Capítulo 8

Josh Agron

Antes de partirmos para a missão, fomos visitar Jenn na enfermaria.

Ela estava em uma maca branca, com roupas igualmente brancas e sua pele estava pálida. Os cabelos estavam beges, e se encontravam espalhados no travesseiro.

Jenn deu um sorriso fraco quando nos viu, e logo depois tossiu.

– Oi. – disse ela, com a voz rouca – Soube que vão para uma missão. É verdade?

Mia assentiu.

– Vamos ir daqui a pouco. Era para estarmos treinando mais um pouco, mas e daí? Queria ver você pela última vez.

– E aí, Jenn? – John perguntou – Como você está?

– Estou muito bem, na verdade. Quero dizer, já me curei do raio, mas ainda estou fraca, então tenho que continuar aqui. Mas até que é legal. Nos fins de semana, eles me trazem Nutella.

Mia deu uma risadinha.

– Só você mesmo...

Conversamos sobre assuntos banais com Jenn. Ela parecia cansada e fraca, mas fora isso, era a mesma Jenn de sempre.

A porta da enfermaria se abriu, e Amélia apareceu.

– Sr. Johnson está nos chamando. Disse que estão atrasados.

Mia se agachou ao lado de Jenn e deu um abraço na amiga.

– Se cuida, vaca. – disse Mia.

– Sempre, desgraça. – disse Jenn.

Eu e John demos abraços rápidos em Jenn e saímos da enfermaria.

***

Corremos até os portões do condomínio. A grama verde arranhava uma parte de minhas canelas nuas.

O portão do condomínio era alto e largo, da cor preta. No centro, um símbolo em dourado se encontrava. Era um quadrado, com quatro quadrados dentro. No primeiro uma linha sinuosa, o símbolo do ar. No segundo uma folha, o símbolo da Terra. No terceiro, o quadrado embaixo do símbolo do ar, uma onda. O símbolo da água. E no último, uma chama. O símbolo do fogo. E no centro, uma fechadura.

Dois seguranças se postavam, um de cada lado do portão. Um deles segurava a chave, e abriu o portão para nós.

Do outro lado do portão, havia um trailer branco. Dois homens estavam encostados nele.

Um dos homens tinha cabelos grisalhos, olhos castanhos, pele branca e um nariz grande e curvo. Vestia um terno preto, e sapatos sociais pretos. No pescoço, um crachá pendurado em um cordão. Billius Parker.

O outro homem era alto, tinha cabelos louros brancos com um brilho anormal, olhos azuis gelo e pele branca como neve, com apenas uma ou duas rugas. Vestia um chique terno branco, sapatos sociais pretos e um cordão no pescoço, com seu crachá. George Presley.

Caminhamos na direção dos homens.

– Olá. – disse John – O que estão fazendo aqui?

–Sr. Johnson nos mandou aqui. – disse George.

– Gostaríamos de dar boa sorte para vocês. – disse Billy – Mas o mais importante...

George abriu a porta do trailer, e tirou um notebook do banco de carona.

– Aqui há um mapa de onde devem seguir. Sem o mapa, não conseguirão encontrar o objeto. Entendido? – ele perguntou — E mais uma coisa: Ao recuperarem o objeto, SE conseguirem recuperar o objeto, é importante que não deixem que nada aconteça com ele. Um arranhão, uma batida, uma queda... nada. Ou a missão poderá se tornar em vão. Entendido?

Billy sorriu de boca fechada.

– Conto com vocês, pessoal. – ele caminhou na nossa frente – John, você irá liderar a missão, não importa o que aconteça, mas seu trabalho é proteger todos. Josh, será a garra, a agilidade. É o mais rápido da equipe, sem contar na esperteza. Mia, será o cérebro. Sei que não era isso que esperava, mas sua inteligência poderá salvar seus amigos, só é preciso pensar antes de agir, okay? E Amélia, sei que está nervosa, mas vai sair tudo bem. Você será a lealdade.

– A lealdade? Mas o que isso... – Um som de corneta interrompeu Amélia.

– Está na hora. – disse George, entrando novamente no condomínio.

– Boa-sorte. – disse Billy, enquanto jogava as chaves para John – Você dirige.

Observamos enquanto Billy entrava no condomínio.

– Bem, vocês ouviram o Billy. Eu dirijo. – disse John, pulando no banco de motorista.

– Eu vou na frente! – Mia gritou, se sentando ao lado de John.

– Nossa, como vocês me amam. – revirei os olhos, enquanto escolhia um assento atrás.

– Pronto? – John perguntou.

– Pronto. – disse Amélia, fechando a porta do trailer.

– Vamos lá. – disse John.

O trailer passou por uma pequena estrada de areia, cercada de árvores.

Deixamos o Warriors of Light.