Wake Me Up When October Ends
1 Chapter 1 - The End.
Notas iniciais
Título baseado na música "Wake me up when september ends" do Green Day.
O início de Agosto foi um mês conturbado para mim, cheio de lágrimas, gritos que ninguém conseguiriam ouvir, e copos de vodka misturado com suco de pêssego, para que aqueles que se diziam adultos nessa casa não desconfiassem do consumo de álcool, feito todas as sextas à noite.
O motivo disso tudo foi algo idiota, não tão idiota assim. É, ele terminou comigo. Ninguém precisa saber o nome do dito cujo que me tirou noites de sono, e que me transformou no que eu sou hoje. Até porque, essa história não é focada nele. É em outro alguém.
"Quem?" Você deve estar com essa pergunta em mente. E eu lhe respondo. Gabriel. Um anjo aprendiz do Diabo...
Chapter 1 — The End.
- Se você não consegue confiar em mim, acabou!
tu tu tu tu tu...
- Ele terminou contigo. Que perfeito! Idiota. Ele é um completo imbecil. - pensou a adolescente de 15 anos. — Não vale a pena. Para de chorar. Porque eu estou chorando?! — se repreendeu.
Passos.
- Sayuri, o que você está fazendo aqui? — um rapaz de estatura mediana, lá pelos seus 18 anos, cabelos enrolados e usando óculos, lhe surpreendeu. Ela o olhou, com aquele olhar que toda garota magoada tem, e ele se abaixou, abraçando-a. — Foi o Kevin de novo, não foi?
- Foi. Ele é um completo canalha, não sei porque eu gosto dele! — disse, chorando, e molhando o uniforme do rapaz.
- Esqueça-o. Ele não vale nenhuma lágrima desses olhinhos puxados. — disse, depois de se afastarem. Logo, Sayuri o olhou. Sua aparência não era das melhores: olheiras fundas, pretas, cabelos maltratados e olhar triste.
- Sarah, de novo? — perguntou.
- Sim. Não aguento mais aquela ruiva. Eu a amo, e ela quer o tal do Bruno! — respondeu, um pouco alterado.
- Esqueça. Ela não vale a pena. Virou uma vadia. — disse-lhe, com a voz serena.
- Não. Eu só estou com raiva, logo passa. Anda, temos aula agora, japinha.
- Boa prova! — barulho de folhas, lápis riscando papel, borracha apagando erros de cálculo, celulares escondidos e calculadoras abrigando papéis de "consulta não-autorizada".
- Prova de matemática! Que delícia... — normalmente, se dava bem. Se ela apenas conseguisse se concentrar... — Só um pouco. Preciso tirar pelo menos 4 nessa prova, para não precisar tirar 6 no próximo bimestre... — mas não conseguiu. Ao olhar para a janela, avistou o melhor amigo de Kevin, e começou a lembrar de muitas coisas. Coisas de casal, coisas que só ele e ela entenderiam.
Uma lágrima. Duas. Três. Choro.
Sua cadeira foi a primeira a ser esvaziada, e toda a atenção da turma foi para a aluna que saiu de sala chorando, entregando a prova a um professor confuso e preocupado. Ele até perguntou à ela se estava bem!
"Gabriel, tá ocupado?" enviou. Logo, uma mensagem dele, após a mensagem de confirmação.
"To não. O que aconteceu? :S" ótimo.
tu... tu... tu...
- Oi, Sayu. — respondeu casualmente.
- Ele terminou comigo. Não quis nem tentar se explicar! — começou, já meio sem fôlego. — Ele é um completo filho da puta! Eu odeio tanto! Aah, que ódio! Como eu fui burra!! — disse com lágrimas nos olhos e voz alterada.
- Ei, ei! Calma, ok? Não chora... Você o ama... Amava, não sei. — e logo interrompeu.
- Amava. Por um canalha como aqueles, não se sente. Nada. — respondeu, na lata. — Gabs, posso ir à sua casa? Não quero continuar aqui. Isso tudo me lembra muito dele.
- ... — pensou um pouco. — Pode. Pega o 218 ou o 127 no centro, e pare depois do Juscelino. — informou.
- Obrigada. Estou indo aí.
ding... dong...
- Gabrieel! — gritou do lado de fora, de frente para um portão preto.
- To indo! — uma voz masculina soou do lado de dentro. Esperou. O sol de meio-dia era cruel, e sua roupa estava empapada de suor. Seus óculos incomodavam, mas só iria tirar depois de entrar, já que estes protegiam seus olhos por serem transitions.
Logo Gabriel surgiu, e abriu o portão. Ela adentrou aquela casa que nunca tinha visto antes. Primeira vez que estava na casa dele. Ficou parada na garagem, sem saber o que fazer direito. Ele lhe chamou da porta.
- Vamos entrar, a gente conversa lá no meu quarto.
Tirou o tênis, e entrou.
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