Was Once What Could Be!

8 Capítulo 8 – Linha


Notas iniciais
Esse capitulo fiz hoje em especial para a Melissa Potter e a OncerSwan pelos comentários doces e gentis. Muito Obrigada. XOXO

Dormi no quarto de hospedes com Robin. E foi divertido. As primeiras horas da manha passavam e eu estava com um nó no estomago. Minha atenção ao relógio era total. Não podia perder o tempo, não podia me atrasar. Quase não toquei na comida em nenhuma das refeições. Era como se meu corpo estivesse no máximo do estresse. Minhas mãos tremiam conforme a tarde caminhava para o seu final. Todos paresiam bem tranquilos. Fazendo suas coisas ou conversando alegremente. Eu tinha a desculpa do feitiço para me manter afastada.

Foi difícil não correr para os braços da minha mãe e pedir ajuda, ou para os do meu pai e apenas chorar. Queria ser a menininha do papai mais uma vez. Somente mais uma vez. Nossa como ele iria me odiar, como todos eles irão me odiar quando eu não estiver mais lá. Quando o relógio bateu 17h eu sabia que era hora de ir.

Fui até o quarto e guardei todos os livros em uma mochila, alguém iria encontrar ele e provavelmente levar para a biblioteca sem saber como ele deveria ter parado ali, e eu o encontraria no “futuro” como deveria ser. Hoje eu optei por usar todas as minhas roupas pretas. Dark, como meu humor.

Sai do quarto e fui ate o quarto do Neal, estava na hora de começar o plano. Por “sorte” encontrei ele saindo de seu quarto.

— Ei.. posso falar com você um segundo?

— Claro. – Ele parecia desconfiado e voltou para o quarto. Era o quarto do Henry que os meninos estavam dividindo. Bem arrumado para minha surpresa a início. Mas pensando bem, os três foram criados pela minha mãe, Regina e minha avó. Nenhuma das três aceitou bagunça no meu quarto, com eles deveria ser igual.

— Eu sei que a gente não tem estado tão próximos nos últimos tempos. — Comecei sem graça tropeçando entre as palavras, tentando achar um caminho a seguir.

— Meu namoro com a Robin é estranho para você?

Pensei por alguns segundos em como toda a situação era caótica e como tentar pensar em um problema tão pequeno de antes me fazia sentir infantil quando sentia ciúmes da relação dos meus dois amigos. Crescemos como irmãos e foi estranho ver as coisas se tornando intimas entre eles diante dos meus olhos.

— Não muito...bem...sim, estranho. Mas não acho que foi o motivo. Acho que as coisas mudaram, mudaram realmente drasticamente...eu sei que você estava pensando em abdicar ao trono...

Ele me olha como cara de confuso e da alguns passos a minha frente.

— O trono sempre foi seu. — Disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo.

— Não por direito. Você é mais velho e meu tio, o trono é seu por direito.

—Mas nos dois e toda nossa família sabemos que você é a melhor escolha, que eu nunca o quis, assim como o Henry. Você nasceu para governar. E foi treinada como tal, essa missão prova isso. – Nossa ....ele não fazia ideia.

— Olha Noel. Tio... – olho em seus olhos azuis como os do meu avô, e nossa como ele agora se parece cada dia mais com ele. E com a minha mãe também. Como minha mãe Noel tem a alma de um guerreiro, não de um governante como minha avó ou Regina. Feito para ser general, não rei. E ele teria sido. Era para ele ser. Meu general. Minha mão direita. – Eu sei que pela pouca diferença de idade nós nunca nos tratamos como tio e sobrinha, mas ...eu quero que saiba que eu sempre o respeitei, e o amei. Fomos criados como irmãos e é assim que eu te vejo como meu irmã e eu quero que você faça uma coisa por mim.

— O que aconteceu Hope?

— Me prometa. — Eu insisti pegando sua mão entre as minhas, a essa altura não consegui segurar a minha voz que bambeava ao sair.

— Eu prometo. Qualquer coisa.

— Eu preciso que você se esforce mais. Preciso que você aprenda diplomacia também. Que aprenda as necessidades do nosso povo, porque reinar nunca será apenas ganhar batalhas e guerras. Reinar é amar seu povo mais que tudo, e fazer tudo que for necessário para manter sua família, que não somos apenas nós a família real, são todas as pessoas do reino encantado, salvos e felizes. Você entende isso? Eu preciso que você e Henry façam tudo o que puderem para manter nossas pessoas salvas. Porque é isso que eu estou fazendo.

— Entendo...só não consigo entender o porquê você está me dizendo isso.

Eu o abraço forte e ele retribui sem entender muito bem o porquê da minha súbita necessidade de contato físico.

— Eu te amo, proteja a Robin e esteja lá por ela quando ela chegar. Conti para minha mãe. Venit domum tempore.- digo as palavras magicas e ele desaparece.

Sozinha no quarto luto para as lagrimas não caírem, se tudo der certo Robin irá chegar ao mesmo tempo que Noel. Na verdade, todos devem voltar ao mesmo tempo que saímos de lá. Como se eles nunca tivessem ido. Essa é a complexidade desse feitiço. Entender que presente, passado e futuro são uma coisa só.

Sai do quarto e caminhei para a porta. Só tinha que terminar com isso logo. Desci as escadas e em quanto girava a maçaneta ouvi uma voz me chamar.

— Onde você pensa que vai? – Henry. mas sua versão jovem me encontra junto a porta. – Vai sair? E o feitiço? – A tanto que eu queria dizer ao meu irmão. Tanto que eu queria mudar. Fazer diferente dali pra frente. Mudar nossa relação. Queria ter tempo.

— Preciso sair um segundo.

— Para onde? Não está quase na hora?

— Quase. Henry posso te pedir uma coisa? Poderia ficar mais em casa? Tipo ficar mais tempo?

— Eu acho que não é prudente me pedir algo assim. Isso não iria alterar tudo? – Não sei por que, mas sorrio. Meus sentimentos estão loucos. Talvez eu sempre tenha sido louca.

— Me referia ao futuro. Quando eu não estiver mais lá. Mamãe vai precisar de você, o reino vai precisar....Vou te contar um segredo. Tudo deveria acontecer exatamente assim. Presente, passado e futuro são interligados, acontecem em um mesmo plano, ao meu tempo em uma linha, ou seja, essa nossa conversa só acontece porque você não estava presente e você não estava presente porque tivemos essa conversa. E eu espero que essa mesma conversa que te afastou faça com que você sinta remorso do tempo em que não estava e faça você estar agora quando é necessário. – Sua expressão e de completa confusão no início e ela vai se suavizando com o tempo eu sei que ele vai chegar lá.

— Então...você sempre esteve no passado?

— Sempre.

— Destino existe então?

— Eu não sei, pode chamar assim. Mas isso é algo maior eu acho. É tempo, o tempo e a realidade não podem ser alterados. – Como quando eu disse ao meu pai todas aquelas informações sobre o nosso barco. Bem só irão acontecer porque eu disse para ele agora. Então ele ficara com isso na cabeça, inconscientemente o que fara com que tudo se realize.

— Então por que você insistiu tanto em não deixar que todos se comunicassem? Se tudo iria acontecer igual?

— Porque eu não queria que fosse passado informações que poderiam me atrapalhar.

— Como o que?

— Como meu pai ou minha mãe descobrirem o que eu preciso fazer.

— Mas...os outros sabia...você disse pai e mãe?

— Sim, mas os outros não prestam atenção em mim, mas eu sabia que se desse a chance para meus pais eles descobririam. Nossos pais.

— Mas eles nem te conhecem. Eles não sabem. Pera, você é minha irmã!

— Não importa. Eu tenho que ir.

— Espera....

— Subsisto. – Henry congela, parado como uma estátua de mármore, mas seus olhos brilham. Ele consegue me ver e me ouvir, posso ver pelos seus olhos. – Desculpe. Eu te amo. Cuida deles. Obliviscatur – Beijo seu rosto e saio pela porta. Desço as escadas e respiro fundo. Ele esqueceu não vai se lembrar dessa conversa desse pequeno espaço de tempo – Tempore Turbatio.

A casa e coberta por uma luz fraca e clara, que logo some. Todos perderam a noção do tempo. Não vão lembrar que o tempo está passando até que Robin relembre por causa do feitiço anterior. Henry jovem, Henry adulto, minha mãe, meu pai e Regina. Isso deve facilitar tudo. Robin e Henry adulto devem voltar para casa sem problemas agora. A pedra irá dar o poder necessário para a viagem de volta e o feitiço de memória para apagar as últimas lembranças. Tudo irá se encaixar como deve ser.

Enquanto ando o caminho para o navio eu penso em como fazer a Robin realizar o feitiço de memória é desnecessário, o fazendo isso agora evito que eles venham atrás de mim e me impeça, ou o mais provável, se machuquem tentando. Apagar a memória deles depois é apenas para que eles não sofram, não fiquem vivendo uma vida sabendo que a filha deles irá morrer, que eles a viram morta. E como não fui impedida por eles de estar aqui, eu sei que esse é o caminho correto.

Chego ao Jolly Roger, e o vento está gelado. O crepúsculo está chegando e o dia começa a ficar com um tom alaranjado. O vento sopra prevendo a magia no ar. É agora. É agora que eu morro.

Notas finais
O clímax esta chegando. logo posto o próximo . bjos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.