Me olho uma ultima vez no espelho antes de sair do quarto, passo a mão na minha roupa e ajeito meu cabelo. Estava pronta. Pego minha bolsa e saio sem nem ao menos olhar para trás, o que mais queria era seguir logo para o aeroporto e me encontrar com meu irmão, não suportaria mais um segundo ali. Desço as escadas e encontro meus tios e minha prima no sofá.

— Eh... obrigada por tudo – digo coçando a nuca, não via a hora de sair dessa casa

—Que isso, não precisa agradecer você é família, sempre será bem vinda- meu tio diz se levantando e me abraçando-vamos sentir sua falta- diz e eu assinto.

—Tchau prima, venha nos visitar hein- minha prima diz me abraçando com os olhos marejados. Oh Deus, quanta falsidade, quero vomitar.

Apenas dei um olhar em agradecimento para minha tia, ela apenas me encarou com indiferença. Normal

—Bom.. vou indo meu taxi chegou- digo- obrigada mais uma vez- me despeço de todos com um aceno e minha prima me acompanha ate o carro, entro no mesmo querendo sair o mais rápido daquele lugar.

Desculpe por nem me apresentar, Me chamo Kim Clarissa. Sim eu sei é um nome um pouquinho estranho,mas primeiramente, Kim é sobrenome, okay? E o segundo motivo é pelo fato de eu ser filha de mãe americana e pai coreano. Eu tenho 16 anos, e hoje eu estava voltando para a Coreia, iria morar com meu irmão, estive morando com minha tia por dois anos em Los Angeles, pois bem... meu pais haviam morrido e minha guarda foi passada para minha tia, irmã da minha mãe.

Durante esses dois anos, eu vivi um completo inferno. Serio, minha tia havia resolvido tomar o lugar do capeta para me infernizar. Honestamente? Eu estava vivendo a vida da Cinderela, mas sem a fada madrinha e o príncipe encantado e toda aquela coisa magica e bonitinha do filme so a parte escrava mesmo e as humilhações diárias. Meu irmão, Kim Seokjin, havia conseguido minha guarda legal, ele já era maior de idade na época que nossos pais faleceram, entretanto a guarda não lhe foi concedida de imediato, e apenas depois de dois longos anos na justiça ele conseguiu a minha guarda. OBRIGADO DEUS

Cheguei ao aeroporto e fiz todo aquele procedimento irritante antes do embarque, e aguardei que chamassem meu voo. Fiquei mascando um chiclete descontraidamente e logo meu voo foi anunciado, entrei no avião e procurei meu lugar, assim que o achei me sentei e logo coloquei meus fones e coloquei para reproduzir no aleatório.

Dormi a viagem quase toda, acordei apenas para me alimentar e ir ao banheiro. Acordei faltando apenas 30 minutos para chegar a Seoul , me levantei, fui ate o banheiro, lavei o rosto e escovei os dentes e voltei para minha poltrona. Fiquei jogando no celular ate chegar ao aeroporto de Seoul.

Estava sentada no banco do aeroporto com a cabeça encostada no carrinho que continha minhas malas, esperava pelo meu irmão e já fazia 10 minutos desde que eu havia chegado. Será que ele havia se esquecido de mim? Não ele não seria capaz. Ou seria? Aish essa demora estava me irritando, sei que era apenas 10 minutos, mas eu estava ansiosa.

— O que uma moça tão bela faz aqui sozinha?- essa voz...

Levantei a cabeça e olhei para o ser na minha frente, no mesmo instante pulei no mesmo e o abracei forte, ele ria enquanto correspondia o abraço na mesma intensidade.

—ah mano que saudades de você- digo o apertando mais- você não sabe como eu estava ansiosa

— eu também estava com saudades, Doce- disse meu apelido e eu ri contra seu pescoço -mas não me aperte tão forte, sou um mero mortal e você esta me sufocando –disse rindo e eu afrouxei o abraço- vamos pra casa?- disse e eu assenti, ele pegou me carrinho com as malas e fomos ate o carro dele.

No caminho eu contei sobre meus horríveis dois anos vivendo com a minha tia, ah.. não mencionei mas Seokjin é meu irmão apenas por parte de pai, ele e fruto do primeiro casamento , mas isso é apenas um detalhe, pois o amo tanto como se fossemos irmãos da mesma mãe. Chegamos em casa e eu ajudei ele a tirar as malas de dentro do carro.

— eu estou faminta Jin- digo me jogando no sofá

—Puta merda- ele diz dando um tapa na testa- eu sai tão louco do trabalho que me esqueci de preparar algo para comermos- ele diz e eu o encaro- me diz o que você quer comer? Tem um restaurante aqui perto eu vou lá é compro algo nos para

—Hm...-digo pensando e logo sorri-eu quero Kimchi e quero Jajangmyun também –digo e ele sorri

—você não muda mesmo não é?- ele diz com um sorriso de lado, aposto que lembrando que eu sempre amei essas comidas- bom vou ir lá, já volto, fique a vontade, você esta em casa- ele diz e logo sai, mas não sem antes me dar um beijo na testa.

Me levantei e fui conhecer a casa, era muito bonita e bem decorada, só estranhei o fato de estar tão organizado, o Jin era tão bagunceiro. Subi umas escadas que com certeza levava aos quartos.

Havia três portas a primeira era o quarto do Jin, reconheci pela bagunça única dele e pelo seu típico perfume. Ri e segui para a outra porta, que era um banheiro, sai e fui para a ultima porta. Abri e era mais um quarto, muito bem organizado por sinal. Entrei e olhei toda a decoração, era algo bem neutro, havia apenas uma cama com um criado mudo ao lado, uma mesa de computador com um notebook em cima, e um grande guarda roupa. Achei que o quarto poderia ser meu já que não havia quase decoração, mas fiquei em duvida assim que abri o guarda roupa, havias varias roupas masculinas, grande parte em tons preto, branco e vermelho. Seriam mais roupas do Jin? Talvez sim, mas por que ele as deixaria aqui? Peguei uma das camisas que estavam penduradas e ate o tamanho era diferente do meu irmão, cheirei umas das roupas e havia um cheiro diferente naquelas roupas, era bom, muito bom, mas, não pareciam ser do meu irmão, isso estava estranho.

Muito estranho.

—Quem é você e por que esta no meu quarto cheirando as minhas roupas?- Uma voz que eu não conhecia disse me assustando, acabei por derrubar a camisa que estava na minha mão e me virei em direção à porta encontrando um garoto alto que estava parado na porta com os braços cruzados me encarando com uma das sobrancelhas arqueadas e uma expressão bem seria em seu rosto. Ele era bonito- Devo chamar a policia?- Ele disse e eu saio do transe que me encontrava, e dessa vez eu que fechei a cara e cruzei os braços... Quem ele pensa que é?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.