Waking The Demon
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Bom, eu ia postar ontem, maaaaaaaaas foi meu aniversario [aceito reviews fofos como presente ;)] então não deu...
Vim acabar com a curiosidade de vocês, sim, será revelado o que eles são e blablabla
Enfim, boa leitura, espero que gostem :3
[MODIFICADO]
{Thomas POV}
– Então querido, o que quer saber? – Perguntou minha mãe quando já estávamos devidamente ajeitados na sala de estar.
– Sobre meu pai. Mãe, você me disse a alguns anos que ele havia fugido, mas que nos amava muito. Mas realmente, se nos amava, por que fez isso?
– Tudo bem. – Suspirou. – Primeiramente, sim, seu pai nos amava muito. Sempre tentava fazer com que nós tivéssemos tudo, e realmente nos deixou muito dinheiro como herança. Com um pouco da minha parte, conseguimos voltar para cá. Eu sei que deve ser confuso para você, mas na época em que estava grávida de você, tivemos que fugir dessa cidade. Seu pai era um homem maravilhoso, mas nossos pais não aceitavam nosso relacionamento. Não por não gostarem de mim, ou dele, apesar disso contribuir, mas não era seguro que ficássemos juntos. Por favor, me perdoe Thomas, pode parecer chocante no começo, mas espero que com o tempo você entenda, o mundo em que vivemos não passa de um disfarce. Existe muito mais por trás disso.
– Como assim? – Questionei. – Espera um pouco. Herança? Então significa que...
– Sim Thomas, seu pai faleceu. – Seus olhos se encheram de lagrimas, mas ela tentava reprimi-las. – Em relação a esse mundo onde habitamos os humanos não são os únicos seres, além dos animais, efetivamente. Todas essas lendas, apesar de não serem exatamente assim, existem. Quero dizer, lobisomens, espíritos, vampiros, bruxos... E bem, demônios... E eu e seu pai não podíamos ficar juntos por isso.
– Não entendi. O que tudo isso tem a ver comigo e com você.
– Não somos propriamente humanos, Thomas. – Meus olhos se arregalaram quase instantaneamente. Não é possível que ela esteja falando serio...
– E o que somos? – Perguntei hesitante.
– Seu pai era o que chamamos de “caçador”. São anjos, mas muito mais especiais, no caso de seu pai. Ele, apesar da aparência humana, assim como nós, possuía mais força, era mais rápido e muito mais inteligente que um humano comum, podia também ler mentes, mover objetos com o poder da mesma e tinha um poder de persuasão incrível, portanto foi treinado por seus avós para que se tornasse um caçador. Eles caçavam demônios e os aprisionavam, para que não pudessem causar mais caos a humanidade. Já eu, por outro lado, sou o que se chamam de “demônio”. Semideuses, causadores do caos, ou se preferir, almas que “subiram” um nível. Porém como toda regra tem sua exceção, nem todos os demônios são ruins, podendo também causar o bem a humanidade. Mas independente disso tudo, resolvemos abandonar tudo para que pudéssemos ficar juntos e seguir nossas vidas. Seu pai sempre teve certa relutância em ser treinado como caçador, mas não tinha escolha, estava em seu sangue. Eu consegui reprimir em parte meus poderes. Acredito que não tenham se esgotado, até por que isso é impossível, mas também duvido que consiga usa-los como antes depois de tanto tempo. Quando descobri que estava grávida, tivemos que fugir para proteger você. Mas ele teve que voltar, pois recebeu algo como uma ameaça de outros demônios a seus pais. Com bom filho que era, voltou para defendê-los, mas obviamente não sabia que era uma armadilha, caso contrário não teria voltado. Esses demônios o mataram. Quando isso aconteceu, você já tinha nascido. Depois de alguns anos, quando sabia que você estaria seguro, voltamos para Deepestown, já que essa casa já era nossa.
– Espera que eu acredite em tudo isso? – Ela apenas acenou com a cabeça. A encarei. – Eu sou o que então?
– Esse é o ponto, querido. Seu sangue, obviamente é uma mistura do meu e do de seu pai. Agora saber o que você é pode ser extremamente complicado. Acredito que tenha puxado tanto para mim quanto para ele, então creio que você seja meio demônio meio caçador. Quanto a essa segunda parte, isso pode ser extremamente perigoso, pois podem te identificar como caçador, e isso colocará em risco sua vida. Porém, por ser meio demônio, os outros não podem te ferir de maneira alguma, pois um demônio não pode matar outro, ainda mais por sermos imortais. Considere-se sortudo.
– Por que não me disse isso antes? – Deitei-me sobre seu colo.
– Por que não é algo de que deva se orgulhar. Thomas, isso é muito serio. Demônios são criaturas extremamente bipolares e imprevisíveis. Por não sabermos com exatidão o que você é, por favor, não se sinta obrigado a concordar em agir como um. A propósito, você pode tanto desenvolver poderes quanto não, então até descobrirmos o que você é não se preocupe tanto. A pior parte é que seu sangue está em relutância, e isso pode explicar sua impulsividade. Por isso não fiquei tão nervosa por saber das medidas sócio-educativas. Eu sabia que a culpa não era sua totalmente sua. Mas isso não significa que pode sair fazendo o que bem entender, me ouviu mocinho?
– Claro, mãe. Eu entendo perfeitamente – Ei, se você disse que nem todos os demônios são iguais, meus avós eram o que?
– Bem, sua vó era uma Lilin, filha da união de Lilith, rainha dos súcubos e mãe dos demônios e de Mictian, deus asteca da morte. Existem muitos outros como sua avó por ai. Acredito que seu avô seja um deles, mas não necessariamente são irmãos.
– É... Você acha que pode haver vampiros, demônios, lobisomens, monstros do lago Néss e etc. no meu colégio? – Ri mentalmente imaginando vários desses contos vagando pelos corredores em uniformes.
– Tommie, todos eles sempre estiveram a sua volta, só que você não tinha olhos para enxergá-los. Com o tempo irá reparar em cada mínimo detalhe que lhe darão pistas de cada ser. Um dia te levarei para conhecer um dos amigos de sua vó, mas não se preocupe tanto com isso.
– Mãe não é que eu não tenha acreditado em tudo que você está falando, mas isso não pode existir. Quer dizer, não faz sentido. Isso são só historias. Tem certeza de que está se sentindo bem? Quando teve tempo para inventar tudo isso?
– Já é meia noite Tommie, vá dormir, podemos deixar isso para outro dia. – Sorriu doce. – Não me surpreende que você não tenha acreditado, mas, por favor, pense sobre o que eu te disse, querido. E eu não estou inventando, olhe como fala comigo. Isso é mais serio do que você pensa.
– Tudo bem, acredito. Vou dormir. Boa noite mãe, obrigado. – Beijei sua bochecha e subi para meu quarto. Não é possível que eu seja mais que um simples humano. Todo esse tempo, eu pensando que o motivo das minhas atitudes fosse minha loucura interna se rebelando. Deve ser isso mesmo, e ainda devo ter puxado isso da minha mãe, nunca ouvi tanta insanidade em toda minha vida. Resolvi ignorar.
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{Jimmy POV}
Acordei na manhã seguinte com uma dor de cabeça praticamente mortal. Meus pais realmente se superaram hoje no quesito “confundir a cabeça do Jimmy com coisas que ele não entende”. A pior parte foi saber que minha hora está chegando. Mas hora do que? Eu vou morrer? Vão me levar para longe de meus pais? E o Arth? Ele pode fazer alguma coisa para impedir quem quer que seja de me tirar deles não é?
Levantei ainda meio atordoado e segui para o banheiro, afinal essas perguntas não paravam de rondar meus pensamentos incansáveis vezes. Já devidamente despido, entrei no chuveiro, indo direto para o jato de água morna que aliviava com tanta eficiência o peso sob minhas costas. Hoje seria um longo dia.
Voltei ao quarto, colocando minha camisa e calça social, ambos parte de meu uniforme, e pegando meu paletó, que também era parte do estilo padronizado da instituição. Segui caminho pelo meu quarto arrumando minha mochila, mas não antes de ouvir o Arth me chamando no andar de baixo.
– JAMES! OU VOCÊ DESCE, OU EU VOU AI TE BUSCAR! – suspirei e desci os degraus dando de cara com um Arthur cansado, e muito puto. – Todo dia é a mesma coisa! Mas que inferno Way! Não dá tempo de você comer aqui, pega essa maçã e vamos logo.
– Okay. Bom dia para você também. Não precisa estressar. – Revirou os olhos. – Enfim, Arth, preciso muito mesmo da sua ajuda.
– Para...
– Ontem eu ouvi o papai e a mamãe conversando. Eles falavam de um jeito estranho, e algumas coisas que comentavam me deixaram um tanto assustado. – Me ajeitei no banco de seu conversível. – Eles falaram coisas como “você sabe que a hora dele está chegando” e “Conseguiria viver sem ele?”. O que está acontecendo que eu não sei? – Arthur suspirou.
– Olha Jimmy, cada coisa tem seu tempo. Eu não sei exatamente o que quiseram dizer com isso ou o que pretendem fazer, mas não vou deixar que nada te aconteça. Você pode ser chato, irritante, metido a espertinho e petulante, mas ainda é meu irmão, e por incrível que pareça, tenho que te proteger a qualquer custo. Nada de mal vai te acontecer, okay? Eu prometo.
– Obrigado Arth. Eu não quero ir embora. E se me mandarem para algum lugar, longe de você?
– Não vão. Ah, mudando um pouco de assunto, e antes que eu me esqueça, quero que fique de olho no Iero, por favor. Qualquer alteração extraordinária de comportamento, por favor, me avisa tá?
– Mas por que? O que o Thomas fez?
– Nada. É coisa do McCracken. Sendo assim, fique de olho nele também. Mantenha-os afastados um do outro, sim?
– Pode deixar. É impressão minha, ou a cada dia que passa, Joe está mais paranoico em relação ás pessoas?
– Não é impressão. Mas ele não gostou muito do seu amiguinho, e sabe como o temperamento de Joe é explosivo e impulsivo.
– Sei. Ultimamente Thomas tem se mostrado assim também.
– Mais um motivo para que fique de olho nesses dois. Qualquer desentendimento entre eles me chame, ou chame o Rolland. Joe pode ser muito perigoso quando quer.
– Tudo bem. – Chegamos á escola e Arth estacionou em sua vaga habitual. – Até o intervalo Arth.
– Tchau Jimmy. – Falou sorrindo e indo na direção contraria a minha.
Quando estava andando em direção a minha sala, vejo Thomas conversando animadamente com um garoto loiro e forte. Juro já tê-lo visto em algum lugar, me parece bem familiar, mas não consigo me lembrar de onde.
– Oi Tommy. – Sorri quando me aproximei deles.
– Oi Jimmy. – Sorriu de volta. – Esse é Bob Bryar, meu melhor amigo. Acabou de se mudar de Sinnerland.
Bob... Bob Bryar... Ah. Meu. Deus. Não pode ser! Tenho que avisar o Arth.
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