Warriors of Light - A Busca
6 Capítulo 5
Capítulo 5
Amélia White
– Ei, Amélia! – alguém me chama.
Abro os olhos. Vejo tudo branco. Olho para o lado e vejo um garoto de cabelos loiros escuros, olhos azuis e músculos definidos sentado ao meu lado, me encarando. Oh, deus, ele é tão lindo!
– Já nos vimos antes. Sou John, prazer. – ele diz, sério.
– Oi... – olho ao redor – Onde estou?
– Enfermaria. Logo irá ficar boa, não se preocupe. – ele forçou um sorriso.
– O que...? – então me lembro – A luta no refeitório? Deve ter sido isso... – o encarei, seus olhos azuis brilhantes me encaravam com seriedade, como se eu fosse algum tipo de mutante nunca visto antes.
– Para que me chamou? – a pergunta pareceu tê-lo chocado. John arregalou os olhos e saltou da cama onde estava.
– Nosso líder, Spencer Johnson quer vê-la. – ele disse, com seriedade.
– Mas antes descanse. – disse uma voz feminina. Olhei para o outro lado e vi Mia sentada ao lado de um garoto ruivo. – Não queremos mais desmaios.
– É isso aí. – disse o ruivo – Se desmaiar de novo Spencer vai fazer picadinho da gente.
– Josh. – sibilou uma voz. Uma ruiva, igual à o tal de Josh se aproximou. – Deixe a garota em paz.
A ruiva tinha olhos azuis elétricos, pele pálida e sardas no nariz.
– É assim que agradece ao seu irmão depois de ele salvar sua vida? – Mia se levantou, com os punhos fechados.
– Mia, não. – disse o tal Josh, se levantando e pondo a mão no obro da amiga – Não adianta discutir. Minha irmã é teimosa e orgulhosa, nunca agradece à ninguém, e sempre as ordens dela tem que ser cumpridas.
– Olha aqui.... – começou a ruiva, mas John a interrompeu.
– Vamos logo assistir à um filme com o Adam Sandler. – ele disse, dando um sorriso forçado.
Mia deu um sorriso com o canto da boca e os três saíram da Enfermaria.
A ruiva revirou os olhos e se sentou em uma cama ao lado da minha.
– Odeio essa domadora da Terra. Tão nervosa. E o meu irmão é um idiota. Esse John, então... tão bonito, mas tão tonto. Mas o pior é a domadora do fogo que anda com eles. A tal de Jenn. Oh, desculpe, meu nome é Lindsay. – a ruiva sorriu.
Me forcei à sorrir. Lindsay era meio estranha, mas parecia ser legal.
– Obrigada... – murmurei – Sabe, por me defender no refeitório.
Lindsay sorriu.
– Ora, já estava na hora de alguém dar um jeito em Brad, não?
– É, talvez.
Me sentei na cama.
– Acabou de receber alta. – ela disse. Me encarava com a mesma seriedade de John – Já está bem descansada?
Assenti.
– Ótimo! – Lindsay sorriu – Falei com Billy, o nosso instrutor. Ele deixou você ficar no nosso dormitório. Vai gostar dele. Ficará com a cama de Jennifer.
Não entendi absolutamente nada do que ela falou. Billy? Dormitório? Jennifer?
Ela me puxou para fora da enfermaria. Entramos em um prédio pequeno, mas bonito. Pude ler o número 560 gravado ao lado da porta.
Entramos em um salão, e nos dirigimos para um elevador dourado. As portas se abriram quase instantaneamente.
Entramos no elevador, e Lindsay apertou um botão com o número 5.
– Então... como é controlar os elementos?
Lindsay arqueou uma sobrancelha.
– Achei que já sabia.
– Sim, mas... foi sem querer.
Ela deu um sorriso com o canto da boca.
– Logo aprenderá à controla-los. Mas por hora, relaxe.
As portas do elevador se abriram, revelando um longo corredor vermelho, branco, verde e azul.
– As cores dos quatro elementos. – disse Lindsay – Vamos, vou te mostrar o dormitório.
Andamos por alguns minutos. O corredor não era reto, como eu esperava, era cheio de curvas, que davam para salões, com portas. No quinto salão, Lindsay abriu uma porta com os números 100-200.
Andamos por algum tempo, até chegarmos em uma porta dourada. Não seria estranho, mas as outras portas eram prateadas.
– O único dormitório do corredor com cinco pessoas. – Lindsay explicou.
Ela abriu a porta. O dormitório era circular, com 3 camas brancas, uma cama verde e uma cama azul.
Na cama verde, estava uma garota com pele da cor de café com leite. Ela tinha cabelos castanhos escuros, caindo sobre os ombros. Olhos verdes claros. Na testa, uma fitinha verde e bege se encontrava. Parecia uma raiz, na forma de um acessório. A garota usava uma regata verde, com a escrita “RECICLAGEM” em cima de um desenho do planeta Terra. Por cima da camiseta, um casaquinho bege e básico se encontrava. Ele caia para o lado esquerdo. Ela também usava uma saia longa, branca, bege e verde, com a estampa de flores coloridas, folhas verdes e árvores grossas. A garota calçava uma sandália marrom e dourada, com uma flor pendurada na mesma.
Uma outra garota, de pele pálida se encontrava em uma das camas brancas. Ela tinha os cabelos castanhos claros presos em um rabo de cavalo baixo, e uma franja que cobria sua testa tocava os óculos grossos que ela usava. Pude ver de relance olhos castanhos. A garota vestia uma camiseta formal branca, um shorts preto de cintura alta e tênis Vans negros. Ela lia um livro grosso, e marcava algumas palavras com um marca texto da cor verde.
Por fim, havia uma garota passando gloss na outra cama branca, mas esta tinha detalhes dourados, e era mais alta que as outras. A garota tinha cabelos loiros, caindo em cascatas sobre os ombros, com um brilho anormal, o que indicava duas coisas: ou ela cuidava muito do cabelo, ou jogava purpurina nele. A garota tinha a cor dos olhos azul gelo e pele branca como neve, sem nenhum defeito. Ela vestia um roupão rosa claro, com as iniciais “D.P.” bordadas em dourado, e pantufas da mesma cor.
A garota morena pareceu nos notar.
– LINDSAY! – ela exclamou – Graças à Kinirión! Você está viva!
Lindsay deu um sorriso com o canto da boca.
– É, e a novata também. Pessoal, essa é Amélia White.
A garota nerd se levantou da sua cama. Fechou o livro e o largou na cama.
Ela se dirigiu à mim e estendeu a mão.
– Olá. Sou Julie Williams. – apertei sua mão.
– Amélia.
A morena se levantou. Ela tropeçou na saia, mas logo voltou à ficar ereta.
– Olá! Sou Rachel Grace, prazer! – e sorriu.
Sorri também.
– Oi...
A loira se levantou, finalmente. Ela penteava os cabelos com uma escova rosa e dourada. Ela parou na minha frente, me encarando com desprezo.
– Mais uma fracassada. Vou pensar que conseguimos a porta dourada apenas por isso. Danya Presley, é um desprazer conhece-la.
A encarei. Ela parecia Perrie. Quero dizer, quando Perrie era uma mera estudante.
– O desprazer é todo meu.
Pude ver um sorriso vitorioso de Lindsay e risadinhas abafadas de Rachel. Até mesmo Julie, a certinha, deu um sorriso.
Danya me encarou com repugnância e surpresa. Ela abriu a boca para falar algo, mas bem nesse momento, a porta se abre.
Mia se revelou. Ela estava com uma expressão brava, como se fosse matar o primeiro que a encarasse.
– Bati nessa porta dez vezes. – ela olhou para mim – Esqueceu que o Sr. Johnson quer vê-la? Mais um minuto e eu viro bolo de carne sabor Mia. Anda logo.
E me puxou pelo braço.
Corremos por vários corredores, até chegarmos ao elevador. Entramos nele, e Mia apertou o botão Térreo.
– Não tem o direito de me arrastar do meu próprio dormitório. – eu disse, por fim.
Ela olhou para mim, raivosa. Os olhos antes verdes, estavam castanho escuros.
– Olhe aqui, temos várias regras no Warriors of Light. Todas são importantes, mas há uma que todos devem seguir, até mesmo os mais importantes. – ela me olhou nos olhos, e disse pausadamente: — Nunca. Desobedeça. Uma. Ordem. De. Spencer. Johnson.
Um calafrio percorreu meu corpo. Percebi que nunca havia ouvido o primeiro nome do Sr. Johnson.
As portas se abriram. Corremos para fora do prédio, onde Mia entregou um cartão dourado para James, que rapidamente o devolveu.
Saímos do prédio, e corremos por todo o condomínio. Não sei quanto tempo corri, mas quando paramos, eu não sentia mais minhas pernas.
Mia me cutucou no ombro. Estávamos parada em frente à um Prédio supergrande. Okay, prédio não seria a palavra correta para descrevê-lo.
Era uma muralha dourada e prata, com desenhos estranhos, que não consegui distinguir. No centro, havia uma guarita dourada, com 4 seguranças em volta dela.
Mia entregou o cartão dourado para o porteiro, que rapidamente nos deixou entrar.
Bem... realmente, prédio não se comparava aquele lugar.
Imagine a mansão mais chique que você já viu. Multiplique por 100. Não, por 100.000. Ela era um casa de palha perto daquele local.
Havia um imenso jardim, cheio de flores valiosas. E quando quero dizer valiosa, digo valiosa mesmo. As flores se abriam conforme você ia passando, revelando cores extraordinárias e pedras preciosas escondidas nelas. Qualquer floricultor daria a vida para poder ver aquilo.
Me aproximei de uma flor azul, para pegar uma safira, mas Mia deu um tapa em minha mão.
– Não toque em nada. São amaldiçoadas.
Isso foi o suficiente para me manter longe delas.
Mas as flores não eram tudo. Arbustos na forma de homens e mulheres se encontravam no jardim. Todos eram belos, com uma expressão severa no rosto. O tipo de pessoa que o Sr. Johnson é.
Mais adiante, havia um prédio dourado. Parecia ter sido pintado várias e várias vezes, mas quando cheguei perto, meus olhos arderam. Era ouro puro.
Estátuas prateadas pairavam ao lado de enormes portões de vidro. Quatro homens se encontravam.
O menor tinha uma expressão ambiciosa. Tinha uma barba rala, e cabelos bem curtos. Usava um manto que cobria o pescoço aos pés.
Um homem um pouco maior se encontrava ao seu lado. Tinha a barba um pouco mais grossa, e cabelos curtos caindo sobre o rosto. Sua expressão era de felicidade, mas pude ver um olhar faminto em seu rosto. Usava um manto igual ao outro, mas havia outros detalhes nele.
Outro homem, do outro lado da porta, se encontrava. Era maior que os outros dois. Tinha cabelos caindo sobre os ombros, barba curta e um olhar bondoso. Um manto igual ao dos outros dois, porém, também haviam outros detalhes nele.
E, por fim, um homem maior que todos os outros se encontrava. Tinha barba e cabelos longos, e um olhar acolhedor. Usava o manto, porém, era muito mais simples que os outros. Parecia ser de uma cor mais clara, e os detalhes eram bem mais suaves.
– Os quatro imperadores. – disse Mia, fazendo uma reverência. – Imperador Nakérion, do fogo, imperador Koring, da água, Imperador Kinirión, da terra e o mais poderoso, imperador Rashig, do ar.
Depois de reverências, entramos no prédio. Os corredores eram chiques, com estatuetas e portas de prata com nomes gravados nelas. Parecia simples, mas tive a certeza que não era.
Entramos no elevador, e Mia apertou um botão mais acima, e logo depois apertou outro botão.
As portas se fecharam quase instantaneamente. Subimos na velocidade da luz. Só pude ouvir um grito. 1 segundo depois, a porta se abriu.
Estávamos em um corredor dourado, com um tapete vermelho bem liso. Bustos se encontravam no alto de colunas gregas.
Passamos pelo corredor, Mia olhando em frente, eu observando as estatuetas douradas de Sr. Johnson.
De repente, Mia parou. Uma porta, maior que todas as outras, estava à nossa frente. Ela era dourada, com o símbolo dos quatro elementos brilhando, enfeitados com pedras preciosas. Uma plaquinha discreta, com algo escrito em uma língua antiga estava na parte de cima da porta. Havíamos chegado ao escritório de Spencer Johnson.
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