Warcraft: A Conquista
11 Capitulo 11: Nova Base
(PDV 3° pessoa)
Arius chegou ao acampamento Orc, que mudou muito desde que ele o construiu. Muitas árvores foram derrubadas, criando um vasto espaço. Arius não gostou disso, mas era isso ou ficar sem tropas. Afinal, mesmo na terra, Arius era um naturalista, e sempre detestou desmatamento desnecessário.
Mesmo que tenha sido necessário, ele ainda não gostou do resultado. Na somente isso, ao redor do acampamento e espalhadas pela floresta estão várias torres de vigia dos Orcs. Elas atacam sozinhas com flechas, sem a necessidade de ter alguém nelas.
Várias tocas e três Quartéis pontuam a paisagem, como uma pequena cidade. Claro, a população é exclusivamente Orcs. Ele também aumentou o número de peões para trinta, já que eles não consomem os espaços de tropas militares.
Ele chegou a tentar treinar os peões em combate, mas mesmo tendo grande força física, eles não melhoram nem um pouco em combate. Simplesmente aceitando que eles não seriam úteis em combate, ele criou mais para expandir a base.
Agora eles mantêm o lugar limpo e ajudam nas tarefas diárias. Arius desce do cavalo e entrega sua armadura dentro do saco para um dos peões, que vai guardá-la no Grande Salão. Ele retira a camisa enquanto um dos peões entrega um machado para ele.
Todos os peões também estão segurando machados, assim como vários dos Grunts estão com seus machados em mão. Ele deixou a ordem de que quando ele voltasse, eles limpariam os tocos de árvore.
Os Orcs e Arius começam o tedioso processo de cortar o toco em várias partes, começando pelas beiradas. Mesmo que eles não arranquem as raízes, elas morrerão sem o tronco e as folhas, e se tornarão nutrientes para o solo.
Eles passam todo o dia arrancando os tocos, os pedaços serão usados como lenha para fogueiras, há que são muito pequenos para serem usados para construção de tropas. Agora, durante a noite, Arius está de pé no terreno que ele acabou de limpar com os Orcs, sentado e respirando pesadamente.
Grom está ao seu lado, de pé e com o folego levemente acelerado. Grom trabalhou tanto quanto Arius, e ele ficou impressionado com a estamina de seu comandante. Ele mudou bastante desde que eles se conheceram.
Arius, ao invés do garoto magrelo, agora tem algum músculo sobre os ossos, levemente definidos. Depois de recuperar o folego, ele coloca a camisa de mangas compridas que ele deixou amarrada na cintura.
Ele se levanta se vira para o local que ele planeou, perto da floresta. Inspirando fundo, ele diz:
(Arius): “Construir Árvore da Vida.”
O chão tremeu, e uma enorme árvore brotou do chão. O troco grosso criou um rosto e braços, exatamente como a de Warcraft 3. Claro, muito mais realista do que os gráficos do jogo, sendo uma coisa extremamente bela sob a luz da lua. E grande também, com certeza bem mais alta do que as árvores da floresta, cerca de vinte e cinco metros de altura.
(Grom): “Mestre, eu vou me juntar aos outros. Se precisar é só chamar.”
(Arius): “Se precisar eu chamarei. Beba bem.”
(Grom): “Eu irei!”
Ambos riram e Grom se afastou. Arius passou alguns momentos admirando a árvore da vida, que pacificamente olha ao redor lentamente. Se virando e andando um pouco, Arius avista o acampamento Orc, cerca de trezentos metros de distância entre a árvore e o acampamento Orc.
Ele olha para o ponto no qual ele quer construir e diz:
(Arius): “Construir Altar dos Anciãos.”
Do chão, o Altar dos Anciãos dos elfos da noite se ergueu. Assim que ele ergueu o altar, o sistema o alertou que ele pode invocar o primeiro herói dos elfos de graça. Porém, ele ainda não fez isso. Primeiro, ele ordenou a criação de 100 Wisps. Cada um custa 30 moedas de ouro, assim como os peões.
Ele trouxe trezentas moedas da cidade consigo, para não afetar suas 20.000 moedas de ouro. A produção dos Wisps é praticamente instantânea, e logo uma centena de esferas de luz flutuam ao redor da Árvore da Vida.
Ele ordena que metade comesse a coletar madeira. O melhor dos Wisps é que eles não derrubam as árvores, eles as fazem crescer e eventualmente deixar pedaços grandes caírem no chão, do tamanho de árvores adultas sem derrubar nenhuma.
A outra metade ele ordena que comecem a construir prédios. Ele primeiro quer construir o Hall das Caçadoras, vários Poços da Lua e um Ancião da Guerra para produzir as tropas. Porém, diferente do jogo, ele não perdeu os Wisp para construir os anciãos ou o hall.
Feliz por isso, ele colocou o resto dos Wisps para coletar madeira. Depois ele ordenaria aos peões para coletar a madeira colida pelos Wisp, mas isso é para outra hora. Voltando para o altar, ele diz:
(Arius): “Invoca Herói: Sacerdotisa da Lua.”
Uma forte luz emana do altar, e a figura de uma elfa com um animal ao lado aparece. Ainda vai demorar uma hora para que Tyrande fique pronta. Enquanto isso, ele checa a produção das arqueiras. Surpreendentemente, elas custam o mesmo que os Orcs e demora o mesmo tempo para ficar prontas.
Ele também checa o preço das Caçadoras, mas o preço delas é de trezentas moedas de duzentas moedas de ouro ao invés de cem. Suspirando, ele ordena a produção de cem arqueiras e cinquenta caçadoras, gastando todo seu dinheiro. Ainda é pouco, ele vai precisar destruir muitos acampamentos de bandidos.
Elas demorarão pelo menos dois dias para ficarem prontas. Ele não tem dinheiro para comprar um segundo Ancião da Guerra, então ele vai precisar saquear o mais rápido possível. Ansioso, ele retorna para o altar, Tyrande está quase pronta.
Ele agora pode ver claramente a elfa. Pele roxa, cabelos longos e azulados, escuros. O corpo perfeito e um rosto tão belo que poderia causar guerras mundiais, as longas orelhas contribuindo ainda mais para a beleza.
Arius ficou simplesmente mesmerizado pela beleza de Tyrande. E obviamente, vendo o corpo perfeito dela coberto somente por uma armadura de biquíni fez o coração dele bater mais rápido. Os velhos hábitos do velho Arius florescem com força nos piores momentos.
Assim que ela ficou ponta, Tyrande desceu do altar juntamente com seu enorme tigre branco. Se curvando lentamente, ela falou:
(Tyrande): “Tyrande Whisperwind cumprimenta o mestre.”
(Arius): “Bem-vinda Tyrande.”
Ele disse, se esforçando para olhar Tyrande nos olhos. A armadura dela não está ajudando! Ele pensa. Ele respira fundo e diz:
(Arius): “Ok... Tyrande, pode se familiarizar com o local, amanhã nós sairemos em combate.”
(Tyrande): “Sim mestre.”
Ela diz, e se afasta, seu andar sensual seguido de perto pelo seu tigre branco.
(Arius): “Se eu não me engano é um Sabre-de-Gelo... se eu não meu engano o nome dele é Ash’alah...”
Ele se lembra, olhando para o grande tigre com dois dentes parecidos com os de um Dente-de-Sabre. Suspirando, ele vaga um pouco pelo acampamento Élfico, se aproximando de um dos Poços da Lua.
O poço é grande, cerca de quatro metros de diâmetro, com várias pedras ao lado da outra, formando uma enorme bacia natura. Três estruturas saem do meio das pedras, lembrando um Torii japonês.
Arius se apoia na beirada de um e olha para o fundo do poço. Não é profundo, cerca de um metro e meio, com um fundo de pedra. Sob a luz da lua, Arius observa um líquido prateado e brilhante, que se comporta como água, encher lentamente o poço.
(Arius): “Agora que eu paro para pensar, os Poços da Lua são cópias da Fonte da Eternidade, o lago sagrado dos Elfos da Noite. Eu duvido que os Elfos saibam do que eles têm em mãos. Isso não é essência da lua, é o sangue do Titã adormecido em Azeroth... se bem que aqui não é Azeroth, então isso aqui dever ser mesmo essência lunar.”
Ele pensou, se lembrando da história de Warcraft. Antes dos elfos da noite, os Titãs, que ajudaram na criação de muitos mundos e nascem a partir de planetas, vagaram por muitos planetas em busca de outros de sua espécie.
Eventualmente, eles se encontraram, e formaram o Panteão, a união dos Titãs. Porém, quando eles encontraram Azeroth, um mundo onde um de sua espécie ainda estava para nascer, eles encontraram parasitas na superfície do planeta.
Os Velhos Deuses, montanhas de carne criadas pelos Lordes do Vazio para encontrar e infectar um mundo-semente, um mundo que formaria um Titã, com o objetivo de corromper o Titã e criar um deles que fosse maligno e corrompido.
Vendo as gigantescas montanhas de carne, os Titãs lançaram guerra contra os Velhos deuses e suas criações, na esperança de salvar seu irmão ainda não nascido. Logo no começo da guerra, um dos Titãs estendeu sua mão dos céus, e arrancou um dos Velhos Deuses á força.
Porém, as raízes do monstro eram profundas, e causaram uma terrível ferida em Azeroth, na qual o sangue, o poder líquido do Titã adormecido verteu copiosamente. Eventualmente, as criações dos Titãs, os Aesir e Vanir conseguiram fazer a ferida parar de sangrar, mas ela ficou eternamente aberta, com o sangue do titã a preenchendo, criando a Fonte da Eternidade.
Eventualmente, os Trolls Negros criaram colônias ao redor da Fonte, e evoluíram para os Elfos da Noite. Depois de muito tempo, eles aprenderam a copiar a Fonte, criando os Poços da Lua, que com a ajuda de Elune, deusa da lua, coletam mais do sangue do titã.
(Arius): “Ainda assim, é um colírio para os olhos...”
Ele murmura para si mesmo enquanto ele assiste o poço se encher.
(Tyrande Whisperwind)

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