Was Scary!
1 Capítulo 1
Notas iniciais
As dores estavam se tornando insuportáveis. Sam percebeu que ainda estava dormindo e mesmo assim sentia a dor. Ele sabia o que estava acontecendo. Era mais uma de suas visões. Parecia tão real, que até mesmo o cheiro era possível de sentir. Uma mistura de enxofre com sabonete de morango. Percebeu então o barulho do chuveiro. O apartamento era desconhecido para o Winchester mais novo, foi quando viu a garota saindo do banheiro. Ele a reconheceu. Mesmo com as mudanças do tempo, ele a reconheceu. E ela estava linda. Sam tentou não olhar para a bela mulher que estava a sua frente apenas de toalha, balançando o cabelo molhado o tentando secar. Ele não pode evitar e a seguiu. Ela cantarolava uma musica desconhecida durante sua busca pela roupa, foi quando ela olhou em direção ao Winchester. Ela tentou gritar, mas não conseguiu, o ar tinha se esvaído. Sam achou que a mulher o tinha visto, mas se enganou. Ela fora puxada para o teto do quarto com uma rapidez quase impossível de enxergar. Foi quando Sam olhou pra trás e viu o que a mulher tinha visto. A escuridão era absoluta, a única coisa que se podia ver, era um par de olhos brilhando. Olhos amarelos.
Sam acordou gritando, o suor pingava de seu cabelo. A dor de cabeça parecia ter piorado o fazendo gemer de dor quando abriu os olhos. Dean o olhava preocupado na outra cama. Ele sabia o que tinha acontecido.
- O que foi dessa vez? – O Winchester mais velho logo perguntou.
- Eu preciso fazer uma ligação antes de te contar Dean. – Sam tentou se levantar.
- Nem pensar. – Dean foi mais rápido e pegou o celular do irmão. – Primeiro você vai me contar o que você viu!
- Dean, isso não é hora para querer atenção. – Sam pegou o celular do irmão e logo discou um numero conhecido. – Não demorou muito e foi atendido.
- Winchester? – A voz masculina perguntou. Era possível ouvir musica alta do outro lado. Ele devia estar em uma festa, pensou Sam. – Já volto! – O homem falou com alguém, e pode se perceber que o som diminuiu. – Fala Sam!
- Kevin! – Sam fingiu estar entusiasmado.
Kevin era um amigo na época de faculdade de Sam, estudaram juntos durante mais de um ano. Um amigo normal pensara Sam.
- Sam, você está perdendo as festas de Stanford! – Kevin o provocou. – As fraternidades estão mais floridas, se é que você me entende.
- Eu entendo. – Sam riu. – Kevin eu estou com um pouco de pressa então vou direto ao assunto. – O tom sério era perceptível na voz de Sam. – Você mantém contato com Olivia?
- Olivia? Minha irmãzinha intercambista? – Kevin gargalhou. – Winchester, toma cuidado, não mexe com a minha pequena.
- Kevin, é sério! – Sam o repreendeu.
- Okay, sim eu falei com ela, na verdade ontem. – Kevin contou. – Ela terminou a faculdade e está se mudando para outro estado, pra fazer mestrado eu acho. Toda animada. Que pequeno, ela morou em outro país.
- Isso é ótimo pra ela, mas você por acaso tem o endereço dela? – Sam logo perguntou.
- Cara, pra que esse monte de perguntas? – Kevin suspeitou.
- Por favor, isso é importante. – Sam pediu.
- Para a sua sorte, eu peguei o endereço dela pra poder mandar algumas coisas. – Kevin disse, mas logo o avisou. – Ela mora na América do Sul, não é ali em Nova York.
- Eu sei. Obrigado! – Sam disse antes de desligar.
O endereço estava anotado e Sam não tinha parado de observa-lo. Nenhuma palavra tinha sido dita, por nenhum dos Winchesters. Dean apenas andava de um lado para o outro do quarto quase fazendo um buraco no chão. Mas a curiosidade do mais velho era demais.
- Você sonhou com o que? Que pegava essa tal de Olivia? – Dean ironizou.
- Não! – Sam logo o repreendeu como se aquilo fosse obvio de não acontecer.
- Então por que essa preocupação toda com a garota? – Dean perguntou.
- Olivia estudou comigo e com Kevin em Stanford. Ela veio fazer um curso de um ano aqui, Ciências Sociais. Já que ela já cursava Direito no país dela. – Sam começou a contar. – Eu estava com Jéssica na época. – Sam se lembrou. – Mesmo ela sendo um ano mais velha que eu, eu a via como a minha irmãzinha que eu não tive, e Kevin era ainda pior que eu. Nós desenvolvemos um instinto protetor de irmão por ela.
- E você sonhou que algo acontecia com ela? – Dean perguntou ainda sem entender.
- Pior Dean, eu sonhei que o demônio do olho amarelo a atacava. – Sam enfim contou.
- Como? – Dean parecia confuso. – O que ele faria do outro lado do mundo apenas pra ferir ela?
- Ela foi morta exatamente como Jess. – Sam ficou angustiado. – Eu tenho que fazer algo Dean. Não posso deixa-la morrer também.
- Mas nós não temos a Colt, se lembra? De que adiantaria irmos até lá? – Dean o lembrou.
- Eu não sei, poderemos trazê-la conosco. – Sam sugeriu.
- Claro, porque ela viria facilmente com dois loucos. – Dean se jogou na cama.
- Temos que ir rápido. – Sam começou a arrumar as malas. – Temos quinze horas de voo pra pensar em como convencê-la.
- Quinze horas? – Dean entrou em pânico. – Eu preciso de uma garrafa de Uísque!
Olivia estava sozinha em casa. Na verdade aquilo era um micro apartamento. Apenas um quarto, um banheiro, e a sala e a cozinha eram juntas. Amanhã seu mestrado em direito tributário começaria. Ela tinha acabado de chegar a São Paulo. Algumas coisas ainda estavam nas caixas. Ela saiu do banho e se [link=http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=59665004]arrumou para dormir[/link]. Antes ela decidiu assistir um pouco de TV enquanto comia um balde de pipoca, mas antes de se sentar a campainha tocou. Ficou receosa para atender. Afinal de contas, já era tarde. A campainha tocou novamente. Ela então se levantou e foi até a porta. Abriu apenas uma fresta para ver quem era. O sorriso brotou em sua boca sem ao menos perceber.
- Big Sam? – Ela perguntou. – Big Sam? – Ela repetiu já pulando em seu pescoço.
- Hei Olive! – Sam sorriu retribuindo o abraço.
- Eu não acredito que é você! – Ela se soltou do Winchester mais novo.
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