Wanheda Scream

4 A segunda vítima


— Brenda, o que você tá fazendo aqui? Eu achei que você tinha trauma de hospital!?! – perguntou Geovanna, indignada.

— E eu tava certa em ter trauma daquilo. Eu tive que voltar quase que pelo mesmo motivo – Brenda lançou um olhar irritado para Glay diva, que começou a rir e olhou para o homem atrás dela.

— Eu sabia que não ia sair coisa boa daquele carro, não é mesmo, Yury?

— Ei, a culpa não foi minha, eu não sabia que a Brenda não era tão flexível assim, e...

— EI! Sem mais detalhes, ok? – disse Brenda, voltando-se para Geovanna. – O importante é que todos estão bem agora.

— Nem todos, né monamour – disse Caio, revirando os olhos na cama.

— Ninguém liga pra você, palhaço – Brenda respondeu.

— Podemos focar no que realmente importa agora? – Jacobs se pronunciou, cansado do papo furado. Ele foi até a cama e olhou para todos.

— No fato de que você quase o matou? – Glay diva falou.

— Não fui eu que o ataquei.

— O Caio falou que foi alguém com um capuz igual ao que você estava usando. Isso já diz tudo – falou Brenda. Ela queria algum tipo de vingança contra ele por tê-la deixado sozinha na rua, então ela pegou um copo de água que estava na mesinha ao lado da porta e jogou na cara dele.

— QUE PORRA? VOCÊ TA LOCA BRENDA? – ele disse, tentando secar o rosto com as mãos.

— Na verdade eu to sim, mas isso foi por você ter me chutado na testa, imbecil.

— Você mereceu aquilo, puta – Jacobs pegou uma toalha que estava no chão e secou o rosto, e depois continuou a falar. – Mas naquela hora, no beco, quando você ficou lá no chão que nem uma porca, eu saí correndo e deixei o capuz lá. Quem atacou o seu amigo deve ter pegado enquanto você estava apagada.

— Você tá dizendo que ele estava espionando vocês? Esperando você sair de lá para pegar o capuz? – Glay diva perguntou, com um ar sério. – Porra, eu cheguei lá algum tempo depois! Imagina se eu encontro esse psicopata?

— Você já encontrou, Glayson – disse MP. – Ele está bem aqui, na nossa frente. ELE ESTÁ MENTINDO. VOCÊS NÃO CONSEGUEM VER? ELE MATOU MEU IRMÃO. ELE CAUSOU TUDO ISSO. EU VOU FICAR SOLTEIRAAAAAAAAAA!

MP louquinha da Silva saiu correndo do quarto enquanto puxava desesperadamente seus cabelos. Caio revirou os olhos mais uma vez.

— Será que ele sabe que eu não morri? – ele perguntou.

— Acho que ela nem liga – respondeu Geovanna, que tinha arranjado um salgadinho para comer, e analisava tudo com uma expressão de divertimento. – Rapaz isso aqui tá melhor que novela mexicana.

— Eu não acredito em você, Jacobs – Brenda disse.

— E eu to cagando pra sua opinião, mas eu to falando a verdade – ele se virou para Caio. – Sério, cara. Eu sou ladrão, mas eu não machuco ninguém...

— Não, né? Só apaga as pessoas na rua e as deixam sozinhas e...

— Pessoal? – Yury estava parado na porta, olhando para o corredor. – Acho bom vocês verem isso.

Geovanna jogou o saco de salgadinhos sobre Caio e saiu correndo. Brenda e Jacobs foram até a porta, seguidos de Glay diva. Todos pararam entre o quarto e o corredor e olharam para onde Yury apontava. Uma pessoa com um capuz preto escrito “BALADINHA TOP” conversava com uma enfermeira, um pouco mais adiante. Logo depois, a pessoa saiu andando para o outro lado, enquanto a enfermeira vinha em direção a eles.

— Com licença – Yury chamou a enfermeira. – O que aquela pessoa de capuz preto estava conversando com você?

— A curiosidade matou o gato – a enfermeira olhou desconfiada para ele.

— Olha aqui, querida – Glay diva foi até ela, passando por todos. – Aquela pessoa atacou esse pobre homem que está aqui nesse quarto. Você vai nos ajudar ou não?

— Amigos, amigos, negócios à parte – ela disse, com uma sobrancelha levantada. Yury olhou para o crachá da moça e voltou a falar.

— É Loany, certo? Se eu lhe der algum dinheiro, você abre o bico?

— O seguro morreu de velho – ela abriu um sorriso enorme.

— Alguém tá entendendo alguma coisa que essa escrota tá falando? – cochichou Brenda para os outros.

— Ela está falando em ditados. Que coisa mais brega – respondeu Geovanna.

— Ditados? Eu só conheço um, e é aquele famoso: “Vamo fazê o quê?” – disse Glay diva, enquanto Yury dava algumas notas para Loany.

— Água mole em pedra dura tanto bate até que fura – ela falou.

— Eu vou furar é a tua cara, se você não falar logo, biscate – atacou Geovanna.

— Tudo bem. Aquele rapaz me perguntou onde era o quarto 297. Satisfeitos?

— Não conseguiu falar essa frase em ditado, né puta? – Glay diva riu.

— Um dia da caça, outro do caçador.

Brenda foi para cima dela, mas Geovanna a segurou.

— Me deixa bater nessa desgraça, só um pouquinho...

— Não, Brenda. Pára!

— O que foi? Me solta!

— Presta atenção. O quarto 297 é o quarto da Stephanie.

— O quê?

— Quem atacou o Caio está indo atrás da Ste!

Brenda arregalou os olhos, e Geovanna saiu correndo pelo corredor, sendo seguida pelos outros. Eles viraram à direita e subiram as escadas, chegando rapidamente ao quarto 297. Geovanna gritou quando entrou no quarto.

O homem do capuz preto estava com uma faca encostada no pescoço de Stephanie, locona na cama. Max estava desmaiado no chão, mas não se sabia se era por conta das drogas ou se o homem o atacou. Ste murmurava alguma coisa, sem se dar conta do que estava acontecendo.

— Por favor, não a machuque – gritou Brenda. – Ela acabou de ter um filho.

— Um filho bem feio, mas ainda sim é um filho! – disse Geovanna.

— Por favor, deixe-nos em paz — Glay diva disse, se agarrando em Yury.

O homem tirou a faca do pescoço dela, mas não se afastou. Stephanie olhou para a faca e começou a rir, e depois tossir. Max começou a roncar no chão.

— O que você quer de nós? – Brenda perguntou. O homem ia começar a falar, mas foi interrompido por um grito contínuo vindo do corredor. Todos olharam para a porta no momento em que MP passava correndo.

— Alguém, por favor, vai atrás dessa louca? – Brenda pediu. Glay diva saiu correndo atrás dela. – Obrigada. E você, ia dizendo?

O homem levantou a faca, apontando para Brenda. Ela arregalou os olhos de susto, e Yury se posicionou na frente dela. O homem abaixou a faca e riu, e com um movimento breve, passou a faca pela garganta de Stephanie.

Notas finais
Desculpa Ste