Warmness On The Soul.
21 Desespero mutuo: A dor de Lucy, Minerva e Hector.
Notas iniciais
Deve ser especialmente o melhor ate agora. Aos poucos eu me inspirei e fiz, graças as duas recomendaçoes, um capitulo de 5.000 e outros poucos caracteres.
Tenham paciencia de ler por que é bom de verdade.
Amy
Lucy:
Eu estou há quase um século aqui. Não sei se morro de tedio ou nervoso ou ate mesmo de preocupação.
__Esta tudo bem... – disse a mim mesma na tentativa de me acalmar.
Escutei um Splash na agua e fui para mais perto de Sting, tendo a chave de Caprico brilhando. Vi uma cabeleira negra passar pela cachoeira sem esforço e suspirei ao ver Minerva. Droga Rogue! Porque você tem que ser tão lerdo as vezes?!
__Minerva-sama? – chamei, e ela direcionou um olhar cauteloso e depois que viu Sting deitado ficou aparentemente furiosa.
__O que fez com ele? – disse de maneira engasgada.
__Ele... Me protegeu – disse pausadamente, ela torceu o cabelo. Ele estava mais comprido do que quando lutamos.
__Ele certamente é um idiota – ela disse e sentou-se de frente para mim, observando-o com olhos pensativos.
__O que tem defender de quem você gosta? – perguntei e ela me mandou um olhar frio.
__Por sua culpa ele esta desse jeito. – ela disse por fim, ficando em silencio.
__Desculpe. – pedi e ela soltou um suspiro reprovador.
__Não peça desculpas por nada idiota. – ela disse e fuzilei-a com os olhos.
__Desculpe se tenho coração. – disse por fim e paramos de falar uma com a outra por alguns instantes.
__Precisamos ir embora. – disse ela de súbito e engasguei com a minha própria saliva:
__Como?
__Aqui é um lugar fácil de ser atacado. – ela disse, prendendo o cabelo num rabo perfeito, admirei aquele momento centrado dela. – Não que eu queira protege-la, Hector mandou que o fizesse, e não posso desaponta-lo novamente. – Novamente? E porque ela fez essa expressão triste quando falou dele?
__E quanto ao Sting? Não podemos deixa-lo aqui.
__Eu levo você ate a guilda e volto para busca-lo. Assim não teremos problemas quanto a inimigos, tanto Rufus quanto Rogue se aproximam com velocidade. Logo estarão aqui.
__Nao seria melhor espera-los? – insisti, eu estou com medo de sair por ai com ela me “protegendo”. Meu histórico com ela não é dos melhores.
__Quer que Sting sofra mais por sua causa? – ela disparou e assenti com a cabeça, sentindo o peso da culpar se tornar maior nas minhas costas.
__Pode me ajudar? Não consigo nadar com o braço ferido. – ela mandou-me um olahar reprovador e senti que minha vida podia estar ameaçada.
__Tem sorte de Hector ser o novo mestre. – disse e sentei ao seu lado na borda da caverna. Ela me empurrou com força e cai na agua me debatendo. Ela puxou meu braço quando comecei a para de lutar e disse – Podia parar de ser tão inútil sabia? – ela disse e nadamos ate a borda, onde me esforcei para subir.
__Não tenho culpa se um a pedra gigante caiu no meu braço! – resmunguei e torci o cabelo, para amarra-lo num cook.
__Vamos, pare de enrolar. – Minerva disse já em pé.
__Onde pensam que vão? – um homem de cabelos brancos perguntou, vi Minerva assumir a posição de ataque.
__Quem é você?
__Eu sou o líder da Dragon Tale, Ian Westernos. – ele disse de maneira estranha. Usava um tipo de armadura de monstro.
__Porque quer a Lucy? – Minerva perguntou e ele riu, como se fosse uma verdadeira piada aquela pergunta.
__Porque eu preciso dessa pirralha magrela. Bem que eu queria que fosse você Minerva, mas não tem o tipo de poderes que eu preciso. – ele disse e percebi que estava de olhos fechados.
__Ousado dizer isso. É uma pena eu estar obedecendo ordens senão te ajudava. – Minerva disse e o atacou rapidamente, as mãos em brasa. Ian apenas desviou dela, segurando seu punho e a levantando sem esforço.
__Olhe nos meus olhos Minerva... – ele disse de maneira calma, abrindo os olhos. Eles estavam fixos em Minerva então consegui ve-los sem distúrbios. Eles eram azuis sem vida, profundos e cristalinos. – E traga a Lucy para mim. – disse e ela pulou no chão, olhando para mim de maneira assustadora. Como se quisesse realmente me matar.
__Minerva... – murmurei, me corpo tremendo de pavor. – Por favor, somos da mesma guilda. – disse e ela veio na minha direção como fez com ele, seus olhos tinham leves arcos azuis na íris. – Pare! – pedi quando ela quase me acertou com seus ataques. — O que há com você?
__Voce merece morrer! – ela disse exaltada acertando um ataque na minha barriga.
__O que esta dizendo?! – gemi com medo e ela me chutou no braço machucado, e gritei – MINERVA! – Chamei e peguei uma das minhas chaves. – Abra portal do guardião da força: TAURUS! – chamei e ele já chegou me protegendo do ataque dela, vendo seu machado quase derretendo.
__LUCY-SAN! – Disse enquanto batalhava ferozmente contra ela, e realmente vi o porque de muitos a temerem. Minerva é completamente selvagem lutando a serio.
__Acabe com ela! – pedi e vi o mestre da guilda que me perseguia rir alto, Minerva acabou com Taurus.
__Não... – murmurei e peguei outra chave. – Abra portal do cavaleiro: Caprico! – ele apareceu e me fez uma reverencia, eu apenas apontei para Minerva, a possuída, na minha frente. Ele assentiu e começaram os dois a lutar juntos. – Caprico, pule! – disse e com a minha mão boa cortei o ar com o chicote batendo em Minerva segundos antes de Caprico pular. Minerva desiquilibrou um pouco, mas não deu sinal de que deveria parar de lutar.
__Porque não vem lutar comigo no mano a mano Blondie? – disse e lembrei de como Sting me chamava, olhei para tras e recebi um chute nas costelas. Que raio! Ela esta lutando pra valer nessa bosta? Porque esta ajudando o inimigo? – Tem medo que a sua vidinha prefeita acabe? – Vida perfeita? Onde ser usada e chutada é algo bom?
__O que quer dizer? – perguntei sentindo a dor dos ferimentos. Caprico já havia desaparecido.
__Voce tem a vida perfeita princesinha e ao invés de aproveita-la, joga tudo fora por causa de uma briguinha de nada. – ela disse e avançou com mais intensidade em mim. Ela tinha inveja de mim? Da minha vida triste? Não, ela não sabia e nunca conhecera uma historia como a minha.
__Nao sabe o que esta dizendo – disse e ela me acertou com suas chamas novamente, só que dessa vez no braço machucado, me fazendo gritar de dor. Cai no chão, segurando o braço machucado e vendo a mesma ficar na minha frente:
__Nao consegue mais lutar princesa? Esta tão dolorida por ter apanhado um pouco que quer correr para seus pais?
__Eu não tenho pais, sou órfã. – respondi e cuspi sangue no chão, vendo-a parecer surpresa. – Venha, me bata se fara com que se sinta melhor. – disse e virei a minha cara a tapa. Ouvi um urro de irritação da parte dela, mas não senti a dor na face.
__Como pode dizer isso? Como quer parecer a vitima? – ela disse e vi lagrimas em seus olhos.
__Minha mãe morreu quando eu era muito nova e meu pai nunca pareceu se importar comigo na infância. Eu nunca senti qualquer tipo de amor dele para comigo e sempre o odiei por isso... – Senti lagrimas nos olhos. – Eu fugi de casa, entrei na Fairy Tail e ele mandou que outra guilda me trouxesse de volta, machucando muita gente. Eu odiei a abidiquei ao meu nome. – Soluçando continuei, e senti a mão dela no meu pescoço. – Ele faliu, me procurou e conseguimos reatar o que eu chamaria de parentesco. Eu fiquei presa em Tenrou e ele morreu. Nunca pude lhe dar adeus. – chorei compulsivamente – e a minha única família me abandonou. Acha mesmo que sou uma pessoa de sorte? Que tem uma vida perfeita? – disse e afastei as mãos dela, tamanho o seu espanto.
__Voce também era ignorada pelo seu pai?
__É meio obvio depois do que falei. – disse frente a frente com ela, vi seus olhos se encherem de lagrimas.
__Meu pai só me usou como troféu durante toda a minha vida, nunca ganhei um elogio, um parabéns ou ate mesmo durma com os anjos filha. – chorou ela, nunca pensei que poderia ser tão frágil. Ate mesmo os monstros tem coração não?
__Minerva... – disse e tentei acalma-la, mas ouvi as palmas de Ian:
__Comovente, como o ódio pode ser transformado em amor depois de simples palavras... É uma pena isso ter acontecido depois que eu tomei o controle dela não? – disse e a Minerva que chorava deu lugar novamente a Minerva selvagem.
__Minerva... – disse dando alguns passos para tras. Nunca conseguiria ganhar dela, não nessas condições, sem magia nenhuma. – por favor, olhe para mim, sou eu a Lucy. A mesma garota que conhece seus sofrimentos.
__Voce roubou meus amigos de mim! Merece morrer! – entendi a técnica dele. Ele controla a parte ruim do coração da pessoa, deixando-a dominada por esse ódio. Minerva tinha raiva de mim por causa da minha “vida perfeita” e “tomar” o seu lugar na guilda.
__Pare! – pedi e dei mais um passo, vendo o fim da linha. – Se quiser me matar mesmo, apenas prometa que cuidara de Sting e Ryuu. – ela ficou em estado de choque ao ouvir o nome de Sting. – Ele se arriscou bastante para me deixar a salvo e quero retribuir o favor...
“Não temos medo de morrermos jovens e viver rapidamente.” – a letra martelou na minha cabeça e sorri.
__Não me importo de morrer, contanto que ele fique a salvo. – foi o que pedi antes de receber um tapa na face esquerda.
__Como ousa me pedir algo?
__Somos irmãs de guilda não? Compartilhamos dos mesmos sentimentos e amigos não? Temos as mesmas memorias tristes não? Como Sting e Rogue que perderam os pais, nos sentimos a ausência dos nossos. Somos órfãos de coração e alma juntos. – discursei e esperei o golpe de misericórdia que não veio. Lagrimas voltaram a cair dos olhos dela.
__Sua idiota. – disse sorrindo, e me abraçou – Eu ia mata-la.
__Eu sabia que não conseguiria – disse e ouvi sua risada antes de ouvir seu grito de dor. – MINERVA! – Gritei e cai junto com ela, as margens da agua. Ela tremia e acabou desmaiando de dor. – O que você fez? NÃO A CONTROLAVA? – Gritei e o homem a minha frente riu, tirando a Minerva desacordada de cima de mim e a rolando para o lado.
__Voce fez algo incrível Lucy Heartfilia. – ele disse e senti meu corpo ficar paralisado – Conseguiu quebrar uma das minhas conexões. É uma pena para você que eu consiga controlar todo o corpo de uma pessoa com apenas um dedo. – ele disse tocando no meu rosto. – Agora durma... – disse e meus olhos começaram a ficar pesados enquanto lagrimas rolavam pela minha face – Durma criança. – disse e acabei verdadeiramente caindo num sono profundo.
Minerva:
Meu corpo esta paralisado.
__Minerva-san! – ouvi uma voz chamar, pelo tom honroso deveria ser Rufus. Mas não consigo me mover, não consigo chama-lo, dizer para ir procurar a Lucy. – Minerva-san! – disse e percebeu que eu estava paralisada. – Vou lhe ajudar, espere um segundo. – disse e colocou algo no chão ao meu lado. – Não se mexa. – disse e que ironia, eu não podia mesmo. Segundos depois meu corpo voltou ao normal.
A primeira coisa que fiz foi abrir os olhos para ve-lo, e este estava totalmente acabado.
__Lutou com alguém Rufus? – perguntei, sem meras formalidades rotineiras. Não tínhamos tempo para aquilo.
__Sim, mas ganhei com facilidade. O que houve Minerva-san? – perguntou preocupado, passei a mão na minha cabeça dolorida.
__Eu e a Lucy fomos atacadas pelo mestre da Dragon Tale. Eu fui controlada por ele e acabei lutando contra a Lucy. – disse um pouco pesarosa, ela me ajudara a sair da magia dele no final das contas. Que poder incrvel.
__Ele que te paralisou?
__Sim, ele controla o coração das pessoas e as vezes o corpo.
__Controla o coração, o que quer dizer com isso?
__Ele usa o ódio que você tem no coração para controlar as pessoas, mas a técnica só funciona se você olhar diretamente em seus olhos e a paralisação só ocorre quando ele toca alguma parte da pessoa. – disse, ele memorizaria aqueles informações e poderia passar para o próprio Hector, e assim estaríamos nos adiantando um passo.
__Onde esta Sting? Ele não estava com a Lucy?
__Ele esta ardendo em febre dentro da caverna. – disse e ele ficou surpreso. É estranho ate mesmo para mim saber que Sting esta mal por causa de uma simples febre. Ou talvez não seja apenas a febre.
__Precisamos cuidar dele, senão estamos perdidos. – concordei e o ajudei, carregando Yukino em um dos braços e quanto ele a carregava por outro. Distribuir o peso é sempre melhor.
Passamos pela cachoeira sem esforço e Rufus colocou Yukino deitada antes de poder subir e ajeita-la.
Sting estava gemendo de febre naquele lugar e sabia o porque da Lucy ficar preocupada com ele. E ele estava chamando por ela. Incansavelmente.
__Lucy... – chamou pela decima vez e começou a se remexer no chão arenoso. Rufus teve de força-lo contra o chão para mantê-lo parado. – Lucy, esta doendo! – disse e percebi que estava fazendo manha para ele.
__Precisamos cuidar dele rápido, esta delirando. – Disse e Rufus riu um pouco.
__Tem certeza que esta delirando?
__O que quer dizer com isso?
__Esta na cara que ele esta apaixonado por ela. – ele disse e tentei não sorrir. Tinha essa impressão também.
__Ele precisa crescer e descobrir sozinho. – disse e ele riu um pouco:
__Pobre Lucy. – ele comentou quando já tinha terminado de arrumar Yukino no chão. Ele falava de Sting, mas estava ate pior. – Preciso pedir um favor.
__Fale – disse curta e grossa. Cada segundo que passávamos ali era um risco já que as chaves de Yukino haviam sido capturadas.
Mas era estranho.
Haviam levado as chaves de Yukino, mas não havia a levado como haviam feito com a Lucy. E eles também não haviam ferido a Lucy, eu poderia te-la matado com apenas um golpe quando a mesma já estava sem magia. Eles precisam da Lucy, mas não sei para o que.
__No que esta pensando? As engrenagens da sua cabeça me intrigam Minerva. – ele disse e olhei-o com um pouco de desespero.
__Cometemos nosso pior erro.
__O que quer dizer com isso?
__Qual a razão para eles levarem a Lucy e deixarem a Yukino? Qual a logica? – disse e ele pareceu entender o que dizia rapidamente.
__Eles vao usa-la em alguma espécie de ritual. – ele adivinhou. – Precisamos curar Sting rápido. Minerva fique vigiando enquanto o faço, não posso parar por hipótese alguma. – disse e mesmo não gostando de receber ordens assenti, pulando na agua e indo para a margem ficar de tocaia.
Fique alguns minutos em pé, aguardando a demora de Rogue e a lerdeza de Rufus.
__Olhe, uma maga. – um homem disse, ele tinha um porte de Orga, mas era realmente mais estranho. O cabelo dele era maior que o meu.
__Alguém para eu poder arrancar informações. – disse e ele riu, a expressão doce.
__Vamos ver quem vai arrancar informações de quem. – ele disse e me pus em posição de ataque juntamente com ele.
Avançamos em ataques sem magia e todos os ataques dele eram bloqueados por mim e vice versa. Nada parecia impedi-lo de tentar tocar-me e nisso encontrava brechas para acerta-lo.
__Voce é a especial não é? A herdeira de Jiemma? – paralisei ao ouvir o nome do meu pai e tive que brigar com meu próprio corpo para poder me esquivar do ataque dele. – Lembra de mim senhorita? – disse e observei bem seu rosto, não encontrando nada familiar.
__Nao sei do que estais falando – disse e com as mãos em brasa pretendia ataca-lo. Ele me parou, segurando meu pulso e segurou meu rosto depois. Ele realmente acha que eu o conheço? Que tipo de mago faz isso com o inimigo?
__Esta dizendo que esqueceu que você fez seu pai quase me matar. – disse ele e apertou meu rosto com força. Com magia o afastei, vendo uma cicatriz terrível em seu peito.
Não, ele não podia ser...
__Kevinyn? – Perguntei com a voz engasgada. Ele riu um pouco e balançou a cabeça afirmando, fazendo todo o meu corpo ter um espasmo dolorido.
Depois de todas as lembranças dolorosa vividas hoje ele tinha que aparecer e me fazer lembrar de mais uma mancha de meu passado. Mais um ponto do meu coração acabou abrindo.
__Lembra de mim Ojou-sama?
__Não acredito que... Você ainda esta vivo... – disse ainda em choque.
__Não acredita não é? Depois de mandar seu pai me matar? Você não acredita que eu tenha vindo para lhe retribuir com a mesma moeda? – disse e lembrei que eu era da Saber e ele não.
__Esta aqui porque senti inveja de mim?
__Há, antes fosse. Acabei de dizer, vim lhe matar. – ele avançou na minha direção como um raio e me chutou no estomago.
“Você esta bem?” – um garotinho sussurrou para mim, pisquei e me coloquei em pé novamente.
__Não posso perder para um renegado como você. – disse e ele começou a rir freneticamente, me atacando e nem me dando chance de revidar.
__Renegado? Eu fui humilhado, torturado, espancado! – ele disse e segurou o meu pescoço, fazendo com que meu rosto raspasse no chão cheio de grama e terra. – E porque? – ele disse e levantou meu rosto ate a sua altura, cuspi sangue – Porque a princesinha mimada quis.
__Voce me bateu. – rebati e acertei um soco em brasa no seu rosto. Ele pareceu surpreso.
__Eu não quis machuca-la, mas Hector ficou irritado. – ele riu assustadoramente e tremi ao ouvir o nome de Hector. – Meu próprio irmão me castigou, meu próprio irmão me deu a sentença de morte. – ele disse e olhou para mim com seus olhos dourados. – Tudo por sua causa. Por causa da pirralha filha do mestre. – disse e novamente com sua velocidade incrível veio para trás de mim e me acertou com um soco. E antes que eu pudesse revidar ele me agarrou pelo cabelo e me puxou para trás. Me ergue e me balançou por ele, tentei ao máximo não gritar, não dar esse gostinho a ele. – Sabe, o seu cabelo sempre foi bem bonito não? – ele disse e me puxou para cima novamente, gemi de dor – Que tal se eu corta-lo?
__Kevinyn... – disse e fechei os olhos.
“ __Porque esta chorando? – perguntou um garoto de pelo menos doze anos. Ele tinha os cabelo negros e levemente ondulados, que caiam ate o ombro. Seus olhos era dourados e serenos, seu sorriso estava estampado nos lábios. Talvez ele ainda não soubesse quem eu era.
__Não te importa. – disse e ele riu, sentando-se ao meu lado.
__Só quis saber por que esta banhando seu lindo rosto com as suas lagrimas. – ele disse limpou as novas lagrimas que insistiram e caíram sem premissao. Olhei-o exasperada e senti um leve alivio ao lembrar que meu pai estava na guilda. – O que houve? Porque esta tão triste? – perguntou por fim, e passei a mão no meu cabelo. Algumas garotas mais velhas haviam vindo ate onde eu estava e tinham tentado entrar na minha casa. Eu as impedi e elas cortaram meu cabelo com uma faca de mão.
__Cortaram o meu cabelo... – disse e ele pareceu surpreso. Ele olhou para tras e viu as minhas mexas negras ao lado. Ele ficou com uma expressão triste, e tocou a minha cabeça.
__Oh, sinto muito. – ele disse e começou a alisar as mexas curtas e desfiadas do meu cabelo. – Isso é terrível não? Ele estava bem grande?
__Estava. – respondo. Não entendi o porquê de ele estar sendo tão gentil comigo, nem me conhece.
__Mas não precisa ficar triste. Cabelo cresce.
__Mas vai demorar! – insisti. Ele riu novamente, passando as mãos no cabelo curto.
__Sei que ficara bonita quando crescer e bem mais do que hoje. Lembre-se é apenas cabelo. – disse por fim e sorriu, a única coisa que fiz foi sentir meu rosto esquentar.
__Qual o seu nome? – perguntei de repente.
__Meu nome é Hector. – disse e sorri.
__É um prazer conhece-lo Hector. – disse e apertamos as mãos.
__Hector! – disse, ele vinha com frequência me visitar todas as tardes. Meu cabelo já não estava acima do ombro, mas sim um pouco abaixo dele.
__Mi-chan. – ele disse sorrindo, estava trazendo algo nas mãos. – Você esta animada não esta? O que aconteceu? – perguntou e eu sorri, como só fazia ao seu lado.
__Voce veio novamente. – respondo e ele sorri, beijando a minha testa.
__Eu disse que viria. – ele me entregou o pacote. – Estava passando por uma loja e lembrei que você nunca tinha visto um desses.
__O que é? – perguntei, eu tinha apenas quatro anos naquela época.
__Abra e descubra. – ele terminou, e abri o pacote. Tinha vários tipos de chocolates, de cores diferentes e de formatos diferentes. O que eu mais havia gostado era um de coração que tinha o meu nome.
__Um tem o meu nome. – disse e ele riu um pouco, ambos eramos tão inocentes...
__Eu sei, eu pedi que colocassem. – meus olhos se iluminaram. Ele colocou a mão na minha cabeça.
__Fez isso por mim?
__Faria qualquer coisa com você. – ele disse e mexeu novamente nas minhas mexas. Meu sorriso era grande e animado, ele também parecia bem feliz. – E então? Como esta?
__Tudo como antes. – respondi e comecei a comer um dos chocolates. Era o que tinha formato de rosa e o sabor de chocolate branco.
__Promete que não vai chorar?
__Porque eu choraria? – perguntei confusa e ele suspirou sorrindo:
__Preciso ir em uma missão. – ele respondeu por fim e fiquei triste. Não ia mais ve-lo? Nunca mais? – Não é por muito tempo, apenas por algumas semanas... Prometo que trago um presente. – ele disse e sorri, tentando esconder a minha tristeza.
__Contanto que você volte sã e salvo... – pedi e pela primeira vez recebi seu abraço:
__Voltarei para ti o mais rápido possível. – ele disse e apoiei meus braços frágeis no seu peitoral. – Prometo. – disse por fim e comecei a soluçar. Eu sempre estivera sozinha, ate ele aparecer. Ate ele me mostrar o que era realmente o significado de cuidar de quem se ama.
__Eu não quero ficar sozinha... – anui e percebi que ele fazia o máximo para não se juntar a mim. Alisou meu cabelo e riu um pouco:
__Quando eu voltar quero ver o seu cabelo bem grande. – disse e eu passei a mão no meu cabelo. Estava um pouco desengonçado e bagunçado por causa do abraço.
__Eu vou cuidar dele, e você tem que voltar para ve-lo grande. – pedi e ele riu, comendo um dos chocolates da caixa. Eu estava sentada em seu colo, e juntamente com ele começamos a devorar os chocolates que ele havia comprado. O ultimo foi o do coração que nos dois dividimos e nesse momento senti meu coração bater mais rápido.
Haviam alguns meses desde que Hector tinha partido. Todos os dias eu ficava esperando-o no mesmo lugar, sentada na frente do memorial da minha mãe, onde moro.
Meu cabelo estava na altura do busto e ondulava levemente nas pontas.
Eu escutei passos enquanto estava de costas e fechava a posta de bambu da casa, virei e esperei ve-lo, mas vi uma figura muito semelhante. Ele tinha os mesmo cabelos de Hector só que eram mais rebeldes e desorganizados. Tinha também o mesmo porte físico e o rosto, mas seus olhos eram assustadores ao invez de bondosos. Carregados de uma fúria contida que me fez ficar com medo.
__Quem é você? E o que faz aqui? – perguntei insegura e ele riu um pouco.
__Vim ver o memorial da senhora Katy. – disse e eu neguei, não ia deixar ninguém entrar.
__Ninguem pode entrar. – disse e ele pareceu irritado.
__E porque você estava ali dentro?
__Eu posso. – disse e ele não pareceu gostar da resposta.
__Bem, não quero parecer rude, mas vou entrar mesmo assim. – ele disse e começou a subir os degraus da escada, eu estava no segundo degrau e o impedi de ir ao terceiro.
__Voce não pode, ninguém pode! – disse e o puxei, fazendo-o vacilar e quase cair.
__Quem é você para me dar ordens fedelha? – ele disse e quando me agarrei mais ao seu braço ele me deu um tapa com o outro. – Agora me solte.
__Não vou! – relutei e recebi mais tapas. Escutei novamente passos:
__KEVINYN! – Hector gritou e vi seu espanto quando viu o outro me dar tapas – Pare imediatamente! – disse e o outro refez a expressão raivosa para o irmão.
__Essa pirralha não quer me deixar entrar. – ele disse e me puxou pelo cabelo, me fazendo gritar chorando. – E isso eu não vou permitir, uma pirralha me dar ordens.
__O que esta acontecendo aqui?! – perguntou meu pai, abrindo as portas que eu havia fechado. Esse tal de Kevinyn havia feito algo estupido. – KEVINYN SOLTE-A AGORA! – Ordenou e Kevinyn o fez, me fazendo cair de bunda no chão. Hector correu na minha direção, eu percebi que tinha um totalmente assustado apenas em sentir o olhar do meu pai – O que pensa que esta fazendo? Porque esta machucando a minha filha?
__Filha? – Hector disse surpreso, me ajudando a levantar.
__Minerva é minha filha com Katy. – disse o mestre da Sabertooth.
__Minerva-sama é essa garota? – Kevinyn perguntou surpreso, eu estava chorando quando Hector me carregava.
__Sim, e o que estão fazendo aqui? Responda por que quis machucar a minha herdeira?
__Eu não sabia senhor. – ele disse de cabeça baixa, Hector me levou ate meu pai. Este me pegou no colo, analisando a bochecha que Kevinyn havia estapeado dez vezes.
__Voce a machucou. – meu pai disse e plenamente furioso bateu na face de Kevinyn. – O que faz aqui Hector?
__E vi ver como Minerva-sama estava. Eu ando protegendo-a desde que cortaram o seu cabelo. – ele disse como se já soubesse que eu era filha do mestre da guilda dominante da cidade.
__Voce viu quando seu irmão a machucou?
__Quando cheguei era tarde, mas se ele tivesse continuado eu mesmo teria lhe dado o castigo necessário. – Hector disse e meu pai me ajeitou melhor em seu colo, encostei minha cabeça em seu ombro. Solucei e ele passou a mão pelo meu cabelo.
__O que quer que eu faça com ele? – perguntou ele e fiquei surpresa, sem saber o que responder.
__Não sei.
__Entao o que seu protetor fará? – ele perguntou e meu olhar encontrou o de Hector. Ele estava a ponto de chorar.
__Não vou deixar ninguém machuca-la. Foi isso que prometi e não importa se é o meu irmão ou não. Merece a morte. – disse e Kevinyn ficou tão branco quanto eu.
__É sua decisão Hector? – perguntou meu pai, vi seu sorriso.
__Sim Jiemma-sama. – disse e meu pai meu colocou em seus braços novamente.
__Entre e tape os ouvidos da minha filha. A sentença do seu irmão gêmeo foi dada por você mesmo e isso completa a sua prova. Parabens Hector, é o novo Classe S da Sabertooth. – disse e Hector se curvou atenciosamente, sem sorrir, me levando ate onde meu pai havia saído.
__Hector... – murmurei quando o mesmo se ajoelhou no chão, ainda comigo no colo. – Ele era...
__Não importa, ele fez escolhas erradas. Tem que pagar o preço delas. – disse e me ajeitou em seus braços. Enterrou seu rosto em meio ao meu pequeno ombro. – Tape seus ouvidos. – pediu ele e o fiz, olhando seu rosto já levantado. Ele estava sofrendo por aquela decisão.
__Desculpe... – pedi mesmo não escutando sua resposta e o vi beijar a minha testa, lagrimas caindo pelos seus olhos dourados e agora magoados.
__Não se preocupe, eu matei o meu irmão. – disse e começou a chorar. Pressenti que meu pai já havia dado o golpe de misericórdia em Kevinyn.”
__Hector... – chamei e vi Kevinyn puxar meu cabelo ainda mais. – Hector chorou durante um mês na frente do seu tumulo.
__Ele paga pouco pela dor que senti. Ele ficara arrasado se eu matar a mulher que ele ama. – Kevinyn disse e passou a espada escondida na cintura no meu cabelo.
Longas mexas tremeluziram na minha frente e caíram, me deixando ainda mais pasma. Hector me ama?
__Porque esta fazendo isso? Meu pai esta morto! Você pode voltar a Sabertooth agora que Hector é o mestre. – insisti quase me entregando as lagrimas.
__Apenas isso não me saciaria. – ele completou e me segurou pelo pescoço. Comecei a asfixiar ate que lembrei o porque de estar ali.
Eu estava protegendo Sting, Rufus e Yukino.
Ia me juntar a Rogue e Nanami para salvar Lucy.
Iria pedir desculpas a Hector depois que tudo terminasse. Não podia morrer ali. Não podia me render aquele perdedor sem coração.
__Não vou morrer aqui! – disse e juntei minhas mãos em seu estomago, exatamente na enorme cicatriz que meu pai havia feito. – Dark Die! – disse e o acertei em cheio, fazendo-o esbugalhar os olhos e me soltar.
Era uma magia do meu pai, a mesma que ele havia usado contra Kevinyn.
__Vadia! – ele exclamou e começou a tremer no chão, sua dor era intensa com certeza.
__Voce não sobreviverá a esse golpe novamente. As sequelas que ele lhe fez o impediu de usar magia, deixando-a apenas para que conseguisse mover seu corpo humano, não magico. Esse foi o seu castigo, morreu como mago não como humano. – ele tremeu de agonia, os olhos se revirando assustadoramente – Até agora. – completei.
__Fez isso para vingar os cabelos cortados? Continua fútil como sempre Minerva.
__Fui fútil por tentar proteger o tumulo da minha mãe de ser saqueado por você? Por tentar impedi-lo há quinze anos atrás e por não lhe dar a merecida sentença de morte? – retruquei e me ajoelhei ao seu lado. – Cuidarei do seu irmão por você. – disse e ele tentou agarrar o meu cabelo novamente, mas apenas segurei a sua mão. – Hector ainda chora no seu tumulo Kevinyn, ele nunca deixo de se culpar. E isso nos afastou. – completei e o vi sorrir.
__No fim, mesmo sem querer, consegui que ele ficasse infeliz. – ele disse sorrindo.
__Seu irmão é uma pessoa doce, sei porque quis a sua morte. – terminei e ele ficou chocado por alguns instantes, se entregando as lagrimas em seguida.
__Voce foi a minha desgraça e sera a dele também. – ele disse e tossiu sangue, morreu deitado na grama a beira do lago.
Já ajoelhada no chão deixei algumas lagrimas caírem, pensando no que eu fizera ate pouco momentos, como eu era fria e rude. Eu era muito parecida com ele, e sem perceber, acabei esquecendo daquilo que me era importante. Meus amigos: Sting, Rogue, Rufus, Yukino e Orga. E aquele que amo: Hector.
Soluçando vi Rogue e Nanami chegarem.
__MINERVA! – Gritaram e me encolhi, chorando ainda mais.
__Minerva-san o que esta acontecendo? – perguntou Nanami aflita e tentei sorrir, escondendo a minha dor.
__Eu preciso do Hector – disse por fim e ela ficou abismada. Rogue analisava o rapaz morto a minha frente.
__Quem...? – murmurou ao ver o rosto idêntico ao do novo mestre da Sabertooth.
__Kevinyn. – respondo. – Kevinyn Snow. – termino e ambos ficam chocados.
__Ele não estava morto? – perguntou Nanami, suspirei pesarosa.
__Agora esta. – disse e pedi sua ajuda para levantar. – Rufus terminou?
__Onde Rufus-niisan esta? – perguntou Nanami e olhei atentamente para Rogue. O idiota não contou a ela contou?
__Há uma caverna dentro da cachoeira. – ele comenta e ela solta um murmúrio chocado.
__Porque não me disse antes? – perguntou ela surpresa.
__Voce estava empolgada lutando com o Sr. Gazela. – ele disse e imaginei o adversário dela. Estranho.
__Vá ver se ele já terminou de cuidar de Sting Rogue.
__Sting? Ele esta cuidando de Sting? O que houve?
__Sting estava ardendo em febre. – comentei – e depois disso, Lucy foi levada pelo mestre da Dragon Tale. Eu não consegui impedi-lo depois de tudo. – confessei e eles ficaram admirados.
__Obteve informações das técnicas dele? – perguntou Nanami e assenti.
__Sim, e já disse tudo a Rufus. – quando terminei de dizer aquilo Rogue pulou na agua e nos molhou.
__Minerva-san isso no chão é o seu... – Nanami começou e suspirei:
__Sim, é o meu cabelo. – respondi e passei a mão pelo meu cabelo. Esta muito mais curto, quase acima do busto. – Mas é apenas cabelo. – disse e sorri.
__Hum, o que importa é que esta bem. Precisaremos dessa força quando formos salvar a Lucy.
__Nanami, eu não posso ir salvar a Lucy. Serei controlada pelo Ian e machucarei a todos. Deixarei essa missão com vocês e irei repostar tudo a Hector pessoalmente. Informarei as lutas que ocorreram ate agora e quantos inimigos derrotamos ate agora. – terminei e vi Sting pular na agua com Rogue, e logo atrás deles Yukino nas costas de Rufus.
__MINERVA! – Sting gritou, eu o olhei com certa tristeza.
__Sting, que bom que esta bem. – terminei de dizer isso e ele colocou as mãos nos meus ombros preocupadíssimo:
__Esta tudo bem com você? Rogue me disse que enfrentou o mestre sozinha, esta bem? – disparou as perguntas e comecei a rir, apesar de tudo ainda eramos amigos de infância.
__Estou bem, mas não deveria se preocupar comigo. Lucy é quem esta correndo muito risco agora. – disse e ele assentiu, ficando um pouco irritado:
__A culpa é minha, se não fosse fraco a febre não teria me abatido e eu estaria aqui protegendo vocês duas.
__A culpa é minha por deixar que a levassem. – insisti e Rogue por fim terminou aquele começo de discussão:
__A culpa é de todos nos, o que nos resta fazer é corrigi-lo enquanto ainda há tempo. Iremos em dois grupos. Um com Rufus, Yukino e Minerva, que ira passar as informações básicas para o mestre Hector. E outro comigo, Nanami e Sting; para salvar a Lucy. – Rogue disse e ficamos admirados com a sua postura firme.
__Certo, — Sting disse com um sorriso – Não sei no que deu no emo, mas o plano parece bom. – Assenti com a cabeça.
__Temo que tenha que concordar com Sting dessa vez. – Rufus disse e Nanami riu, vendo o Dragon Slayer negro ficar vermelho de raiva.
__Estou indo. – ele disse e saiu correndo, deixando os dois outros membros da equipe para tras.
__Oe Rogue nos espere! – Sting disse e Nanami se juntou a ele:
__Isso mesmo! Nos espere senhor esquentadinho! – ela disse e ambos correram juntos para alcança-lo.
__Tomara que Sting chegue a tempo. – disse e Rufus assentiu. – Precisamos ir logo.
__Sim – ele disse e começamos a correr juntos na direção oposta.
“Descanse em Paz Kevinyn” – pensei quando o olhei pela ultima vez e me distanciei daquele lugar.
Continua...
Notas finais
Ficou muito grande, mas é gostoso de ler e desculpe por demorar tanto. Se eu postasse apenas um parte ficaria estranho, as memorias tinham que estar ai pra que vcs entendessem. Nao me matem!
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