Wake Me Up

15 Seja Bem Vinda


Não quero acreditar em uma possível verdade por ser apenas uma possibilidade. Mas o medo de quebrar a cara novamente me faz ficar com um pé atrás.

É o que tem acontecido com tudo o que o James tem me contado. Eu só preciso que seja mentira.

Chegamos a mais uma entrada com a certeza de ser real, deixai James ir na frente, ele girou uma enorme maçaneta — deve ser isso- e do lado oposto era um lugar parecido se não o mesmo onde entramos para chegar em NY.

Ainda estava escuro mas a movimentação e as luzas da cidade eram intensas no fim do tunel. Atravessei e ouvi James fechar a porta. Dei alguns passos a frente a uma moça aparentemente bêbada começou a vomitar do meu lado, foi automático tentar ajuda-la mas James segurou meu braço antes disso.

– É melhor não.

Outra garota apoiou a moça que passava mal e olhou de forma estranha para James, como se o reconhecesse. Então o acompanhei e dei um passo para trás. Ela usava um vestido extremante justo que moldava o corpo moreno, com meias pretas. A moça que ela apoiava tinha uma pele branca como a neve.

Vi pelas mãos, já que estava completamente coberta por um casaco de couro.

– Você a conhece?- cochichei no ouvido de James.

– Sim, uma conhecida de velha data.

Ela ajudou a moça alevantar a saíram as duas andado tomando a nossa frente, o James ainda segurava meu braço. Se olharam e ela fez um gesto de reverencia. James retribuiu.

– Você não viu?

– A morena tinha um sinal na testa.

– Não eu não vi.

– Deve acontecer quando sua transformação for completa, sua visão vai se expandir e você vai ver coisas que o “comuns” não podem ver.- puxou me braço para acompanhar seu ritmo que era devagar e continuamos andando – o sinal dos filhos da noite, é como uma tatuagem e que fica na testa e nós, que somos filhos de fênix identificamos.

– E porque não poderia me aproximar.

– Alguns deles querem pegar o nosso pescoço, apenas.

Continuamos andando e a cada passo o barulho de musica alta aumentava. Haviam varias entradas para festas no caminho do beco e em cada entrando no mínimo dois grandões mal encarados. Eu disse no mínimo dois.

– Espera um momento. Tira o colar que você esta usando eu preciso verificar uma coisa.

– Não, eu não vou deixar você tocar!

– Serio? Porque se não fosse por mim você não teria mais.

– O que?

– Fui eu quem devolveu ele ao John no dia em que você.

O som mais alto, vi que os portões de uma boate foram abertos perto de onde estávamos. E com uma agilidade o James tirou de mim o colar.

– Calma, eu vou te devolver.

Tirou uma pulseira que ele usava e tinha a uma metade de asa. Que eu ainda não tinha percebido que ele usava, era como a metade da minha asa e juntou as duas.

Elas se encacharam, como uma. Ele fez sinal para que eu levantasse o cabelo. Antes que eu pensasse ele já tinha colocado em mim.

– Pronto agora você esta segura.

– Obrigado – a minha voz falhou e eu me dei conta de onde estávamos. Não era um lugar muito agradável.

– Nós precisamos entrar na festa.

E ele me puxou pelas mãos a passamos pelos grandalhões. E tudo que eu achei foi um bando de loucos estranhos. Roupas de couro pesadas que me fizeram me sentir mal por não estar vestida apropriadamente.

Eu definitivamente não estava vestida para esse tipo de festa, era como uma balada gótica. Quando entramos todos nos olharam, foi pior que na biblioteca, era como se fossem nos atacar.

– Porque estamos aqui?

– Por enquanto, só até eles iram embora. Tem, mais pessoas lá fora. No nosso caminho vi uns quinze.

– Eles podem nos matar.

– É o objetivo deles, de alguns. Na verdade da maioria.

– E quando chegamos em casa?

– Agora.

De repente uma fumaça encheu o lugar, James segurou firme a minha mão.

– Não fica com medo que eu não vou te solta.

– Mas eu não to com medo. – ele sabia que eu estava com medo, meu corpo todo tremia.

Saímos de onde estávamos e andamos para a saída, a fumaça só aumentava e o som também, era uma batida frenética que fazia as pessoas estranhas desse lugar dançar mais ainda. Eu pensei que estavam assustados como eu mas aquilo parecia normal para eles.

– Me explica isso. – apontei para dentro, minha respiração ficou ofegante. Era como se a fumaça realmente fizesse mal.

– Eles fazem isso, soltam a fumaça para dar tempo de fugirmos. Tinham assassinos lá dentro, mais pessoas como aquela garota.

– Vem cá, isso não é NY. – pelo volume da musica precisei gritar a pergunta em seu ouvido.

– Não estamos em NY, seja bem vinda a noite de Londres.

Notas finais
se tiverem alguma crítica ou alguma coisa que não tenham gostado, ou só se tão gostando da história e do jeito que eu escrevo, coloquem no review aqui em baixo! Por favor comentem, quero saber se a história está boa! Obrigada por continuarem a ler, significa muito! :)