Warmness On The Soul.
23 A Revolta Contida E Os Beijos Suplicosos
Notas iniciais
Tai, matando a sua curiosidade.
Sting:
"O mar revolto de emoções me balançava arduamente, o negro ao meu redor se tornou intenso e de repente parou. Eu me vi sentado num breu e a minha frente, meu clone.
__Voce vai deixar? – perguntou meu clone, fiquei estático a sua frente – Deixar que eles lhe machuquem novamente?
__Me machucar?
__Sim... Todos eles... Eles te enganaram, fizeram você sofrer – disse e começou a se aproximar de mim, vi que seu rosto não tinha a cicatriz.
__Sofrer? Eles não... – comecei e ele negou:
__Quer chorar como fez com Layla? Ou com Juliette? – disse e meu peito doeu muito.
__Não quero, mas... – insisti e não me lembrei do motivo de insistir tanto.
De repente vi um rosto sorridente. A garota era realmente muito bonita, com cabelos loiros graciosos e olhos chocolates tentadores. Ela, no entanto, sorria para mim e carregava consigo um pequeno gatinho creme com asas.
__Quem...? – murmurei, desejando ver-lhe a imagem novamente.
__Ela é só uma garota de quem você gostava, ela morreu.
__Morreu? E não pude fazer nada novamente? – disse e senti meus olhos se encherem de lagrimas. Quantas pessoas importantes eu iria perder?
__Não precisa ficar desse jeito, eu estou do seu lado... Você precisa apenas segurar a minha mão. – ele disse estendendo a mão. Senti seus dedos quase tocarem os meus quando vi uma luz, era dourada e quente.
__Sting... – chamou a voz de maneira suave.
__Quem...? – perguntei confuso, meu clone sumia.
__Sou eu, a Lucy. – a voz disse de maneira sensível e percebi, mesmo sem ve-la, que essa pessoa sorria. De quem é essa voz amável comigo?
__Lucy?
__Sim, apenas... Acorde. – pediu e senti uma onda de magia calorosa iluminar todo o lugar. As lembranças felizes inundaram tudo, sorrisos abraços e carinhos eram frequentes e senti meus olhos derramarem algumas gotas de agua salgada. Eu não estava sozinho. Haviam pessoas que me amavam.
__Acordar? – perguntei novamente, fungando e limpando as lagrimas com as costas da mão direita.
__Sim, preciso que me liberte.
__E porque eu faria isso?
__Porque você me prometeu. Por acaso esqueceu? – a voz dela parecia indiferente, mas com certeza estava nervosa.
__Prometi? Porque eu prometeria algo? – disse confuso, escutei algo como um choro atrás de mim e virei, ali estava a mesma garota de antes, só que chorando compulsivamente. – Ei... – murmurei me aproximando, seu peito levantava e descia numa velocidade incrível.
__ Você prometeu! Prometeu que cuidaria de mim... – ela disse e fiquei chocado, eu era tão importante assim para ela?
__Desculpe – pedi e me aproximei, abraçando-a por tras. Seus cabelo eram cheirosos. – Eu não fiz de proposito. – disse e não lembrei de como chama-la.
__Sting... Preciso que acorde! – ela disse virando o rosto para me ver. Aquelas lagrimas me deixaram angustiado.
Aquela dor dela me deixava triste.
__Como acordo? – Perguntei e ela riu:
__Apenas... Feche os olhos... – disse e o fiz, sentindo algo doce nos meus lábios. O que aconteceu depois? Nem eu mesmo consigo descrever em palavras, aquela sensação.”
Abri os olhos, piscando e vi ouvi Rogue no chão, ele estava protegendo Nanami e olhava assustado para mim, num estado deprimente. Não reconheci o homem morto no chão, mas vi seu sangue em mim.
__Eu fiz isso novamente... – murmurei e me dei conta de onde estava, em frente ao altar em que Lucy estava deitada. – Lucy... – chamei e não obtive resposta. Não senti sua respiração. – Lucy – chamei novamente e tentei toca-la. Minha mão foi repelida por um escudo dourado. – Não! – insisti, não ia perde-la. – NÃO! NÃO! NÃO VOU PERDER VOCÊ! – Disse e soquei o escudo com força e ele espatifou-se como pedaços de vidro, caindo em cima dela, sem ao menos machuca-la. – Lucy... – chamei tocando-lhe o rosto frio.
__Sting... – gemeu Rogue, eu o olhei e vi que este estava assustado.
__Eu... Eu... Não acredito que a perdi. – murmurei, arrastando a minha mão sobre seu rosto angelical. Aos poucos vi que a sua respiração voltava e me senti muito feliz. – Lucy. – chamei e a mesma abriu os olhos, parecendo sonolenta.
__Que bom que você acordou. – ela disse e me inclinei para abraça-la. Ambos estávamos derramando lagrimas desesperadas. – Eu fiquei com medo. – ela disse e neguei, respirando ofegante.
__Nunca mais sai de perto de mim entendeu? – disse segurando seu rosto, ela assentiu sorrindo e beijei seus lábios, num segundo intenso e desesperado. – Nunca. – insisti.
__Gemini, pode voltar ao normal... – ela disse quando a ajudei a ficar sentada. O espirito de gêmeos brilho e todas as dez chaves que eram da Lucy desaparecendo dando lugar aos dois pequenos seres a nossa frente – Obrigado, foram incríveis.
__Só quisemos protege-la Lucy-nee. – ele disseram e ela sorri:
__Façam-me um ultimo favor, digam a Loki que estou com Sting e que tudo esta bem. – ela pediu e eles vieram rapidamente lhe dar um abraço caloroso. – Se cuidem. – disse passando as mãos na sua cabeça e eles sumiram em fumaça negra.
__Parece cansada. – disse e ela suspirou.
__Consegui deixar Gemini aqui desde um pouco antes de ser capiturada. Quando ele mudava de forma, ou ate mesmo quando Ian começou a absorver a minha magia. Foi incrivelmente difícil e depois ainda usei mais magia para faze-lo acordar.
__Entao eu não era um devaneio meu?
__Nem de longe. – ela disse com uma expressão seria. – Eu meio que senti quando você começou a perder o controle. Mas no começo eu não sabia como te chamar e depois percebi que podia contata-lo com magia.
__Incrivel. – eu disse, ela simplesmente quis e conseguiu me parar.
__Mas estou esgotada, sem magia nenhuma.
__Eu que...
__Feriu o Rogue? Acho que sim, mas ele sabia que você não estava no seu estado normal. – ela disse e retirei as duas chaves douradas que continuavam ali no altar.
__Pelo menos estão todos bem. – terminei pesaroso, ela inclinou a minha cabeça para seu ombro e deixei, deitando e sentindo o cheiro doce de seus cabelos. – Precisamos ir para casa. – disse por fim e ela assentiu. Eu inclinei meu corpo o bastante para pegar a suas pernas. O vestido era grande e um pouco pesado, mas sou forte o bastante para dar três voltas de trem carregando-a.
__Eu não consigo mais ficar acordada... – ela disse e começou a fechar aos poucos as orbes chocolates.
__So me prometa abrira os olhos para mim novamente. – disse e ela assentiu quase imperceptivelmente e vi sua cabeça descansar levemente no meu peito. Suspirei caminhando ate Rogue.
__Sting... – ele disse e me senti culpado por te-lo machucado. A dor que ele sentiu sendo atacado por mim deve ter sido intensa.
__Rogue sinto... – não terminei de falar e ele colocou a mão no meu ombro.
__Esta tudo bem, não irei contar o que aconteceu aqui. – ele disse e fiquei um pouco mais aliviado. – Mas se você ousar tentar machucar a Nanami novamente eu irei destruí-lo. – disse e seus olhos vermelhos brilharam de modo assustador.
__Eu não me lembro de tentar machucar a Nanami. – disse e ele soltou um murmúrio misturado com um grunhido de raiva:
__Esqueça, só se de por avisado. – ele disse e ri.
__Precisamos ir.
__Entao vamos. – ele disse, Nanami estava sendo levada de cavalinho por ele.
Minerva:
Eu não consegui encara-lo num primeiro momento.
__Mestre Hector! – Rufus chamou e ele olhou atentamente para o mago das memorias juntamente com a maga celestial. Ele pareceu preocupado.
__Leve-a para a enfermaria. – Hector disse de maneira preocupada e depois seu olhar parou em mim. – Minerva... – ele disse e eu senti meus olhos se encherem de lagrimas. – Seu cabelo... O que houve? – perguntou e deslizou a mão no meu cabelo, constando as mexas desiguais.
__Precisamos conversar... Mas não agora. –disse por fim e ele pareceu confuso.
Comecei a me distanciar e este segurou a minha mão:
__Minerva... – murmura e eu olho-o de ímpeto.
__Depois Hector. – concluo e subo ate a enfermaria sem deixar de ser analisada por seu olhar cuidadoso.
Na enfermaria Rufus estava sentando ao lado de Yukino, a garota parecia acordar:
__Esta nervoso? – perguntei, era evidente que sim e ele assentiu, segurando a mão da namorada.
Certo, os boatos haviam chagado a mim também. Ele sempre gostou dela.
__Ela ainda não acordou definitivamente.
__Não precisa ficar preocupado, com certeza ela já vai acordar. – ele enlaçou a sua mão mais a dela e em seguida o mesmo gesto foi correspondido. Rufus sorriu e me levantei – Vou deixa-los a sos. – disse e sai da enfermaria, descendo as escadas do segundo andar e vendo Hector olhar atentamente para a porta da Guilda. Kirino o fazia companhia.
__Todos estão bem? – perguntou ele a Kirino e tenho certeza que não me viu ao seu lado.
__Nenhuma das equipes que partiram na investida relataram danos. As únicas pessoas feridas foram Koichi e Yukino. Não tivemos contatos com Sting, Rogue, Nanami e Lucy. Pelo visto eles foram liberta-la.
__Estão demorando mais do que o normal. – Hector disse e coloquei a mão em seu ombro, sentindo Sting e Rogue por perto.
__Eles já estão aqui. – eu o tranquilizei e Kirino saiu de perto de nos dois. Parece que o turno de ficar perto do Hector foi passado unicamente para mim.
__O que quer conversar comigo? – ele perguntou, estávamos sozinhos no salão.
__Sobre algo que aconteceu durante a missão. – disse e ele pareceu um pouco decepcionado. – Eu encontrei... Alguém... Hoje... – disse pausadamente.
__Alguém? Quem?
__Conversamos depois que cuidar deles ali. – disse e apontei para Sting e Rogue carregando Lucy e Nanami.
Certamente Rogue estava muito acabado, tinha varias escoriações em vários lugares e estava ofegante. Sting estava sujo de sangue, mas tenho certeza que não era seu. Nanami parecia um pouco machucada, estava desmaiada ante os braços de Rogue e Lucy estava realmente bem bonita naquele vestido, só que estava com uma aparência pálida.
__Minha nossa! – Hector disse e ajudou-os juntamente comigo.
__Me dê ela Rogue. – pedi e ajudei-o a levar Nanami para cima.
__Obrigado Minerva.
__É o mínimo, somos amigos. – Disse e Sting riu um pouco:
__É bom que a velha Minerva esteja de volta. – disse e sorri de volta:
__É bom ter o velho Sting de volta também. – disse e ele riu novamente.
Percebi o olhar de Hector em mim.
__Vamos para cima. – ele disse e subimos todos juntos.
Hector curou a todos tão rapidamente que o xinguei mentalmente por ser tão bom mestre.
__Rogue, Sting, Lucy e Nanami. – ele chamou, e todos já acordados, o olharam – Quero que descansem.
__Sim senhor. – disseram e sai do quarto juntamente com ele.
__Para a minha sala Minerva. – ele disse e eu o fiz, vendo a expressão inquieta dele ao entrar na sala.
Entrei na sala e me admirei ao vê-la totalmente mudada. Ele havia decorado como quisera mesmo.
__Hector eu... – ele nem esperou que terminasse e me fez encostar em sua mesa de vidro. Suas pernas estavam entre as minhas, seus lábios ante os meus.
__Então você resolveu parar de fazer drama?
__Hector... – murmurei sem saber como dizer a ele, como responder aquela pergunta.
__Será que você não percebe? O quanto sempre fui louco por você? O quanto me sinto inútil vendo-a me ignorar desse jeito? – ele disse e percebi que estava se controlando para não fazer algo que eu não quisesse. – Não percebe o quanto tenho ciúme de ti, o quanto lhe amo? – senti meus olhos se encherem de lagrimas desesperadas.
__Por favor... Escute-me... – implorei e ele pareceu surpreso. – Eu matei o seu irmão. – disse e nem por isso ele se afastou.
__Era inevitável. – Hector disse com uma expressão dura.
__Eu matei! Com minhas próprias mãos hoje! – disse entendendo que ele poderia achar que fora no passado.
__Eu sei. – ele disse e fiquei estática. – Ele ia machucar pessoas importantes não ia? Você não conseguiu se controlar conseguiu? – ele disse e meu corpo tremeu em seus braços.
__O que esta dizendo?! Deveria me odiar! – supliquei chorando, com as mãos a esconder o rosto.
__Como te odiar se lhe amo. – ele disse e levantei meu olhar, surpresa mais uma vez com a declaração. – Meu irmão nunca entendeu o valor de algo amado. Ele não foi naquele lugar por causa do memorial, foi por minha causa.
__Sua causa?
__Ele percebeu que eu saia todos os dias num horário semelhante e me seguiu alguns dias. Saímos em missão juntos e quando voltamos ele se apressou e acabou chegando antes de mim. – fiquei chocada. Então Kevinyn queria mesmo me matar? – Você era uma pessoa doce e eu queria me aproximar de você. Sempre quis me tornar especial para você.
__Você era especial! – disse e ele deu um sorriso cansado.
__Era especial? Você me odeia não é? Sempre me odiou por não ter compaixão com Kevinyn... – ele disse e pendeu a cabeça para baixo.
__Não eu não te odeio é só que...
__Só que o que? Não tem coragem de dizer que não me aguenta?
__Pare de colocar palavras na minha boca Hector! – pedi e ele ficou assustado – Estou nervosa, não posso? – disse e ele pareceu sorrir um pouco – Você fica me interrompendo e não consigo terminar.
__Certo, desculpe – pediu e chegou mais perto que antes.
__Eu... Eu... – gaguejei e o vi segurar o riso. – Não ria! – exclamei e ele não aguentou:
__Desculpe... Você fica linda nervosa. – e depois disso senti meu rosto esquentar – Fica bonita também corada.
__Eu pensei que você me odiasse. – falei e ele pareceu surpreso. – Pensei que me tratasse bem por causa do meu pai e eu fiquei com raiva, pensando que estava me usando. – conclui e ele pareceu um pouco irritado:
__Achava isso mesmo de mim? Que eu era tão dissimulado assim?
__Se eu realmente ainda achasse isso estaria aqui? A sós com você? – perguntei e vi sua face demonstrar uma sensação estranha de escarnio da parte de nos dois. – Eu vi que estava errada. – murmurei e ele se aproximou muito mais que o permitido e roçou levemente seu nariz no meu pescoço – Eu amo-te demais Hector. – disse e senti a língua dele no meu pescoço:
__Não sabe quanto tempo eu esperei para ouvir isso, quanto tempo eu sonhei para ouvir essas palavras saírem de seus lábios carnudos. – disse e seus beijos foram descendo pelo meu pescoço.
__Hector... – sussurrei de maneira entrecortada, agarrando-o pela gola da camisa. – Devagar...
__É difícil me controlar com você assim tão perto, depois de se declarar a mim.
__Você se declarou primeiro. – lembrei e vi seus olhos me mirarem:
__Isso não vem ao caso. Bater-me-ia se eu lhe beijasse?
__Depende como ira me beijar. – eu disse e se aproximou levemente, me dando um selinho rápido.
__Sente vontade de me bater?
__Ainda não. – disse e ele se aproximou novamente, dessa vez dando um beijo mais desejoso.
Entreabri os lábios e o dei a liberdade de sua língua explorar a minha boca. As nossas línguas se misturaram num estado frenético e ate mesmo desejoso. Ele diminuiu ainda mais o espaço que tínhamos e me fez literalmente sentar em sua mesa, se colocando ainda mais entre as minhas pernas.
__E agora? – perguntou quando nos separamos ofegantes.
__Ainda não. – disse e ele deu um sorriso malicioso. Aquela brincadeira acabaria mal, porque eu não vou mais mentir para ele. Eu queria-o para mim naquele momento.
__E se eu fizesse isso? – perguntou subindo as mãos pelas minha coxas. Fiquei surpresa o bastante para soltar um gemido.
__Devagar... – murmurei e ele mordeu o lábio inferior, controlando a vontade de intensificar as coisas. – Não tem que cuidar da guilda Mestre? – perguntei e ele fez um murmúrio denso e chamativo. Estava irritado por parar de anima-lo.
__Vem me ver mais tarde? – perguntou e dei de ombros.
__Veremos. – disse por fim e desci da mesa.
__Minerva... – disse, me puxou pelo punho. Ficamos frente a frente novamente e dessa vez nos controlamos para não fazer algo mais. – Eu estarei sempre aqui para você. – disse e encostou sua testa na minha. Meu sorriso foi sincero.
__Sei que estará Hector. – disse e vi o mesmo me soltar, sai da sua sala.
Continua...
Notas finais
Obs¹: Esse nome Kevinyn é o nome de um moleque da minha sala, pelo visto a mae dele queria que ele se chamasse Kevin e o pai não e dai virou Kevinyn. A gente costuma chamar ele de Kiwi.
Obs²: Ficou fofis StinCy novamente neh? Alguem quer mais?
Obs³: Qualquer erro de contexto ou ortografico é so me avisar viu, tentarei corrigi-los.
Amy
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