Waking The Demon
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Bom, essa é minha primeira long do My Chem, então não acredito que esteja muito boa, mas espero que fique como eu quero e que vocês entendam o que eu quero passar e espero que gostem :)
Então, sem mais enrolações, deixem reviews por favor :D
Boa Leitura
[CAPÍTULO MODIFICADO]
{Thomas POV}
Já devem saber meu nome, mas devo me apresentar formalmente. Meu nome é Thomas Anthony , mais conhecido por Tommy, ou aquele que ninguém faz questão de conhecer. Não que tenha sido sempre assim, mas coisas estranhas acontecem quando se passa por tudo que eu passei. Acabei de me mudar – de volta – a Deepestown, antes morava em Sinnerland. Minha vida não era exatamente um mar de perfeições, mas não tenho muito do que me queixar, a não ser pelo fato de depois do incidente, não ter muita credibilidade na antiga cidade.
Não me levem a mal, mas mudar de escola pode até ser bom. Não, não estou louco. Eu odeio minha antiga escola, aquilo – ironicamente – é o mapa do inferno, e talvez, só talvez, essa escola seja diferente. Por mim eu parava agora de estudar, mas como não tenho escolha, e acreditem, já tentei, cooperar é o que me resta. Não que eu esteja gostando disso, mas não quero ter que passar novamente pelas “medidas sócio-educativas” que fui obrigado a cumprir. Não, muito obrigada. Enfim, esse é o primeiro dia e daqui a alguns minutos, eu vou estar me dirigindo a meu novo habitat natural, ou melhor, Downtown Mountain Academy, meu novo colégio.
Fui ao banheiro novamente — eu ainda estava de cuecas — e me olhei no espelho. Meu cabelo estava impecavelmente bagunçado, mas estava com olheiras ridículas. Por sorte tenho meu kit salva vidas estava ao meu lado: corretivo e sombra vermelha. É, eu uso maquiagem e isso não é recente. Comecei a mais ou menos três anos, mas isso não vem ao caso. Apliquei o corretivo, o pó que roubei da minha mãe e a sombra vermelha. Quando sai do banheiro vi que estava quase na hora de sair, então corri ao armário e peguei uma camiseta preta qualquer, coloquei minha calça preferida, all star e corri até a cozinha, pegando uma maçã e meu moletom preto. Próxima parada: selva.
Fui andando, pois minha mãe já havia saído. Provavelmente eu não iria me adaptar rápido, primeiramente por que meu estilo não ajuda e também, por que a minha vida inteira acharam que eu era louco, dá pra acreditar? Loucos são eles, eu só vejo o mundo diferente, de uma maneira mais produtiva, digamos. Bom, minha caminhada foi tranquila e minha nova casa, devo acrescentar, ficava pertinho do novo colégio.
Ele era bem grande, talvez um pouco grande demais. Ótimo, deve haver algum lugar em que se possa ficar sozinho aqui, mas não vou me preocupar com isso agora. Se bem que, nova escola, novo Anthony. Então, passei pelos portões estilo colonial e entrei no tal lugar. Mal andei 10 metros, dou de cara com um poste e caio no chão. Pera! Quem deixa um poste no meio da escola?
– Ei! Olha por onde anda! – Algo se agitou a minha frente, não que eu tivesse reparado. – Garoto! Ei menino! – Estava calmamente olhando o céu, que eu não havia visto direito ainda, e estava maravilhoso. Senti alguém me chutar de leve nas pernas e acordei de meus devaneios.
– Ah, é... Desculpa? – O ser revirou os olhos e me ajudou a levantar. – Sou Thomas Anthony. – Estendi a mão.
– Está desculpado. Sou James Way, mas me chama de Jimmy. – O garoto apertou minha mão e sorriu. – Está em que serie criança?
– Eu não sou criança! – Falei um pouco alto e mudei minha expressão, mas logo sorri de novo – Primeiro ano. Você...?
– Er... Também... – Coçou a nuca, claramente nervoso. – Você é meio baixinho... – Ignorei seu comentário. Hoje não iria me estressar.
– Parece que vamos estudar juntos. – Senti ele se encolher, mas depois sorriu também.
O maldito sinal tocou e saímos correndo. Entramos na sala e logo vi o lugar perfeito para uma pessoa como eu: a última carteira, da ultima fila, encostada na janela. Corri para lá e logo James sentou na minha frente. Não sei se eu estava vendo coisas, mas ele parecia meio nervoso, como se alguém pudesse aparecer do nada e começar a gritar com a gente. Se você pensou que talvez fosse isso mesmo, está certo. Um garoto obviamente mais alto que eu chegou empurrando tudo e todos e logo veio para perto de mim.
– Ta fazendo o que no meu lugar pivete? – Um garoto alto, com cabelos castanhos que passavam um pouco dos ombros e com olhos extremamente azuis chegou fazendo barulhos que me lembravam de um rugir de um leão e me segurou pelo capuz do casaco.
– Se era seu lugar, eu não sei, agora é meu. E acho melhor me soltar. – Disse entre dentes. James começou a respirar forte.
– E o anãozinho vai fazer o que? – Riu. Provavelmente deve ter pensado que eu estava em desvantagem. Sorri cínico. Abaixei e peguei um canivete de meu all star, e rapidamente apontei para ele.
O garoto que eu desconhecia me olhava com uma expressão entre medo, angustia e ódio. Sentia-se humilhado. Percebi que a sala começou a encher, e todos os presentes mantinham a atenção sobre nossa cena. Perfeito. Quem sabe assim aprendam a não me incomodar.
– Não quer que eu responda certo querido? – Sorri doce. Um sorriso que ninguém jamais imaginaria no rosto de alguém que segura um canivete e o aponta para outro.
– Se deu bem garoto. – Saiu andando, e provavelmente sua expressão devia ser horrível, pois todos abriam espaço para o garoto. – Mas isso não acabou. – Gritou virando para me encarar, porém voltando a andar em seguida.
– Uh, que medo. – Ri enquanto sentava em meu lugar.
– Tá louco cara? Onde arrumou essa coisa? – James me olhava desesperado. – Sabe os problemas que pode se meter? Quer ser expulso da escola? Meu Deus, você bebeu? Sabe quem era aquele? Comigo ele não pode mexer, mas iria te matar! Você deu muita sorte!
– Hm, vejamos. Não. Achei nas antigas coisas do meu pai. Sim. Talvez, ainda não e não faço muita questão de saber. – Sorri. James apenas revirou os olhos. – Ah, e não foi sorte, foi o destino, querido. Estava louco para usar essa porcaria. – O taquei na mochila.
O professor já havia entrado na sala. Logo o primeiro tempo começou. Até ai tudo bem, mas o que eu não sabia era que iriam durar os três primeiros horários da grade. Pelo amor, já não me basta o presente, não preciso saber sobre fatos históricos.
No final do terceiro tempo, eu e James seguimos calmamente para o refeitório. O local era totalmente clichê. Muitas mesas, merendeiras estranhas, panelinhas... Bem vindo ao colegial. Novamente me senti em uma selva. E não foi difícil imaginar todos os outros agindo como animais. Pulando sobre a mesa, tacando comida uns nos outros, gritando e brigando.
– ANTHONY! – Mike agitou-se em minha frente. O olhei confuso. – Eu estou te chamando a mais de cinco minutos. Qual é dessa careta? Garoto, eu nunca conheci alguém tão desligado. Achei que meu irmão fosse o pior. Enfim, aqui seu lanche. – Bateu na minha testa antes de irmos nos sentar em uma mesa afastada de todos, nos fundos do refeitório.
– Eca, eles servem a mesma coisa a todos? – Perguntei cutucando com o garfo o potinho de frutas que me lembrava vagamente maçã com mamão.
– Sim, por ai... Quer saber o que é isso né? – assenti. – Eu acho que é banana, mas se eu fosse você, não comia isso. – Jogou seu potinho no lixo mais próximo, fazendo uma bela cesta.
– É, tanto faz... – Empurrei o potinho para longe. Percebi logo a aproximação de dois garotos, um moreno extremamente pálido com os cabelos escuros até os ombros e uma expressão indecifrável e um cabeludo meio moreno de cabelos igualmente no ombro. Interessante.
– James! – O pálido sorriu do jeito mais falso que já vi, enquanto vinha em nossa direção.
– Arth... – James revirou os olhos. – Ta fazendo que aqui?
– Não posso vir falar com meu querido irmãozinho e... – olhou para mim, sorrindo malicioso. – seu amiguinho novo?
– Não. Ah, oi Rolland... – O moreno riu, retribuindo o comprimento com um aceno de cabeça.
– Cala essa boca garoto. – O menino empurrou James e eles ficaram desse jeito por um tempo. Olhei para Rolland, que me encarava curioso.
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