sobre a Atena.
Foi quando todos estranharam ver um casal ali, visivelmente ambos se sentindo acuados.
-O que é isso? — indagou Sinbad.
-Temos que conversar... E com urgência, Grande Mestre... — disse Kalisto, em tom solene, enquanto Noah sorria de forma malandra, coçando a nuca.
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