Walls

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários!!

Pai e filha estavam entrando no hospital quando ele ouviu um barulho de luta que a menina não pareceu perceber.

“Ammy.” Ele disse. “Vá brincar com Cameron, acho que esqueci uma coisa no caro.” Ela percebeu que o pai tentava esconder alguma coisa, mas não discutiu.

Ele seguiu em direção à luta o mais rápido que suas pernas poderiam levá-lo.

“Deixe-me em paz!” Ele ouviu a voz de Allison e de repente sua velocidade máxima não era o suficiente. O som o levou para a entrada de um beco ao lado do hospital.

Ao chegar ao local seu coração quase parou antes de começar a bombardear com toda a força, fazendo com que House pensasse que ele explodiria em seu peito. Allison estava pressionada contra a parede por um cara que a ameaçava com um estilete em sua garganta e usava a outra mão para tentar desabotoar sua jaqueta.

O sangue de House fervia como nunca antes, ninguém encosta um dedo em sua Allison, nunca! Caminhou com passos rápidos e duros até os dois, sorte ou azar que o homem estava tão focado em tentar despir a vítima que não notou sua aproximação até que fosse tarde de mais. House usou sua bengala para bater na cabeça do homem com tanta força que ela se partiu ao meio, transformando-se em dois pedaços de madeira inútil que ele jogou para o lado.

Allison tremia dos pés à cabeça ao se atirar nos braços de seu salvador.

“Shii, eu estou aqui, Allison.” Ele sussurrou enquanto a abraçava. Ele tentou não notar seu corpo tão colado ao seu ou o cheiro de seus cabelos, morango.

Ela respirou fundo seu cheiro único de almíscar de madeira e hortelã, ali, envolta por seus braços fortes, ela se sentiu segura, em casa. Cedo demais ele a afastou e segurou seu rosto entre as mãos.

“Você está bem?” Seus olhos azuis prenderam os dela e ela pode ver preocupação e amor, talvez... não, a primeira parte era provável, mas ela deveria estar imaginando o resto.

“Sim, obrigada por me salvar.” Estando tão próxima dele ela não poderia ariscar algo além de um sussurro.

“Não poderia deixar de ajudá-la, quem mais faria café para mim todas as manhãs?” Ela deu um sorriso fraco, mas ele pode ver que estava decepcionada.

House era um campo de batalha, seu cérebro o dizia para se afastar, que se envolver com alguém, especialmente alguém quinze anos mais jovem, só traria dor, mas seu coração o mandava o cérebro calar a boca, que ela era a única para e ele, e beijá-la logo.

“Foda-se.” Ele murmurou e, pela primeira vez na vida, House escolheu o coração ao invés do cérebro.

Ele a beijou, tentando colocar todas as palavras não ditas naquele ato. No começo ela não respondeu, mas depois começou a beijá-lo com a mesma intensidade. Seus lábios se moviam em perfeita sincronia, mas ela o afastou ofegante.

“House, o que..?” Mas ele não deixou que ela terminasse a pergunta.

“Allison, há muito tempo venho tendo esses sentimentos por você, sem saber o que eram ou se devia agir sobre eles. Hoje eu percebi que... eu...” Ela colou os lábios nos dele.

“Eu sei.” Ela disse simplesmente. Ambos sorriram.

Em um acordo silencioso, eles não contaram a ninguém sobre o que aconteceu, além da polícia, é claro, House os chamou assim que entraram no hospital. Felizmente Allison não estava ferida, o que o poupou de ir para a cadeia por assassinato.


Notas finais
:3 O que acharam??