Notas iniciais
Oiiiiiiiii :3
Só to passando rapidinho pra postar, porque tenho prova segunda e não vou ter tempo de fazer nada a não ser estudar. Então, aproveitem o capitulo, o próximo talvez saia quarta ou quinta.
Nos vemos nas notas finais, boa leitura :3

(Arthur POV)

Após nossa boba discussão, Rolland, Jimmy e eu fomos á biblioteca. Aquele lugar me dava arrepios. O cheiro de morte impregnava o lugar, apesar de acreditar que ninguém havia morrido ali. As paredes marrom chocolate cobertas por papeis de parede floridos e velhos, com arquitetura antiga, grandes janelas-vitrais, por onde o sol fraco passava, e as pesadas cortinas de veludo vinho ajudavam muito a dar o clima de cena de assassinato na mansão perigosa de um filme antigo. Acho que só pisei aqui uma única vez, quando precisava fazer uma pesquisa de geografia, e não encontrei o que procurava em nenhum outro lugar. Isso, que eu me lembre, foi a mais ou menos três anos atrás. Enfim, fomos andando, passando por todas aquelas empoeiradas prateleiras, cheias de livros de séculos passados, onde toda a história do mundo humano estava sendo contada. Agradeci mentalmente por já ter vivido boa parte dela, para assim não precisar me preocupar caso aparecesse algo nas provas.

Após passarmos pelas prateleiras, chegamos aos fundos da biblioteca, onde havia uma pequena lareira. Jimmy tirou uma pequena chave do bolso e a enfiou em um buraquinho na lateral do acabamento da lareira, revelando – discretamente – uma passagem que dava para uma longa escadaria. A descemos em completo silêncio, até que Rolland resolveu quebra-lo.

- Por que eu não sabia da existência desse lugar? – apoiava suas mãos na parede enquanto falava. – Eu sempre venho aqui.

- Talvez eles não te achem confiável o suficiente para ter a chave. Não pensem que se esqueceram da ultima vez que um segredo nosso envolvendo você foi revelado, Toro. – Jimmy falou o apontando. Ri quando Rolland bufou.

- A culpa foi dessa bicha que você chama de irmão e do idiota do McCracken, não minha. – Disse.

- Ei, eu não tenho nada a ver com isso. Foram os gêmeos e o Joe. – cruzei os braços. – Essa escada não tem fim não?

- Claro que tem Gee, mas não chegaremos lá. – Jimmy parou subitamente, fazendo-nos parar também. Retirou outra chave do bolso, abrindo uma pequena portinha de madeira que contrastava com as paredes de concreto do lugar.

Andamos por mais uns bons 10 minutos, entre subidas e decidas – que em minha opinião eram desnecessárias – e quando iria perguntar a Jimmy se nunca iríamos chegar, ele para novamente. Dessa vez não havia porta alguma, mas sim um exemplar menor, porém idêntico, das cortinas da biblioteca. Passamos pela mesma e nos deparamos com um amplo espaço, que assim como a cortina, era idêntica a biblioteca de cima, mas com o diferencial de que a bibliotecária possuía aparência muito mais jovem, além de ser mais bonita. As paredes também não tinham janelas ou cortinas, mas em compensação, a iluminação era quase como se tivesse um sol próprio ali. Senti minha pele ardendo só de estar sendo iluminado por ela.

- Jamia. – Jimmy sorriu. – Tudo bem?

- Michael, á quanto tempo. – A garota saiu de trás do balcão e o abraçou. – Não veio mais fazer visitas... Anda muito ocupado?

- Mais ou menos. Mas sabe como é, entre lições de casa e competições de vídeo game, não estou tendo muito tempo para vir aqui. – Sorriu amarelo e ela riu. Rolland tossiu, chamando a atenção de Jimmy e da menina, Jamia, para nós. – Ah, esses são Rollandmond Toro e Arthur Way, meu irmão.

- Olá Rollandmond. – Sorriu para ele que devolveu quase no mesmo instante. – Então finalmente trouxe seu irmão. Sabia que o traria um dia. Você é o famoso Arthur. – veio em minha direção. – Prazer.

- Oi. – Apertei sua mão que estava estendida para mim.

- Bom, garotos, vieram procurar algo ou só fazer uma visita? – Riu.

- Na verdade, viemos pedir sua ajuda. Temos um pequeno probleminha. – Jimmy falou.

- Pequeno beeeem pequeno. Nanico, anão, baixinho, pigmeu, gnomo... – Falei. Rolland e eu começamos a rir escandalosamente.

- Ei, vocês dois! Não é hora de fazer piada com o tamanho do menino!

- Tá, prossiga. – Rolland continuou rindo.

- Como eu ia dizendo – Jimmy virou-se para Jamia. – Temos um novo colega, parece que ele veio de Sinnerland, e é amigo de Bob Bryar...

- Bob Bryar? Um dos traidores? – Assentimos. – Continue.

Jimmy contou a Jamia toda a historia. Desde a desconfiança de McCracken sobre o Iero ser um caçador até sobre não conseguirmos saber o que ele pensa, sente e etc. Ela ouvia tudo atentamente, como se tudo a sua volta tivesse sido dissipado e só houvesse as palavras de Jimmy flutuando sobre o ar.

- E então queremos saber o que Thomas Iero é. – Acabou de contar a historia.

- Interessante. Bem, acho que posso ajuda-los. Venham comigo. – Jamia nos guiou para além dos corredores de livros.

- Como ela pode nos ajudar? O que ela é afinal? – Perguntei a Jimmy em um sussurro.

- Uma “hibrido”. Parece que sua mãe era bruxa e seu pai era vampiro, ou algo assim. Ela resolveu seguir os passos da mãe, ou seja, virou feiticeira. – Me respondeu da mesma forma.

Chegamos a um pequeno espaço, rodeado com prateleiras baixas, em tom marrom escuro e bem empoeiradas, sem contar que estavam detonadas pelo tempo. Jamia abaixou e pegou ali escondida uma grande bola de vidro transparente e um livro grosso de capa roxa.

Sentamos em uma mesa redonda, bem próxima de onde estávamos, onde ela colocou a bola no centro e o livro a sua frente. Quase automaticamente o livro se abriu em uma pagina, onde leu algumas coisas no que parecia ser latim e a bola, que até então não possuía cor, atingiu um tom lilás que oscilava para um laranja claro a medida que Jamia recitava as palavras contidas no livro. De tudo que ela disse, as únicas coisas que entendi foram o nome de Thomas e Bob.

- O que ela está fazendo? – Rolland perguntou.

- Acho que está... Boa pergunta. – Jimmy coçou a cabeça. – Acho que deve ser algum feitiço maluco para descobrir o que na verdade estamos procurando.

De repende a mesa deu um tranco. As luzes começaram a tremular e Jamia agora tinha as mãos na tal bola bizarra. Sentimos como se fosse uma nuvem de tensão se instalando no ar, mas aos poucos esse efeito foi se dissipando. Ela nos olhou com um sorriso estranho e então começou a falar.

- Parece que Thomas Iero é um hibrido. Não que isso me surpreenda, mas se for o que realmente quiserem saber, Thomas é descendente de caçadores. – Abriu mais o sorriso. – O que me deixou um pouco confusa, é que em seu sangue existem varias linhagens. Porém, ao que parece, até o momento, de todas as faces dessa linhagem cheia de misturas desse garoto, a que realmente se mostrou até hoje, é a de ser humano. Aparentemente ele é inofensivo. – Apoiou o rosto nas mãos. – E parece que McCracken estava certo, mas por um lado, não permitam que fira esse garoto, ou estarão metidos em sérios problemas.

- Problemas? Que problemas? – Perguntei. Mais problemas não, pelo amor de Lilith.

- Bem, quanto a isso não posso lhes dizer, mas não tentaria descobrir. Esse menino tem algo especial, e aparentemente Bryar, por ser um demônio protetor, obviamente o está protegendo.

- Mas por que um demônio protegeria um caçador? Que sentido tem nisso, se afinal, isso pode resultar em sua alma ser dizimada a qualquer instante? – Questionei.

- Primeiramente, Thomas é só um descendente, o que não significa que ele saiba sobre a existência de outras criaturas por ai. E mesmo que saiba, por ser um hibrido, não iria atrás de vocês, a não ser que esteja destinado a isso. Mas quanto a isso, não posso ajuda-los.

- Entendo. – sibilei.

- Ei, Jamia. Por que não sobe conosco para conhecer Thomas? Talvez consiga mais informações se estiver perto dele. – Rolland falou.

- Claro. – Sorriu docemente. – Amanha no intervalo estarei lá em cima. Encontrem-me na clareira com o garoto.

- Bom, nós vamos indo. – Jimmy falou, se levantando.

Despedimos-nos de Jamia e nos apressamos para chegarmos ao pátio antes do ultimo sinal tocar.


Notas finais
Depois respondo os reviews dos outros capitulos, mas não deixem de comentar esse :3
Sobre a mudança do dia 16, assim que eu postar o 11º capitulo, eu (talvez) irei mudar a categoria e os nomes (tipo Frank para Thomas ou Anthony). Só para constar, isso tudo é uma grande droga e uma viadagem, putaria, besteira, o que preferirem, do cacete.
Não queria ser tão estupida, mas revoltei...
Se quiserem saber, estou postando as fics aqui http://vickyvengeancefanfics.tumblr.com/ e a senha é frerard :)
Até o proximo :3