Waking The Demon
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Boa leitura :D
[CAPITULO MODIFICADO]
{Thomas POV}
– Thomas, onde você estava? Cheguei em casa e não te vi! Sabe o quando fiquei preocupada? – Mal entrei em casa e minha mãe já me tacou no sofá, vindo com seu sermão cheio de precipitações. – Thomas você não entende o quanto ai fora é perigoso, principalmente para você. Não pode simplesmente sumir sem dar noticias, não pode desaparecer assim.
– Eu sei mãe. Desculpe. Eu juro que não fiz nada demais para que fique tão preocupada e isso inclui não ter que se preocupar em relação ás medidas sócio-educativas. Eu não fiz nada demais. – Sorri do modo mais convincente possível.
– Eu sei querido. Mas me preocupo com você, o mundo ai fora é perigoso, e você não sabe o quanto. – Sentou-se ao meu lado, acariciando meu cabelo. – Então, como foi seu primeiro dia na escola nova?
– Foi... Interessante. Conheci alguns garotos, um deles e o irmão mora aqui na rua. Eles são legais, eu acho.
– Ah querido, fico feliz que tenha feito amigos. – Sorriu. – Mas então, quem é Jimmy?
– É um dos irmãos. Ele está na minha sala. Eu estava na casa dele, e ficamos jogando alguns jogos dele. Mal falei com o irmão dele, porque na verdade, os dois ficaram discutindo, mas em compensação, tenho certeza de que o namorado do irmão me odeia, só por que eu “peguei” seu lugar hoje de manha, na sala. – Fiz aspas com as mãos.
– Bom isso é normal. Sabe sempre haverá pessoas que não irão se dar bem de primeira com você, mas deve mostrar a elas o garoto doce e maravilhoso que você é. – Beijou o topo de minha cabeça e levantou-se. – Vou fazer o jantar. Tome um banho e desça, sim?
– Já estou indo. – Me levantei também e fui para meu banheiro.
Eu não tenho irmãos, então não sei como é, mas não sabia que brigavam a todo o momento como os Way. É engraçado. Ray falou que eu me acostumaria, sim, talvez sim.
Me despi e entrei no chuveiro, deixando que a água quentinha molhasse meus cabelos enquanto me ensaboava. Nunca entendi o por que de toda essa superproteção por parte de Linda, afinal, eu nunca fiz nada demais. Quer dizer, ela não me deixa sair ou mesmo ficar aqui fora no quintal da frente depois das sete horas, o que é muito estranho. Ou sempre quer conhecer meus amigos – não que eu tenha muitos – antes de me deixar dormir na casa deles.
Falando em amigos, á um bom tempo não recebo noticias de Bob, meu melhor amigo desde a quarta serie. Ele iria se transferir para cá a algum tempo, acho que seus papéis já ficaram prontos. Seria maravilhoso. Seriamos eu, Bryar e Jimmy juntos, e nada poderia nos separar. Aposto que Jimmy iria adorar Bob. Ele sempre está de bom humor e na verdade é o único que me entende. Ele já tentou me explicar algumas vezes os motivos dessa superproteção de minha mãe, já que nossas mães são amigas, elas têm os mesmos métodos. Mas mesmo assim, Bryar pode sair, e eu, obviamente não.
Hoje decidi que vou falar com minha mãe sobre isso. Tenho certeza que Jimmy a ouviu gritar comigo no telefone e isso é totalmente constrangedor. Fora que já tenho quase 16 anos e estou cansado de ter que ficar em casa sozinho. Pansy já não supre mais minhas necessidades de ter pessoas com quem conversar. Me acostumei a ficar sozinho na ausência de Bryar, mas isso ainda me afeta um pouco. Enfim, me arrumei e desci as escadas, indo para a cozinha, onde minha mãe me esperava com o jantar.
– Ah, finalmente comida de verdade. – Sorri.
– Como assim Thomas? Não comeu hoje na escola de novo? – Sentamos um de frente para o outro.
– Não. Aquilo não é comida mãe, eu te juro. Se jogar na parede, acho que a derruba. – Rimos. – Mas enfim, mãe, precisamos conversar serio.
– O que você fez Thomas? – Me olhou reprovadoramente, depois apoiou a cabeça entre as mãos.
– Nada. O problema não sou exatamente eu, e sim você. – Me olhou confusa. Suspirei. – Mãe, eu tenho quase 16 anos, acho que tenho o direito de pelo menos sair um pouco não acha? Eu sei que gosto de ficar sozinho, mas estar com Jimmy me ensinou que é legal conhecer pessoas novas e ter companhia, e sinceramente, não entendo por que tenho que ficar em casa depois das sete da noite. Qual o problema de ficar até mais tarde, mesmo que no quintal aqui de casa, ou da casa dele depois desse horário?
– Ah, tudo bem querido. Acho que já posso te contar sobre uma parte de nossa historia. Sei que gostaria de saber sobre seu pai. Tenho certeza de que isso irá explicar muitas coisas e talvez suas dúvidas sobre algumas dessas minhas atitudes esclarecidas. – Suspirou. – Termine de jantar, que depois eu lavo. Vamos para a sala e se der tempo, para o sótão.
– Temos um sótão aqui? Como assim? Por que eu nunca soube disso? – A olhei curioso.
– Por que não estava na hora querido. Mas você já está grande. Acho que finalmente terei que deixar meu bebe... – Me olhou triste.
– Mãe, não é como se eu a tivesse abandonando. Eu só vou passar mais tempo fora daquela porta – Apontei para a entrada. – Nem sair, tipo, efetivamente, eu vou. Só vou passar mais tempo com meus amigos. Isso não é um problema, certo?
– Depende do seu ponto de vista. Mas sim, tem razão. É que é tão difícil para uma mãe ver seu bebezinho crescer... – Sorriu triste. – Eu te amo, Thomasie.
– Também te amo mãe. – Respondi, pegando os pratos e os colocando na pia.
*************
{Jimmy POV}
Droga! Eu queria tanto estar na reunião com eles. Não é justo me deixarem aqui. Eles irão usar aquela estúpida desculpa de que eu só estou aqui por ser novo demais para estar com eles e que quando eu for mais velho, Arth irá me levar para conhecer e entender o que tanto conversam... Eu já tenho conhecimento sobre a verdade, por que não podem simplesmente me deixar ir naquela bosta? Fora que agora o Thomasito me abandonou aqui e obviamente estou sozinho. Espero que ele tenha uma boa desculpa para sair assim, do nada.
Ouvi a porta de entrada ser aberta, e logo desci as escadas, dando de cara com meus pais, Donna e Donald, conversando.
– Querido, onde está o Arth? – Perguntou minha mãe.
– Reunião. – Falei triste.
– Ah James. – Meu pai suspirou, me abraçando pelos ombros. – Não se preocupe, sua vez ainda irá chegar. Tenho certeza que um dia irão realmente precisar e você vai ter para oferecer o que eles querem.
– Eu sei... Mas não entendo. Se eu já sei de tudo isso, porque ainda não me chamaram ou o Arth não me levou com ele? Eu só queria fazer a minha parte.
– Sim. Mas ainda não está na hora, Jimmy. Enfim, logo Arthur chegará, já está na hora. Não brigaram mais, certo? – Mamãe sorriu.
– Nada fora do normal. Vou tomar meu banho e dormir. Boa noite.
– Boa noite Jimmy. – Responderam em uníssono e foram para a cozinha. Quando estava praticamente no final da escada, os ouvi conversando. Obviamente meu senso de curiosidade não me deixaria nesse momento.
– Donna, você sabe que a hora dele está chegando. Ele não está preparado para o que vai acontecer. – Meu pai falava.
– Eu sei, mas temos que respeitar seu tempo. Já pensou no que irá acontecer com ele? O que faremos? Conseguiria viver sem ele?
– Não. Eu sei, pagamos um alto preço para fazê-lo nosso. Entendo que não podemos arriscar. Mas me parte o coração vê-lo assim.
– Eu sei amor. Também fico triste por ver como nosso filho se sente. Mas Arth sabe a hora certa, não podemos desrespeitar isso. Enfim, vamos dormir.
– Claro, pode ir à frente, vou tomar mais um café.
Ouvi passos e logo corri para meu quarto.
Fale com o autor