Wannabe Cinderela
25 Tudo está bem quando termina bem
Notas iniciais
Rachel e Finn andaram pela sala se beijando freneticamente, até esbarrarem em uma parede e ele a estreitar contra ela, os dois gemendo em uníssono.
As mãos de Finn seguraram bem a bunda de Rachel quando ela enlaçou as pernas em torno de seu torso e começou a beijá-lo no pescoço e no maxilar:
– Eu não aguentava mais de saudades de você, Rach... – ele falou rouco, puxando-a ainda mais para si.
– Co-como? – ela hesitou. – Você...
– Eu não sei como viemos parar aqui, mas eu sei que te amo, Rachel. Eu sei. – ele simplesmente disse. – Onde é seu quarto?- ele sorriu de lado.
Rachel não sabia onde todos tinham ido parar após o julgamento de Holly em sua sala, mas enquanto Finn e ela retiravam suas roupas entre beijos ora ásperos, ora lentos e molhados, nada mais importava. Ele e ela juntos, era tudo o que ela podia pedir a Deus.
Ele a deitou na cama e, ofegantes de tantos beijos, se encararam.
– Eu amo você. – Rachel disse, tocando o rosto de Finn, e ele fechou os olhos e curtiu o carinho dela.
– Eu também te amo.
– Mas você e eu...
– Rachel, eu não sei como, mas eu sei que te amo. Isso não basta? É a coisa mais certa a fazer. Estar aqui, te amar, ser seu, fazer você ser minha. Não há lógica que explique isso.
Então, ele beijou seu corpo deliberadamente, passou com a língua por seus mamilos, sugou seus seios enquanto seus dedos sentiam o quanto ela estava úmida por causa dele.
Delicado, mas decidido, ele desceu a boca à intimidade de Rachel e ela gemeu alto, puxando os lençóis, sentindo como se seu corpo estivesse queimando de tanto prazer. Ele riu, presunçoso, voltando a chupá-la, sabendo bem o que fazer, o que era necessário para ela começar a tremer e a chegar a um orgasmo poderoso sob sua língua.
– Você é tão linda... ainda mais assim...
Rachel provou-se na boca de Finn ao beijá-lo profundamente enquanto ele encaixava seu vigoroso membro nela e eles se movimentavam devagar, degustando todas as sensações.
Depois, ele virou-a e por trás, segurando seus quadris, continuou a investir em seu corpo, desta vez mais rápido, fazendo a mulher gritar de puro deleite, e os dois chegaram ao mais alto prazer juntos, sem fôlego, felizes.
Instantes depois, nus, enrodilhados um no outro, Rachel passeava as unhas no abdômen de Finn e sussurrou:
– Você acredita em contos de fadas?
[...]
Não demorou muito para correr a notícia de que a estrela Rachel Berry estava namorando o vocalista da banda DSB, Finn Hudson. Mas Rachel não tinha se tornado alvo de frenesi apenas por isso: ela rompera todos os contratos que tinha de futuros filmes, além de ter cancelado a série que iria estrelar e demitido o produtor com quem estava produzindo um novo álbum. Ela alegava que agora era outra pessoa e que aquelas coisas nada tinham a ver com seu novo estilo de viver. “Agora, tudo o que vou fazer tem muito mais relação com meu novo eu, porque tenho novas prioridades. Não preciso mais provar nada a ninguém, quero apenas ser feliz”, ela declarou para a revista People.
Finn se sentia realizadíssimo e feliz como nunca na vida: estava tocando com a sua banda, com seus amigos, fazendo muito sucesso (eles tinham, inclusive, sido chamados pelo U2 para abrirem os shows da sua nova turnê), além de estar namorando Rachel. “Ela é minha alma gêmea”, ele respondeu sem pestanejar quando um repórter do canal E! perguntou como estava o relacionamento dos dois.
Mas Finn e Rachel só não conseguiram uma coisa: serem mais rápidos que Quinn e Puck:
– É uma menina! – ela gritou e pulou nos braços do músico ao fazer o exame e descobrir o sexo do bebê que estava esperando. Sim, eles estavam “grávidos”...
A vida não tinha mudado apenas para eles. O casal Benson tinha se separado, quando Charles descobriu que Tania estava tendo um caso com o novo jardineiro. Sendo assim, ele saiu de casa e agora estava namorando uma bela advogada, além de ter cortado os gastos vendendo a mansão e obrigando a ex-mulher a viver com o dinheiro delimitado pela pensão.
Como a mansão foi vendida, os que trabalhavam nela também tomaram um novo rumo: Kurt, Beiste, Santana e Mercedes criaram uma agência de treinamento para empregados domésticos, e estavam muito bem.
Rachel tomava uma xícara de chá enquanto lia um livro quando ouviu um pequeno estalo atrás de si.
– Cassandra? – ela sorriu.
– Oi! – a fada sorriu também, e elas se abraçaram. – Há quanto tempo, não é?
– É. Até sinto sua falta. – Rachel admitiu.
– Também sinto a sua. – a fada deu o braço a torcer. – Mas já tenho novas missões para tomar de conta, enfim... vida corrida... sem falar que me casei...
– Você o quê?! – Rachel berrou. – Você se casou com o Will?
– Sim, sabe como é... há sempre uma tampa para uma panela.
Elas trocaram um sorriso cúmplice.
– Me diz uma coisa, como todos vocês sumiram naquele dia do julgamento? – pediu Rachel.
– Simples, todos estalamos os dedos e as coisas sumiram rapidinho. Isso é fácil pra gente. Mas eu queria conversar com você e o Finn, pode ser?
– Com o Finn? Por quê?
– Chame-o e você vai entender. – simplesmente disse Cassandra.
Finn estava tomando banho e quando saiu, Rachel o chamou. Ele cumprimentou a fada com a expressão meio confusa:
– Nós já nos conhecemos, não?
–Sim. – respondeu Cassandra.
– Como assim, já se conhecem? De onde? – Rachel perguntou, aturdida.
–Eu falei com ela quando me envolvi em um acidente... eu atropelei uma moça...
– A moça era a Rachel, Finn. Esta Rachel. – esclareceu Cassandra. – Você agora vai lembrar de tudo. Você não a conheceu naquele baile de máscaras, nem se apaixonou por ela ali, mas há mais de um ano, quando você a atropelou e a levou para a mansão dos Benson. Lembra disso?
Finn sentou-se um pouco abalado no sofá, e sentiu uma enxurrada de lembranças represadas inundarem sua mente. Claro que ele lembrava de Rachel. Ela não dizia de onde vinha. Ele convencera Beiste a contratá-la. Eles se beijaram quando puseram papel de parede no apartamento dela. Viveram um tórrido momento na piscina. Foram a um show da DSB e transaram pela primeira vez. Também fizeram amor sob as estrelas quando foram passar o Natal com os pais deles em Ohio, e foi quando Camille voltou. Eles brigaram e transaram raivosamente no carro. Se reconciliaram. Fizeram planos. Iam se mudar e morar juntos. Até que teve a festa de aniversário de casamento dos Benson e tudo ficou estranhamente borrado quando ele bebeu o que sua ex-noiva tinha lhe oferecido...
– Rachel? – ele disse, olhando-a como se fosse a primeira vez em muito tempo que a via.
Ela estava um pouco receosa, mas disse:
– Pode parecer muito louco, mas sim, eu sou aquela Rachel que trabalhava com você, Finn. Eu perdi tudo ao me transformar em uma missão da Cassandra.
O rapaz permanecia sério.
– Eu sou uma fada, Finn. – Cassandra estalou os dedos e fez surgir uma flor na sua mão. – Viu? Mágica. E, por mágica, Rachel perdeu tudo para aprender a valorizar as coisas. Em grande parte, o sucesso da regeneração dela como pessoa foi por sua causa. Seu amor, sua fé, sua bondade foram essenciais para ela ser alguém melhor. Não o escolhi por acaso: assim que o vi, senti sua vibração poderosa e descobri que você descende de uma antiga linhagem de príncipes encantados. Basicamente, mesmo sem trono, coroa ou reino, você é um príncipe encantado.
– Então, como eu não me lembrava disto?
– Porque o que a Camille lhe deu para beber naquele dia foi uma poção bruxa com o intuito de fazer você voltar para ela. Camille também tinha se tornado uma missão de uma fada, mas usar poção bruxa é ilegal, e a fada dela foi julgada e condenada. – Cassandra lançou uma piscadinha pra Rachel.
– Eu estava em um verdadeiro conto de fadas do Tim Burton e não sabia. – Finn suspirou. – Como está a Camille, aliás?
– Ela seguiu sendo missão de outra fada até conseguir reestruturar a vida dela. Atualmente, está morando com um chef em Los Angeles, onde comanda a cozinha de um importante restaurante. Ela está bem. – respondeu Cassandra.
–Finn, se tudo isso estiver confuso demais para você...- iniciou Rachel.
– Não, amor, tudo bem. – ele a puxou para si, de modo que ela pousou em seu colo. – Eu bem que ouvia você falando com alguém, e agora eu sei com quem era. – ele sorriu.
– Você não está chateado? – Rachel estava muito apreensiva.
– Com o quê? Com o fato de você ser o amor da minha vida? Nem um pouco. – Finn beijou-a de leve nos lábios.
– Bem, agora que o efeito total da poção passou, que você já sabe de toda a verdade, que Rachel é outra pessoa e que, dentre mortos e feridos salvaram-se todos, eu dou por encerrada minha participação na história de vocês. – Cassandra explicou.
– Você não conseguiu se tornar a substituta da Sue? – Rachel indagou.
Cassandra sorriu e balançou os ombros:
– Não... eu não quis. Qual a graça de ficar dentro do Departamento Mágico todo dia quando é mais divertido estar nas vidas das minhas missões?
– Isso é um adeus, Cassandra?
– Não. – a fada estendeu os braços para Rachel, para abraçá-la. – É um até logo.
E, como sempre, estalou os dedos e sumiu.
Finn passou dias fazendo piadinhas com o fato de ser um príncipe encantado, mas Rachel apenas sorria e o beijava, porque para ela, mesmo se ele não viesse de nenhuma linhagem especial, ainda assim seria seu príncipe que a salvara de si mesma para o resto da vida.
O amor dos dois a cada dia crescia mais e eles se casaram discretamente no Havaí; apenas amigos e familiares participaram da cerimônia.
– Esse é o nosso “felizes para sempre”? – Finn perguntou ao ouvido dela, quando se acariciavam deitados na areia durante a lua-de-mel, olhando as estrelas.
– Sim. “Felizes para sempre” soa ótimo aos meus ouvidos. – Rachel sorriu e o beijou com todo o amor que podia caber em suas vidas.
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