Warm Heart

1 Capítulo Único - Cálido


Notas iniciais
Bom... Depois de uma conversa com a minha filhota (Jay)decidi escrever essa one pra fazer uma trilogia e montar, assim, minha primeira série *O*!!! *emoçaum* Tipo.. já fic uma "one" emq ue os personagens acabaram na Terra, outra em que acabaram no céu e porque não uma que acabe... Bom... é óbvio, mas não vou dizer XDD!!! Espero que gostem ^^!! É um par diferente do Min okay?? E EU AMO ESSES DOIS (e sinceramente acho que combinam *-*)!! É isso ^^!! Boa leitura o/!!

-- POV CHANGMIN --

Este frio que não me deixa. Por que sempre me sinto assim? Mesmo estando rodeado por um fogo eterno continuo sentindo esse frio. Isso tem alguma lógica? Alguma explicação? Se existe essa resposta eu não sei, mas venho tentando achá-la desde o começo dos tempos. Desde quando fui incumbido de guardar as portas dessas terras pecaminosas.

Quantos por mim já não passaram tentando me lograr com uma conversa nada convincente? Aqueles que acham que não pertencem a este lugar são piores do que aqueles que aceitam seu destino, pois sabem que em vida não fizeram nada louvável que os fizesse passar para um plano superior. Arquem com as conseqüências de seus atos. É tudo o que tenho a dizer a essas almas sujas.

Sento-me em meu trono robusto e negro que se destaca por entre o vermelho das chamas e da lava que inunda as pequenas frestas das rochas ardentes, unindo-as como um cimento une dois tijolos. Já estou cansado dessa tarefa. Estou cansado de receber essas criaturas que não mereciam nem ao menos entrar em meus domínios. Os humanos se tornam cada vez mais sujos. A ganância os corrompe. O pecado os engana.

Fecho meus olhos enquanto um fila de infelizes em morte continua a caminhar em direção as balsas que os esperam. Os condutores partem seguindo o fluxo daquele rio juntamente com as almas que seus barcos, agora, carregam. Muitos ainda descrentes saltam rumo a seu destino final. Sua própria essência pulveriza-se ao roçar a superfície da água sedenta por vida. Sussurro em minha mente qualquer coisa e torno a abrir os olhos.

Vejo o desaparecer de alguns sobre o rio turvo e um sorriso aparece em meu rosto. Patéticos aqueles que tentam enganar seus superiores. Aqueles que tentam enganar a si mesmos. Sabem, mas não admitem que cometeram erros. Sabem, mas não admitem que o que agora vivenciavam era seu destino final. Bocejo comumente voltando a cerrar meus olhos. Estava entediado e meu corpo continuava gelado.

Os murmúrios de perdão que continuo a ouvir me irritam. Ignoro aqueles que saltarão das balsas, pois fazem parte dos que recusam a si mesmos e preferem acreditar numa mentira que fora forjada por suas próprias mentes. Desistentes, entram nas barcas e somem sobre o rio.

Cansado de estar ali, levanto-me de meu assento. Observo as vítimas das heresias desaparecerem no horizonte rubro e sombrio. Velejam sobre as corredeiras amargas de seus próprios sentimentos impuros, esperando chegar até onde passarão o resto de seus dias. Volto a repensar sobre meu corpo ainda frio, mas a resposta ainda foge de minha mente fatigada.

Começo a andar em sentido contrário a fila. Encaro cada um dos seres que ali permanecem em pé. Pergunto-me qual seria o motivo de tantas pessoas jovens estarem aqui. Prefiro ficar sem saber a resposta a essa pergunta, pois acho que ainda tenho alguma fé nos seres humanos... Nesse mundo que se perde a cada segundo.

Um jovem me chama a atenção. Usa um típico uniforme escolar. Acho estranha sua presença naquele lugar por algum motivo que não sei explicar. Aproximo-me daquele garoto enquanto vários questionamentos me vêm à cabeça. Chego a conclusão de que não poderia deixar ninguém que não merecesse estar ali, permanecer envolto nas chamas e ele me parecia inocente.

- Oi... – toco em seu ombro ganhando seu olhar – Por que você está aqui?

- Não sei... Apenas estou seguindo essa fila – sorriu.

- E você sabe aonde é aqui? – por que me perdi naquele sorriso? Devo estar delirando. Eu não fui criado para sentir. Meu peito nascera para permanecer frio, ou não?

- Não... Onde é aqui? – perguntou inocente acompanhando o andamento da linha que voltava a se movimentar.

- Esse lugar tem vários nomes... Mas digamos que aqui é para onde as pessoas más vem – sorri observando aquela cara curiosa.

- Então eu sou uma pessoa má? – apontou para si mesmo deixando sua expressão entristecer assim como o tom de sua voz.

- Eu que te pergunto... Você acha que você foi mau durante a sua vida? – ergui seu rosto vendo que este tomara uma coloração avermelhada ao encarar-me profundamente.

- Talvez eu tenha feito... Mentir é considerado maldade? – ergueu suas sobrancelhas para o centro como se estivesse prestes a receber uma resposta indesejada.

- Depende – ri mais uma vez de sua feição – Sobre o que você mentiu?

- Sobre meus sentimentos... – seu olhar caiu mais uma vez. Olhava para seus pés que se movimentavam de acordo com aquela fila.

- Como assim? – queria entender o que falara. Sua resposta fora vaga. Não sabia se ele deveria permanecer ali e precisava saber mais daquilo que, agora, se culpava.

- Eu amava alguém e esse alguém sempre me amou... Mas menti para mim mesmo que não o amava... Eu sabia que eu iria morrer... Não queria que essa pessoa sentisse essa partida em seu coração ainda pulsante... Menti dizendo que não amava... Deixei que se iludisse com minhas palavras para que eu pudesse descansar em paz... Não quis deixar mais dor, então preferi mentir... Dizer que não o amo, quando amo... – seus olhos já brilhavam em função das lágrimas que começavam a escorrer por sua face e evaporar ao sentir o chão cálido.

Como ele fora parar neste lugar tão sujo? Alguém que minta para não ferir uma pessoa que ama não deveria estar ali. Alguém que sacrifique seu mais precioso sentimento para evitar mais sofrimento no mundo deveria ser louvado. Por que aquele jovem estava ali? E por que suas lágrimas me faziam querer abraçá-lo? Por que seu sorriso me vidrava de uma maneira estranha?

- Qual é o seu nome? – segurei sua mão o tirando da linha que permanecia a marchar.

- Lee Gi Kwang... – enxugou umas últimas lágrimas que teimavam em escorregar por sua face alva.

- Preciso te fazer outra pergunta, posso? – sorri.

- Claro – riu nervoso.

- Você ainda ama essa pessoa? – disse mansamente.

- Amo – respondeu sem dúvida em sua voz. Sorri com sua resposta. Minha decisão já estava tomada.

- Lee... Acho que seu lugar não é aqui... – aquelas palavras me pesaram o peito rígido. É duro dizer adeus a uma única boa alma que passara por aquelas terras, mas mantê-lo seria um erro -Você precisa ir para outro lugar, e assim, poderá proteger essa pessoa especial para você...

- O que você quer dizer? – indagou um tanto confuso.

- Você não é uma pessoa má, de maneira nenhuma. Não sei o porquê de você estar aqui, mas seu destino é outro – sorri sentindo sofrimento pela primeira vez.

- Então desse novo lugar vou poder cuidar da pessoa que eu amo? – seu sorriso expandiu.

- Sim... Sempre...

- Mas e você? – mais uma vez a mesma expressão melancólica se fazia presente.

- Eu o que?

- Você parece tão sozinho aqui... Vai ficar bem? – algo em meu interior queimava. Aquela preocupação... Aquele sentimento tão simples poderia desfazer o gelo do coração de algo como eu?

- Não se preocupe comigo... – baguncei seus cabelos – Não seria certo você ficar...

- Mas e se eu quiser ficar? – ergueu suas sobrancelhas para o centro novamente.

- Por que iria querer ficar? Você precisa proteger aquele que você ama – sorri machucando a mim mesmo com aquelas palavras. Estava mentindo sobre meus sentimentos, mas daquele lugar eu não iria sair, então para que seguir as regras?

- Acho que a pessoa que eu amo irá encontrar alguém que a proteja melhor que eu – sorriu tristemente – E acho que você precisa de alguém para te fazer companhia – a tristeza dissipou-se daquele sorriso que permanecia a admirar.

- Você tem certeza de sua escolha? – encarei fixamente seus olhos.

- Tenho – respondeu com a mesma convicção de quando perguntei sobre seu sentimento por aquele que amava.

- Obrigado... – deixei um sorriso largo ocupar minha face. Meu peito se aqueceu por completo. Abracei aquele pequeno ser que se aninhava em meu peito. Minhas primeiras lágrimas brotaram ralamente no canto de meus olhos. Fitei mais uma vez o sorriso do menor. Aproximei meu rosto daquele que me dera a resposta que por tanto tempo procurei.

- Qual é o seu nome? – perguntou-me antes que selasse nossos lábios. Senti seu hálito doce invadir minhas narinas e fechei meus olhos semi-abertos.

- Pode me chamar de ChangMin – sorri.

- Espero poder te proteger... Sempre... – colou nossos lábios ternamente. Meu interior se aqueceu assim como as chamas puras que nos rodeavam. Senti o amor e meu coração cálido.

Notas finais
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Isso aí ^^!! Eu sei que foi tosquinho e água com açúcar, mamão com açúcar... *morre de diabete* mas... foi isso >.>""... Bom... quero agradecer a todo mundo que lê minhas fics e um agradecimento especial a Jay porque ela me ajudou a ter essa idéia de uma one que acabasse no inferno então aqui estamos ^^!! Bom criando minha primeira série ever e quero dedicar essa one pra minha nee Kimi-chan pq ela me apresentou pro grupo BEAST de onde tirei o Lee Gi Kwang que além de lindo e fofo combina com o Min ao meu ver *3*!!! MINGI b29;!!! *cria outro casal* Brigado mesmo people =3!! Mereço review ioi???
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!