Wake Me Up

1 Mudando de Ares


Notas iniciais
Bem, o capítulo de introdução da fanfic, um dos piores de se escrever e, talvez, também de se ler. aqui você começa a conhecer os personagens e a ter uma ideia de suas personalidades. É cheio de detalhes e, às vezes, isso o torna um pouco chato. Eu disse às vezes rsrsBem, por enquanto é só.Espero que gostem.Boa Leitura ^^'

Toc, Toc, Toc...

Alguém batia insistentemente à porta de Rebecca que, ainda sonolenta, procurou em vão seus óculos que deveriam estar sobre a mesinha ao lado de sua cama.

– Quem é? – ela perguntou bocejando.

– Sou eu. – a voz de Margareth, sua tutora, ressoou através da porta.

– Calma, já vou abrir. – respondeu Rebecca, ainda procurando seus malditos óculos, mas como não os encontrou, levantou-se meio trôpega e abriu a porta, encostando-se ao batente.

– Minha nossa! – Margareth exclamou e depois abriu um pequeno sorriso – Espero que pelo menos tenha terminado de arrumar as malas.

Rebecca fez que não com a cabeça.

– Então, vá tomar um banho agora mesmo. – Margareth a empurrou porta adentro, em direção ao banheiro – Eu termino de arrumar suas malas, senão perderemos o voo.

– Tá legal. – Rebecca tapou a boca quando começou a bocejar novamente e depois sorriu – Valeu, Maggie.

Ela fechou a porta do banheiro e se olhou no espelho. Estava horrível. Seu cabelo estava todo bagunçado, sua roupa amassada, a maquiagem que a preguiça havia lhe impedido de tirar na noite anterior havia borrado e sua cara de sono não ajudava nem um pouco. Tudo isso era resultado da festa de despedida que suas amigas tinham feito para ela, na noite anterior, e Rebecca tinha certeza que sua mãe ficaria horrorizada se a visse assim.

Ela tomou um banho rápido, escovou os dentes, vestiu a única roupa que Margareth havia deixado em seu closet e não pode deixar de sorrir quando viu que sua tutora também havia encontrado seus óculos e os deixado ao lado de sua bagagem de mão, para que ela não se esquecesse de pegá-los antes de sair. Margareth sempre pensava em tudo! Então, depois de dar uma última conferida no espelho, Rebecca colocou seus óculos, pegou sua bolsa e desceu para o hall, onde encontrou Margareth parada ao lado da enorme fila de empregados da casa.

– Tudo pronto? – ela perguntou, animada, e Rebecca acenou com a cabeça em confirmação – Ótimo. Então, vamos!

Depois que Margareth ditou mais algumas recomendações para os empregados, Rebecca se despediu de todos ali, sendo fortemente abraçada por Dannah – que trabalhava como cozinheira em sua casa desde antes de ela nascer – e, então, elas se dirigiram ao aeroporto com Zachary, o motorista da família.

Chegaram ao aeroporto cerca de vinte minutos depois, fizeram o check in, despacharam as malas e esperaram nos banquinhos do aeroporto até a hora do embarque.

– Próxima parada: Inglaterra – Margareth anunciou, assim que decolaram, olhando pela janela do avião enquanto Rebecca fechava os olhos e tentava imaginar o que a aguardava na Inglaterra.

Seu destino era a Universidade de Oxford, a universidade mais antiga do mundo contemporâneo e uma das mais renomadas do mundo. Estudar em Oxford era uma das exigências de seus pais, Samantha e Benjamin Andrews, pois eles haviam estudado lá e queriam que seus filhos seguissem pelo mesmo caminho, coisa que os quatro irmãos mais velhos de Rebecca fizeram com excelência.

Chad, que tinha vinte e sete anos e era o mais velho dentre eles, havia cursado Medicina. Agora já estava casado, exercendo a profissão e tinha um filho, o pequeno Louis, de dois anos de idade.

Josh e Jared, que eram gêmeos idênticos e tinham vinte e três anos também já haviam se formado. Josh havia cursado Economia enquanto Jared havia cursado Arquitetura. Atualmente os dois moravam juntos em um apartamento em Manhattan e continuavam solteiros, para a tristeza de seus pais, que esperavam ganhar mais netos logo.

Ty, que tinha vinte e um anos, atualmente cursava Gastronomia. Um ano antes cursava Engenharia Industrial, mas tinha desistido porque ser bom em matemática e física nunca havia sido uma de suas qualidades.

Rebecca, por sua vez, tinha dezoito anos e era a caçula da família. Seus pais sempre sonharam em ter uma filha, então tentaram três vezes até finalmente conseguirem. Isso era bom e ruim.

Era bom porque, sendo a única garota da família e também a caçula, ela conseguia privilégios. Seus pais compravam para ela tudo que ela pedia e se houvesse apenas uma barra de chocolate em casa, ela era sua, independente do que seus irmãos pudessem dizer.

Por outro lado, era ruim porque os cuidados e a vigilância sobre ela eram mais que excessivos. E era aí que Margareth entrava.

Margareth era a governanta de sua casa, sua tutora e também sua segunda mãe – como Rebecca costumava intitulá-la. Seus pais, grandes empresários, estavam sempre viajando, cuidando dos negócios que tinham em vários países e, nesse tempo, quem cuidava de Rebecca e de seus irmãos era Margareth.

Quando Chad, Josh, Jared e Ty, saíram de casa para frequentar a universidade e seguir suas vidas em outras cidades, sobraram apenas Margareth e Rebecca em casa. Rebecca passava a maior parte do tempo em seu colégio, que era frequentado exclusivamente por meninas, mas quando voltava para casa, a cada quinze dias, era Margareth quem cuidava dela e de suas necessidades e, agora que Rebecca havia sido aprovada na Universidade de Oxford, seus pais haviam decidido que Margareth deveria acompanhá-la, para auxiliar no que fosse necessário. Por isso, naquele exato momento estavam as duas em um avião a caminho da Inglaterra.

– Pago um dólar pelos seus pensamentos. – disse Margareth, puxando um dos fones de ouvido que Rebecca colocara assim que o piloto dera permissão aos passageiros para utilizarem equipamentos eletrônicos.

– Meus pensamentos valem tão pouco assim, é?

Rebecca retirou o outro fone de ouvido e se voltou para Margareth dando-lhe total atenção.

– Estou brincando. – Margareth sorriu – É que você está aí toda pensativa e eu quero saber o que se passa nessa sua cabecinha de vento.

– Não é nada de mais, Maggie. – Rebecca revirou os olhos ante o comentário da tutora e sorriu também – Eu só estava aqui pensando em como será lá na Inglaterra. Será que vai ser muito diferente da minha vida agora?

– Hum... Quer saber? Eu também pensei nisso e acho que será ainda melhor. – Margareth pousou a mão sobre a dela, exprimindo um carinho maternal – Vai ser diferente sim, mas vai ser bom. Confie em mim.

– Bem... Talvez não seja assim tão diferente. – Rebecca deu de ombros, entristecida – Vou para o St. Hilda’s, afinal.

A Universidade de Oxford era composta por 38 faculdades independentes, que juntas formavam a universidade como um todo. Dentre essas faculdades há o St. Hilda’s College, que é frequentado apenas por garotas.

Rebecca havia estudado a sua vida toda em colégios internos para meninas e agora, na faculdade, parecia que não seria muito diferente.

Margareth estreitou os olhos para ela e a encarou com um misto de curiosidade e diversão.

– Hum... Você queria ter mais contato com meninos, não é? – disse ela com um sorrisinho e Rebecca corou instantaneamente.

Tudo bem, podia até parecer meio idiota ela ter dezoito anos e ainda ficar constrangida por falar de garotos, mas Rebecca não tinha muita experiência com esse assunto. Na verdade, ela não tinha experiência nenhuma, pois seu contato com garotos resumia-se a seus irmãos, primos e familiares. Apenas.

– Pare com isso, Margareth. – disse ela, envergonhada.

– Rebecca, você sabe que sempre achei essa ideia dos seus pais a prenderem nesses colégios de garotas uma grande besteira. Uma hora ou outra você precisará conhecer o mundo e eles não poderão impedi-la de fazer isso. – Margareth passou a mão em seus cabelos e Rebecca sorriu para ela.

– Obrigada.

– De nada. Além do mais, você tem dezoito anos. – Margareth continuou abrindo um sorriso malicioso – Há certas... Vontades que não se pode conter por muito tempo. Você me entende, não é?

– Margareth! – Rebecca arregalou os olhos para ela.

Ela sabia exatamente de que vontades Margareth falava, afinal, as duas já haviam tido aquela conversinha constrangedora sobre o que acontece quando garotos e garotas decidem ficar juntos, mas nem por isso ela se sentia a vontade para ficar falando sobre essas coisas com sua tutora.

– Na sua idade, você não deveria ficar dizendo essas coisas. – disse Rebecca para ela – Isso não é nada polido da sua parte.

– Ora, eu sou velha agora, mas já fui jovem. Tive namorado, marido e filhos. – explicou Margareth – Posso muito bem falar sobre isso e, um dia, você terá que fazer o mesmo com suas filhas. Então, não fique me julgando desta maneira.

– Está bem, Maggie. – Rebecca concordou apenas para encerrar o assunto.

– Agora me conte: quais são suas expectativas com relação aos garotos da Inglaterra, hein? – Margareth continuou, golpeando-a de leve com o cotovelo.

– Credo! Para com isso, Margareth! – Rebecca recolocou seu fone de ouvido, acabando, de vez, com aquela conversa.

Margareth riu de sua atitude, mas Rebecca a ignorou. Apenas olhou pela janela e se concentrou no nascer do sol.

***

– Rebecca! Rebecca! Rebecca!!!

– O que?! – perguntou ela, acordando com um sobressalto.

Estava tendo algum tipo de sonho estranho em que flutuava sobre um tapete voador e não tinha certeza se seus batimentos cardíacos acelerados se deviam ao susto que Margareth lhe dera ao acordá-la daquela maneira ou ao fato de que a ultima coisa de que se lembrava do sonho era de estar caindo, em direção ao nada, por entre as nuvens.

– Chegamos. – Margareth apontou para a porta do avião – Já estamos na Inglaterra. Vamos!

Rebecca desprendeu o cinto, se espreguiçou e desembarcou. Depois de dois aviões e muitas horas de viagem, finalmente estavam na Inglaterra e os relógios do aeroporto marcavam 10h45min, mas Rebecca estava com tanto sono que parecia ser dez da noite. Provavelmente a culpa era do fuso horário.

Ela e Margareth pegaram as bagagens e saíram do hall do aeroporto encontrando um clima agradável do lado de fora. O sol estava forte, mas uma brisa refrescante fazia as poucas folhas que já haviam caído de suas árvores voarem de lá para cá nas ruas.

Era o inicio de setembro e nessa época a Inglaterra começava a se despedir do verão. As aulas em Oxford começariam em dois dias e, algumas semanas depois, eles entrariam no outono, então o que se via por todos os lados eram pessoas aproveitando o que restava daquela estação para abandonar os casacos, que logo seriam tirados dos armários novamente.

Rebecca esperou Margareth tirar algumas fotos e até posou para outras ao seu lado e depois contrataram um táxi para seguir do aeroporto até a Universidade de Oxford. Margareth costumava tirar muitas fotos e enviar para seus dois filhos, Henri e Christina, que moravam no Alabama. O marido de Margareth havia falecido cinco anos depois que Christina nascera, então quando ambos os filhos saíram de casa para frequentar a universidade, Margareth resolveu trabalhar como governanta na casa de Rebecca. Isso havia acontecido há muito tempo, cerca de um ano antes de Rebecca nascer.

– Uau! – disse Margareth, mais uma vez empunhando sua câmera e tirando algumas fotos – Esse lugar é ainda mais bonito de perto, não é Becca?

Rebecca olhou para as grandes instalações de Oxford, concordando com um aceno de cabeça. Ela já havia visto sua grandiosidade pelas fotos dos sites e pelas fotos que seus irmãos mandavam para ela, mas ver a universidade ao vivo e a cores era outra coisa.

Ainda estava embasbacada com a beleza da universidade quando sentiu alguém abraçá-la por trás e, ao virar-se um pouco, ela se deparou com seu irmão, Ty.

– Maninha! – disse ele, levantando-a e rodopiando-a, como costumava fazer quando eles eram crianças e Rebecca retribuiu ao seu abraço, sorrindo.

Ty não havia ido para casa nas férias, porque estava na Rússia com um amigo da universidade, então fazia mais de um ano que os dois não se viam.

– Tia Maggie! – exclamou o garoto, depois que a soltou, abraçando Margareth com força.

– Ora, menino, pare com isso ou vai quebrar os meus ossos. – Margareth deu pequenos tapinhas nas costas de Ty – De onde você está vindo?

– Da biblioteca. – Ty respondeu, ainda com um grande sorriso no rosto. – Como foi a viagem?

– Muito boa, porém muito cansativa também. – respondeu Margareth – Estou até pensando em nem desfazer as malas hoje.

– Eu até ajudaria com as malas, Tia Maggie, mas os garotos são proibidos de andar pelos dormitórios do St. Hilda’s, então... – ele deixou a frase morrer e deu de ombros.

– Não se preocupe. Aliás, porque não leva a Rebecca para conhecer o campus? O Sr. Anderson pode me ajudar a levar as malas até o dormitório. – Margareth apontou para o taxista que já estava com duas grandes malas nas mãos.

– Tem certeza? Se quiser eu mesma ajudo a levar. – Rebecca se ofereceu, levando em consideração a quantidade de malas que tinham trago para Oxford.

– Sim, menina. Vá conhecer sua nova escola. Eu cuido das malas. – Margareth sorriu e os dispensou com um aceno de mãos.

Ty segurou a mão de Rebecca e, depois de acenar brevemente para Margareth, guiou a irmã pelo campus.

– Antes de te mostrar tudo, preciso deixar esses livros no meu quarto. Quer subir comigo? – ele perguntou à Rebecca apontando para a mochila e depois para o prédio grande e de arquitetura gótica que era o alojamento da Trinity College, a faculdade onde ele estudava.

– E eu posso subir? – ela perguntou meio receosa.

– Pode sim, a Trinity não é como o St. Hilda’s. Ninguém vai brigar por você estar na ala masculina. Além do mais, você é minha irmã. – respondeu Ty, puxando-a escadaria acima.

Eles subiram até o terceiro pavimento – que era o ultimo – e viraram à esquerda. Segundo Ty havia contado à Rebecca, os quartos à esquerda da escadaria pertenciam a ala masculina e, os da direita, a ala feminina. Tudo que separava as duas alas era a escadaria e não havia nenhuma proibição explicita sobre garotas passarem pela ala masculina e vice-versa. Então era normal que ambos os sexos circulassem por ambos os lados.

Os dois pararam em frente ao dormitório no fim do corredor e Ty procurou pela chave da porta na mochila, durante alguns minutos. Como não a encontrou, bateu algumas vezes na porta, mas também não obteve resposta.

– Droga. – ele praguejou – Acho que esqueci a chave na biblioteca e acho que o meu colega de quarto não está aí. Importa-se de esperar aqui enquanto corro até lá para buscar?

– Não. – Rebecca respondeu insegura – Não me importo.

– Ótimo. Não é muito longe. Eu volto rapidinho, ok? – acrescentou ele – Me espere aqui.

Ty seguiu para a biblioteca e Rebecca se sentou no chão ao lado da porta para esperá-lo, desejando que ele não demorasse muito. O corredor estava vazio naquele momento, mas aquela ainda era a ala masculina e ela não queria correr o risco de levar uma bronca por estar ali, mesmo que Ty tivesse lhe garantido que não era proibido.

Alguns minutos depois Rebecca ouviu passos na escada e imaginou que Ty já estivesse voltando com a chave, entretanto, para a sua frustração, foi outro garoto quem surgiu no corredor e ela se sentiu instantaneamente nervosa, tentando imaginar o que ele pensaria ao encontrá-la ali, sozinha, na ala masculina.

Ele seguiu em sua direção com passos vagarosos e ritmados, até parar de frente para a porta do dormitório de Ty e Rebecca colocou-se imediatamente de pé, envergonhada por estar largada no corredor daquela forma.

O garoto tinha pouco mais de 1,80 metro de altura e ela não pode deixar de notar que ele era muito bonito.

Possuía olhos verdes escuros, da cor de esmeraldas, pele clara e usava uma calça jeans escura, All Star preto e uma touca vermelha, que ficava quase oculta por causa do capuz da blusa de frio preta que ele vestia. Ainda assim, era possível notar que havia um cabelo loiro por baixo daquilo tudo e, como sua blusa de frio estava aberta revelando a fina blusa regata branca que ele usava por baixo, Rebecca pode notar que ele tinha um corpo atlético.

– Precisa de alguma coisa? – perguntou ele, tirando uma chave do bolso da calça jeans e colocando-a na fechadura da porta.

– Não. Só estou esperando o meu irmão. – Rebecca respondeu de forma tímida.

– Seu irmão? – questionou o garoto, deixando a porta aberta, mas sem dar um passo para dentro do quarto – Ele estuda na Trinity?

– Sim. O nome dele é Ty. – disse ela fixando seu olhar em um ponto qualquer do chão, evitando encarar aqueles olhos verdes curiosos, mas todo o seu esforço foi em vão quando o garoto soltou uma pequena risada.

– Ty? Você quer dizer o Ty Andrews?! – ele exclamou parecendo indignado e, ao mesmo tempo, divertido – Mas que mentiroso desgraçado!

Rebecca olhou para cima rapidamente.

– Porque diz isso? – ela questionou chocada.

– Você é a Rebecca, não é? – perguntou ele, encostando-se ao batente da porta.

– Sim. – Rebecca assentiu e o encarou com curiosidade – Ty falou sobre mim?

– Mais ou menos. Digamos que... Estou surpreso com a sua altura. – ele respondeu, finalmente entrando no quarto.

Ela não entendeu o que ele quis dizer com aquilo, mas também não teve coragem de perguntar. Simplesmente olhou para o chão, envergonhada, como já era um costume seu fazer, mas parecendo notar sua confusão, o garoto voltou para porta e encostou-se a ela, abrindo um sorriso.

– Em resumo – disse ele, erguendo o queixo de Rebecca até que o seu olhar encontrasse o dele –, sempre achei que você tivesse cinco anos de idade, mas vejo que me enganei completamente. Não gostaria de entrar, Rebecca?

A maneira sexy como ele perguntou e seu olhar intenso fizeram com que Rebecca corasse instantaneamente e, sem perceber, ela prendeu a respiração enquanto ele tocava seu rosto. A mão dele estava fria, mas ainda assim, a pele dela se aqueceu com aquele toque. Nenhum garoto, além de seu pai e de seus irmãos, tinha ficado tão próximo assim dela.

– Rebecca! – Ty gritou, fazendo-a se sobressaltar e se virar rapidamente na direção dele, interrompendo o toque cálido em seu rosto – Você está bem? – ele perguntou postando-se de frente para ela e colocando as mãos sobre seus ombros.

Rebecca não conseguia entender porque Ty parecia tão nervoso e preocupado, como se ela pudesse estar correndo algum perigo de vida ou algo assim, mas antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, o garoto atrás de Ty cruzou os braços e encostou-se novamente ao batente da porta.

– Ei, Andrews, porque você nunca me disse que a sua irmã era assim tão... alta? – ele perguntou com um sorrisinho provocativo nos lábios.

Ante aquele comentário, Ty cerrou os punhos e, então, virou-se, repentinamente, acertando um cruzado de direita no rosto do garoto, que cambaleou alguns passos para trás com as mãos sobre a boca, e fez Rebecca soltar um gritinho assustado.

– Mantenha as suas patas imundas longe da minha irmã! – Ty sentenciou, apontando um dedo para a cara do garoto, antes de segurar a mão de Rebecca e puxá-la em direção à escada – Vamos embora.

– Mas... Ty... – Rebecca balbuciou, sem conseguir entender nada do que se passava ali.

Ela nunca tinha visto Ty tão furioso na vida, aliás, dentre seus quatro irmãos, ele sempre fora o mais calmo e ela não conseguia entender o que havia despertado sua ira ao ponto de fazê-lo agredir alguém daquela forma.

– Isso vai ter volta, Andrews! – a voz do garoto ecoou pelo corredor e Rebecca olhou para trás, assustada.

Era possível detectar um pequeno filete de sangue escorrendo pelo canto da boca do rapaz, mas ele o limpou, rapidamente, com as costas da mão, antes de seus olhos encontrarem os dela e, assim que isso aconteceu, um sorriso rebelde brotou em seus lábios.

– Vejo você por aí, Rebecca. – disse o loiro e depois voltou para dentro do quarto, deixando-a ainda mais confusa do que já estava.

Notas finais
Bem, essa fanfic surgiu a partir de uma fanfic que comecei a escrever há alguns anos atrás, mas nunca cheguei a terminar. Eu a "desenterrei" de um de meus velhos pendrives há alguns dias atrás e, decidi voltar a escrevê-la. Claro, fiz muitas mudanças, pois como comecei a escrevê-la há anos e evoluí um pouco como autora nesse meio tempo (ainda bem XD) fiz algumas grandes alterações.Enfim, espero que tenham gostado do resultado. Até o próximo capítulo!