Warmness On The Soul.
4 Somos pais?
Notas iniciais
Bem, aproveitem.
Lucy:
Eu estava acordando e senti um peso sobre a minha cabeça. E esse peso era Sting.
Me levantei assustada e ele caiu no chão, ainda dormindo.
__Kami-sama, como dorme! – murmurei e me levantei. Peguei algumas roupas e me apressei para ir no banheiro. Levei meia hora entre o banho e me trocar devidamente. Quando sai ele estava acordado fuçando a Tv. – Bom dia. – disse, ele apenas me olhou, uma expressão de poucos amigos.
__Mau dia você quer dizer. – ele disse com a cara amarrada.
__O que foi?
__Eu quero comer um peixe. – ele disse e percebi que ele já havia atacado a geladeira.
__Porque não pesca um?
__Eu odeio pescar sozinho.
__Eu vou com você. – disse e ele pareceu ficar animado.
__YOSHI! VAMOS PEGAR UM PEIXE! – Disse já com a vara nas costas.
__De onde você tirou isso? – perguntei e ele riu, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo.
O lago estava silencioso.
Sting estava dormindo há uma hora. Pelo menos ele não ronca. Eu acho.
__Sera que vou me dar bem com a Sabertooth? Sendo ex- Fairy Tail? – me perguntei e vi Sting olhar-me. Nem havia percebido que ele estava acordado.
__Sabertooth esta desmanchando-se. – ele disse friamente.
__O que? Porque?
__Eu fiz algo terrível. – ele disse e seus olhos se encheram de lagrimas. Ele ia chorar? Ali e agora?
__Nao deve ser assim tão ruim... – disse e ele negou, seu corpo tremia.
__Eu matei o mestre. – ele disse e fiquei chocada. Ele matou o próprio mestre?
__Me conte o que houve. – pedi. Queria que fossemos sinceros um com o outro, sem mentiras.
__Ele matou Lector e eu não consegui me controlar, sem perceber acabei matando-o. – ele disse e logo em seguida começou a soluçar como uma criança, tudo o que fiz foi abraça-lo.
__Ei podemos dar um jeito nisso. – disse e olhei bem fundo nos seus olhos, lagrimas caiam. – Podemos reerguer a Sabertooth juntos se quiser.
__Essa noticia ainda não vazou. – ele segredou a mim – só estou contando a você porque é de confiança Lucy. Percebi isso pela maneira que agiu ontem.
__Serio?
__Sim. – ele disse e aos poucos começou a se recuperar.
__Onde fica o tumulo dele? – perguntei, o minino que iria fazer seria levar Sting ali e faze-lo se sentir melhor. Era assim comigo.
__Ele não tem. Nunca tive coragem de fazer um. – disse pesaroso e levantei, puxando-o comigo.
__Vamos fazer um então? – perguntei, ele pareceu surpreso mas agradeceu sorrindo.
__Sim. – disse e começamos a procurar um lugar para começarmos a cavar.
__Certo! Terminamos! – disse vendo Sting olhar fixamente para o tumulo do gatinho que sempre fora seu amigo. Era realmente bonito, Sting tinha feito estatua igual a ele. Senti que ele estava prestes a chorar novamente. – Ei. – chamei e ele me olhou, ele tentou falar algo mas sorri e ele desistiu temporariamente. – Ficou realmente bonito. – disse, coloquei algumas flores brancas e Sting pendeu a cabeça para baixo.
__Obrigado. – disse e neguei. Eu quis fazer aquilo.
__Nao há de que. Isso é importante para você.
__Ah... – ele disse e se ajoelhou, ficando ao meu lado. – Ele ficaria contente. E adoraria implicar com você. – Sting sorriu como o gatinho na estatua. Ri.
Alguns minutos de silencio se passaram depois disso, mas antes que fossemos embora ouvi um grito. Parecia um animal, a forma que ele gritou me deixou nervosa.
__O que foi isso? – perguntou Sting levantando. Ele estendeu a mão e me ajudou a levantar.
__Nao sei. Vamos ver? – perguntei e ele assentiu. Andamos em direção a floresta novamente.
Era meio dia, mas dentro da floresta parecia meia noite. Quase me perdi três vezes, então tive que ficar segurando a blusa de Sting. Andamos muito e ouvimos novamente um grito.
__Venha, suba nas minhas costas! — ele disse e fiz, mesmo ficando constrangida por aquilo. Ele corria muito rápido. Ninguem da Fairy Tail o venceria. – O ar esta cheirando a sangue. Esta pronta para lutar?
__Sim. – respondi.
Menos de um minuto depois disso chegamos ao lugar. Era uma arvore gigante, e servia de casa para algo. Não consegui ver o que era, porque Sting me puxou contra seu peito. Ele tremia compulsivamente.
__O que é? Sting me deixe ver! – exigi.
__Não! Você não pode ver isso! – ele disse e seus olhos mareados derramaram algumas lagrimas.
__Por favor. – pedi e senti seus braços afrouxarem em volta de mim. Fui para o lado direito e vi uma carnificina.
Cerca de dez Exceed’s estavam mutilados no chão. Uns pequenos e outros grandes. Pareciam famílias inteiras. Comecei a chorar. Antes que a minha visão ficasse turva por causa das lagrimas vi algo. Parecia um ovo. Mas não era muito grande.
__Sting... – disse e peguei o ovo. – Tem... Tem um ovo aqui... – disse e ele percebeu algo ao nosso redor.
__Lucy, venha aqui. – disse e eu obedeci, seja la o que estiver por aqui, quero estar perto do Sting. Ele vai me proteger. – Vou proteger vocês dois okay? – disse e passou a mão na minha cabeça, assenti.
__Obrigado. – disse e a movimentação parou. Sting relaxou.
__Então? O que faremos com ele? – perguntou e tirei a ideia de deixar aquele pequeno ovo ali da minha mente.
__Você me ajudaria a cuidar dele? – perguntei e ele pareceu pensar um pouco.
__Se você quer. – ele respondeu e passou a mão no ovo. – Não vou deixar nada acontecer com você.
Estavamos em casa, cada revezando para olhar o ovo. Sting era mais ciumento que eu com ele. Quase não me deixava chegar perto do mesmo.
__Quando partimos? – perguntei, estava arrumando as malas.
__Amanha. – disse ele, estava com o ovo no colo.
__Certo.
Sting levava seu ovo nas costas, e eu levava uma das minhas malas e ele levava a outra.
__Porque não vamos de trem?
__Eu não quero estar enjoado quando o bebe nascer. – disse ele.
__Vamos levar quase três dias para chegar.
__Um dia no máximo.
__Voce fala porque já ganhou uma maratona. – resmunguei e ele pegou o ovo.
__Estou com medo. – disse. – Medo que ele não goste de mim.
__Ei! Otimismo não?
__É você tem razão. – disse e começamos a andar.
__Podemos parar? – perguntei. Definitivamente não nasci para andar. Preciso de um carro. Agora!
__Deixa de ser preguiçosa, vamos. – disse ele, começou a rir em seguida.
__Nao consigo. – disse. Só assim ele parou.
__Vou ter que carrega-la. Não quero passar a noite no breu. – disse e se aproximou de mim, pegando as minhas pernas e me colocando em seus braços. Era uma cena estranha. Ser carregada estilo noiva por Sting. Realmente estranho. – Pegue o ovo. Ele vai ficar bem no seu colo entendeu?
__Se você diz. – estava contente porque não iria andar mais. Errado! Errado! Errado!
Quase tive um treco quando ele começou a correr. Segurei tão forte o ovo que ele quase quebrou, e culpa de quem? Do idiota do Dragon Slayer.
__Pronto! Chegamos. – disse na porta de uma casinha.
__Essa é sua guida?
__Obvio que não! – ele disse, realmente ofendido. – É a minha casa.
__Ah... – disse e ele me colocou no chão. – Rogue não vai ficar bravo por eu estar aqui?
__Nem. Ele deve estar na Guilda tentando acalmar os ânimos.
__Bem. Acho que deviríamos verificar o ov... – Comecei, vi que o ovo tinha rachado.
__Rachou! – exclamou ele.
__Minha nossa! O que significa?
__Acho que ele já vai nascer! – disse ele com os olhos brilhando!
__O QUE FAZEMOS? ELE VAI NASCER! – Disse realmente nervosa.
__Voce tem que pega-lo no colo.
__EU? Porque eu?
__Voce o achou não? Nada mais justo. – disse e colocou o ovo nos meus braços.Sentei na cama e ninei o ovo levemente. Em questão de segundo o ovo estava brilhando e uma coisinha pequetuxa apareceu no lugar dele, ainda dormindo. O gatinho era a coisa mais linda que eu já havia visto. Era creme e tinha as orelhinhas bem grandes também. Sting estava petrificado, sorrindo. – Ele...
__Ny...ah... – ele disse, abrindo os olhinhos delicadamente. Eles eram muito grandes e azuis! Meu gatinho é tudo de bom.
__Ah... Oi. – disse colocando-o em pé no meu colo. – Sou Lucy e esse é o Sting.
__Lucy? Sting?
__Pode nos chamar de papai e mamãe. – Sting disse e corei. O gatinho gostou dele.
__Mamãe! – disse olhando para mim, seu sorriso era fofo.
__Precisamos dar um nome para ele Sting. – disse e ele pareceu pensar.
__Que tal Mest?
__Não! – disse.
__Leo?
__Não.
__Jim? Hicso? Asa?
__Você é um menininho não é?
__Aye mamãe. – disse ele de maneira puxada, eu sorri.
__Vou chama-lo de Ryuu.
__Ryuu? – engasgou Sting, logo depois começou a rir – Bom nome blondie.
__Blondie.. – repetiu Ryuu, o gatinho.
__Fique de boca fechada Sting, não vá da mal exemplo para ele. – ela disse e o gatinho se ajeitou em seus braços dormindo.
__Mamãe é bonita... – disse e em seguida caiu no sono.
__Ele é uma gracinha. – eu disse e mirei o gatinho em meus braços. Sting sentou-se ao seu lado, acariciando levemente a cabeça do gatinho.
__Espero que sejamos bons pais. – disse e em seguida ambos começamos a rir.
__Sim. – disse e coloquei o pequenino na cama, deitando-me de um lado, o perto da parede, e Sting do outro, da cama para o chão.
Dormimos juntos naquela noite, nos três, como uma família feliz.
Continua lindamente...
Notas finais
Bem, esta ai! E se alguem, muito bondosamente quiser desenhar o Ryuu de uma maneira fofinha eu vou agradecer tanto que eu vou coloca-lo na capa por alguns dias.
Eu quero um Ryuu pra mim! Alguem me da? Aproveita e da o Sting tambem.
Ja ne!
( A bruninha vai ter trabalho para me superar) kkkkkk
bjs
Amy
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