Notas iniciais
O primeiro capitulo é pequeno, mas vai ficando maior =D

\"- Corra Bert, corra! — escutei minha mãe gritando- Salve-se meu filho...- ela berrava. eu olhei em volta e vi mãos saindo das tumbas. uma delas agarrou o meu pé, e eu dei a chutei com toda a força que eu tinha no corpo, a quebrando.

-Mãe, você tem que sair daqui!- gritei de volta.-esse cemitério \'táperigoso.- olhei em volta e mais cadáveres saiam das suas tumbas.- Sai daqui, mãe! — gritei tirando a pistola da minha cintura. A engatilhei e atirei na cabeça de um defunto que tentava morder a minha mãe...

-Bert, acorda! — minha mãe gritava — Beeert...\"

Abri os olhos, assustado, e vi que continuava no meu quarto.

- Hum... Foi um sonho...!- murmurei aliviado.

- Bert, você vai se atrasar!- meu pai gritava do outro lado da porta.

- \'Tô indo!- gritei. Sai da cama e fui até o banheiro. Abri a torneira — ainda sonolento-, fiz uma conchinha com as mãos e a enchi de água, tocando no meu rosto logo em seguida. Olhei-me no espelho e constatei que continuava com cara de sono. — Azar! Vou assim mesmo... — abri a porta do armário e pequei a minha escova de dente e a pasta.

Coloquei a pasta na escova e comecei a escovar os dentes. Enxagüei a boca, a sequei e fui para o quarto me arrumar. Peguei a primeira blusa que achei atirada no sofá, coloquei uma bermuda, meia e tênis.

- Edward! — minha mãe abriu a porta do meu quarto com uma expressão de fúria no rosto.

- Pô, mãe. Edward não, né!- falei passando por ela e indo para a cozinha tomar café. — Já falei para me chamar de Bert. — sentei na cadeira e peguei um pedaço de pão.

- Você já ta atrasado... — falou apontando para o relógio na parede.

- Não tô. Eu o adiantei!- falei com um sorriso.

- Ah, então você adiantou o relógio!- meu pai falou como se tivesse descoberto o mistério do relógio adiantado. Pegou a xícara e tomou um gole de café antes de dizer — Não está adiantado. Eu arrumei ontem à noite, antes de dormir!

- QUE?! — perguntei aos berros — Puta que Pariu! Por que tudo acontece comigo? — sai correndo para o meu quarto, peguei a mochila e fui para o ponto de ônibus.

Fiquei uma meia hora esperando, e nada do maldito aparecer...

- O ônibus já passou!- escutei alguém falando de dentro de um carro.

- Dan! — exclamei ao ver quem era.Dan Whitesides e eu nos conhecemos desde o Jardim. Já fazia um tempo que eu não o via — Hum, belo carro! — falei com um sorriso no rosto.

- Quer carona? — perguntou abrindo a porta.

- Vou aceitar, sim!- falei entrando no carro. — então ganhou o que queria... — ri apontando para o carro.

- Pois é! Ganhei depois que passei no vestibular para arquitetura!- falou abrindo um sorriso enorme.

- Até que enfim! — falei erguendo as mãos para o alto — Pensei que não ia passar nunca. — ri

- Olha só quem fala... — Dan falou juntando as sobrancelhas. — Você só conseguiu passar na terceira vez que prestou o vestibular...

- É! Foi na terceira e não na quinta!- ri dando um soco de leve no seu ombro. Ele me olhou com o rosto franzido, mas abriu um sorriso quando me viu mostrando a língua.

- Bert, você tem que crescer! — riu me dando um empurrão.

- Ah, vai-te fuder! — Falei mostrando o dedo para ele.