War for Earth
1 Piloto
Notas iniciais
15 de outubro de 2625 02:27 AM
Por incrível que pareça, era uma madrugada chuvosa, uma na qual já não era vista á muito tempo, afinal, no planeta Terra já não chove há cerca de 40 décadas.
Em meio á todo aquele deserto, onde antes havia prédios, pessoas andavam por ali, falavam ao celular, compravam cachorros-quentes ou simplesmente passeavam na antiga e famosa avenida chamada Times Square, já não se ouvia nada, a não ser quando ali virava um campo de batalha entre esses malditos lagartos humanoides na qual chamamos apenas de alienígenas e nós, esse bando de otários que antes eram empresários, caixas ou qualquer outra merda de trabalho que havia. Sorte aqueles que estão na Lightning 1, a famosa e renomada nave do comando humano que há muito tempo abandonou esse planeta e que por meio de rádios, mandam ordens e informações como se fossem nossos deuses, por mim, mandaria todos se foderem ou irem tomar naquele lugar, porém, sou apenas mais um soldado nessa porra tentando de alguma forma continuar vivo.
Meu nome é John Lewis, cabo no 11° batalhão do fronte onde tento apagar da existência de vez esses filhos da puta que tentam á todo segundo infiltrar em nossa base, se bem que, acho que até me alegraria um pouco se eles a destruíssem, lá, sou tratado como lixo pelas patentes mais altas, porém, se voltar dessa batalha na qual estou indo desde ás 19:00 PM de ontem com sucesso, poderei sair dessa jossa branca com cheiro de vômito (e eu não estou exagerando) na qual eles chamam de farda inicial, para ir para a farda verde e para um novo dormitório agora com camas.
–Ei Lewis, onde estamos?
–Acho melhor perguntar ao piloto, White. — Respondeu John com cara de deboche.
White é o encanador de nossa base, porém, como o pessoal da Lightning não quer mandar mais reforços, precisamos treinar todos aqueles que têm braços e pernas (ou até nem isso, afinal Ribble é aleijado, suas pernas foram amputadas e está em nossa nave neste momento indo para o front conosco) que possam segurar uma arma qualquer e atirar. Ele é bem loiro e branco, tanto é que o apelidamos de alemão.
–Não precisa me responder assim, sei que não há como ver, mas estou falando de quando aqui era a Terra de verdade. — Explicou Paul White, olhando-o ofendido.
–Hum, acho que podemos estar passando pela Estátua da Liberdade.
Esta há muito havia sido bombardeada pela nave Alfa (a melhor das nossas naves de transporte) que carregava 20 Kg de C4, pois ela servia de base aos malditos.
–Não, já passamos dela há mais de uma hora, — disse White — acho que podemos estar...
KABUM!!!
Escutamos um barulho vindo da nave ao lado, ela havia sido derrubada, as baterias antiaéreas já haviam sido acionadas contra nós.
–Droga, droga, droga, droga, o que vamos fazer? — perguntou Fide aflito, já quase lacrimejando.
Carl Fide estava no exército há pouco tempo, antes era responsável apenas por listar os alimentos pra que houvesse controle. Era moreno e muito magro, e na verdade, ele entrou nesse batalhão ás 16:00 PM de ontem.
–Acalme-se soldado, mantenha o controle, nós já vamos pousar — disse Walter Ribble pegando sua arma que estava acoplada atrás de sua cadeira de rodas.
Ao terminar a frase, começamos a descer, já se escutavam tiros batendo em nosso casco, ao abrir um pouco da porta de carga, alguns soldados já tomaram várias rajadas de tiros, apenas eu, White, Ribble e Fide ficamos dentro da nave, até o piloto já estava morto.
–Fechem esta merda, não há condições de sair no momento!
E em um movimento rápido Fide deu um empurrão rápido na porta que a fechou.
–Temos a escotilha de emergência — lembrou Fide.
–É possível, rápido peguem Ribble, vamos sair por lá!
Nós o levamos até o lado de fora agachados, entramos dentro de uma cratera feita por uma porra de bomba e o colocamos de volta na cadeira.
–Mas que merda! — gritou Ribble.
–O que foi?
–Esqueci minha playboy!
Olhamos um para o outro e simplesmente dissemos
–Pegaremos sua revista depois.
Comecei a ir mais ao sul o campo de batalha para receber um relatório da batalha, até que encontrei Phillip Mason, um dos melhores comandantes que já tive. Ele tinha ombros largos e normalmente fumava um charuto em meio á batalha.
–Ei, Lewis, venha cá, rápido, preciso que você vá uns dois quilômetros ao sul e encontra aquela nave que foi derrubada, o general estava lá!
–Mas que bosta!
Martin Taylor, general-geral das tropas brancas, apesar de sua patente alta, não deixa de vir á guerra por nada, tenho enorme respeito por ele.
–Certo, estou indo até lá neste momento.
–Você irá com esta tropa médica, eles sabem o que fazer.
Após, cerca de 1 hora e meia andando no meio da escuridão, vi uma luz, era a nave de transporte toda acesa com suas luzes de emergência. Ao abrir a porta, de todos os 20 soldados que estavam nessa nave, apenas 5 sobreviveram e estavam em um estado crítico, inclusive o general Taylor, que estava com um corte profundo em todo o braço esquerdo. Após isso fiquei do lado de fora nave apenas protegendo o perímetro para que não tivéssemos surpresas, depois de mais de 1 hora, vi uma outra nave, e de lá, desceram vários soldados e me disseram:
–Volte ao campo de batalha, seu serviço é lá seu filho da puta.
Forçaram-me a subir na nave que me levava de volta ao campo de batalha, dei uma última olhada nos soldados que ficaram no local, eram os fardas verdes.
Malditos arrogantes, e não eram só eles, mas o seu general geral também estava por lá, George Meaner, apesar de tudo o que ouvi sobre ele, metade de seus feitos heroicos são falsos ou foram executados por seus soldados.
Queria ter uma chance contra este cara na arena de luta de entretenimento da base e lhe dar uma surra, porém ele nem chega perto dela, dizem que é feita para os selvagens como os brancos se engalfinharem.
Um dia eu o pego e lhe mostro do que os brancos são capazes.
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