War for Earth
7 Liderança psicopata
Notas iniciais
17 de outubro de 2625 08:17 AM
Já não entendo mais nada e acho que se tentar entender só vou me confundir mais. Mas que se dane, tenho que pensar agora em como ir embora desse lugar maldito. Tirar minha esposa daqui é minha prioridade.
O sangue dos dois generais mortos ainda escorria ao longo das paredes, vindo lá de cima de onde ficavam os fardas azuis onde o corpo de general George Meaner se encontrava, até aqui embaixo, no local dos fardas brancas onde o corpo do general Martin Taylor estava, rodeado por uma poça de sangue.
Eu não conseguia entender o motivo apesar de este estar tão claro, matar um dos generais por um motivo qualquer e o outro sem motivo. Eu não conseguia falar nada, estava completamente paralisado, quando escutei uma voz que conhecia muito bem.
– O que você fez? Por que matou meu pai? – era uma voz que berrava. Todd Meaner, filho do general Meaner, estava apontando a arma para o general Morgan e chorando.
Ao olhar para o general Monroe, vi um sorriso de canto de rosto e ele disse:
– Isso não é de seu interesse idiota!
– Mas ele é o meu...
– Cale a boca! Isso não me interessa, agora saibam apenas que todos vocês obedecem apenas á mim e á todos os fardas azuis. Eles são os seus superiores.
– O que? – houve uma pequena paralização momentânea entre todos os fardas verdes e brancas.
– Exatamente e...
– Ei – uma voz começou a me chamar, olhei para o lado e era Patrick — vem, vamos logo.
Começamos a andar bem devagar pelo meio da multidão até chegarmos nas mesas, não foi difícil entrar lá sem ser visto, todos estavam paralisados olhando para o desgraçado do Morgan.
Quando estava começando a entrar um alarme tocou, fiquei completamente desesperado. Me levantei um pouco e ao olhar para os portões da base, lá estavam eles, destruindo tudo, os aliens, e não só ele, mas lá estavam também vários killers, aliens gigantes, gordos, com uma carapaça dura, destruindo os muros, fiquei com muito medo, nunca havia lutado com um killer antes, olhava para tudo aquilo sem saber o que fazer. Foi quando senti uma mão virando o meu rosto, era a Margaret – Não podemos fazer nada agora. – ela disse, me puxando com a outra mão para dentro do túnel.
Ao sairmos pelo outro lado dei uma pequena olhada na base para ver como estava. O prédio principal ainda estava de pé, mas, além disso, apenas alguns muros, vários corpos e uma torre de vigilância que estava caindo eram possíveis se ver.
Já não podia fazer mais nada, apenas me virei e fui embora. Tinha que voltar vivo, quando saí não me desculpei com Sam, pensar em morrer e Sam tendo aquela como última lembrança do pai me revirava o estômago.
Andamos por cerca de uma hora e meia e não encontrávamos a merda da nave, quando a vejo entre algumas elevações de Terra. Fomos andando até ela, e agora só esperava Martha explicar o motivo de ter se afastado tanto.
– Foi mal John. Uma tropa enorme de aliens estava indo em direção á base, se eu não me afastasse seria vista e teria que ir embora. – explicou Martha.
– Tá, vamos logo, eu só quero sair daqui. – respondi.
Apesar de estarmos tão longe da base, ainda era possível ver uma linha negra de fumaça cortando o céu. Não consigo descrever o que estou sentindo. Estou triste por todas as famílias e alguns companheiros que conheci o longo dos anos no campo de batalha estarem morrendo naquele lugar, mas também, me sinto feliz por ter conseguido resgatar minha mulher daquele desgraçado do Morgan Monroe. Tomara que esse desgraçado morra.
Já havíamos nos afastado da base, nem era mais possível ver aquela linha de fumaça, tudo o que se via era areia por todos os lados. Estava suando que nem um porco, o ar sempre foi muito abafado, porém, parecia que naquele dia estava muito pior.
– Ei Lewis, o que aconteceu? Conseguiu pegar a comida? – perguntou Martha.
– Não. Os aliens atacaram a base, não teríamos tempo de ir buscar a comida. – respondi.
– Então significa que você nem tentou?
Me aproximei do banco dela, não estava acreditando no que ela disse. – O que? Você acha que eu não fui por que não queria? Se pudesse, traria toda a comida daqueles merdas para dar pra vocês! – eu agora gritava.
– Que estresse, calma. – ela disse, olhando para mim.
– Que se dane – me virei, fui até a porta e voltei a olhar a linha de fumaça.
Finalmente chegamos á base. Sam nos esperava na área de pouso.
– Mãe. — ele foi em direção a Margaret a abraçando.
– Onde estão todos? – perguntei.
– Carl, Phillip e Paul estão verificando os andares superiores. William está olhando a ala das armas. – respondeu Sam.
Comecei a andar até os andares superiores. Como a base foi abandonada á muito tempo, utilizar os elevadores era muito arriscado por não sabermos o seu estado atual. Ao chegar lá, vi White e Fide conversando num canto e Mason olhando para o deserto procurando por algum inimigo.
– Lewis! – disse Fide ao me ver.
– Como está? – perguntou Mason se aproximando de mim.
– Temos um problema enorme, Morgan matou os generais Taylor e Meaner. – respondi.
– O que? Que merda!– falou White.
– O que aconteceu com ele? Ele está maluco. O pessoal não pode seguir as ordens desse maníaco. – disse Mason.
– Não podemos fazer nada por enquanto, o sairmos de lá, uma tropa enorme de aliens atacou a base. Não sabemos o que aconteceu. – disse Patrick, olhei para trás e o vi, deveria estar me seguindo, não estou conseguindo perceber nem isso.
– E quem é você? – perguntou White.
– Ele é Patrick Carter, um dos soldados do 5° batalhão do fronte... ou, pelo menos era. – disse Mason.
– Oi – disse Patrick, estendendo a mão para cumprimenta-lo. White esticou o braço e o cumprimentou.
– Não consigo entender. Maldito filho da puta. – disse Mason ainda pensando em Morgan e no que havia feito. – Eu vou pegar esse desgraçado, custe o que custar!
Fim do 7° capítulo.
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