Warriors of Light - A Busca
1 Prólogo
Prólogo
Os garotos estavam escondidos atrás de uma caixa de papelão molhada. Assustados, com fome, frio e medo. Eles não podiam voltar para casa. Seriam mortos se tentassem. Eles não podiam fazer nada. Apenas se esconder.
A garota chorava. Os olhos azuis estavam vermelhos, e os cabelos louros emaranhados. Havia cortes em seu rosto e braços, a deixando com uma aparência assustadora.
O garoto tentava acalmá-la. As feições iguais, e os cabelos loiros e os olhos azuis iguais aos da garota revelaram gêmeos. Ambos com 11 anos.
- Calma, Pérola. Vai ficar tudo bem... – sussurrou o garoto. – Vamos conseguir fugir. Eles não vão fazer nada conosco...
- Fogo, John. Saiu fogo das mãos deles. Eles nos atacaram com fogo, e minha mão está queimada. Atacaram crianças, John! Crianças! Nós somos crianças!
- Pérola, eles não se importam. Eles só querem nos matar. Eu não sei porque, mas eles querem isso. Temos que manter a calma... okay?
- NÃO, JOHN! NÃO DÁ PARA TER CALMA! – a garota gritou – DENTRO DE MAIS OU MENOS 1 MINUTO, VAMOS ESTAR MORTOS! ACABOU! NÃO VÊ?
- Isso... acabou mesmo. – uma voz fria soou.
Os garotos olharam para cima. Os homens que os dois viram antes estavam na frente deles.
Os garotos se levantaram.
- CORRA! – gritou John.
Ele e sua irmã correram, desajeitados. Pulando caixas de papelão, desviando do lixo e das chamas que os homens lançavam. A chuva os encharcava, mas eles pareceram não ligar, continuaram correndo.
Enfim, a correria parou. A garota foi atingida na perna pelo fogo, e caiu com o impacto. Seu irmão correu em sua direção, para ajuda-la.
Os homens se aproximaram.
John abraçou a irmã, e fechou os olhos.
Era agora.
O fim.
Eles ficaram esperando o fogo ir de encontro com eles. Eles esperaram a morte.
Mas nada aconteceu. Eles abriram os olhos, à tempo de ver os homens se transformando em pó. Havia outro homem na frente deles.
- Quem...? O que...? – A garota não conseguia formular as perguntas.
O homem se virou. Tinha cabelos grisalhos, olhos castanhos, pele branca e um nariz grande e curvo.
Ele sorriu, embora sua expressão demonstrasse cansaço.
- Olá. – sua voz era rouca – Sou Bilius. Podem me chamar de Billy. Estou aqui para ajuda-los.
- Nos ajudar com o que? – o garoto perguntou, curioso.
- Para se defender desses ataques, é claro. Também cuidados médicos, para os dois.
- E como vai fazer tudo isso? – a garotinha perguntou.
- Venham, vamos para um lugar protegido.
O que não era bem uma resposta à sua pergunta.
Os três andaram na névoa densa, até que suas silhuetas sumiram, e o local ficou solitário, novamente.
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