Watashi No Sekai

1 Watashi no Sekai


Notas iniciais
Yoo minna~ Essa é a minha primeira Fanfic aqui no Nyah!, então estou um pouco nervosa sobre o que vocês vão achar dela >-< Apreciem a leitura~ |°^-^°|

Olá a todos. Meu nome é Laicy, e eu tenho 15 anos, prazer em conhecê-los. Isso pode parecer repentino, mas agora mesmo eu estou tentando criar um plano de fuga. É eu vou fugir. Você deve estar se perguntando “de que?”... Bom... Da minha casa? Do meu pai? Dos meus deveres? Algo como isso, eu acho. Dizer coisas como “fugir das minhas obrigações” me faz parecer irresponsável não é? Bom, não é minha culpa meu pai ser um homem muito rico. Por conta disso, eu tenho que me preparar para um dia assumir seu lugar e governar seu “reino”... Ou seja, ele manda, e eu obedeço. Eu sei que é normal os pais mandarem nos filhos, mas no meu caso, ele quer decidir até o meu futuro... E isso inclui com quem eu vou casar. Servir o reino pode até ser legal, mas, ficar o dia todo sentado em um trono mandando em todos, não é bem o que eu queria. E é por isso, que eu vou fugir. Não sei pra onde ainda, mas de algum jeito, eu vou conseguir.

— Laicy-sama, a senhorita já está pronta para a festa? — Me perguntou uma das minhas “criadas”, como meu pai as chama

Eu particularmente preferia chamá-las por seus nomes, mas meu pai disse que não, então, fazer o que não é?

— Err... Estou quase, só mais alguns minutos.

— Certo, Ojou-sama. Avisarei à seu pai. Mas lembre-se de que os convidados a aguardam.

— Certo, obrigada.

Será que calça jeans e uma blusa qualquer servem? Porque eu não queria ter de colocar um aqueles vestidos cheios de babados. Até uma árvore de Natal é mais discreta que eles.

— Filha, os convidados estão ficando impacientes, é melhor você se apressar e descer logo. — minha mãe disse, gentilmente.

— Certo, Okaa-sama.

Bom, parece que não tem jeito. Peguei um vestido rosa com pedras preciosas encravadas na parte superior, que iam até a minha cintura, e era sem mangas. A parte de baixo era formada por vários tecidos finos, entre tons desde rosa claro a branco e transparente, que na metade da minha coxa direita se abriam, formando um “V” de cabeça para baixo. Prendi meus cabelos em um coque alto, deixando apelas minha franja solta, e depois passei um pouco de gloss e blush. Ao descer as escadas, senti olhares sobre mim, o que me deixou desconfortável.

— Minha filha, que bom que chegou. — disse meu pai.

— Desculpem a demora. — eu respondi

Agora que minha filha finalmente esta aqui, posso anunciar oficialmente seu noivado com o filho do duque do reino vizinho.

— …

… … … N-noivado? Acho que ouvi errado. Ou é isso ou meu pai está ficando louco. Ok. Laicy se acalme, com certeza é um mal entendido. Com certeza...

— Filha? Você está ficando pálida querida. — minha mãe sussurrou pra mim.

— Noivado, papai? — eu perguntei

— Sim, a partir de hoje, ele é oficialmente seu noivo.

...Essa com certeza, é uma ótima hora pra pensar em um plano de fuga. Pra ontem, se possível. Será que sair correndo daria certo? Acho que não... Provavelmente os guardas me pegariam. Por hora, vou aceitar isso, e depois, penso em algo melhor.

— Olá, Laicy. — meu “noivo” disse. — Espero que possamos nos dar bem.

— Igualmente. — respondi.

Saí andando pelo salão e percebi que meu noivo me seguia. Isso me deixou desconfortável.

— A propósito, Laicy. — ele sussurrou no meu ouvido, discretamente – Espero que você não esteja pensando em fugir.

Por acaso esse cara ler mentes? Como ele adivinhou?

— E por qual motivo você acha que eu faria isso?

— Estou apenas lhe prevenindo, para que não se machuque querida. – Disse sinicamente e saiu andando.

Eu definitivamente não gosto desse cara. Ser ameaçada pelo próprio noivo, que tem cara de psicopata... Esse é um bom motivo pra fugir. Vontade eu tenho, o que falta é um plano.

— Otoo-sama, Okaa-sama, eu não me sinto muito bem, irei para o meu quarto. – Disse a eles.

— Certo, Laicy. — meu pai disse.

— Acompanharei-lhe, filha.

— Certo, Okaa-sama.

E nós subimos as escadas (uma típica escadaria de castelos antigos) e chegamos ao meu quarto.

— Filha, não é bom levar uma mala muito grande.

… Ãn?

— É melhor você sair pelos fundos. Agora é uma boa hora, pois a atenção está praticamente voltada para a festa. Os guardas irão desconfiar se você estiver vestida como... Como você se veste. Se vista como uma das empregadas e eu direi aos guardas que estou demitindo você, por isso você está levando uma mala.

Por essa eu não esperava. Minha mãe sabe que eu quero fugir. E o mais estranho: ela está me ajudando.

— … Como? — foi o que eu consegui dizer

— Acha que eu não conheço minha própria filha? E eu não gostei do noivo que seu pai escolheu para você.

— É... Okaa-sama com certeza me conhece bem haha. Eu também não gostei dele. Ele me amea– ia falando besteira

— Ele te o que filha?

— Ele me... dá medo. Parece um psicopata.

— Também achei haha. Mas... Você já tem alguma ideia de onde vai ficar?

— … Nenhuma. Mas vou dar um jeito. Qualquer coisa estou levando um futon.

— Entendo. Está levando dinheiro e comida certo?

— Certo.

— Não se esqueça de voltar para me visitar.

— Não esquecerei Okaa-sama.

— Agora vamos querida. Usaremos a outra escada para que os convidados não nos vejam.

— Certo.

Minha mãe realmente era uma genial criando planos.

Após vestir-me como uma criada, descemos as escadas e chegamos ao jardim que havia antes do portão dos fundos e como o esperado, havia guardas. Dois deles apenas. Dei um abraço em minha mãe e ela retribuiu, então começou a tirar algo de dentro de um pacote. Bem comprido por sinal.

— Aqui, filha, meu presente pra sua jornada. Espero que traga sorte. — Ela disse sorrindo.

— Obrigada, Okaa-sama. — respondi sorrindo também.

Acho que a maioria das mães se estivesse na situação da minha, me dariam como presente um... Colar? Um amuleto de boa sorte? Um anel? Algo como isso, eu acho. Mas a minha mãe me deu uma espada. Não que eu não tenha gostado, pelo contrário, eu a amei.

Ela não era nem muito leve nem muito pesada. Era perfeita. Isso sem contar no designer. Se você comparar, a espada era bem estranha. Era realmente estranha, já que seu formato era... bem fino. Mas chega de bullying com a espada. Ela era bonita e parecia afiada. Era toda prata com apenas uma pedra de cor rubi no topo de seu corpo.

Dei um abraço em minha mãe e nós nos dirigimos ao portão dos fundos.

— Abram os portões. — Minha mãe disse aos guardas.

— Sim, senhora.

— Aqui estão as suas contas. — minha mãe disse e me deu um envelope.

— Sim, senhora.

— Obrigada pelo tempo que você nos serviu. — minha mãe disse com lagrimas nos olhos, mas sorrindo pra mim.

— Sim! — respondi sorrindo e logo depois sai andando.

… O plano da minha mãe era ótimo mas... eu não gosto de sair perambulando por aí a noite. É meio... assustador.

Legal... onde vou passar a noite? E a comida? Tenho que admitir, eu não cozinho bem. Se eu tivesse pelo menos algum amigo ou conhecido, que não me entregasse, mas a única “amiga” que eu tive foi minha prima, que só estava interessada no meu dinheiro e que hoje... Bem, ela me odeia. Isso sem contar no meu senso de direção. Ele é tão bom, que eu me perdi.

Amanhã eu vou procurar um emprego, bem longe daqui, se possível. Por hora, vou tentar encontrar um hotel.

Olá, senhorita. — disse um homem aparecendo do nada e me fazendo uma reverencia

— Por acaso está perdida? — disse outro homem, fazendo o mesmo

— Olá. — respondi e continuei – não estou perdida – falei firmemente — só não sei onde estou – completei em pensamento.

— É Claro, como a grande Laicy poderia se perder?

— Certamente... — o outro disse e fez um sinal com a cabeça.

Eu não entendo mímica, mas, acho que isso quis dizer “peguem ela”. Devia ser isso mesmo, porque do nada apareceram mais três homens. Provavelmente eles querem me sequestrar para pedir uma recompensa ao meu pai. O que é muito ruim já que eu fugi, e amanhã provavelmente metade da cidade (se eu tiver sorte e não for à cidade inteira) vai estar me procurando.

— Olha, se vocês pretendem me sequestrar para pedir uma recompensa, eu lhes direi de ante mão que é perda de tempo.

— E por que você acha isso, princesa? — um deles perguntou e eles começaram a se aproximar de mim.

Acho que essa é uma ótima hora pra correr. Saí correndo pela rua, praticamente deserta por conta do horário tarde, e eles também saíram correndo atrás de mim. É nessas horas que um beco seria bem útil. Ótimo, uma esquina. Dobrar ou continuar indo reto? Acho que é melhor ir re-

-Shh. — Droga. Um deles me pegou e me puxou pra esquina, e tapou minha boca com uma mão.

— Pare de se mexer. — ele sussurrou no meu ouvido.

Claro, enquanto alguém que eu não conheço me imobiliza, eu vou simplesmente ficar quieta.

— … Não pise no pé de alguém que está lhe ajudando.

— Ajudando? — ele finalmente tirou a mão da minha boca – Acha que eu sou idio.. — fui interrompida.

— Eles estão aqui. — sussurrou novamente e se pôs em minha frente.

Deu pra perceber que ele vestia uma roupa escura. Em suas costas havia uma espada, que ele logo pegou e se colocou em “posição de ataque”.

— Então era aqui que a princesinha estava.

… Que cara persistente. Eu deveria explicar-lhe que não tenho dinheiro?

— Olha moço, eu não tenho dinheiro.

— Ah claro, e eu sou o rei da Inglaterra.

— É sério. To pobre. Falida.

— Você pode não ter, mas seu pai com certeza pagaria um belo resgate por você.

O Ou. Eu estou fugindo, se eu voltar pra casa, não vai mais haver uma fuga.

— Será que o cavalheiro poderia fazer o imenso favor de se retirar? Não percebe que está incomodando a moça? — o garoto disse.

— Cala a boca pivete, tá me atrapalhando.

— É melhor se sentar. Esse cara é do tipo que fala muito e luta pouco. — ele disse guardando sua espada e... Sentando no chão?!

— O que você disse pirralho? — agora o sequestrador parecia com raiva mesmo.

Ele partiu pra cima do garoto e... Bom, a cena foi realmente muito rápida, por isso eu não consegui acompanhar direito. O garoto se moveu pra cima do sequestrador e para a minha surpresa, com um único golpe, de mãos nuas, ele o atingiu, fazendo com que ele fosse parar no chão. E logo depois, os comparsas dele saíram correndo.

— … Err... Boa luta... Eu acho. -disse meio sem jeito. Não tinha sido bem uma luta, mas foi.

— Eu não acho que tenha sido tão boa assim, mas, obrigado.

— Ah! E obrigada por me ajudar.

— Por nada. Mas pelo que eu entendi, seu pai é rico, mas você mencionou que era pobre. Isso me deixou curioso.

— Ah... isso, bem, estou fugindo de casa. Por isso se me sequestrassem e pedissem meu resgate, isso estragaria meu plano.

— Ah, entendo. A propósito, meu nome é Klaus.

— Ah! Eu me esqueci de me apresentar, meu nome é Laicy.

— Já tem algum lugar pra passar a noite? Se bem que já é quase dia...

— É verdade e não, eu não tenho. — Me toquei da segunda frase que ele tinha dito– J-já é quase dia?!

— Sim... Por quê?

— Eu tinha que sair da cidade antes que amanhecesse e derem por minha falta.

— Entendo, mas é bom você dormir, cansada não irá muito longe.

— Eu sei...

— Bom, se você quiser passar a noite comigo, estou hospedado em um hotel aqui perto.

— P-passar a noite com você?

— Fufu, Laicy está pensando em coisas pervertidas haha.

— N-não estou. E vou aceitar sua oferta.

— Ok. Vamos.

Depois disso, ele saiu andando em direção ao hotel, e eu o segui.

Chegando lá, me deparei com um lustre de cristal (ou será que era vidro?) no teto. Em todo o chão, havia um carpete vermelho, e perto das paredes muito bem pintadas e decoradas com quadros, haviam bancos (pareciam confortáveis). No centro havia um balcão de mármore branco (o que o fazia se destacar bastante) e uma moça, que devia ser a atendente.

— Boa noite, Klaus-sama. — a atendente disse sorridente

— Yo. — Ele respondeu.

— A senhorita gostaria de alugar um quarto? — ela me perguntou

— Não, ela está comigo. — Klaus disse.

— Entendo, nesse caso, necessitam de alguma coisa?

— Não, obrigado. Laicy vamos indo.

— Certo. — respondi.

Logo depois, subimos uma enorme escadaria, o que me deixou mais cansada ainda, e seguimos em um pequeno corredor. Tudo era muito chique... Quanto será que a estadia de um dia custa aqui? E quem é o Klaus afinal, pra pagar algo como isso?

Bom, eu sei que não devo sair confiando assim nas pessoas, mas, é melhor do que passar a noite na rua ou ser sequestrada.

Chegamos a seu quarto, que era bem luxuoso por sinal. Ele tinha uma cama de casal no centro de uma das paredes; duas janelas bem grandes, com cortinas de cetim branco-transparentes presas em um laço de seda vermelho-vinho, uma em cada lado da cama; duas portas; dois criados mudos e duas mini-prateleiras com livros, cada uma a cima de cada um dos criados mudos.

Mas, espera... Eu reparei, mas, não me toquei de que em seu quarto só tinha uma cama...!

Notas finais
E esse foi o primeiro capitulo~! Ta-dam~! Eu espero que tenham gostado~!!! Eu sei que ficou meio grande, mas como é o primeiro, decidi fazê-lo assim. Vocês preferem capítulos grandes ou pequenos? Gostaria de saber~ Desculpem pelos erros. Por favor comentem e me avisem em que eu posso melhorar~! Obrigada a todos que leram.|°^-^°|