WarBorn: Nascidos da Guerra. - Interativa-

1 Capítulo 1 - Apenas mais um sonho..?


Notas iniciais
Deem uma chance. Agradeço aos que lerem. Deu trabalho esta aqui, mas espero que gostem.

Naquele dia a minha vida mudou. Se eu soubesse que tudo isso iria vir a acontecer com aquele simples encontro, teria me trancado em casa... ou melhor, isso é o que eu gostaria de dizer. Sinceramente, ter que correr e lutar por sua vida constantemente não é algo que eu chamaria de divertido, muito menos ter que processar todas aquelas novas informações sobre o mundo que eu nem sonhava. Meus dias antes calmos e entediantes, se tornaram uma grande batalha pela sobrevivência, porém, tenho que admitir, minha vida ficou mais divertida depois daquele não tão infeliz encontro. Espere, acho que estou esquecendo alguma coisa... Ah sim, o motivo de minha vida ter mudado e como ela mudou? Bem, tudo isso começou naquele dia...

Caminhava por dentro da noite escura, acompanhando por pessoas apressadas e as luzes inquietantes da cidade. A música ecoava pela minha cabeça, os fones de ouvido estavam mais altos que o comum, mas eu não me importava, estava emerso naquele mundo só meu.

“Bip! Bip! Bip!”

O sinal de mensagem atrapalhou justamente na melhor parte, o refrão. Com a testa franzida, tirei o celular do bolso e abri a mensagem:

*Ei cara, que demora é essa? Fala sério, é pedir muito que chegue antes de amanhecer?! Temos que terminar o trabalho, velho. Ah, se demorar demais falo pra sua mãe onde estão suas revistas +18 HAHAHAHA.*

Bloqueei o celular após uma resposta rápida e com um suspiro, pensei, “Como se eu tivesse essas coisas, idiota.”. Quando o rock voltou a preencher meus ouvidos e acalmar minha alma, já não estava mais na rua, ou era o que parecia ser. Estava tudo igual, porém diferente. Os sons, as pessoas, tudo estava em absoluto silêncio e uma escuridão iluminada apenas pela forte luz da lua. Como se todos tivessem desaparecido do nada. Esfreguei os olhos e desliguei a música. Nesses tempos estava tomando remédios para dormir, devido a certos pesadelos que me assombram anoite, por isso pensei que seria apenas efeito colateral ao algo do tipo, mas vários segundos se passaram e silêncio mortal continuou.

Olhei ao redor, fui a diversos lugares. Nada. Tudo vazio, abandonado, como se nunca tivesse existido um sopro de vida naquele local. O desespero bateu em meu peito. Sentei exasperado na beirada da calçada e fechei os olhos com força desejando que tudo voltasse ao normal. Infelizmente, Deus nunca foi de atender as minhas preces. “Isto deve ser outro pesadelo. Sim, só um sonho ruim, nada mais, só preciso esperar o despertador tocar e...”

“Enrrrrrrr Boom!”

Meus pensamentos foram cortados por um forte barulho de algo sendo arrastado e logo depois o som de algo que parecia ser uma explosão. “Pode não ser o que eu queria, mas era pelo menos algum som, um tenebroso e suspeito som. Mas pelo menos era um som.”, concluí. Caminhei pesadamente, me forçando para ir em direção ao som. Uma luz azul cortou os céus e atingiu o chão a uns 20 metros de distância. Era um raio, e graças às luzes proporcionadas por ele, percebi pela primeira vez que o meu redor tinha uma cor diferente, um tanto quanto arroxeado. Ver aquilo só reforçou a minha ideia de que era apenas um pesadelo, por isso não hesitei tanto e decidir ir atrás do local onde o raio caíra.

“Sim, é um pesadelo. Com certeza é um pesadelo.”. Essas foram as primeiras palavras que vieram em minha mente após chegar ao local da queda do raio. Uma criatura enorme e monstruosa, que se assemelhava levemente com a figura de um réptil, enfrentava uma figura, claramente humana, em uma luta bizarra. O réptil ultrapassava facilmente o tamanho de um carro, com um corpo longo e repleto de escamas vermelho-vivo, das quais as brechas emanavam fogo a cada respirada, fazendo-o parecer uma tocha viva. O humano parecia bater na altura do meu peito, e como tenho 1, 81, ele deveria ter por volta dos 1, 70, vestia-se totalmente de negro, com um longo sobretudo com capuz e botas militares, seu corpo parecia emanar uma luz azulada, e raios passavam por seu corpo em uma dança frenética. “O raio deve tê-lo acertado.”, pensei, se isso fosse verdade ele estava em sérios apuros, ou não, já que ainda estava em pé e lutando. A curiosidade foi maior que o meu medo. Caminhei sorrateiramente pro trás dos carros que cercavam o local e tive uma visão mais clara do que acontecia. Era uma garota. Sim, uma garota. Ela saltava e atacava a criatura com as mãos vazias, transmitindo a eletricidade de seu corpo para a criatura, que se debatia mais a cada golpe. Como ela podia estar em pé mesmo estando eletrocutada e como conseguia passar essa eletricidade para a criatura, eu não sabia, mas era tudo um sonho, então não precisava fazer sentido, não é? A criatura, nervosa, contra-atacou usando seu rabo, atingindo a garota no estomago e fazendo-a voar em minha direção e caindo próxima ao carro em que me escondia. Um rugido, que mais parecia uma provocação, saiu acompanhado de fogo do fundo da garganta da criatura, que mesmo dando o golpe pareceu ainda receber, dano pela eletricidade da garota.

Aquilo tudo parecia muito louco, mas já estava acostumado. Meus pesadelos sempre são com coisas assim, tipo: monstros, guerras, mortes e afins. O médico disse que isso era culpa dos vários filmes, livros e jogos que via e que tudo que poderia fazer por enquanto era diminuir essas coisas e tomar remédios para dormir, era um novo e ainda estava em testes por isso alguns efeitos colaterais como sono, dores de cabeça e poderia até mesmo causar algumas alucinações em casos raros.

Um gemido ali perto me fez voltar dos meus pensamentos. A garota se levantava com dificuldade e nisso pude ver um pouco do seu rosto de relance, seus olhos azuis eram ferozes, tão ou mais quanto os da própria besta, isso somado ao fato de emitir eletricidade me fez questionar se era ou não humana, mas isso não me importava, era um sonho, afinal. O rosto marcado pela sujeira, e a roupa queimada aqui e acolá, assim como o suor e sangue que pingavam da garota eram a prova de uma luta árdua. A garota gritou como os antigos vikings faziam nos filmes de guerra, e avançou cegamente em direção da besta. Pulou pouco antes do impacto, e na queda acertou o réptil diretamente no focinho, um golpe simples e eficaz, que fez a criatura desabar no chão enquanto uma grande energia elétrica dançava por dentro de seu corpo.

-Argth! Maldito. Bem feito, quem mandou se meter comigo. HAHAHA, esse é o seu fim.

A voz da garota soava cansada, mas claramente desafiante. Ela cruzou os braços e suspirou profundamente. Caminhou até a criatura e quando menos esperava... Uma coluna de chamas saiu da boca da criatura supostamente derrotada, atingindo a garota em cheio sem tempo de reação, lançando-a longe como se fosse uma bola de fogo.

Surpreso, mas não tanto quanto a própria garota, olhei espantado para a criatura, que caminhava cambaleante e tendo convulsões, indo na direção da garota caída. As chamas tremeluziam e a roupa parecia fumegar, mas a garota em si não demonstrava sinais de queimaduras.

-Ei, ei garota. Acorde. – sussurrei com urgência. Um esforço em vão, pois a garota não deu qualquer sinal de vida.

A criatura, cada vez mais perto, parecia semimorta, mas não o bastante para não poder si vingar. Com o corpo soltando chamas como em uma lareira, a besta saltou sobre a garota, com a boca repleta de dentes, aberta. Naquele momento, não pensei em nada, não tive medo, não queria dar uma de herói e mesmo sendo só um sonho, não queria me arriscar. Mas meu corpo se moveu pro contra própria, e antes que pudesse perceber, ou me parar, saltei encima do corpo da garota para protege-la. Primeiro, Senti uma dor agonizante pelo meu corpo inteiro, depois senti como se queimasse por dentro, e por fim, a escuridão.

Minha cabeça doía. Meu corpo doía. Tudo, até pensar, doía. Foi um sonho, sabia disso desde o inicio, mas nunca acordei tão ruim assim, nunca me senti com tanta dor antes. Abri os olhos com certo esforço, apenas para acordar sob um tato que não era de meu quarto, em uma cama que não me pertencia, usando roupas que não eram minhas. Olhei ao redor com toda força que me restava, parecia um quarto simples de hospital, com diversas camas uma ao lado da outra com poltronas para acompanhantes dos lados e pequenas cortinas separando-as de suas camas vizinhas. Estava em um hospital, isso era certo, mas o motivo eu não sabia, quando começava a ponderar sobre o motivo, a porta de madeira abriu pesadamente e de lá saiu um homem em uniforme cirúrgico verde que só me permitia ver seus olhos. Ele me encarou com certo espanto, depois caminhou em minha direção e disse com uma voz repleta de seriedade:

-Você sabe de mais. Você viu demais. Não se culpe garoto, é só questão de estar no ugar errado e na hora errada. Agora chegou sua vez, chegou a hora de... bisbilhoteiros sumirem do mapa.

Notas finais
Bem, espero que tenham gostado, gostando ou não peço que comentem, todas as criticas, principalmente as negativas, recebo de bom grado. Agraço aos que cederam seu tempo para lerem este capitulo, dependendo da situação eu posto mais um semana que vem. Até mais, e novamente, obrigado
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.