War of Hearts (Scorpius/Rose) - Cap 15 postado
2 Capitulo 2
Graças a Merlin os amigos de Scorpius não estavam a fim do famoso e tradicional “parabéns para você” e muito menos a espera de um discurso de maioridade. Por isso, quando chegou ao salão foi recebido apenas com gritos e aplausos, como se ele fosse realmente uma estrela de rock.
Ninguém estava realmente interessado em comer bolo. Provavelmente mais tarde, quando estivessem muito cansados para dançar e precisassem repor as energias. Naquele momento, o foco principal era o jogo de “verdade ou desafio” tradicionalmente organizado por Suzie Parkinson.
Susannah Parkinson, ou simplesmente Suzie, não era a pessoa mais simpática da escola, mas com certeza sabia como agitar festas, então era por isso que estava em todas.
E era hora de jogar. Scorpius não se importava desde que tudo ficasse perfeitamente em ordem e que nenhuma peça fosse quebrada. Era capaz de sua avó ter um ataque dos nervos se uma das esculturas aparecesse sem cabeça.
Todos – ou quase todos – já estavam sentados formando um grande círculo e uma garrafa enfeitiçada foi posta no centro. Assim que deram o sinal, Scorpius fez um leve floreio com a varinha e a garrafa começou a girar, até finalmente apontar para Suzie e Scarlett.
— Maravilha! – Suzie disse – Verdade ou desafio, Scar?
— Verdade.
— Você já transou com o Scorpius e o Will?
Scarlett sorriu enquanto bebia mais um gole de sua cerveja amanteigada... olhou para Suzie e respondeu com tranquilidade:
— Com os dois ao mesmo tempo, não.
— Separadamente? – Suzie insistiu. Ela sabia que a garrafa ficaria vermelha caso a Scarlett mentisse.
— Você realmente não sabe ler nas entrelinhas, não é? – Scarlett riu em deboche – Sim, Susannah. Eu já transei diversas vezes com o Will e uma com o Scorpius. E se sua intenção foi criar qualquer clima de constrangimento, preciso dizer que falhou.
Scarlett abriu um sorriso maior, dando um beijo no Scorpius e um beijo em Will, que apenas disse:
— Nós somos uma grande família, Suzinha. – Will piscou e bateu levemente no ombro de Scorpius, que concordou.
Antes que Suzie pudesse responder, a garrafa girou mais uma vez e parou em Will e Albus.
— Albus Severus Potter, verdade ou desafio?
— Verdade.
— Tirando eu, que sou maravilhosamente maravilhoso e consigo ofuscar seus olhos graças ao meu charme, já sentiu atração por outro homem?
— Não. Meu pinto só se anima quando te vê.
— Ok, tigrão. Nos vemos mais tarde no quarto.
Todos riram e a garrafa deu mais um giro. Dessa vez, Scorpius e Dominique comandavam a rodada.
— Verdade ou Desafio, Scorpius? – ela perguntou.
— Desafio.
Dominique bateu palmas ao ouvir e falou bem animada:
— Escolha: esquerda ou direita?
Scorpius deu de ombros e falou desinteressado:
— Direita? Esse era o desafio?
— Não. O desafio é beijar a pessoa que está do lado que você escolheu. No caso, minha priminha querida, Rose Weasley.
Rose arqueou a sobrancelha e encarou a prima como se ela tivesse acabado de dizer que rasparia a cabeça e viveria isolada nas montanhas. Respirando fundo, ela contestou:
— Que eu saiba, o desafio é para o Scorpius.
— Qual é, prima! É só um beijo.
Rose concordou e se virou para olhar Scorpius, que apenas deu de ombros, como se desculpasse.
— Me beija logo, Malfoy.
Scorpius concordou e em seguida se curvou para beijar Rose pela segunda vez naquela noite. Ele não esperava sentir todo aquele arrepio quando seus lábios encontrassem os de Rose, mas foi inevitável. Parecia que uma corrente elétrica tinha atravessado todo seu corpo.
Foi preciso de várias tosses forçadas e um tapa de Scarlett, para que Scorpius e Rose se separassem.
Suzie, por sua vez, parecia ser capaz de fuzilar os dois com o olhar. Não era segredo para ninguém seu interesse por Scorpius.
— Pra quem não queria beijar, isso aí foi quase um pornô de línguas.
— Will! – Scarlett exclamou, tentando manter a ordem. Aquela brincadeira estava ficando um pouco constrangedora para seus amigos.
A garrafa girou mais algumas vezes e várias respostas foram dadas. Incluindo alguns detalhes sobre sexo em lugares meio impróprios.
Alguns desafios também foram bem interessantes. Em sua vez, Albus precisou beber uma garrafa inteira de whiskey de fogo e foi um pouco difícil segurá-lo enquanto ele corria bêbado, apenas de cueca, gritando “EU SOU O REI DO MUNDO!”.
Era a última rodada e, para o azar de Rose, Suzie quem decidiria seu futuro no jogo.
— Weasley, como sabe o último da rodada tem que responder a uma pergunta e cumprir um desafio.
— Como quiser, Parkinson. – Rose sorriu.
Suzie sorriu, mordendo o próprio lábio em seguida. Pela sua expressão, era óbvio que ela pensava nas piores situações possíveis, mas Rose não se intimidava fácil.
— Você já ficou com o Scorpius?
Rose revirou os olhos e sorriu.
— Caso você tenha entrado em coma durante o jogo e não tenha visto, a resposta é sim.
— Antes desse jogo? – Suzie corrigiu sua pergunta e ficou a espera da resposta.
— Sim! Poucos minutos antes de descermos para cantar os parabéns e jogar, estávamos nos beijando.
Suzie cerrou os punhos, cravando as unhas nas próprias mãos e contou até dez pausadamente. Deu uma olhada em volta, pensando em como poderia deixar aquela noite péssima para Rose. Respirando fundo, ela sorriu e falou:
— Ótimo! Agora vamos ao seu desafio.
— E qual vai ser?
— Beije o Sebastian.
— Quem? – Rose perguntou confusa. Ela ainda não tinha falado com o rapaz e não tinha a menor ideia de quem se tratava, até o momento em que ele ergueu a mão. Estava sentado no sofá, tranquilamente, bebendo o que parecia ser um coquetel de frutas.
— Desculpe, acho que não fomos realmente apresentados. – Sebastian se levantou e foi de encontro a Rose, que parecia ter ficado congelada ao encará-lo. Ele era tão lindo quanto o Scorpius, mas tinha uma aparência mais selvagem, com cabelos um pouco compridos e aquela barba por fazer.
— O que foi? ‘Tá com medo de ter a sua ótima reputação de santa afetada por ficar com dois na mesma festa?
Rose arqueou a sobrancelha e olhou para Susannah, que sorria como se tivesse vencido uma batalha.
Abrindo um sorriso enorme, Rose deu alguns passos em direção à menina e falou:
— Eu poderia beijar todos os meninos e meninas dessa festa e mesmo assim a minha reputação não seria abalada, sabe por quê? – ela não esperou Suzie responder e continuou – Porque o que me define não é a quantidade de pessoas que eu fico em uma noite ou em um ano. É a minha inteligência e o meu caráter. Beijar mil caras em uma festa só prova que eu sou uma mulher livre e faço o que bem entender.
— Diz isso porque sabe que as pessoas a veem como santa, graças aos seus pais.
— Digo isso porque meus pais me ensinaram a ser uma pessoa livre de preconceitos e segura das minhas decisões. Sabe qual o seu problema, Parkinson? É que você é tão infeliz que precisa alfinetar os outros para se sentir bem. Você quer apenas uma desculpa para falar mal de mim em Hogwarts, como se eu me importasse com a sua opinião ou a de qualquer outra pessoa. – Rose respirou fundo, observando Suzie, que não parecia encontrar palavras para rebater aquele discurso – Enfim, Parkinson, em vez de se preocupar com a minha reputação, deveria se preocupar com a sua e se empenhar para se tornar uma pessoa melhor.
Todos na sala ficaram em silêncio, esperando alguma reação de Susannah, que não veio. Era óbvio que ela não esperava que Rose fosse transformar sua provocação em uma lição a ser aprendida não só por ela, mas também por suas “amigas”.
Rose abriu um largo sorriso e se virou para Sebastian, que estava ali parado, observando a discussão.
— Acho que esse é aquele momento em que a gente se beija – ele comentou.
Rose concordou e foi até o rapaz, que a beijou. Ela não esperava que ele fosse levar tão a sério o beijo, ainda mais depois daquele discurso, mas se enganou. As mãos de Sebastian foram parar em sua cintura, enquanto seu corpo se colava ao dele. Seus lábios se perderam nos dele e ela não sabia dizer se havia passado 5 segundos ou 5 horas.
Foi Albus quem apareceu – ainda de cueca – e acabou interrompendo tudo.
— Gente eu só queria dizer que perdi minhas roupas – ele gritou, em cima da mesa de centro.
Foi nesse momento em que eles se separaram, ambos ofegantes e se viraram para olhar Albus, seminu, discursando algo sobre duendes ladrões e suas fadas comparsas.
Sebastian encarou Rose e disse: — Tá constrangedor isso aqui ou é impressão minha?
— Meu primo está quase pelado em cima da mesa de centro. Nosso beijo não é nada constrangedor perto daquilo.
Rose riu e balançou a cabeça, indo em direção a Albus.
— Albus Severus Potter! – ela exclamou, exatamente como sua avó Molly – Desça já daí e coloque suas roupas.
— Você não ouviu? Roubaram minhas roupas.
Rose revirou os olhos, pegando as roupas de Albus e em seguida jogou para ele.
— Foi você quem roubou minhas roupas?
— Sim, Albus! Meu sonho era ver você exatamente desse jeito. De cueca, bêbado e passando vergonha.
Rose sorriu e foi para perto de Dominique, que só não se encolhia de vergonha porque estava muito ocupada dando risada.
— Então, hein... Você e o Scorpius...?
— Então, hein... Você e o Albus...?
Dominique ficou vermelha. Imaginou que ela e o Albus tivessem sido discretos ao escaparem da festa, mas aparentemente não.
— Não foi nada, Rose! Nós estávamos flertando e bebendo. Daí fomos para o jardim e aconteceu – ela respirou fundo e encarou a prima – Não fomos além dos amassos, se é isso o que te preocupa.
— Eu não me preocupo com você beijar o Albus. Me preocupo é com você criar qualquer tipo de expectativa a respeito dele e quebrar a cara. Você o conhece, Domi. Ele não leva nenhum relacionamento a sério...
— Mas, Rose... Talvez eu consiga...
— O que? Mudá-lo? – Rose perguntou e sorriu para a prima com carinho – Domi, o maior erro das pessoas é achar que conseguem mudar as outras. Você não vai mudar o Albus, se ele não quiser nenhum tipo de mudança. E você também não deve perder seu tempo tentando se adequar aquilo que ele quer. Você precisa ser você e pensar mais em você.
— E o que eu faço com o que eu sinto?
Rose passou os braços pelo corpo da prima, a abraçando.
— Continue sentindo, desde que isso não seja tóxico. Não é errado estar apaixonada, Dominique. O errado é você se anular totalmente por essa pessoa. Mesmo que a pessoa em questão seja nosso primo.
~*~
Já eram quase 5 da manhã quando as pessoas começaram a ir embora. Aquela tinha sido uma festa e tanto, e Scorpius fez uma nota mental para agradecer muito sua mãe e sua avó por terem organizado a decoração, as bebidas não alcoólicas e o bolo.
Depois de se despedir do que pareciam ser mil pessoas, Scorpius foi para a biblioteca, onde seus melhores amigos e primo estavam.
— E aí, cara, como se sente aos 17 anos? – Will perguntou.
— Bêbado? Acabado? Fedendo a álcool?
— Bem derrotado. – Will completou – E é assim que ficamos quando atingimos a maioridade.
— Eu acho que meu cérebro vai escapar pelos meus ouvidos – Albus resmungou, massageando as têmporas com as pontas dos dedos.
Rose riu e jogou uma almofada no primo, que mostrou a língua para ela.
— Isso é o que dá topar todos os desafios. – ela olhou para Scarlett e falou – Então, vamos?
— Pra onde? – Scarlett a olhou, confusa. Estava com a cabeça deitada no colo de Will, que enrolava uma mecha de seu cabelo entre os dedos.
— Pra sua casa. Lembra? Combinamos de dormir lá.
Scarlett concordou, lembrando que havia mesmo combinado com as meninas delas dormirem em sua casa. Respirando fundo, ela falou:
— Bom, nós podemos ir, mas estejam preparadas para serem acordadas às 6 da manhã com os berros do meu irmão caçula. Aquele menino não dorme.
— Vocês podem ficar aqui. – Scorpius sugeriu – É só escolher um dos quartos.
— Ótima ideia. – Scarlett olhou para Rose e completou: — Nós podemos ir mais tarde. De qualquer forma, meus pais sabem que eu sempre durmo na casa do Scorpius ou do Will quando vamos às festas. Eles não vão se preocupar se não aparecermos.
Rose pensou um pouco. Não fazia mal passar apenas uma noite na casa de Scorpius, o problema era que ela havia avisado aos pais que dormiria na casa de Scarlett e agora estava prestes a dormir na casa de Scorpius. Por mais que seus pais não se importassem com a amizade, era bem provável que Rony tivesse um ataque ao descobrir que a filha dormiu na casa de um cara – mesmo que em quartos separados e com Dominique a sua cola.
E então ela olhou em volta. Todos estavam extremamente cansados, bêbados e precisando urgentemente de 8 horas de sono para recuperar um pouco das energias. Respirando fundo, ela balançou a cabeça e falou:
— Ok! Mas se por acaso o Albus beber escondido e sair correndo de novo, não venha me acordar.
Scarlett concordou e em seguida todos se puseram de pé e começaram a subir as escadas... A mansão era enorme e era óbvio que havia um quarto para cada um, mas Rose preferiu dormir perto de Dominique, que estava um pouco enjoada depois das cervejas amanteigadas.
Scarlett, por sua vez, dividiu o quarto com Will. Scorpius, Albus e Sebastian foram os únicos que ficaram em quartos separados.
Aquela noite havia sido longa e agora a única coisa que eles precisavam era de descanso e uma poção que curasse toda aquela ressaca.
~*~
N/A: Olá, olá!
Em primeiro lugar, muito obrigada às meninas que comentaram. Fiquei muito feliz pelo interesse de vocês. Faz muito tempo que não escrevo nadinha e saber que alguém está gostando da fic me inspira a continuar.
E enfim tivemos o jogo de verdade e desafio. Será que a realidade vai bater à porta de cada um quando acordarem ou todos vão ignorar os acontecimentos da festa? Isso é o que vamos descobrir.
Tentarei postar 1 capítulo por semana (2, se minha semana não estiver muito cheia). Espero que tenham gostado.
Beijinhos,
Marls.
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