Geovanna acordou, mais uma vez sem saber onde estava e o que estava acontecendo. Ela se levantou do chão e olhou ao redor. Algumas memórias começaram a chegar de uma vez, e ela lembrou da imagem de Giovanna sendo assassinada, e ela ficou um pouco enjoada. Ela olhou pra suas mãos e braços e viu que eles estavam cobertos de sangue seco, provavelmente de Giovanna, e ela entrou em desespero.

— SOCORRO! – Ela gritou, correndo para a porta de metal, que estava trancada. Ela começou a esmurrá-la descontroladamente, até sentir os pulsos doerem. – BRENDA? VOCÊ TÁ AÍ?

Não houve resposta. Ela olhou ao redor de novo, procurando qualquer coisa que indicasse onde ela estava, ou como sair dali. Não havia absolutamente nada. Um minuto depois, ela sentiu um choque horrível percorrer seu corpo, e então ela desmaiou.

Ela acordou, algum tempo depois, com o corpo ainda dolorido. Ela se levantou e percebeu que a porta estava aberta, mas não sabia se ficava com medo ou aliviada. Ela foi até lá e espiou para fora, para um corredor comprido, sem nenhuma porta dos lados, somente uma passagem ao final dele. Ela correu, sem olhar pra trás, mas parou antes de cruzar o portal. Uma mancha de sangue brilhava no chão, o que fez o coração de Geovanna bater mais rápido. Não havia mais para onde ir, então ela foi em frente, tomando cuidado para não pisar no sangue fresco.

Ela chegou a uma cozinha ampla, de azulejos brancos nas paredes e no chão, e imaginou que ela deveria estar em uma casa abandonada. Ela abriu as gavetas a procura de alguma coisa que pudesse servir de arma, para se defender caso o assassino estivesse por ali, porém ela não encontrou nada.

Geovanna saiu da cozinha e se deparou mais uma vez em um corredor, mas esse era bem menor que o de antes, e era cheio de portas, todas fechadas. Ela tentou abrir a primeira, sem sucesso, e foi tentando abrir todas as outras, ao mesmo tempo que tentava ouvir algum barulho do lado de dentro delas. Quando ela tentou abrir a útlima porta, ela cedeu, e alguém a atacou.

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Maria Paula encarou a porta aberta do quarto, que alguns minutos atrás estava fechada. Ela ainda sentia a cabeça doer devido ao barulho excessivo de antes, e estava com medo de seguir em frente. Algumas horas atrás ela estava tão perto de seu irmão que nem acreditava, e agora ele tinha sumido novamente. Ela levantou de uma vez e saiu do quarto.

Ela se deparou com uma parede de vidro alta e comprida, com uma vista para uma floresta escura. Dali não era possível ver o céu, mas MP sabia que era tarde da noite. Ela caminhou ao longo da parede, sem saber se encarava a floresta ou o interior do lugar que estava. Ela chegou ao fim da parede, e nesse momento ela viu um movimento na floresta. Ela não quis ficar ali para descobrir o que era, então ela se virou e correu.

Ela chegou a um salão comprido, cheio de portas fechadas, e viu que no meio do ambiente havia uma mesa. Ela se aproximou e viu que sobre ela havia vários objetos diferentes, como facas, revólveres, machadinhos, vários tipos de arma, e no centro delas um papel manchado de sangue. Nele estava escrito:

“Escolha sua arma e tente sobreviver. Será que você consegue encontrar a saída? Saiba que eu estarei te caçando.”

MP releu a útlima frase com um leve pânico começando a subir pelo seu corpo. Ela pegou um revólver e saiu correndo.

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Glayson, como todo mundo, acordou desorientado. Ele estava coberto de sangue dos pés a cabeça, mas ele não sabia de quem era, já que ainda estava dopado quando Giovanna morreu, e por isso ele entrou em pânico. Ele olhou ao redor e percebeu que, também como todo mundo, estava em um quarto escuro, e a única coisa que havia por ali era uma porta de metal, fechada. Ele foi até ela e tentou abri-la, e a porta abriu facilmente. Ele ouviu passos do outro lado, então ele a fechou e deu alguns passos pra trás, pronto para atacar. Alguns segundos depois, a porta se abriu, e Glayson pulou em cima da pessoa, sem ver quem era, gritando ao mesmo tempo.

Ele agarrou a pessoa pelos cabelos e puxou para trás, e foi aí que ele percebeu que era Geovanna.

— GLAYSON QUE PORRA VOCÊ TÁ FAZENDO? – ela gritou, recuando.

— Ai vadia – Glay respondeu, ainda com o coração disparado. – Eu achei que você era o assassino.

— Eu tenho cara de assassina, sua louca? – ela disse, arrumando seu cabelo.

— Quer que eu seja honesto? – Glay disse, com um cara de deboche. Ge deu um soco no braço de Glayson, que soltou uma risada histérica – Tá, foi mal, mas onde é que a gente tá, hein? E por que eu to coberto de sangue?

— Esse sangue é da Giovanna, aquela moça da polícia. O assassino colocou a gente aqui, e ele a matou bem na nossa frente, foi horrível. Mas vamos, nós precisamos encontrar os outros.

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Brenda correu até a mesa e leu o bilhete. Ela não sabia como reagir, então pegou uma faca comprida e saiu correndo, levando o bilhete consigo, sem saber o por quê. Ela correu para o lado oposto de onde havia chegado, totalmente sem rumo, e chutou a primeira porta que alcançou, entrando no cômodo.

Enquanto corria por diversos corredores e portas, Brenda percebeu que estava em um labirinto. Ela não conseguia imaginar o que aquele lugar poderia ter sido antes, uma mansão talvez, ou um hospital, mas agora estava abandonado. Ela continuou correndo até que ouviu vozes. Ela se encostou na parede, ao lado da porta aberta, e esperou, para ver se era algum de seus amigos. Logo depois ela reconheceu as vozes.

— Ge, Glayson, graças a Deus – ela disse, passando pela porta e abraçando os dois, um de cada vez.

— Brenda, o que está acontecendo? – Glayson perguntou. Brenda lhe entregou o bilhete que estava sobre a mesa.

— Estamos em um hospital abandonado, ou em uma mansão, ou sei lá o que é isso. Só sei que isso parece mais com um labirinto, e de acordo com esse bilhete, nós estamos sendo caçados.

— Então nós precisamos sair daqui – alguém disse atrás de Brenda, o que assustou os três. Brenda olhou para trás e viu que era Paulo, seu namorado, que ela desconfiava ser o assassino.

— Paulo – ela gritou. – Não se aproxime. Eu sei que foi você que nos trouxe pra cá!

— O quê? – Geovanna perguntou, abismada.

— Eu vi ele, no hospital, quando jogaram aquela fumaça na gente. Foi ele. Eu vi, eu tenho certeza – Brenda disse, apontando a faca para Paulo.

— Brenda – Paulo começou, levantando as mãos e caminhando em direção a ela, lentamente. – Eu sei o que você viu, eu realmente estava lá. Mas eu não fiz isso por vontade própria. Alguém me ameaçou. Eles te ameaçaram também, na verdade. Eles me entregaram um cilindro de metal, com uma carta, que dizia que se eu não jogasse aquela fumaça em vocês, eles me dopariam e me prenderiam a uma bomba, e a explodiriam quando todos vocês estivessem por perto.

— Que coisa mais sem noção! – Brenda disse. – Como que eu posso acreditar em uma baboseira dessas?

— Por que é verdade – uma quinta pessoa falou, entrando no corredor em que eles estavam. Era Yury. E ele estava com uma bomba amarrada ao redor de seu corpo. – Eles me pediram pra fazer a mesma coisa, e eu recusei. Eu acho melhor vocês correrem. Por favor – ele disse, começando a chorar.

Brenda viu que ele estava acorrentado à parede pela perna, e não tinha como ele escapar dali. Todos começaram a correr, menos Glayson, que foi até ele.

— Não, você não pode morrer assim – ele disse, segurando o rosto dele e o beijando.

— Por favor, Glayson. Corra, você tem apenas alguns minutos...

Glayson olhou para Yury, os dois com lágrimas nos olhos, e eles se beijaram uma última vez. Então Glayson saiu correndo.

E alguns minutos depois, o som da explosão percorreu todos os corredores.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.