Notas iniciais
Oláaaaaaaaaaaaa! Como vão pessoas? :3
Então, eu demorei pra postar porque umas coisas MUITO complicadas aconteceram aqui, e toda minha inspiração e paciência foram embora, mas finalmente consegui terminar :)
Sem mais enrolações, boa leitura :)

[Arthur POV]

Minha mente parou de funcionar naquele momento, os únicos pensamentos que a rondavam eram de como Jimmy deveria estar, se eram mesmo humanos ou os caçadores haviam voltado e pegaram meu melhor amigo e meu irmão.

Thomas me olhava sem entender nada, eu não devia estar com a melhor expressão do mundo. Sentia minha pele úmida pelo suor e meu cabelo estava totalmente desgrenhado. Entrei em desespero assim que tomei um choque de realidade: Independentemente do que tivesse acontecido ou o que tivesse capturado Jimmy e Rolland, eu falhei em meu dever de melhor amigo e principalmente, no dever de proteger meu irmão de tudo que lhe oferecesse algum risco.

- Arth? – Senti os pequenos braços de Thomas em minha cintura. Não me movi. – Ei, vamos para minha casa. De lá podemos ligar para o Rolland, aqui é muito arriscado, considerando que a criatura, se é que assim pode ser chamada, ainda pode estar atrás de nós.

- Eu sou um péssimo irmão Thomas! Não entende? – Eu murmurava em seus cabelos. – Se algo acontecer a Jimmy, eu não saberia como agir. Eu vou me matar se ele se ferir Thomas! É tudo culpa minha.

- Calado! – Bateu em meu braço, apenas ouvi um estalo, mas nada muito forte ou alto. – Arthur, Jimmy te ama, e não há nada que possa mudar isso. Ele não vai sofrer, se ferir, machucar ou coisa pior e se isso acontecer, não vai ser por culpa sua. Por favor, Arth, as coisas não são assim.

- Ah Thomas, isso é tão complicado...

- Eu sei. Eu juro que sei, mas vamos acha-los.

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Pouco tempo depois chegamos á casa de Thomas. Ele morava na mesma rua que eu, então não me importaria de desaparecer assim que ele se distraísse, afinal, estava indo contra minha vontade. Só fui para não fazer desfeita com o baixinho, que, aliás, tinha uma cara de cachorro pidão e um poder de convencimento fascinante.

Minutos depois, Thomas abriu a porta para mim, logo fomos para sala, onde uma moça não muito alta, a pele igualmente clara a de Thomas e de cabelos na altura dos ombros estava vendo TV. Logo a reconheci como sendo a mãe dele.

Andamos até o sofá onde ela estava. Thomas chamou sua atenção e a moça rapidamente se levantou, olhando surpresa para mim.

- Mãe, esse é Arthur Way, meu... Hm... Amigo. É irmão de Jimmy, lembra? Eu estava na casa dele alguns dias atrás.

- Olá, sou Linda Iero. Prazer. – Sorriu, era um sorriso... Curioso.

- O prazer é meu, senhora Iero. – Sorri tentando ao máximo esconder o nervosismo e mostrar simpatia.

- Thomas, podia ter me avisado que traria visita. – Seu olhar era reprovador e alarmante. – Estão com fome?

- Ahm, ta com fome, Arth? – Thomas perguntou seguindo sua mãe até a cozinha.

- Na verdade não. E-eu estou preocupado com o Jimmy... – sussurrei essa ultima parte.

- Eu também... Mas eu tenho um plano. Vamos comer, e iremos para meu quarto, lá eu te conto, acredite, aqui na presença dela não posso lhe contar.

Logo a mãe de Thomas havia servido mini sanduiches aleatórios e suco. Nos alimentamos – não que eu precisasse, pois havia feito isso na noite anterior, mas não queria ser mal educado com a Senhora Iero. – enquanto a senhora Iero me encarava descaradamente.

- Thomas, sua mãe não para de me olhar! – Cutuquei seu braço.

- Ah deus. Ela não está acostumada com visitas vinda da minha parte.

- Bom, isso é desconfortável, se quer saber.

- Mãe! – Chamou sua atenção. Ela pela primeira vez desde que sentamos, olhou para o filho. – Quer perguntar alguma coisa para o Arth?

- Eu? Não querido. Só... Ah, tudo bem. Então Arthur, fale-me mais de você.

- E-eu não sei o que falar sobre mim... Eu...

- Pode começar com sua idade. O que pretende com meu Thomas...

- MÃE!

- T-tudo bem Thomasito. Bom, eu tenho 17 anos e...

- Não é um pouco velho para estar com meu Thomas?

- Oi? Não, Thomas e eu somos só amigos, eu acho. Passamos um bom tempo juntos já que ele vive lá em casa com o Jimmy, então isso nos aproximou um pouco, nada de mais...

- O Jimmy parece ser um bom garoto. – Linda sorriu.

- Ele é. – Falei.

- Imagino. Thomas fala bastante dele o pouco tempo que passa com a pobre mãe dele...

- Por favor, não começa... – Ouvi o baixinho murmurar. Segurei o riso.

- Ele é muito especial. Não poderia pedir um irmão melhor. Ele e Thomas se dão MUITO bem. – Falei ainda me segurando para não rir. – A senhora não pode imaginar o quanto. São como unha e carne, não poderiam combinar mais, se encaixam perfeitamente... — Olhei de canto para Thomas, o mesmo engasgou com o que eu disse e logo sua mãe estava batendo em suas costas para eu desengasgasse. – Foram feitos um par...

- CHEGA! Arth, vamos subir. Mas que saco! – Me puxou escada acima, deixando sua mãe confusa no andar de baixo.

Seu quarto não era muito distante do que eu havia imaginado: era espaçoso – não como o meu, mas era grande – paredes escuras, alguns pôsteres e muita, muita bagunça, com livros escolares, cadernos, palhetas de guitarra e roupas para todos os cantos. Simplesmente, a cara do Iero. Entramos e ele fechou a porta.

- Quarto legal... – Falei, me sentando na beirada da cama de casal de colcha preta.

- É... Valeu, eu acho... – Ele sorriu de canto. Um sorrido encantador, devo admitir. Porém sua expressão mudou rapidamente e ele veio para cima de mim distribuindo socos em meus braços. – Arth, que coisa foi aquela lá em baixo? Se ela descobrir que eu beijei o Jimmy...

- Relaxa Thomasito, o que ela pode fazer? – Segurei suas mãos, aproximando nossos rostos.

- Não quero nem pensar. Ela não sabe o que eu faço fora de casa, não em relação a sair por ai com vocês, e se ela souber o que andei fazendo, ela pode explodir me matar.

- Serio? Ela parece ser tão legal...

- Ela é.

- Então não vai ligar se eu fizer uma coisa. – Sussurrei em seu ouvido.

- O que? – Murmurou, mas o interrompi.

Posicionei minha mão direita em seu pescoço e o puxei em direção a mim, assim selando nossos lábios. No começo, houve certa resistência, mas sabia que Thomas não resistiria, logo se entregando totalmente a mim. Sentei-o em meu colo, uma perna de cada lado de minha cintura, enquanto nossas ereções se tocavam por cima da calça. Quando nos separamos, culpa da maldita falta de ar, estávamos ofegantes.

- Arth, se minha mãe entrar...

- Relaxa Thommy. Você não trancou a –

- Querido, telefone! É o... – A porta abriu e logo Linda entrou, nos olhando assustada. – Bob. – Murmurou.

- Mãe! É... O Arth estava com um, ahn, cisto no olho. – Assoprou meu rosto e voltou-se a sua mãe. – Prontinho. – Sorriu sem jeito.

- Por favor, atenda o Bob. Depois conversamos. – Entregou o telefone ao pequeno e se virou para sair do quarto, não sem antes me lançar um olhar ameaçador um tanto assustador.


Notas finais
Gente, ainda não arrumei onde postar a original, mas assim que eu tiver um lugar, eu posto o link aqui :) Ainda to pensando se vou modificar para postar em Originais, provavelmente sim, mas até lá eu aviso :)
Gostaram? Merece reviews? :3