Eu me lembro de ter visto fogo, sim, eu me lembro do fogo, tudo estava em chamas e a queimar, as chamas das cores mais variadas, não fazia ideia de que aquelas cores eram possíveis existir ao queimar algo, era tão lindo, porém tão amedrontador, e havia uma chama que se sobressaia das outras, ela não estava em harmonia como todas as outras, ela parecia irritada, ela dominava as outras cores tomando seu lugar para si, estas chamas eram negras e densas, mas não apenas isso havia um barulho estranho vindo delas, era como um ruído de estática e mais alguém sussurrando em meu ouvido com um dialeto tão antigo quanto à árvore mais velha da floresta mais antiga ou o ancião do povo mais velho que aqui habitavam antes de qualquer um, aquelas palavras eram simplesmente impossíveis de se decifrar.
Isto é tudo do que me recordo, e de acordar meio as cinzas e rochas ferventes de um bosque dizimado, tudo está escuro e eu estava meio á um silêncio assustador, eu só conseguia pensar em descobrir de onde eu havia vindo, quem eu era e porque eu estava lá. Após muito tempo eu não consegui nada além de chorar em plena escuridão sem fim, então, quando eu pensava que tudo era apenas cinzas uma pequena luz brota diante a minha presença, ela subiu da terra á partir de minhas lágrimas e foi-se erguendo no ar, para mim, isto foi literalmente a luz da esperança que perdera sem perceber, quando eu comecei a acreditar em algo como esperança e que algo bom vinha disto, mais e mais delas foram surgindo, de forma fantástica cada fragmento de luz era uma vida que havia se perdido. Eu não sei como, mas é como se eu fosse criada para saber o que se fazer. Mesmo sem saber de nada eu respirei fundo, relaxei-me e toda a minha energia se concentrou em um único ponto, em meu coração, toda a vida veio até mim e então me fui transformando galhos tão grossos e longos, raízes tão fortes e profundas. Apenas algum instante antes de cair no sono mais profundo em uma luz pura e brilhante pôde ouvir alguém me chamando, eu ouvi minha mãe me chamando...
– Zária.
Renascer, tudo o que pode ser feito é a recriação, com o passado sendo escondido e enterrado nas memórias mais profundas das raízes de Zária. Raízes que com o tempo foi se transformando na floresta com a maior biodiversidade, Zária se tornou o coração de uma terra vasta, recriando uma nova vida à partir da antiga terra, tremores foram feitos e montanhas se formaram, ilhas se separaram e por fim a grande árvore Zária chorou, criando desde seus mais vastos oceanos e lagos até seus pequenos riachos doces.
Por fim, suas magníficas criaturas, mergulhando no profundo oceano ou sob as montanhas mais altas, Zária se tornou uma terra completamente nova, como uma folha em branco, apesar de sua história ainda estar sendo preparada para ser contada ela ainda esconde os segredos de milhares de anos, quais serão?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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