Wannabe Cinderela

10 Então é Natal Parte I


Notas iniciais
Hello, hello, holla! Aproveitando para postar nesta linda tarde (aqui ainda é tarde, não tô sob o horário de verão kkkk). Espero que curtam, vai começar drama, mas tem momento romântico ft. sexy de Finchel, amo vcs, deixem comentários, enfim, me amem tb! kkkk

Rachel estava exausta. Chegando perto do Natal, os Benson estavam redecorando toda a casa, e, obviamente, o trabalho recaía sobre os empregados. Os enfeites natalinos na mansão eram exigidos mesmo que a família tivesse avisado que viajaria para a Europa naquele fim de ano.

Kurt quase tinha enfiado um prego no dedo colocando uma guirlanda na porta, e Santana e Rachel, mais o mordomo, montaram uma grande árvore de Natal na sala principal da mansão.

–Eu quero muito brilho! – esganiçou-se Tania, a patroa deles.

–Vai trepar com o Puck e deixa a gente em paz.- Santana rosnou baixinho, quase atirando um penduricalho da árvore nela.

–Tá doida?! – Kurt segurou a mão da amiga, impedindo o pior.

–Desculpa! – Santana arfou, sentando-se no chão, estressada. — Eu juro que tô à ponto de explodir. Não aguento mais tanta coisa para fazer.

– Vocês querem ajuda aí? – perguntou Finn, adentrando a sala.

–Sim! – Kurt jogou alguns enfeites na mão do irmão. – Nada como alguém com espírito natalino para esfriar os nossos ânimos, não é, Sant?

Finn e Rachel trocaram um olhar amoroso e recomeçaram o trabalho. Suas mãos de vez em quando se tocavam, e um roubava um beijo do outro, perdidos numa paixão e em um mundo só deles:

– Cansada? – Finn indagou, mais tarde. Todos os empregados estavam na cozinha, almoçando.

– Demais! – ela suspirou, sorrindo para o namorado. – Mas acho que todos estamos assim, né? Santana já tá pirando com tanto trabalho e falta de casa, por exemplo.

–Sabe o que eu tava pensando? Que tal nós procurarmos sua família? É Natal, Rachel.

Ela estremeceu, mas desviou o olhar para o prato de comida. Como iria procurar sua família? Era filha única, seus pais não lembrariam dela e o restante da sua família há muito tempo ela mesma havia descartado da sua vida, antes de Cassandra aparecer e mudar tudo por completo.

Nesse momento, ela sentiu um aperto no peito. Olhou para Finn e Kurt, que estavam planejando voltar para casa; para Mercedes, que comentava sobre a ceia que ia preparar quando estivesse na festa com seus parentes; para a governanta Beiste que planejava descansar com um namorado que havia arranjado, e até para Santana, que apesar de querer matar alguém a cada cinco minutos, também ansiava pelo Natal com os seus. Puck era judeu, não comemorava a data, assim como Rachel, mas adorava filar a comida farta na casa de alguém. Apenas ela não tinha uma família para passar o fim de ano, e apenas naquele momento ela se deu conta do quanto tinha desperdiçado todas as chances em que poderia ter passado com eles, mas estava preocupada demais em dar festas para gente rica e famosa, a fim de conseguir contatos importantes para se importar com algo assim.

–O que foi? Vi uma nuvem negra começar a chover aqui sobre você. – Finn comentou.

–Eu não tenho mais família, Finn. Posso fazer parte da sua? – ela perguntou com a garganta quase seca e espantada com a própria voz amedrontada.

–Claro que pode! Eu amo você. Você já tem uma parte de mim, Rach. – Finn afirmou, aconchegando-a mais a ele.

{...}

Foi com alívio que todos penduraram seus uniformes e zarparam para longe do condomínio de mansões luxuosas onde trabalhavam. Finn, Rachel e Kurt pegaram a caminhonete do motorista e rumaram para Ohio, na cidade de Lima, mas antes passaram para pegar Blaine, o namorado do mordomo, que também iria passar o Natal com seus sogros.

Foram cantando, conversando, e em alguns momentos revezaram-se no volante, para Finn também poder descansar.

–Que tal se a gente parar esta noite aqui? Tá tão bonito, estrelado... – suspirou Kurt, ganhando um aceno de aprovação do namorado.

–Ah... se vocês quiserem. – Finn sorriu. Claro que eles queriam, seu irmão e seu cunhado estavam já partindo para longe, onde teriam intimidade.

–E nós? – perguntou Finn, sonso.

– Nós, “o quê”? – Rachel riu. –Eu vou dormir.

–Dormir? – Finn indagou, frustrado.

–Eu tô brincando, bobo. Vou ali na loja de conveniência do posto de gasolina comprar umas coisinhas para a gente comer, ajeita aqui para nós podermos ficar vendo as estrelas... venho já!

–Confessa para mim que eu só fiz melhorar sua vida depois que te transformei em empregada. – a voz de Cassandra soou atrás de uma prateleira cheia de vidros de mostarda.

–Ai, meu Deus! – Rachel quase gritou de susto. – Cassandra, por que você insiste em chegar assim de súbito? Vai acabar me matando do coração! – Rachel ralhou.

–E perder a sua cara de quem tá infartando? Nunca! – a fada riu. – Ok, parei de gracinhas.

–Cassandra, eu nunca te pedi, mas... você pode me dizer como estão os meus pais? – Rachel encarou a fada.

–Eles estão bem, Rachel, normal. Eles não têm nenhuma filha, para todos os efeitos.

–Eu sei que eles não lembram de mim, mas é que, sei lá... eu descobri que sinto muito a falta deles.

–Bem, que bom, estamos evoluindo. – a fada comentou, caminhando ao lado da empregada. – Rachel, lembra que eu te falei sobre a fissura no tempo?

–Claro, eu fiquei meio assustada, até.

–Pois é, lá no Centro das Fadas nós conseguimos ver o que é, mas eu não posso te contar.

Rachel arregalou os olhos:

– Mas, por quê? Eu tenho o direito de saber!

–Não, não tem. Não posso entregar uma previsão formada por uma fissura no tempo a você, se conforme. Só quero que você me prometa ser paciente.

A fada olhava muito séria agora para a ex-estrela:

– É algo grave? – Rachel sentiu um frio percorrer sua espinha. –Tem a ver com o Finn?

–É algo sério, mas você precisa passar por isso. – Cassandra asseverou. – No mais, devo dizer que apesar de adorar encher você, e de você ter sido uma peste antes de eu tomar sua vida, seu crescimento pessoal tem sido muito satisfatório. E agora adeus, porque essa conversa tá muito chata e melosa. – a fada disse, sumindo.

Rachel voltou com a cabeça cheia de coisas enquanto levava algumas compras para onde a caminhonete estava, mas foi só ver o que Finn tinha feito que ela abriu um sorriso: ele havia colocado uma manta sobre a grama e feito uma pequena fogueira para afugentar o frio, além de ter colocado uma música linda para tocar no rádio do carro, “Wonderful tonight”, de Eric Clapton.

– Você é de uma doçura que me deixa até sem palavras. – ela murmurou, sentando ao lado de Finn e encostando a cabeça em seu ombro.

Os acordes da guitarra da canção ecoavam melancólica e romanticamente enquanto ele a encarava com um sorriso sereno nos lábios:

– Eu me sinto pronto para refazer este caminho, Rachel.

–Que caminho? – ela indagou, sendo envolta pelos braços dele.

– O caminho do amor... sabe... – ele hesitou um pouco, mas beijou o cabelo de Rachel, apertando-a mais contra si. – Eu sofri muito quando a Camille foi embora. Doeu, eu me senti perdido, triste, sem achar que mais alguém faria eu me sentir como antes. Mas, daí, você surgiu de uma forma louca na minha vida, mas eu não sei como ainda resisti tanto a ficar com você.

Rachel virou-se e tocou o rosto belo de Finn. Traçou com os dedos sua pele pálida sob a luz da lua, seus lábios, seu nariz que parecia esculpido, de tão perfeito, suas adoráveis covinhas. A música soava em seus ouvidos... a voz rouca e cálida de Eric Clapton dizia “And then she'll ask me, "Do you feel all right?"/ And I'll say yes, I feel wonderful tonight” (E então ela me pergunta, "Você se sente bem"?/ E eu digo sim, eu me sinto maravilhoso esta noite).

– Eu me sinto muito feliz por estar fazendo você feliz. Eu finalmente entendo o que as pessoas falavam sobre o amor. Amar é isso, é estar feliz em ver quem você ama feliz. Por muito tempo eu fui errada e egoísta, Finn, mas agora eu sei, e sei por sua causa...

Eles roçaram seus narizes e começaram a se beijar lentamente, querendo guardar aquele momento para sempre. Rachel levou suas mãos para o pescoço de Finn e começou a roçar suas unhas ali, fazendo-o gemer entre o beijo.

Após longos segundos, ele levou seus lábios ao lóbulo da orelha dela e sussurrou:

– Estas estrelas são testemunhas do que eu sinto por você... e de tudo o que eu te disse.

Rachel olhou dentro dos olhos de Finn e olhar dele emanava paixão, entrega, desejo, amor.

–Eu te amo. – ela disse, pegando a mão dele e colocando-a debaixo do seu casaco, perto do seu coração. – E quero que essas estrelas também sejam testemunhas do quanto você é importante para mim.

Finn tocou seu seio, por baixo do casaco, e Rachel fechou os olhos, sentindo uma carga elétrica percorrer sua espinha. Ele a colocou em seu colo, e eles se beijaram intensamente, suas línguas ávidas e apaixonadas duelando, enquanto ele apalpava seus seios. Rachel sentia o quanto ele estava excitado, mas não parou de rebolar em seu colo, miando entre os beijos e carícias do namorado.

– Amor, assim eu não vou resistir... – Finn disse, mantendo algum autocontrole.

– Eu não quero que você resista. – afirmou a morena, desafivelando seu cinto.

Finn sentiu as mãos dela invadirem suas calças e seu membro rígido ser envolvido por elas. Eles se entreolharam, e, decidido, Finn deixou os seios e suas mãos foram para baixo de seu vestido. O que se seguiu foi lindo, mágico, confuso: Rachel tinha o rosto enterrado na curva do pescoço de Finn, que a penetrava fazendo-a choramingar pedindo por mais, sentindo um prazer incrível.

Ele a beijou para aplacar os gemidos cada vez mais altos dela, e os seus próprios, enquanto ela se movimentava sobre seu eixo, seguindo um compasso amoroso, quente, sexy. Ela começou a beijá-lo com sofreguidão no pescoço, marcando-o, uma forma de não gritar quando Finn e ela chegaram juntos ao orgasmo, uma explosão de sentimentos e desejo que parecia tê-los levado até às estrelas que tinham sobre eles.

–Humm... eu não acredito que fizemos isso, aqui. – Finn riu, deitando-se sobre a manta e levando Rachel consigo.

Ela encarou o rosto do namorado, suado e vermelho pós-transa:

– Pois eu acredito. Não posso duvidar de mais nada nessa vida, pode ter certeza. – ela falou, pensativa.

–Por que você diz isso? Sabe, às vezes você fala como se sua vida fosse dividida em duas... como se, em algum momento, o que você viveu não tivesse qualquer ligação com o que você vive agora.

“Talvez porque seja verdade”, pensou Rachel, apoiando a cabeça na sobre a mão:

– Finn, o que houve antes não nos interessa, ok? Vamos construir tudo novo, como novas lembranças iguais a essa, sem cobranças, sem suspeitas, por favor.

– Vamos. Vamos sim, baby. – ele disse roucamente. – Vem cá olhar as estrelas comigo.

Rachel recostou-se sobre o peito de Finn e ele a abraçou, enquanto a fogueira ainda crepitava ao lado deles seus corações batiam no mesmo ritmo.

Acordaram de madrugada, quando Kurt e Blaine apareceram também muito felizes, por terem, provavelmente, passado momentos muito bem aproveitados em algum motel ali por perto.

Seguiram viagem tranquilamente, e após horas, finalmente chegaram a Lima, Ohio, cidade natal de Finn e Kurt.

Rachel foi admirando tudo, até eles pararem em frente à casa dos “Hudmel”, uma junção que os filhos haviam criado dos sobrenomes deles quando Burt Hummel, pai de Kurt, e Carole Hudson, mãe de Finn, se casaram.

–Que saudade! – ela foi a primeira a ver que eles tinham chegado e os abraçou na varanda, apalpando o filho e o enteado para ver se eles estavam bem.

– Olá, Blaine, já sabíamos muita coisa sobre você, como vai? – ela cumprimentou. – E você é a Rachel, não é? Estou tão contente que meu filho finalmente tenha esquecido aquela francesa que partiu seu coração, que...

–MÃE! – Finn interveio.

Rachel riu:

– Oi, sra. Hudson, prazer em conhecê-la.

Eles ainda estavam na varanda, se abraçando, cumprimentando-se, quando uma voz soou a alguns metros de distância:

– Que bom vê-los aqui. Oi, Finn.

Ele virou-se instantaneamente. Conhecia aquela voz, o inglês com sotaque francês, o tom que ela usava:

– Camille?!

Notas finais
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