Waking The Demon
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Então gente, eu postei a fic aqui (http://animespir.it/481052) e estou postando desde o começo. Vou continuar postando aqui até o fim do ano e espero que acompanhem lá :)
Enfim, boa leitura :)
{Thomas POV}
- Bob, o que foi? – Atendi o telefone enquanto Arthur me encarava sem expressão.
- Só liguei para saber se está tudo bem.
- Ta tudo bem, eu acho que sim, pelo menos. Por que não estaria? – Falei mesmo sabendo que Jimmy e Rolland poderiam estar em perigo. Não queria preocupar Bob.
- Nada. Eu pensei que... Nada. Bom, se precisar de alguma coisa, não hesite em avisar.
- Claro, pode deixar.
- Tchau Thommy.
- Tchau Bobby.
Desliguei e olhei para Arth.
- O que é? – Falei confuso.
- “Tchau Bobby”. Seu viado.
- Ah, olha quem fala não é Sr. “Sua mãe não vai ligar se eu te agarrar na cama e quase arrancar seus dentes com a boca”. – Disse sarcasticamente.
- Tá falando que eu beijo mal?
- Se a carapuça serviu...
- Anão abusado! Eu devia... Eu devia... – Arthur começou a gaguejar e eu a rir. Logo ele estava se aproximando perigosamente de mim, seus olhos fixos nos meus.
- Devia o que Arthur? Você fica me enrolando, isso é tão irritante, você não tem ideia, fala logo que porra você quer fazer, porque eu não te-
- Devia te ensinar o que é beijar de verdade! – Rapidamente me pegou pelos braços e me jogou na cama de barriga para cima, engatinhando sobre mim até que seu rosto ficou a milímetros do meu.
Seus beijos foram se tornando pequenas mordidas em meu pescoço, enquanto eu tentava tirar sua camiseta a todo custo. Em pouco tempo estávamos apenas de calça. Arthur parecia um deus, sua pele perfeitamente branca parecia feita de mármore, e apenas por olha-lo eu já não conseguia manter o fôlego.
Invertemos nossas posições e dessa vez eu estava por cima. Continuei beijando-o, descendo lentamente por seu tronco. Cheguei á borda de sua calça e fiquei brincando com o passador de cinto, enquanto subia para beija-lo novamente. Comecei a abrir o zíper, vendo que seu volume estava grande, mas ao tentar abaixar sua calça, fui interrompido por sua mão.
- Thomas, nós não podemos continuar. Ainda não sabemos onde o Jimmy está...
- Ah eu não acredito que você vai amarelar agora! – Sai de cima dele irritado. – Porra Arth, olha o nosso estado, você viu aonde chegamos?
- Ah, não era você que estava falando que não era gay?
- Isso é tudo culpa sua! Acha mesmo que eu queria estar nessa situação?
Entrei no banheiro, ligando o chuveiro. Arthur me seguiu, não parava de me olhar de cima a baixo, analisando cada centímetro de meu corpo despido. Joguei minha calça em seu rosto.
- Me responde você... Espera, nem precisa. Eu sei que queria. Todos querem, eu sou Arthur Way, o garoto mais gostoso de Deepestown. – Sorriu vitorioso...
- Nossa, cala essa boca Arthur! — Desliguei o chuveiro – Você é a criatura mais cheia de si que já viveu nessa terra! Convencido! – Falei enquanto me secava e procurava minhas roupas pelo quarto e as vestia. – Eu não acredito que me deixei levar por você e todo esse seu convencimento egoísta!
- Como eu já disse, todos me querem. Não tem nada de errado nisso Thomasito, nada mesmo. Fora que não posso te culpar, não resistiu a mim, e ainda caiu na lábia do meu irmãozinho.
- Isso é absurdo! Eu nunca ouvi tanta besteira na minha vida! Sinceramente, quanta merda pode sair da boca de um único ser? Você é inacreditável. Onde enfia toda a vergonha? Não tem espaço pra isso ai dentro, por que todo seu amor por si próprio é-
- Ah tá bom Thommy, acho que já está na hora de eu ir mesmo né... – Arthur levantou procurando suas coisas pelo quarto bagunçado e veio em minha direção.
- Onde pensa que vai? – Me deu um selinho, vestiu a camisa e seguiu para a janela aberta.
- Tenho meus assuntos pra resolver. A gente pode continuar isso outro dia. – Piscou, logo pulando pela abertura na parede.
Corri para a janela, preocupado com Arthur já que da minha janela até o chão tem mais de 6 metros, mas o mesmo já havia desaparecido. Estranhei completamente essa atitude, mas deixei passar. Com certeza ficaria maquinando aquilo mais tarde. Já completamente vestido, resolvi descer para encontrar minha mãe.
Linda estava lendo uma revista de culinária enquanto a televisão estava ligada em uma série qualquer, que cheguei á conclusão de que ela não estava dando a menor atenção ao que se passava. Sentei ao seu lado, olhando para seu rosto sem expressão. Após alguns segundos, conclui que também não prestava atenção na revista, estava pensando. Deixou a revista de lado, me encarando em seguida.
- O que foi aquilo lá em cima? – Seu olhar era duro e ela não parecia feliz.
- Nada, eu juro. Somos só amigos, como eu disse.
- Você sabe que não tenho nada contra gays e não me importo se você for ou não, eu até já desconfiava – sussurrou – mas tem algo diferente nesse garoto. Eu já ouvi seu sobrenome em algum lugar, e seu rosto me parece extremamente familiar. Então, até eu descobrir de onde ele veio, Thomas, eu quero que tome cuidado. Não posso me dar ao luxo de te expor a qualquer tipo de perigo, apesar de ser inevitável. Não hesite em me contar tudo se tiver ocorrendo algo estranho, por favor.
- Realmente você quer saber o que está havendo? – Ela assentiu.
- Jimmy e Rolland, outro amigo nosso desapareceram, simplesmente sumiram. Ouvimos gritos e eu e Arth saímos correndo, mas os dois ficaram para trás. Eles não atendem o celular, e tenho quase certeza que o que pegou os dois não era algo comum. Eu não quero perder meus amigos, mas não sei como resolver isso. Bob disse para eu contar para ele se alguma coisa estivesse fora de controle, mas eu não sei se devo meter ele no meio. Bob é muito importante para mim, não quero perder ele também.
- Finalmente chegamos onde eu queria. – A olhei confuso. – Thomas, Bob não é apenas um humano. Ele é como se fosse seu anjo da guarda. Na verdade, ele está longe de ser humano. Assim como eu, Bob é um demônio, porém o tipo dele é diferente. Entenda Thomas, Bob sempre esteve ao seu lado te protegendo por que esse é o trabalho dele. Foi designado no momento de seu nascimento que deveria ser protegido, pois algum tempo depois, iriam vir atrás de você.
- Eu não escolhi isso. Por que viriam atrás de mim? O que eu fiz?
- Não é o que você fez, é o que você pode fazer. Mas querido, isso não é assunto para hoje.
- Você nunca termina essas conversas. – Falei um pouco chateado. Ela nunca fala o suficiente para eu entender o que tem de errado comigo.
- Não é hora. Quando estiver pronto, saberá de tudo, sem preocupações.
- Posso falar com o Bob então? Tipo, agora?
- Sabe que horas são? – Me repreendeu.
- Aposto que ele não se importaria. Te amo. – Beijei sua bochecha e sai correndo pela porta da frente sem esperar resposta. Eu precisava assimilar o que estava acontecendo e se Bob poderia me explicar melhor que minha mãe que foge do assunto, seria ele quem eu iria procurar.
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