Waking The Demon
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Bom, sei que a fic ta meio confusa, mas espero que com esse capitulo, algumas coisas se tornem mais fáceis de entender :)
Só um aviso: sim, o Bert é uma bitch, mas uma bitch muito linda, por favor.
Enfim, chega de enrolar...
Boa leitura :)
[MODIFICADO]
{Arthur POV}
Finalmente cheguei ao parque, onde praticamente todos já estavam reunidos. Sentei-me em uma dos troncos espalhados, ao lado de Rolland. Havia uma mesa no centro, onde o que se pode perceber que eram fotos estavam espalhadas. Joe estava ao lado da mesa, iria começar por onde paramos da ultima vez.
- Eu sei que não faz nem uma semana que convoquei vocês, mas dessa vez o assunto é serio, e precisamos ficar atentos a tudo isso. – Falou, arrumando as fotos pelo espaço limitado da pequena mesa. – Todos estão sabendo sobre os antigos caçadores, certo? – Assentimos. – Pois bem, além de que aparentemente existirem mais de nós por aqui, pelo que pude encontrar, os caçadores, apesar de terem sido extintos á algum tempo, segui alguns fatos e percebi que isso não aconteceu. Ou seja, ainda já uma família com laços ligados aos caçadores nessa cidade. Se nos acharem, obviamente, estamos acabados. Na verdade, é lutar ou morrer. E para isso todos precisam estar cientes do que se trata. Levantem-se. Coloquei algumas fotos aqui, assim podem ver do que estou falando. Digamos que são... Suspeitos.
Levantamos e um de cada vez foi olhando as fotos. No inicio não consegui entender muito bem, pois varias pessoas se postavam nas fotos, mas aos poucos, conforme as imagens iam vindo, vi uma em especial que me chamou mais atenção que o restante. Thomas. O anãozinho projeto de pigmeu amigo de Jimmy. Claramente Joe deveria estar enganado. O garoto não mostrava nem um tipo de habilidade especial que o entregasse como caçador. De acordo com Jimmy, não fazia educação física, e quando fazia, corria normalmente, como um humano, ou uma galinha. Nos esportes também não chutava ou rebatia com força incomum. Olhei cada foto com extrema atenção, mas nenhuma mostrava como o garoto poderia ser acusado como caçador. Puxei Joe para um canto mais afastado.
- J-Joe, isso não pode estar certo. É impossível. Jimmy andou com o garoto por todo esse tempo. Não há como ele ser um caçador.
- Claro que há. Eu sinto isso Arth. – Suspirou. – Mande Jimmy ficar atento a isso, mas peça que não se afaste do menino. Por sermos da mesma sala, também ficarei de olho. Ele pode ser um perigo para nós.
- Ele nem deve saber. Parece ser tão indefeso quanto um bebezinho, Joseph. Não podemos simplesmente desconfiar sem provas só por que você tem raiva dele. Essas fotos só o mostram, mas não vi nada de especial.
- Independente do que tenha ou não visto Arthur, mande que seu irmão fique de olho. E por favor, já está na hora, traga-o na próxima reunião.
- Eles crescem tão rápido. Parecia ontem que nem sabia de sua existência como um de nós.
- Concordo. O tempo realmente voou. Para nós principalmente. Seu irmão ainda tem muito que descobrir e aprender, por sorte, ele tem todo tempo do mundo para isso.
- Com certeza. – Sorri e ele entrelaçou nossas mãos. Voltamos á clareira improvisada onde Rolland e o resto do grupo discutiam.
- Então o pequeno Iero é um caçador? – Perguntou Rolland, visivelmente decepcionado.
- Parece que tem laços com um deles, mas acho que ele mesmo não sabe. – Sorri triste. – Se Jimmy correu perigo todo esse tempo, eu poderia ter sentido, mas acho que ando falhando demais no dever de proteger meu irmão.
- Arth, você está fazendo seu melhor. Não pode tentar salvá-lo sempre. – Rolland me abraçou.
- Eu sei, eu sei. Mas irei me sentir culpado para sempre se algo acontecer a ele. Vou me culpar por magoa-lo novamente. Lembra como ficou quando descobriu que Quinn era um caçador disfarçado?
- Claro, foi bem triste. Nunca o vi tão chateado. – passou os braços em volta dos ombros de Joe. – Vamos encerrar isso.
- ESTÃO DISPENÇADOS. – Joe gritou. Em alguns segundos todos se dissiparam.
Fomos andando até a porta de entrada do parque municipal, onde, por sorte, e por pura comodidade, meu carro estava estacionado. Era uma BMW conversível vermelho sangue. Tenho uma pequena queda por essa cor, mas isso não vem ao caso. Entramos na mesma, eu e Joe na frente, Rolland atrás, e comecei a dirigir, praticamente sem rumo.
- Que tal irmos ao cinema? – Rolland perguntou enquanto mexia sem parar no celular.
- Pode ser. Tudo bem pra você? – Joe me questionou.
- Claro. 7ª avenida? – Assentiram.
O caminho até o cinema foi silencioso, podia ouvir cada pensamento cínico, ambicioso e pervertido dos que estavam ao nosso redor. A movimentada 7ª avenida. Ponto de encontro de vendedores de drogas, prostitutas, cafetões e cafetinas, bares sujos e sem restrições, adolescentes bêbados e visitantes perdidos. Mal sabiam onde estavam se metendo. Se soubessem o perigo que corriam somente pelos caçadores estarem aqui, não sairiam de suas casas.
*************
- Esse foi o filme mais idiota que eu já vi na minha vida, quer dizer, todos nós sabemos que não é isso que acontece quando vampiros entram em contato com o sol. É tão idiota. Tinha que ser feito por seres humanos mesmo. Só podia, que coisa mais ridícula. E esses lobisomens? Não existem, também sabemos que não se parecem com lobos de verdade, com 40 metros de altura. Pelo menos poderiam ter deixado mais reais. Eu nunca mais assisto a esse tipo de filme. – Saímos da sala com Joe reclamado de um lado e Rolland do outro. Eu mereço...
- Fora que nem fantasmas são desse jeito. Qual foi a desse lençol cobrindo o coitado? Ah se pudessem ver o que são de verdade. Esses são os seres mais falsos que eu já vi. Por baixo daquela cobertura estúpida de papelão está cheio de mecanismos. Só eu reparei? Minha vontade era de rasgar aquilo com meus próprios dentes. Alguém se opõe? Também nunca mais vejo esse tipo de filméco idiota. – Rolland acrescentou.
- Ninguém prestou atenção na porra da historia? – Negaram com a cabeça. – Ah, pelo amor de Lilith, como se atrevem a vir no cinema sem ao menos prestar atenção na merda do filme? Qual o problema de vocês? Fora que pagaram os ingressos pra criticar os efeitos. Os dois sabem tão bem quanto eu que humanos não tem noção de onde estão vivendo, pois se soubessem, entrariam em pânico ou tentariam se aproveitar da situação. Vocês me estressam tanto... Eu devia arrancar a cabeça dos dois e usar como xícara, ou botar fogo e cuspir em cima. Assim nunca mais iriam falar besteiras como essas.
- Você não vai fazer isso por que nos ama. – Joe sorriu. Não tem mesmo noção do perigo. Balancei a cabeça em negação.
- Ui. Temos alguém dando ataque de pelanca por aqui... Relaxa Arth, podemos ver essa droga quantas vezes quisermos. – Rolland apertou meu ombro. – Enfim, para onde querem ir agora?
- Estou com fome. – Joe falou. – Que tal irmos atrás de algumas prostitutas ou algum drogado na velha estação de metro abandonada? Torço para que um dia sirva fluidos no cinema.
- McCracken, suas ideias são totalmente atordoantes. Por que humanos serviriam os próprios fluidos no cinema? Não faz sentido, meu querido. – Eu e Rolland riamos. – Fora que seria o mesmo que pendurar uma placa no pescoço em anuncio “VAMPIROS: TEMOS SANGUE GRATIS AQUI/ BANCO DE SANGUE”.
- Que diferença faria para eles? Iria nos facilitar, obviamente. Temos todo tempo do mundo, mas poderíamos aproveita-lo de outra maneira, se não ficar caçando pobres almas sujas e indefesas, se é que me entendem. – Sorriu malicioso para mim.
- Vocês são nojentos. – Rolland disse. Já havíamos chego á estação, descemos a escadas empoeiradas, dando de cara com alguns drogados desacordados. Á algumas décadas eu já não tinha mais tantos remorsos quanto ao que eu fazia então não me faria de mau algum matar algumas dessas pessoas. Talvez as que menos aparentassem fazer falta na sociedade.
Seguimos caminho, pegando as pessoas que estivessem em piores condições. Havia um lugar, bem ao fundo, depois dos trilhos, onde levávamos nossas vitimas. Joe e Rolland gostavam de aproveitar cada parte do corpo frágil de cada um. Quanto a mim, preferia somente drenar seu sangue e me suprir com alguns órgãos, como pâncreas e o coração. Ainda avaliávamos os que possuíam algum tipo de sinal de que haviam fumado á pouco tempo, pois a fumaça retida no pulmão poderia nos fazer engasgar.
Depois que nos livramos das carcaças, fomos para o banheiro da estação, onde avaliamos nossos estados, apesar de que pouco adiantava já que nosso reflexo mal aparecia no espelho quebrado. Olhei o relógio. Á essa hora já não era mais divertido para nós ficarmos na rua, então deixei cada um em sua casa e segui para a minha.
Entrei com meu carro no jardim, dando a volta no chafariz que enfeitava a entrada. Provavelmente Jimmy deveria estar dormindo. Ele não costuma aguentar tanto tempo quanto eu, que sou cronologicamente mais velho que ele. Entrei em casa, seguindo direto para meu quarto. Seria tão mais fácil se pudesse usar mais do que tenho a oferecer, ao invés de ter que agir como um simples humano para não acordar os empregados... Não entendo por que não podemos contar para eles a verdade sobre nós. Afinal, se abrissem o bico para os outros humanos, naturalmente tentariam acabar conosco, assim como aconteceu com meus ancestrais na era medieval, e os mesmos simplesmente mataram todos que se revoltaram. Faríamos o mesmo e assim nós arrumaríamos outros.
Mas meus pais veem dificuldades em tudo. Principalmente em relação a nossa espécie e o trabalho. Temos todo dinheiro que precisamos e mais, não tem necessidade de passarem tanto tempo no trabalho. Deveriam usar o tempo de sobra para treinar Jimmy para o que ele pode encontrar no futuro. Sei que ele é um garoto inteligente, apesar de implicante, e já sacou que não é normal, mas não sabe metade do que deveria para estar junto a nós. Seriam tão mais sensatos se explicassem para ele que não somos uma família comum, que com o tempo outros como nós irão aparecer e que tentarão fazer algo contra ele. Estaria tão mais bem preparado, mas minha opinião pouco vale aqui, então...
Resolvi tomar um banho para ver se relaxava. Não me sai da cabeça de que Joe está enganado sobre o pigmeu. Ele nem tem como ser um caçador. Muito pelo contrario. Se fosse, qual seria a vantagem de esperar tanto tempo entre nós para nos atacar? Acho que ele nem deve saber onde está metido, considerando que metade da escola não é propriamente humana e isso inclui os funcionários e professores, antigos anciãos.
Troquei-me e cai na cama, em um sonho profundo. Não consigo mais raciocinar, apesar de estar cedo para dormir. Muita informação para um dia só. Só espero não ter sonhos estranhos como tive ao descobrir a real existência de Quinn Allman.
Notas finais
Obs: to ansiosa pra postar os próximos capitulos, onde começa a rolar atração entre o Gee e o Frank, talvez entre um outro personagem importante, maaaaaaaaaas isso fica a critério de vocês querer descobrir quem... [ Já disse que amo suspense? Pois é :)]
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