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1 Capítulo 1


Notas iniciais
Bom galera, aqui está mais uma, espero que gostem... Tentei ser criativa com a capa e nem consegui... Um dia vai! Hahaha, vou trocar depois, espero que gostem da história, e espero comentários também (sou pedinte mesmo), boa leitura ♥

Você já criou algo? Digo, fez com que essa coisa virasse realidade pelas suas próprias mãos? Pode ser qualquer coisa, uma receita, uma história, um programa de computador, um desenho, qualquer coisa, mas que tenha saído da sua própria cabeça.

Bom, era uma vez na Suiça um cara chamado George de Mestra, até ontem se me dissessem este nome, eu não daria a mínima importância, porque era só mais uma pessoa no mundo, mas acontece que este cara, teve a ideia da sua vida quando voltou de uma caçada. Quando ele chegou em casa e viu a enorme quantidade de sementes de Bardana de sua calça, ele começou a retira-las e acabou ficando curioso com como elas grudaram tão forte em suas roupas e só por curiosidade, ele as estudou num microscópio, para estuda-las um pouco.

A grande questão é, por que eu falei de este tal de George de Mestra? Acontece que George é uma grande inspiração para mim, não desde ontem, mas desde os treze anos, ele patenteou o velcro e só por curiosidade ele acabou faturando milhões .

E essa história é de como eu criei alguma coisa. Sou William Fisher e tenho vinte e três anos, mas pra contar essa história, temos que voltar á seis anos atrás...

SEIS ANOS ATRÁS – SYDNEY AUSTRÁLIA

— Willy, ei! Cara, a gente precisa terminar de almoçar e ir correndo pra aula de química!

— Quê?

Há cinco anos atrás eu era o garoto nerd de dezessete anos sentado com os dois amigos, Noah e Keith, no canto do refeitório da escola.

— William, vamos, o Keith já está na sala!

Noah me chamava a atenção, mas ela estava totalmente voltada para Portia Macpherson, a garota mais bonita do meu ano.

Eu era um garoto muito apaixonado naquela época, principalmente pela Portia e eu sabia muito bem o porquê, ela era linda, inteligente e acima de tudo... Jamais ficaria comigo.

O que eu era? Um típico garoto australiano, magricela, com os cabelos levemente loiros e com os olhos claros, sim, eu era bonito, mas Portira não me queria porque eu era assustadoramente nerd.

E isso era o que eu colocava na minha cabeça. Que o motivo para eu não chamar garotas para sair, era porque eu era muito nerd e então elas diriam “não”.

O que um garoto assustadoramente nerd? Alguns anos depois encontrei Portia em um evento e ela disse que isso nunca existiu, que se eu tivesse pedido ela teria saído comigo.

Infelizmente o motivo da minha falta de confiança com garotas vinha dos meus amigos, eles sempre levavam fora e a gente sempre achava que era porque éramos nerds e elas só se sentiriam atraídas por garotos de outros grupos, mas o fato era que todos nós éramos iguais, seja do grupo de skatistas, de surfistas, de rappers, de dança, culinária, do de nerds ou de qualquer outro, era só questão de confiança.

Ás vezes, a garota só não queria sair com a gente e colocávamos a culpa no nosso grupo social.

Bom, voltando á aquele momento, eu e Keith fomos para a aula de Física e encontramos o nosso amigo Noah.

Os dois eram caras muito legais, eu gostava muito de sair com eles.

Noah tinha dezessete também, era um pouco mais alto que eu, usava aparelho e o cabelo dele era um tanto encaracolado, ele tinha uma barba rala que levava muito tempo para crescer, era seu xodó. A característica marcante dele era a facilidade em fazer amizades que ele tinha e mais tarde, naquele dia, isso me ajudou bastante.

Keith tinha dezesseis, era superdotado, tinha uma ótima habilidade com computadores, ele era muito engraçado, um pouco gordinho, tinha o cabelo bem loiro e o sorriso largo. Ele também tinha uma irmã gêmea, que morava nos Estados Unidos com a mãe.

E bom, tinha eu, que era muito bom com números.

Números, computadores e amizade. Os três pontos essenciais para a minha grande ideia, que estava para surgir naquele exato dia.

No final da aula, a gente sempre ia para a casa do Noah jogar vídeo game porque era mais perto da escola, então a gente saía da escola e ia direto pra lá, e assim como todos os dias, nós fomos.

Lembro como se fosse ontem, Noah estava deitado no chão sobre um tapete amarelo enorme que tinha em seu quarto, Keith estava sentado na cadeira rotatória e eu estava sentado na cama. Os três com o controle na mão prestando atenção em cada curva que seu carro fazia no jogo.

— Will, já sabe quem vai levar á festa de formatura?

Keith me perguntou sem nem tirar os olhos da televisão.

— Tem que levar alguém?

Perguntei perdendo um pouco da concentração no jogo.

— Por minha vez já digo que não vou chamar ninguém e vou sozinho.

Noah disse.

— Por que?

Perguntei.

— Estou sem vontade de levar nenhum fora esse ano. Tudo certo por enquanto, não levei nenhum.

— Eu não vi você chamando ninguém pra sair esse ano.

Argumentei.

— Belo ponto. Deve ser porque eu não chamei ninguém pra sair esse ano.

— Isso conta como não levar fora? Afinal você não chamou ninguém...

Keith perguntou.

— Não tem como saber se uma garota vai dizer sim ou não, então prefiro nem perguntar. Então sim, pra mim conta.

Noah respondeu.

— E se tivesse como saber que ela não vai dizer “não”?

Perguntei.

Ambos ficaram me olhando calados.

— Para saber é fácil, não pergunte!

Noah exclamou.

— Mas é exatamente esse o ponto! E se não tivéssemos que perguntar?

Eles estavam confusos, e eu tendo uma ideia.

— O que você está sugerindo Willy?

Noah perguntou.

— Olha, se existisse algum tipo de... Site onde você só encontra a pessoa ideal?

— William, você sabe que esses sites já existem, a gente se inscreveu num no mês passado.

— Não é bem um site de namoro, no site você só faz o cadastro com algumas informações, e o site vê com quem você tem mais compatibilidade, então marca um encontro!

Noah sorriu e começou a me ajudar com a criação.

— Podem ser perguntas básicas, o suficiente para saber se quer ficar com a pessoa ou não... Tá aí, cachorro ou gatos?

— Sim! Só o suficiente, podemos juntar pessoas que não são tão compatíveis... Só o suficiente pra dar certo... Tipo, oitenta por cento? Setenta?

Eu disse com um sorriso de orelha a orelha.

— Gente, isso não existe...

Keith disse rindo.

— Ainda não – Ri – Keith, você vive se gabando de como você é bom com computadores, a gente pode fazer isso!

Ele pensou um pouco.

— Como a gente iria encontrar a pessoa ideal Will? Isso é impossível!

— Meus caros, se vocês me conhecessem bem, saberiam que esta palavra não existe no meu vocabulário.

— Então como?

Reforçou.

— Como meu caro Keith... Com números! Avaliamos o número de coisas que eles pensam em comum e jogamos no programa, depois temos que eliminar as pessoas que estão longe, as que gostam de outras coisas e aquelas que são menos de setenta por cento compatíveis, e então... Sobram mais ou menos oito pessoas compatíveis para você, por exemplo. E bum! O computador automaticamente marca um encontro em um lugar próximo que os dois curtam.

Noah começou a rir.

— Se isso der certo... Como as minhas calças.

E naquela noite, começamos a trabalhar neste site, no dia seguinte estava tudo certo, era hora de testar, o site foi ao ar pela primeira vez.

Fomos para uma pizzaria uma semana depois, onde o computador marcou o encontro do primeiro casal do site. Noah e Isla Rice, oitenta e dois por cento de compatibilidade.

E pela primeira de muitas vezes, este casal deu certo. Três anos depois os dois de casaram e eu fiz questão de dar uma calça para ele no meu brinde de casamento. Fui um ótimo padrinho.

CINCO ANOS DEPOIS – SYDNEY AUSTRÁLIA

Até aquele ponto, nós três tínhamos enriquecido bastante com a criação do site. Nenhum cara ficava sem seu par ou garoto sem ir a formatura acompanhado.

Eu morava num dos melhores prédios que eu poderia querer, tinha os melhores carros, fazia as viagens que queria, era até um pouco famoso, mas por ironia do destino, eu era o único do trio a estar sozinho.

Eram 21 de janeiro, eu tinha sido chamado para dar uma entrevista num canal jovem, estava na poltrona de frente para a apresentadora Adele e me surge a seguinte pergunta:

— Então William, não é novidade, claro, mas você é um dos solteiros mais cobiçados do país, talvez até do mundo se considerar que seu site é usado em mais de 70 países – Riu – A pergunta que não quer calar é... Você é dono de um dos sites de relacionamento mais utilizados do mundo, por que ainda está solteiro?

Me calei, não direito como responde-la.

— Então Adele, essa é uma ótima pergunta... Eu nunca me inscrevi no meu próprio site, desde que criei não me vi muito interessado em começar um relacionamento. O que já não é o caso dos meus outros dois sócios...

Então mudei de assunto, mas, a pergunta de Adele me vinha a cabeça a cada minuto. Aquilo começou a me incomodar um pouco.

No dia seguinte eu faria uma festa, só para os amigos. Voltei para casa, dormi e quando acordei arrumei tudo.

Noah chegou com a mulher e as crianças, Keith também, e todos os meus outros amigos.

E passei a festa toda sozinho, percebendo que eu estava ficando para titio.

Mais tarde, quando já estava ficando de noite, apenas por curiosidade, eu me inscrevi no site, não que eu fosse sair com as pessoas, mas eu me vi meio cansado de estar sozinho.

No dia seguinte, quando acordei, nenhuma pessoa compatível, então modifiquei o serviço de localização, agora ela poderia estar em qualquer lugar, então esperei mais um dia.

E lá estavam, cinco garotas em cinco países diferentes, e meu primeiro encontro era em dois dias, em Oxford-Inglaterra.

Notas finais
E aí? O que acharam? Pequeno spoiler, William vai passar aqui pelo Brasil também, uahuhauhaua, será que é uma das cinco garotas??
Espero vocês no próximo capítulo, beijinhos ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.