Waking The Demon
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Não me matem se demorei mais que o esperado, desculpem mesmo, mas foi necessario.
Eu tenho que estudar MUITO para as provas, porque corro o risco de repetir e isso não vai ser nada bonito, acreditem...
Então, mais um capitulo, espero que gostem, e desculpem se não esperavam que fosse uma fic fantasiosa e tals, mas meio que veio de ultima hora.
Boa leitura :)
{Arthur POV}
Aula de anatomia. Não poderia ser mais entediante que isso. Sinceramente, em todos os meus 170 anos de existência nunca presenciei aula mais irritante do que essa. Fora que já sabia tudo de cor. Não que eu fosse bom aluno, por que não sou e nem nunca fui, mas uma hora temos que aprender certo? E para quem viveu tanto tempo quando eu, essa hora já havia passado.
Comecei a copiar inutilmente a matéria em meu caderno, quando sinto algo vibrar em meu bolso da calça. Era só o que me faltava.
“ARTHUR! Lembra que me avisou pra ficar de olho em Thomas? Acho que temos problemas maiores que ele e Joe.” Mensagem do Jimmy. Hm, problema maior? Que problema seria maior que impedir os dois de se matarem?
“Okay James. O que aconteceu de tão grave que não pode esperar o intervalo?”
Enviar. Agora só esperar. Sinceramente, meu maior problema é, foi e sempre será controlar o temperamento de Joe. O que pode ser pior do que isso?
“Joe faltou. Na entrada, vi que Thomas estava conversando com Bob Bryar. Se lembra dele?” De onde eu conheço esse nome?
- Rolland! – O chamei. Ele nem se moveu. – Rolland! – Nada. – Rolland! – Chutei sua cadeira com mais força que o habitual fazendo-o bufar e virar-se irritado.
- O que você quer? Inferno! – Revoltado.
- Reconhece o nome Bob Bryar? Jimmy disse algo sobre ele estar aqui. Eu já ouvi esse nome, não sei de onde, mas enfim. –Ficou parado. Alguns segundos depois, ele virou total e rapidamente para trás com os olhos arregalados. – O que foi caralho? – Ele me assusta ás vezes.
- Arth, Bob Bryar foi uma das almas traidoras que acabou ganhando forma de demônio protetor como “recompensa”. Lembra-se do que aprendemos sobre eles protegerem alguns tipos de seres em guerras? – Sussurrou tão baixo que eu mal consegui ouvir. Agora entendi o porque de ter me olhado com aquela cara.
- Puta merda! Então deve ter outro por aqui.
- Provavelmente. O que faremos? – Angustia. Essa era a palavra certa para mim nesse momento.
“Jimmy, fique longe de Bryar e Thomas. Mas mantenha-se atento a eles. Me procure no intervalo.”
- Não sei, mas acho melhor... – Fomos interrompidos pela professora.
- Senhor Way, Senhor Toro. Os dois, fora.
- Sim, professora. –Respondemos em uníssono. Aposto que Toro também não deveria estar muito interessado nessa aula, afinal, ele tem a mesma idade que eu.
Saímos e ficamos perto da sala de Jimmy. Mandei outra mensagem para que ele desse um jeito de ser expulso da sala de aula. Pouco tempo depois, uma figura alta, loira e magra vem de encontro a nós.
- O que vamos fazer Arth? Sabe o que significa ele estar aqui?
- Não somos os únicos seres dessa escola. Disso estou ciente. Mas quem poderia ser, se é que não o conhecemos? Ele não viria para cá a não ser para proteger alguém em especial.
- Thomas me contou antes de entrarmos para a sala que Bryar é o melhor amigo dele, desde... Bom, desde sempre. – Jimmy nos encarou. – Acha que ele pode ser o tal ser?
- O Thomas? – Assentiu. – Não sei. Na verdade isso não significa muita coisa. Ele não fez nada de muito extraordinário, certo? – Jimmy assentiu.
- Tem razão. – Disse Rolland. – Estamos considerando que Thomas não sabe de nada.
- Bom, ele não parece saber. Por que nenhum de vocês tenta ver o que ele está pensando? Se conseguirem, é por que ele não é um demônio. Se seus pensamentos se cruzarem, então ele é. Acho que esse é o máximo que conseguiremos dele sem nos entregar por completo.
- Concordo com Jimmy. – Falei. – Por que não o levamos para a clareira atrás da escola? Sem Bob, claro. Isso só atrapalharia nossos planos.
- Qual o plano? – Rolland questionou.
- Já que McCracken faltou, a coisa fica um pouco mais fácil. Vocês se escondem na mata, juntos ou separados, tanto faz. Eu levo Thomas para a clareira com o pretexto de mostrar algo legal a ele, que no caso, é a própria clareira. Quando chegarmos, vocês tentam ler a mente dele. E assim, provaremos se algo está errado ou não.
- Brilhante Jimmy. Só espero que ele caia. – Falei. Não estava muito confiante, até por que raramente consigo fazer isso por vontade própria, mas eu poderia tentar.
- Ah, ele vai cair. Pode ter certeza. Nos tornamos bons amigos, e na verdade não há nada de ruim que possa acontecer com ele, caso provemos que ele é um humano, simplesmente podemos protegê-lo.
- É tão contraditório pensar em nós como demônios e que protegemos as pessoas... – Rolland observou.
- Verdade. Mas quem disse que todos precisam ser de todo maus como essas historinhas idiotas dos seres humanos? Para toda regra existe sua exceção. Que no caso, até se mostrar ao contrário, somos nós. – Rimos em concordância.
Na hora do intervalo, eu e Rollandmond fomos caminhando normalmente até a clareira. Lá era mais como um ponto de encontro de demônios, assim como nós. Por sorte, caso algum humano a descobrisse, não enfrentaria muitos problemas, pois em nossa escola praticamente só existem demônios inofensivos. Há um combinado de que cada um aqui se comporte o suficiente para não levantar suspeitas fora da escola. Todos os humanos que estão aqui a mais tempo já notaram que aqui não é exatamente um colégio comum, mas quanto menos souberem, melhor.
Menos de 10 minutos depois, vejo Jimmy se aproximando, o pigmeuzinho logo atrás dele. Nunca havia reparado nele, mas esse menino é bonito mesmo. O corte de cabelo dele é bem interessante, raspado dos lados e descolorido, com um moicano preto e a franja caindo sobre o rosto, e o jeito que ele usa a camisa da escola, com as mangas dobradas para cima, deixando à mostra as poucas tatuagens no braço o deixam totalmente sexy. Ele tem cara de criança, doce demais para um garoto de 15 anos, mas longe de ser para se jogar fora, muito pelo contrario, ele é bem atraente. De repende, um cutucão de Rolland me tira de meus devaneios.
- Ai! – falei um pouco alto, torcendo para que Thomas não nos ouvisse. – Que desgraça! O que foi Rollandmond? – abaixei o tom de voz e o olhei reprovador.
- Arth, o que deu em você? Estava com uma cara muito estranha olhando para os dois. E estou te chamando á meia hora, presta atenção!
- Ah, me desculpe Rolland. O que aconteceu?
- Não consigo ler, muito menos ver nada. Somente os pensamentos de seu irmão, que a propósito, está nos alertando de que devemos voltar antes deles para não levantar suspeitas.
- Ah sim, eu posso tentar. Só um segundo. – Me concentrei nos pensamentos de Iero, e não no quanto ele é bonito. Pouco depois, senti como se meu cérebro estivesse fritando, e nada dos pensamentos de Thomas. Logo que o sinal tocou, desisti. – Não captei nada também. Isso é muito estranho. Na verdade, acho que há algo aqui sim.
- O que?
- Uma puta dor de cabeça. – Rimos.
Apesar da brincadeira, sentia como se minha cabeça fosse explodir a qualquer segundo. Isso com certeza estava errado, porém nada preocupante. Ao longe pude ouvir Thomas e Jimmy conversarem.
-Acho que não vou voltar Thomasito. Não estou me sentindo muito bem.
- Ah Jimmy, o que você tem? Quer que eu vá com você até a enfermaria?
- Não, obrigado Tommie, estou bem para ir sozinho. Deve ser só uma queda de pressão ou algo que eu comi. Não perca a aula por mim. Se não for incomodo, pode pegar a matéria? – Vi o baixinho assentir, então ele e Jimmy se despediram. Corremos em sua direção. – E ai, o que conseguiram?
- Nada. – Respondemos em uníssono.
- Mas que merda. – Jimmy franziu o cenho. – Esperem um segundo. Se não captaram nada e seus pensamentos não se cruzaram, o que isso quer dizer?
-Você tem razão James. – Rolland falou pensativo. – Podemos ir à biblioteca.
- Sim. Não deve ser do conhecimento de vocês dois, — O olhamos incrédulos. – mas lá tem uma área somente com livros especiais para nós, uma área totalmente separada das de literatura humana.
- Idiota. – O belisquei.
- Por acaso você sabia disso? – Perguntou um pouco irritado.
- Não, não tenho cara de rato de biblioteca. Mas isso não significa que eu seja burro. Estou na terra a mais tempo que você, a propósito.
- Não me importa. Já li mais livros em um dia do que você a vida inteira. – Falou com um ar soberano. Vi Rolland revirar os olhos enquanto eu o olhava com raiva. Sem me controlar, o empurrei com mais força que o necessário, mas nada que o machucasse. O vi avançando para mim, porém Rolland interviu, segurando-o pela cintura.
- Parem vocês dois. Parecem que não conseguem passar um dia sem brigar! – Disse irritado. – Me sinto a mãe de vocês e isso é péssimo, então sosseguem.
- Desculpa. – Falamos juntos. Rolland concordou e seguimos para a biblioteca.
- Sim. Não deve ser do conhecimento de vocês dois, — O olhamos incrédulos. – mas lá tem uma área somente com livros especiais para nós, uma área totalmente separada das de literatura humana.
- Idiota. – O belisquei.
- Por acaso você sabia disso? – Perguntou um pouco irritado.
- Não, não tenho cara de rato de biblioteca. Mas isso não significa que eu seja burro. Estou na terra a mais tempo que você, a propósito.
- Não me importa. Já li mais livros em um dia do que você a vida inteira. – Falou com um ar soberano. Vi Rolland revirar os olhos enquanto eu o olhava com raiva. Sem me controlar, o empurrei com mais força que o necessário, mas nada que o machucasse. O vi avançando para mim, porém Rolland interviu, segurando-o pela cintura.
- Parem vocês dois. Parecem que não conseguem passar um dia sem brigar! – Disse irritado. – Me sinto a mãe de vocês e isso é péssimo, então sosseguem.
- Desculpa. – Falamos juntos. Rolland concordou e seguimos para a biblioteca.
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