Notas iniciais
Antes de tudo... OBRIGADA DEDE BLACK! (hihi) Ameeeeeeei a recomendação! E não foi uma surpresa boba nada! Foi uma surpresa ótima! Amei, amei e amei!!! Muito obrigada mesmo. E esse capítulo é dedicado a você, já que é um dos capítulos que você estava mais esperando, o PASSADO do Kakashi! Hoho.
Bem... Eu já estava ficando louca com a manutenção que nunca acabava >.< enfim, vocês não precisam saber dos surtos que eu tive hahaha. Quem estava esperando pelas revelações do passado do Kakashi vai A-M-A-R esse capítulo! HAHAHAHHA. O que estão esperando?! Vão ler!
Enjoy~

Capítulo XXVIII

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Jun suspirou e disse as palavras que Kakashi tanto precisava ouvir.

- Sim, eu lhe perdoo, só não se esforce demais, ok? – Jun retirou sua mão da de Kakashi e tirou o seu cachecol o enrolando ao redor do pescoço desnudo de Kakashi. Talvez isso ajudasse a melhorar a tosse.

- Arigatou. – Ele aspirou o cheiro do cachecol. Cheirava exatamente igual a Jun. Sorriu e retirou o violão, o deixando escorado aos seus pés.

- Por que você está me agradecendo? – Jun levantou a cabeça, confusa, e olhou nos olhos de Kakashi.

- Por você ter me perdoado. Me desculpe pelo o que eu fiz... Me perdoe por tudo, por favor! – Sabia que estava pedindo demais. Mas talvez, talvez se ela o perdoasse, ele poderia perdoar a si mesmo.

- Eu te perdoo Kakashi... – Os olhos dela se encheram de lágrimas. – Mas você também tem que me perdoar...

- Perdoar... à você? – Perguntou confuso.

- Sim... Me perdoe por se egoísta! Me perdoe por ter querido você para mim... Se eu nunca tivesse me confessado, nada disso teria acontecido. – Fungou.

- Ei! – Kakashi colocou suas mãos no ombro dela e deu uma sacudida na jovem. – A culpa não é toda sua, ok? Metade dessa culpa é minha. Então divida-a comigo. Não carregue esse peso sozinha, entendeu?

- Hm. – ela assentiu e Kakashi a abraçou. Não aguentava vê-la derramar aquelas lágrimas.

Jun era a garota mais chorona que Kakashi conhecia. Ela tinha um sorriso tão bonito, mas insistia em chorar. A apertou mais e afagou as suas costas enquanto ela ainda chorava.

- Baka, porque você chora tanto?

- Sou emotiva, algum problema com isso? – Jun respondeu petulante, a voz sendo abafada por ela estar com o rosto enterrado no peito do grisalho.

- Nenhum problema... – Ele beijou o topo da cabeça dela. – Só gostaria que você sorrisse mais.

- Vou tentar...

- Isso é uma promessa, okay?

- Ok. – Concordou.

- Ei, vamos nos sentar ali? – Kakashi a afastou um pouco do corpo e apontou um banco. – Quero conversar. – Jun assentiu e deixou-se ser guiada por Kakashi, que a puxava pela mão. Seus dedos entrelaçados.

- Sobre o que você quer conversar? – Perguntou Jun quando já estavam sentandos.

- Sobre o passado... – Kakashi passou um braço ao redor dela e a trouxe para mais perto, assim eles se manteriam aquecidos.

- Passado?

- Sim... Eu creio que já lhe falei que eu morei aqui anos atrás, se lembra? – Jun assentiu e Kakashi continuou. – Eu morei aqui com meu pai, nunca cheguei a conhecer a minha mãe, ela morreu quando eu nasci, e morei também em outra casa, na casa de um amigo. Ele se chamava Obito.

- Se chamava? – Estranhou Jun. O uso desse verbo só podia indicar uma coisa...

- Sim, se chamava, ele já faleceu. Assim como meu pai. – Explicou, e viu o rosto da jovem tomar uma expressão triste. – Não faça essa expressão!

- S-Sinto muito. – Ela abaixou a cabeça e repetiu. – Sinto muito pelo seus pais, e pelo seu amigo.

- Tudo bem. – Kakashi a apertou mais contra o seu peito e suspirou. – Meu pai morreu quando eu ainda era criança, e os pais do Obito praticamente me adotaram. Eu detestava o Obito no começo. Ele era grudento e expansivo, até me lembra o Naruto! – Kakashi riu-se se lembrando.

- Te lembra o Naruto? Ele também falava palavras estranhas?

- Tudo o que ele falava era estranho para mim. – Riu novamente. – Eu era como o Sasuke, até mesmo um pouco mais rabugente, e ter que morar com aquela criatura barulhenta e hiperativa era um tormento.

- Mas vocês se tornaram amigos, não é? – Jun sorriu. Estava muito feliz por Kakashi partilhar do seu passado com ela.

- Sim, nós nos tornamos amigos. Demorou um pouco, mas nós nos tornamos amigos, e adivinha? Montamos uma banda quando estávamos no primeiro ano. – Sorriu com a lembraça.

- Sério? Vocês dois?

- Sim, nós dois e mais uma amiga que também morava aqui na vizinhança. Obito era apaixonado por ela. – Disse. – Eu era o vocalista e tocava guitarra, Obito tocava baixo e a Rin tocava teclado.

Jun gelou a ouvir o nome Rin. Esse havia sido o mesmo nome que Itachi mencionara na mensagem. Engoliu em seco e tentou normalizar a expressão.

- E aí?

- O pai do Naruto, Minato, nos viu tocar e nos fez uma proposta. Nos propôs que ao terminarmos o ensino médio, que tocássemos a sério, que assinássemos um contrato com a Yamaha.

- E vocês assinaram? – Jun se animou.

- Apenas eu... – Kakashi disse e sua expressão feliz se apagou. – Obito morreu antes de terminarmos o ensino médio.

- Oh... – Fez a jovem, sem saber direito o que fazer diante daquela expressão triste de Kakashi. Ela levou sua mão os rosto de Kakashi e o acariciou, o despertando da tristeza que estava.

- Obrigada... – Sussurou e pôs a sua mãos sobre a dela. – Obito morreu para proteger a Rin e a mim. – Explicou e apertou a mão de Jun. Se lembrar daquilo era horrível, mas ele queria contar isso para a jovem, então ele iria até o fim agora que havia começado.

- Não precisa me contar...

- Mas eu quero. – Suspirou. – Sabe a sua casa? A casa que você mora?

- Sim, e o que tem? – Perguntou confusa.

- Aquela casa era a casa do Obito. A casa que eu morei na minha adolescência – Se Kakashi queria surpreender Jun, ele havia conseguido. – e a casa na qual Obito morreu.

- C-Como? – Agora sim Jun estava surpresa. Nunca poderia imaginar que uma morte havia ocorrido na casa em que morava. Isso era uma coisa que nunca lhe passaria pela mente.

- Os pais do Obito estavam construido uma varanda nos fundos da casa, porém, a pessoa que a estava construindo não fez a fundação muito bem feita, nem sei se ela alguma vez foi terminada ou refeita... – Disse Kakashi, tendo alguma dificuldade para por as palavras para fora.

- Não há nenhuma varanda agora...

- Imaginei... – Suspirou e continuou a história. – Eu, Obito e Rin costumávamos ficar lá para descançar, depois de ensaiar. – Explicou. – E certa vez, eu e o Obito estávamos discutindo. Ele achava que eu gostava da Rin, ou algo assim, e ele me empurrou, eu me levantei e o empurrei mais forte, e ele acabou batendo em uma das colunas que sustentavão o varanda. Com o barulho que fez, Rin veio ver o que estava acontecendo... – Kakashi travou, não conseguia dizer mais nada.

- Tudo bem Kakashi, não precisa me contar... – Jun retirou sua mão debaixo da de Kakashi e continuou a acariciar o rosto dele, que estava tomado por uma expressão de dor.

Aquele realmente era um assunto difícil, mas ele havia se decidido, iria contar tudo para Jun.

Continua...

Notas finais
E a gripe (ousejaláoqueforisso) é persistente! Ela se recusa a me largar... Mas tudo bem, estou conseguindo conviver com essa maldita ¬¬ só que ela levou embora a minha inspiração e nem por dinheiro eu estou conseguindo terminar o capítulo de Gaiden! Alguém me mate por favor ç.ç
Ja nee~