War Times, Peace Times (HIATUS)
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Annabeth remexeu-se no colchão, não tinha qualquer vontade de se levantar, o colchão era ótimo, o quarto estava quentinho e... Annabeth abriu os olhos assustada, lembrou-se da garota na sacada e daqueles olhos verde-mar, depois disso não se lembrava de mais nada. O quarto onde estava era simples, mas bonito. As paredes pintadas em um tom de azul escuro, cama coberta por lençóis azuis claro, a cama, criado-mudo e guarda-roupa eram pretos, havia também alguns pequenos objetos, como um abajur no criado-mudo, e a janela que ficava na parede ao lado da cama, trancada.
A garota ouviu algumas vozes discutindo no corredor:
–Logo vai começar a caça a rainha. –uma voz grossa afirmou.
–Se lembraram logo de nos. –outra voz masculina falou em concordância.
–Ótimo! –a única voz feminina exclamou, a voz da loira da sacada. –Espero que lembrem meu nome, quero saber o quanto minha cabeça vale.
Mexeram na porta e logo uma garota e três garotos entraram no quarto. Aqueles olhos verdes e brilhantes foram a primeira coisa a captarem a atenção da loira.
–Olá, Annabeth! –o garoto moreno falou, sua voz era rouca e causava arrepios em Annabeth.
–Jackson! –a garota exclamou, a voz carregada de raiva. –O que quer comigo, Jackson?
–O que você acha, Chase? –Percy Jackson perguntou sarcástico. –Justiça.
Annabeth se mexeu na cama se levantando, não entendia que “justiça” era essa, afinal, o que havia feito a ele? Olhou em volta, um garoto grande e forte, de pele negra, estava ao lado de Percy, analisando-os, o outro garoto era magrelo e de cabelos enrolados, tinha as feições parecidas com as de um duende, e mexia em pequenas peças em suas mãos, e a garota loira, que Annabeth percebera ter os olhos no mesmo tom de verde que o do garoto a sua frente, mexia distraidamente no guarda-roupa.
–Beckendorf, Valdez e Pandora, vocês podem nos deixar sozinhos? –Percy perguntou, os dois garotos se retiraram do quarto, mas o com feições de duende soltou uma risada maliciosa e saiu correndo, sendo fuzilado por Percy e Annabeth.
–Olha o que você vai fazer, Perseus. –a loira da sacada, Pandora, falou seria, era dois centímetros mais baixa que o Jackson, mas seus olhar verde era intimidante. –Annabeth! –ela exclamou se virando para a loira e sorrindo, lhe estendeu algumas roupas que havia acabado de retirar do armário. –Aqui! Acho que esse vestido deve ser desconfortável.
–Obrigada. –Annabeth pronunciou pegando as roupas, queria refrear aquela palavra, a garota a havia raptado, por que deveria agradecer algo? Mas a educação que recebera de Atena a impediu de refrear-se.
A garota apenas abanou a mão e se dirigiu a saída, dirigindo um olhar de aviso para o lindo garoto de cabelos negros.
–Então, Annabeth, como esta? –o garoto perguntou sarcástico, ele nunca perdoaria aquilo.
–Qual seu problema, Perseus? –a raiva queimava no corpo de Annabeth, mas ela tentava se controlar, estava no lar dele, não havia como fugir.
–O meu problema, Chase? Você não sabe qual o meu problema? –Percy perguntou sarcástico, por mais forte que esse sentimento fosse, ele sentia o ódio incendiar suas veias e sair por todos os poros de seu corpo, a vontade de socar algo se tornava mais insuportável a cada segundo.
Um barulho de pancada ecoou por todo o lugar, Annabeth fechou os olhos e se encolheu, todo seu corpo estava tenso. Percy havia dado um grande murro na parede, e por mais que não gostasse de admitir, se sentiu extremamente assustada com aquilo, a menina Chase era dotada de uma inteligência impressionante, mas estava totalmente indefesa.
Percy não conseguiu se impedi socar aquela parede, tentava se controlar, mas ficava extremamente difícil fazer isso com a imagem das “vitimas” na cabeça, o jeito que elas sorriam, falavam, gargalhavam, mexiam nos cabelos, brincavam com ele e o abraçavam, duas das mais importantes pessoas da sua vida não mereciam aquilo. A mão do garoto latejava, mas ele ignorava aquela dor, como sentir aquela dor, se a emocional era bem maior? Conseguia ver um par de olhos castanhos escuros e brilhantes na sua mente, a sensação era torturante, causava uma dor excruciante no garoto.
–Chase! –o garoto exclamou, fazendo a loira abrir os olhos cinza. –Se comporte, você só saira daqui quando me der vontade.
A porta foi batida com força, indicando a saída do moreno de olhos verdes, o cérebro de Annabeth tentava a todo custo achar um único motivo para o ódio de Percy. Não se lembrava de nada que poderia ter feito para irritá-lo de tal forma, o que de tão ruim poderia ter feito para que ele fosse capaz de criar um grupo de rebeldes contra ela e seu reino?
Perseus saiu do quarto onde Annabeth estava batendo a porta com força. Estava triste, estressado, irritado, e com sentimentos que nem ele sabia o que eram, não queria assustar a Chase, mas ‘aquilo’ sempre o abalava, o deixava em um estado de desequilíbrio emocional.
O garoto virou em um corredor, estava no modo automático, só havia uma pessoa capaz de ov acalmar, a dona de olhos tão verdes quanto os seus. Percy sentiu apenas quando algo pequeno bateu contra seu peito musculoso, segurou de imediato o pequeno corpo que havia trombado contra si.
–Oi, Percy! –um sorriso cresceu no rosto cheio de sardas da ruiva, Rachel Elizabeth Dare.
–Rachel. –Percy cumprimentou sem qualquer vontade de conversar com a ruiva –ou com qualquer ser vivo- que tentou ignorar isso.
–Aconteceu algo, Percy? –ela perguntou aparentando preocupação.
–Nada, Rachel. –o garoto respondeu, contendo sua vontade de revirar os olhos verdes. –Só preciso ir conversar com a Pan, ok? –Rachel assentiu, Percy apenas saiu andando sem nem se despedir.
Rachel sentiu seu coração apertar, gostava tanto de Percy, mas ele nunca demonstrara que sentia o mesmo. Claro que já haviam feito coisas “impróprias para menores de 18 anos”, mas a única mulher ali com quem Percy se importava realmente era Pandora.
Percy andou ate o lado de fora daquele enorme lugar, o abrigo dos rebeldes, sabia onde Pandora estaria, no lugar deles.
Do lado de fora daquela construção havia um tipo de jardim e também uma área para treinamento, Percy fazia automaticamente o já tão conhecido caminho para um laguinho no jardim. Uma enorme e resistente arvore segurava um balanço, e sentada nele, estava a garota de cabelos loiros e olhos verdes, olhando distraidamente para o lago, sem prestar atenção em nada a sua volta.
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