Notas iniciais
Oláris, Adivinha quem voltou para vocês? kkk Espero que ainda haja alguém acompanhando essa fic, apesar da minha enrola para atualizar. Então, esse capítulo é dedicado à Kha-Chan que esperou muito por ele e que me apoiou e me incentivou muito nos dias em que o bloqueio criativo me deixava quase louca. Obrigada mesmo. Agora vamos lá? Espero que gostem do capítulo. Boa leitura.

Quando Aaron voltou para seu apartamento, no final da tarde, ele se sentia frustrado. Todos os advogados que consultou foram unânimes ao dizer que precisariam de, pelo menos, uma semana para avaliar todas as informações contidas nos documentos que Joseph lhe entregara e Aaron não sabia se seria capaz de suportar mais sete dias com ele. Além disso, havia a questão relacionada à Rebecca, que já tinha deixado claro que não sairia do seu lado até que Joseph tivesse ido embora e isso era uma coisa a mais com a qual Aaron teria que se preocupar. Ele só rezava para que, ao final daquela semana, os documentos contidos na pasta pudessem ajuda-lo a se livrar tanto de Joseph quanto do pai dele.

— Você parece desanimado. – Joseph comentou assim que Aaron colocou os pés para dentro do apartamento e fechou a porta. – Devo me preocupar com isso?

— Se refere ao meu estado emocional ou a possibilidade do seu plano maquiavélico dar errado?

— Você não precisa realmente que eu responda, precisa?

— Como se eu precisasse da confirmação do diabo para saber que o inferno está em chamas... – Aaron resmungou e pendurou seu casaco no gancho ao lado da porta, antes de voltar sua atenção para Joseph que estava sentado no sofá da sala, com um calcanhar tranquilamente apoiado sobre o joelho, enquanto mordiscava um muffin de chocolate e mexia no celular.

Ele parecia muito à vontade ali, como se fosse o próprio dono do lugar em vez de uma visita indesejada e isso, por si só, já seria o suficiente para deixar Aaron incomodado com a situação, mas as coisas pioram dez vezes mais quando ele percebeu que o celular que Joseph segurava, na verdade, pertencia a Rebecca.

— O que está fazendo com isso?

— Não é óbvio? – Joseph deu outra mordida no muffin e o encarou com um ar totalmente despreocupado. – Estou comendo. Aliás, sabia que tem uma confeitaria ótima há cerca de uma quadra daqui? Já é o meu lugar favorito nessa cidade.

Aaron respirou fundo, tentando não tomar uma atitude da qual pudesse se arrepender posteriormente e apenas encarou o rosto descontraído de Joseph, deixando claro que o muffin não era o real problema ali.

— Ah, estava falando sobre isso? – Joseph sacudiu levemente o celular de Rebecca para ele e abriu um sorrisinho. – Eu estava dando uma olhadinha nas fotos. Pensei que haveria alguns nudes ou, quem sabe, uns vídeos comprometedores de vocês dois, mas só tem fotos dos seus cães e... oh, dá só uma olhada nisso. – Ele virou a tela do celular para Aaron, exibindo uma foto de Rebecca usando uma máscara facial cor de abacate enquanto fazia uma careta estranha para a câmera. – Por Deus, o que leva um ser humano a registrar um momento aterrorizante como esse?

Aaron sequer se importou em perguntar a Joseph como ele havia colocado as mãos no celular de Rebecca, simplesmente partiu para cima dele tomado por um fúria que nunca havia sentido antes, mas foi surpreendido quando Joseph se levantou e sacou uma arma da cintura, apontando-a diretamente para ele.

— Que tal ir com calma, A.J.? Eu detestaria enfiar uma bala na sua cabeça logo agora que fizemos um acordo.

— Onde ela está?!

— Sua namorada? – Joseph fingiu pensar. – Da última vez que a vi, ela estava planejando tomar um café com aquela garota ruiva e o irmão... Como é mesmo o nome dele? Ty?

Aaron cerrou os punhos, mas não se moveu. Apenas fuzilou Joseph com seu olhar mais mortal, prometendo a si mesmo que, se ele tivessse machucado Rebecca de alguma forma, o faria se arrepender de ter colocado os pés em Oxford.

— Relaxa. – Joseph desengatilhou a arma e a colocou de volta no cós da calça, cobrindo-a com a camiseta, deixando claro que não pretendia usá-la. – Eu não toquei na sua garota. Nem nos seus preciosos cãezinhos, aliás, mas eu aindA posso fazer isso. – Ele esclareceu. – Então, é melhor você não vacilar com a sua parte do trato, A.J.. Você sabe que eu não lido muito bem com decepções.

Joseph estendeu o celular de Rebecca para Aaron e ele o apanhou rapidamente, mantendo seu olhar focado no lugar em que Joseph guardara sua arma.

— Parece que aqueles anos no hospício te fizeram muito bem. – Comentou sarcástico. – Você se tornou um psicopata completo agora, até aprendeu a usar uma arma.

— Aprendi muitas coisas. – Joseph respondeu simplesmente.

— E o que vem agora? Você me ameaça uma vez por dia até conseguir o que quer e depois me mata?

— Eu não perderia o meu tempo assim. Quando você precisa ameaçar alguém tantas vezes é porque não conseguiu se fazer entender na primeira e, cá entre nós, eu sempre sou muito claro.

— Os advogados pediram sete dias. – Aaron comunicou.

— Então, parece que nós dois passaremos mais um tempinho juntos, não é? – Joseph terminou de comer seu bolinho e passou o polegar pelos lábios, limpando os resquícios da cobertura que grudaram ali.

— Você não parece muito desapontado com isso?

— Não posso me decepcionar com aquilo que eu já esperava. A White Run é uma companhia grande, nenhum escritório de advocacia conseguiria montar uma boa estratégia em menos tempo que isso. Você já parou para pensar em quantos milhões vai herdar se o meu pai for condenado?

— Não, mas parece que você já pensou.

— Se vai enfrentar um leão, é melhor conhecer o terreno onde está pisando, certo?

— Certo. E o leão seria o seu pai ou eu? – Aaron questionou dando uma boa olhada em Joseph, mas seu semblante neutro permaneceu inalterado.

— Você se tem em muito alta conta, A.J., eu respeito isso. No entanto, no meu jogo, você nem chega a ser um cordeirinho indefeso. – Joseph respondeu e passou por ele, encaminhando-se para a porta.

— Acho que é você quem me subestima. – Aaron comentou, chamando sua atenção. – Já se passaram sete anos, Joseph. Muita coisa mudou desde a nossa última briga.

— Tem razão. – Joseph parou na porta e voltou seu olhar para Aaron. – Agora eu tenho uma arma e você tem dois cachorros e uma namorada. Melhor para mim, não acha? – Ele abriu um sorrisinho malvado e deu um passo em direção ao corredor, mas deu meia volta logo depois. – A propósito, diga a Rebecca para ficar mais atenta ou alguma pessoa mal intencionada pode roubar o celular dela, num parque por aí, sem que ela perceba e seria terrível se isso acontecesse, não é? – Ele deu uma piscadela para Aaron e saiu rapidamente do apartamento, quase se esbarrando em Rebecca, que voltava de seu passeio no parque, carregando Cristal e Ruffus no colo de maneira desajeitada.

— Me diz que ele não vai a outro bar essa noite? – Rebecca colocou os cãezinhos no chão e se virou para Aaron, encarando-o com uma expressão cansada. – Uma única visitante semi nua desfilando por aí foi o bastante.

— Não sei onde ele está indo. – Aaron respondeu irritado e Rebecca se aproximou dele, apreensiva.

— Aconteceu alguma coisa?

— Só o Joseph. – Aaron negou com a cabeça e respirou fundo, avaliando se seria uma boa ideia dividir com ela os últimos acontecimentos. O fato de que Joseph estava andando armado por aí e que tinha conseguido se aproximar o suficiente de Rebecca para roubar seu celular sem que ela percebesse o preocupava, mas ele não queria incomodá-la com tais coisas agora. Ela parecia mais tranquila após o passeio que havia feito com Candence e Aaron queria manter isso. – Ele fez questão de sorrir para Rebecca e se abraçá-la para demonstrar que estava tudo bem. – Como foi a sua tarde no parque? Você se divertiu?

— Bastante, mas acho que Cristal e Ruffus se divertiram bem mais que eu. Mesmo com a neve e o frio eles brincaram muito. Mal posso esperar para levá-los de novo no verão. – Rebecca retribuiu ao sorriso de Aaron, preferindo omitir os detalhes desagradáveis do passeio, pois não queria incomodá-lo transformando Joseph novamente em um assunto quando estava na cara que Aaron ansiava por um descanso do irmão postiço. – E como foi com os advogados? Deu tudo certo?

Aaron suspirou audivelmente.

— Por um lado, descobri que posso ter em mãos todas as provas das quais preciso para colocar o Erick na cadeia, mas, por outro lado, terei que esperar uma semana até que eles analisem toda aquela papelada e decidam qual a melhor maneira de dar prosseguimento ao caso.

— Uma semana? – Rebecca tentou não soar tão desesperada com o prazo, mas a verdade é que ela sabia que uma semana era tempo mais que suficiente para que Joseph causasse o apocalipse na Terra. – Não tem outro escritório de advocacia que você possa consultar?

— Eu estive em cinco escritórios hoje, Bee, todos eles disseram o mesmo. Teremos que esperar.

Dessa vez foi Rebecca quem suspirou, exprimindo todo o sentimento de derrota que sentia.

— Bem, pelo menos é uma semana. Seria bem pior se tivéssemos que esperar um mês, não é?

— Se eu precisasse aturar o Joseph por trinta dias, tenho quase certeza de que eu mesmo iria até Londres devolver essa pasta para o Erick. – Aaron brincou, na tentativa de amenizar um pouco aquele clima tenso e Rebecca o abraçou, depositando um selinho em seu pescoço.

— Se tivéssemos que suportá-lo por um mês, eu mesma dirigiria até Londres por você. – Ela respondeu, arrancando uma risada divertida dele.

— Então, acho que temos um acordo. – Aaron a puxou para o sofá, deixando que Rebecca se sentasse em seu colo, de frente para ele. – Me conta: o que você, a Cadence e esses dois pestinhas aprontaram hoje?

— Hum... Basicamente, conversamos e ficamos observando Cristal e Ruffus brincarem. Depois, fomos tomar café com o meu irmão e o Mikhail, que acabamos encontrando por acaso por lá.

Aaron assentiu, tentando não pensar que Joseph dissera a verdade sobre Rebecca ter ido tomar café com o irmão. Ele estava sabendo mais sobre os passos dela que o próprio Aaron e aquilo não podia ser algo bom.

— Só isso?

— Só. – Rebecca franziu as sobrancelhas diante daquele interrogatório estranho. – Porque?

— Nada, só estava me perguntando se o parque estava muito movimentado hoje?

— Ah, não. Como eu disse, estava muito frio. Acho que nós fomos os únicos loucos o suficiente para marcar um programa ao ar livre com um clima desses.

— Entendi. – Aaron uniu as palmas de suas mãos às delas e beijou os nós de seus dedos cobertos por luvas de lã roxas. – Deus abençoe o inverno.

— O que? – Tal declaração fez Rebecca rir. – Porque está dizendo isso?

— Fiquei com medo dos comentários maliciosos que vocês duas poderiam fazer caso encontrassem algum cara bonitão por lá. Tive que me segurar muito para não esquecer os advogados e ir correndo atrás de você, sabia?

— Oh, meu Deus! – Rebecca riu ainda mais de seu comentário e agarrou o pescoço de Aaron, abraçando-o com força. – Você é muito bobo.

— E é por isso que você me ama. – Aaron apoiou a cabeça na curva do pescoço dela e afastou a gola de seu casaco dali, para poder depositar uma linha de beijos por todo o lugar. – O que acha de tomar um banho comigo?

— Não sei. Acho que já estou bem limpa. – Rebecca o provocou e, em resposta, Aaron apertou sua cintura e mordiscou sua orelha, fazendo-a suspirar baixinho. – No entanto, um banho quente e um copo de água não se nega a ninguém, não é?

— Uhum. – Aaron concordou, mas na verdade ele não fazia a menor ideia do que Rebecca estava falando. Toda a sua atenção estava concentrada na pele macia e quente dela sob seus lábios e, sem pensar duas vezes, Aaron terminou de retirar o casaco grosso que ela usava e a ergueu no colo.

Rebecca automaticamente circundou a cintura de Aaron com as pernas e fez o possível para se livrar das botas pesadas que ainda usava enquanto Aaron a carregava até o banheiro, se desviando das investidas de Cristal e Ruffus que interpretaram tudo aquilo como uma grande brincadeira e tentavam, felizes, abocanhar a canela de Aaron a cada passo que ele dava.

Quando finalmente conseguiu chegar ao banheiro, Aaron apoiou Rebecca sobre o balcão e trancou a porta, pois, agora que tinha companhia no apartamento não dava para arriscar, muito embora ele nem soubesse a que horas Joseph voltaria para lá.

— Parece que um banho não é única coisa que você tem em mente. – Rebecca sorriu quando Aaron tirou a camiseta que usava e se aproximou dela, colocando-se entre suas pernas.

— Está enganada. Tomar um banho quente é que a única coisa em que estou pensando agora.

— Ah, é mesmo? – Rebecca apoiou as mãos nos ombros dele, enquanto Aaron desabotoava a camiseta de botões que ela vestia.

— Banho, banho, banho. Só isso.

— Entendi. – Ela praticamente gemeu quando a boca de Aaron se fundiu com a dela em um beijo quente que Rebecca não sabia muito bem de onde tinha vindo. Não era como se eles não tivessem relações com alguma frequência, mas a maneira como Aaron agarrou seu quadril e a puxou para a beirada do balcão, pressionando seu corpo no dele, faria qualquer um pensar que eles não transavam há meses.

— Eu já disse que amo a sua boca? – Aaron perguntou terminando de arrancar a blusa de Rebecca e passando a abrir o botão e o zíper de sua calça jeans.

— Hoje ainda não. – Ela murmurou rapidamente, pois a boca de Aaron quase não se afastava da sua.

— Pois eu amo. – As mãos dele viajaram para dentro da calça dela, encontrando um ponto específico e Rebecca quase perdeu o fôlego com o toque. – Você também gosta da minha boca, Bee?

Rebecca quase não conseguiu compreender a pergunta por causa das sensações que Aaron lhe causava logo abaixo, mas após alguns segundos tentando montar uma resposta com palavras – e falhando miseravelmente –, ela finalmente balançou a cabeça, indicando que gostava.

— Onde? – Aaron perguntou, afastando-se apenas o suficiente para olhá-la nos olhos. – Aqui? – Ele depositou um selinho em seus lábios e Rebecca assentiu. – E aqui? – Ele desceu um pouco mais, até seu queixo e depositou outro selinho ali o que fez Rebecca assentir mais uma vez. – Gosta aqui? – Aaron desceu para seu pescoço e, àquela altura, Rebecca já estava quase flutuando por causa da junção daqueles beijos provocativos com os toques que Aaron lhe dava.

Ele costumava tocá-la assim quando estavam na cama, então, aquilo não era bem uma novidade para ela, mas algo nele parecia estar diferente naquele momento, mais quente e Rebecca não estava reclamando nem um pouco.

— Gosta da minha boca aqui? – Aaron afastou o bojo do sutiã de Rebecca para o lado e beijou seu seio, fazendo-a se contorcer sob seus lábios em busca de mais contato que ele não demorou a lhe dar.

Seus dentes agarraram levemente um mamilo de Rebecca e, logo em seguida, foi a vez de sua língua se juntar àquela festa, o que fez Rebecca apertar suas coxas ao redor da cintura dele num movimento involuntário.

— Aaron. – Rebecca gemeu, sem conseguir reconhecer sua própria voz. Parecia que outra pessoa havia possuído seu corpo e levado todo o seu alto controle embora e quando ela achou que não aguentaria mais aquilo, Aaron retirou as mãos de dentro de sua calça e a ergueu alguns centímetros para terminar de retirar a peça junto com sua calcinha e jogá-las no chão.

As mãos dele se apoiaram nas coxas dela, segurando-as com firmeza, mas de tudo que Rebecca imaginou que ele faria a seguir, a última coisa que ela esperava era que ele fosse se colocar de joelhos e começar a chupá-la. É claro que ela já tinha lido sobre isso, aliás, desde que tivera sua primeira vez, Rebecca vinha lendo bastante coisas sobre sexo porque ainda tinha esperanças de surpreender Aaron na cama algum dia, embora ela soubesse que, para um cara que já tinha dormido com metade da universidade, ser surpreendido na cama devia ser algo difícil. Ela, no entanto, se surpreendia com todas as novas experiências que ele lhe proporcionava e, sexo oral, tinha acabado de entrar para essa lista, porque nenhum site que tivesse lido a havia preparado para aquela sensação inebriante que a boca de Aaron estava lhe causando naquele momento.

Sem nem se dar conta, Rebecca enroscou seus dedos nos cabelos loiros dele e os puxou enquanto apoiava a cabeça na parede as suas costas e simplesmente deixava-se derreter. Se ela soubesse que aquilo era tão bom, teria tentado antes, mas sempre teve muita vergonha de falar a respeito e Aaron, por sua vez, sempre lhe dava espaço para decidir por si mesma quando avançar outro nível em suas relações, o que ela achava muito gentil de sua parte, porém, dessa vez, estava feliz que ele sequer tivesse lhe avisado sobre suas intenções.

Rebecca se permitiu viajar naquela nova experiência e não demorou muito para que ela soubesse que estava próxima do orgasmo. Ela havia aprendido a identificar os sinais que seu corpo lhe dava, como a queimação abaixo do estômago, a fraqueza nas pernas e o aumento súbito de seus batimentos cardíacos, que chegavam a um nível que ela não tinha certeza se era saudável e, provavelmente, Aaron tinha sua própria maneira de reconhecer quando ela estava perto do clímax, porque ele parou de chupá-la e se colocou novamente de pé, fazendo-a resmungar um pouco pela perda do contato com sua boca.

— Tão bonita com esse biquinho. – Ele tocou os lábios dela, fazendo Rebecca rir já que não sabia que estava fazendo bico até ele mencionar. – Vem cá.

Aaron a retirou do balcão e a levou até o box, ligando a ducha e deixando que Rebecca aproveitasse a temperatura agradável da água enquanto ele terminava de retirar o restante de suas próprias roupas. Logo depois, ele se juntou a ela no box, abraçando-a pelas costas, depositando beijos suaves por toda a curva de seu pescoço até seu ombro.

Rebecca fechou os olhos com a sensação gostosa que era ter os lábios de Aaron em sua pele e encostou a testa no azulejo frio da parede, apreciando a forma como as mãos dele deslizaram de cintura até seu quadril com uma lentidão quase torturante, como se ele quisesse mapeá-la com os dedos.

Ela estava pronta para fazer algum comentário inteligente sobre isso, mas perdeu as palavras quando sentiu Aaron deslizar para dentro dela sem qualquer aviso. As palmas de suas mãos foram diretamente para a parede e ela mordeu o lábio para abafar o gemido que involuntariamente escapou de sua boca.

— Eu te amo. – Aaron sussurrou em seu ouvido e Rebecca tentou dizer o mesmo, mas não tinha muita certeza de que foram essas as palavras que disse, pois Aaron começou a se movimentar dentro dela e toda e qualquer capacidade de raciocínio lhe fugiu.

As mãos firmes dele ditavam o ritmo e Rebecca precisou apoiar sua testa nas costas das mãos para evitar bater a cabeça enquanto se movimentava junto com ele, sentindo o calor de seu corpo se fundir ao dela, enquanto ele depositava outra trilha de beijos pelo pescoço dela e mordiscava sua orelha.

A sensação era tão arrebatadora que Aaron precisou ampará-la quando ela chegou ao orgasmo algum tempo depois, porque suas pernas ficaram fracas demais para que ela conseguisse se manter de pé sozinha e não demorou muito para que ele a acompanhasse, chegando ao seu próprio orgasmo após penetrá-la mais algumas vezes.

— Isso é o que eu chamo de banho quente. – Ele brincou, saindo de dentro dela e virando-a para si, para poder beijá-la.

— Eu só acho que agora você terá que dar um banho em nós dois, pois estou sem condições de fazer isso sozinha.

— Com prazer. – Aaron concordou, apanhando a esponja e o sabonete para finalmente começar a se preocupar com o banho de verdade.

Rebecca apenas sorriu e deixou que ele ensaboasse seus corpos e cuidasse de todo o resto, enquanto alternava o trabalho com alguns beijos breves. Em momentos como aquele, ela quase conseguia esquecer os problemas que os dois enfrentavam e a presença maligna que Joseph impunha sobre o lugar. Se pudesse, ela ficaria naquela bolha com Aaron para sempre, mas sabia que as coisas não funcionavam assim. O mundo os aguardava fora daquele seu mundinho dos sonhos e, pelos latidos finos que eram possíveis de serem ouvidos do lado de fora da porta, Cristal e Ruffus também.

Só mais sete dias, Rebecca pensou consigo mesma. Então, eles poderiam esquecer que Joseph existia e poderiam voltar a aproveitar seu tempo juntos sem se preocupar com as possíveis armações dele.

Rebecca só esperava que aqueles sete dias passassem voando e que Joseph não fosse capaz de causar um estrago em suas vidas nesse meio tempo.

Notas finais
Ahhhh, esse final deve ter deixado muita gente soft, né? kkk Estavam com saudade desse casal? (insira aqui o emoji com cara de safado) rsrs. Mas e aí, o Joseph também tá tirando o sono de vocês igual está tirando o do Aaron e da Rebecca? Vocês tem teorias? Estão apreensivos? E se eu disser que o próximo capítulo é dele? ohoho Já se vão preparando psicologicamente, viu? Espero que tenham gostado do capítulo e que tenha valido a espera. Nos vemos em breve. Bjoks.