Waiting for the love
3 Um dia divertido
Notas iniciais
~POV’S Luísa~
Acordei com a luz fraca do sol de 06h30min em meu rosto. Senti uma dor de cabeça enorme e tentei me levantar, porém fui puxada de volta por braços fortes.
–Fica aqui. — ouvi uma voz rouca sussurrar enquanto beijava meu pescoço.
Virei-me e vi um par de grandes olhos verdes me encarando.
–Ainda é cedo – disse Martin enquanto me olhava.
Deitei-me em seu peito forte. Senti-o passando suas mãos ao redor de minha cintura e me abraçando forte. Ele aproximou seus lábios de meu ouvido e falou com uma voz chorosa.
–Me desculpe. Me desculpe por não ter conseguido evitar tudo o que já aconteceu com você. Eu achava que você ia acabar percebendo que o Alan não era bom o bastante pra você. No dia em que você foi pra casa dele... Eu... eu devia ter evitado! Se eu tivesse o feito, nada disso teria acontecido!
–Shhhhhhh! — disse levantando meu rosto e botando meu dedo indicador em seus lábios macios, como em um sinal para que ele ficasse quieto. – Aquilo não foi culpa sua. Alan é um psicopata e eu caí em sua lábia. A culpa não é sua, Marty! – percebi seu olhar suavizando quando o chamei por seu apelido
–Você sabe que eu adoro quando você me chama de Marty? – perguntou ele com uma cara divertida e eu fiz que sim com a cabeça. – Bom, mudando de assunto... Com o que você estava sonhando ontem, quando me chamou de anjo e tal...
–Com nada, seu idiota! – disse rindo, até que senti ele posicionar uma de suas mãos na parte de trás da minha nuca e puxar minha cabeça para mais perto de sua. Ele colou nossas testas e falou olhando nos meus olhos.
–Eu te amo, Luísa. – e selou nossos lábios em um beijo apaixonado, totalmente correspondido por mim. Nos separamos tempo depois por falta de folego. – Tem certeza que você não sonhou com nada?- perguntou Martin com um sorriso escapando por entre seus lindos e macios lábios.
–Eu sonhei exatamente com isso- disse sorrindo e o beijando novamente.
~POV’S Martin~
Acordei propriamente dito, às 8h30min. Vi que Luísa ainda dormia em cima de mim. “Realmente, ela parece um anjo enquanto dorme”, pensei. Tentei sair da cama sem acorda-la, porém isso não foi possível. Assim que fiz o mínimo movimento, ela abriu seus lindos olhos azuis e sorriu pra mim.
–Bom dia!- disse ela, ainda sonolenta.
–Muito bom dia! Já começou bem, pelo menos eu acho. – essa última frase escapou de minha boca sem que eu a percebesse.
–Ah, sério? Você acha? – perguntou ela – Bom, eu tenho certeza. – disse sorrindo
Sorri de volta e a peguei no colo, como quem carrega uma noiva em lua de mel.
–Vamos tomar o café da manhã, minha princesa?
–Claro meu príncipe – disse ela sorrindo e, uau, que sorriso.
Chegamos no andar térreo e a soltei.
–Bom dia, gente! – disse Lu – Dormiram bem?
Ela recebeu afirmações de todo, menos de Rafe, que parecia distraído. Caminhou até ele e o abraçou por trás enquanto perguntava:
–Tá tudo bem, Rafe?
–Tá sim Lu! – disse ele sorrindo e dando um beijo em sua bochecha. Admito que eu fiquei com ciúmes e olhei para o Rafe como quem diz: “Solta a minha garota”, mas ele nem percebeu.
–Hum...Ok. Mas vê se melhora essa carinha! Então gente, quais são os planos pra hoje?
–Pois então, era sobre isso que eu ia falar.- disse Rafe passando seu braço ao redor dos ombros da Lu.- A gente pensou que depois do clima pesado de ontem, você sabe, seria bom nós irmos em algum lugar pra descontrair...
–Ummm... Não é má ideia...
–Mas pra onde a gente iria? – Perguntei, sentando ao lado dela.
–Pra um parque de diversões! – disse Hayato, animado.
–YAYYYYY! Eu acho que eu não vou em um desses desde que eu tenho uns oito anos! – Luísa disse com um sorriso enorme
–Realmente, porque da última vez que você foi você se perdeu lá dentro!- eu falei
–E bom lembrar que você estava responsável por mim!- rebateu, fazendo todos rirem- E é bom lembrar que você não parava de chorar perguntando: “Cadê a Lulu? Cadê a Lulu?”- complementou fazendo os meninos rirem mais ainda, porém dessa vez acompanhei-os.
–Minha culpa!- disse fazendo um sinal de rendição- Mas então, que horas nós vamos?
–Quanto mais cedo, mais iremos aproveitar!- falou Jake
–Isso aí!- exclamou Hayato
–Então, vamos acabar de tomar o café da manhã e vam’bora!- disse Luísa, feliz. Foi um alivio ver ela desse jeito depois da conversa de ontem. Eu percebi que os meninos resolveram ir no parque de diversões só para anima-la. E percebi que eles são os melhores amigos que nós poderíamos ter.
~POV’S Luísa~
Depois do café da manhã tomei um banho rápido e me vesti. Escolhi usar algo bem simples (que, pra falar a verdade, é o que eu uso todo dia, basicamente). Um short jeans com uma meia calça por baixo, uma camiseta do anime Sword Art Online, meus All Star pretos com cadarços vermelhos e um casaco parecido com o sobretudo do Hibari de Katekyo Hitman Reborn.
Resolvemos que iriam três pessoas em cada táxi. Eu, Martin e Rafe em um e Matt, Hayato e Jake em outro. Fui o caminho inteiro com a cabeça encostada no ombro de Rafe e percebi que Martin não gostava. Talvez... Ciúmes? Hum... Vejamos.
Chegando ao parque puxei Jake, o mais animado dos meninos.
–Vamos na Montanha Russa!!- gritei
–Mas já???? Você não acha melhor deixar a Montanha Russa pra depois????
–Ah, sei lá! Tudo bem! Mas é que da última vez eu não fui- disse sorrindo
–SÉRIO??? Nesse caso vamos IMEDIATAMENTE!
E dessa vez eu fui puxada por um Jake totalmente eufórico. Fomos para fila mas, felizmente ou infelizmente, não demoramos à entrar. No primeiro carrinho iam estar eu e Jake, porém ele foi empurrado para o lado e em seu lugar veio um Martin sorridente e confiante. Portanto a formação foi: eu e Martin no primeiro carrinho, Rafe e Hayato no segundo e Jake e Matt no terceiro. Quando o carrinho começa a andar sinto um frio na barriga e fico muito nervosa, porém logo sinto Martin apertando minha mão.
Saí da Montanha Russa completamente tonta. Me apoiei em um Rafe que, por sinal, também estava completamente tonto. Nos arrastamos até um banco próximo, onde nos largamos completamente. Em um alto falante próximo ouço um anuncio de que o parque teria dali a alguns minutos, um show e que, quem quisesse se arriscar a cantar seria muito bem vindo. Sinceramente, eu tenho uma pequena impressão de que esse “desafio” me atingiu mais do que qualquer pessoa. Olhei para Rafe, que já me encarava. Olhei, então, para Martin, Matt, Jake e Hayato e vi o mesmo olhar em seus rostos.
–VAMOS LÁ!- gritamos juntos.
Chegando ao local, o show já estava rolando. A banda não era ruim, até que eles tocavam bem, eram afinadinhos e tal. Foi quando ouvi o vocalista, um menino com cabelos loiros escuros e olhos verdes, fazendo um desafio.
–Ok pessoal, duvido que alguém arrisque subir aqui no palco e cantar pra gente.- disse ele olhando pra plateia- Ninguém?
–EU VOU!- gritei de longe e todos os olhares se viraram pra mim. Em uma situação normal eu teria corado, sem duvidas. Ficado mais vermelha que um pimentão. Ou, melhor, mais vermelha que o Grell Sutcliff, um dos personagens de Kuroshitsuji. Porém aconteciam duas coisas: 1º:A situação envolvia música. Eu definitivamente virava outra pessoa quando se tratava de música. E 2º: Eu estava com os meus amigos, o que fazia de mim uma louca desvairada.
Me aproximei do palco com os meninos e ouvi risinhos vindos do resto da banda. O vocalista se aproximou de mim e perguntou:
–Tem certeza? Aposto que uma garotinha tão bonita como você não vai querer passar vexame!
–Eu não vou passar, pode ficar calmo. — retruquei- Ah, e outra coisa! Eu gostaria que eles tocassem comigo- completei apontando pros meninos
–Uhmmm, confiante, gostei! Tudo bem, então. — e chamou o resto de sua banda- Vamos deixar a princesinha aí achar que pode brilhar com os seus guarda costas.- e saiu do palco, sendo seguido de seus amigos.
Cada um se posicionou em seus devidos lugares. Antes de qualquer coisa me virei e falei o nome da música, bem baixinho.
–“Nantes”
Rapidamente os meninos se posicionaram corretamente e ouvi o início da música sair do teclado. Esperei aproximadamente 13 segundos e comecei a cantar.
Well it's been a long time, long time now [Bem, faz um longo tempo, um longo tempo agora]
Since I've seen you smile [Desde que a vi sorrir]
And I'll gamble away my fright [E irei jogar fora meu medo]
And I'll gamble away my time [E irei jogar fora meu tempo]
And in a year, a year or so [E em um ano, um ano ou mais]
This will slip into the sea [Isto deslizará para o mar]
Well it's been a long time, long time now [Bem, já faz um longo tempo, longo tempo agora]
Since I've seen you smile [Desde que eu a vi sorrir]
Nobody raise your voices [Ninguém levante a voz]
Just another night in Nantes [Somente outra noite em Nantes]
Nobody raise your voices [Ninguém levante a voz]
Just another night in Nantes [Somente outra noite em Nantes]
We saw... [Nós vimos]
Quando chegou a parte da introdução em francês, extraída do "Le Mépris" , eu e Martin a imitamos com perfeição.
Woman — Ah non, j't'en prie. Mais ço(ça), ça me facine... [Mulher: Ah não, eu te imploro. Mas isso me fascina...]
Man — Je t'assure que... [Homem: Eu lhe garanto que...]
Woman — Non! Laisse-moi! [Mulher: Não! Deixe-me!]
Man — Qu'est-ce que tu as aujourd'hui? [Homem: O que você tem hoje?]
Woman — J'ai que les hommes me dégoûtent. [Mulher: Eu tenho nojo dos homens]
Vous pensez qu'à ça. [Você não pensa em mais nada]
Well it's been a long time, long time now [Bem, faz um longo tempo, um longo tempo agora]
Since I've seen you smile [Desde que a vi sorrir]
And I'll gamble away my fright [E irei jogar fora meu medo]
And I'll gamble away my time [E irei jogar fora meu tempo]
And in a year, a year or so [E em um ano, um ano ou mais]
This will slip into the sea [Isto deslizará para o mar]
Well it's been a long time, long time now [Bem, já faz um longo tempo, longo tempo agora]
Since I've seen you smile [Desde que eu a vi sorrir]
Quando terminei de cantar, percebi que o loiro da outra banda estava embasbacado. Ele realmente não esperava que eu cantasse bem. O público aplaudia e pedia por mais uma música. Olhei para os caras da outra banda e eles deram de ombros e percebi o vocalista falar “Faça o que o público mandar”.
Olhei para os meninos e eles estavam radiantes. Dessa vez foi a vez de Martin sussurrar.
–Viva la Vida
E então o ritmo animado dessa música começou a tocar.
I used to rule the world [Eu costumava dominar o mundo]
Seas would rise when I gave the word [Oceanos se abriam quando eu ordenava]
Now in the morning I sleep alone [Agora pela manhã durmo sozinho]
Sweep the streets I used to own [Varro as ruas que já foram minhas]
I used to roll the dice [Eu costumava rolar os dados]
Feel the fear in my enemy's eyes [Sentir o medo nos olhos dos meus inimigos]
Listened as the crowd would sing [Ouvia enquanto a multidão cantava:]
"Now the old king is dead! Long live the king!" ["Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!"]
One minute I held the key [Em um minuto eu segurava a chave]
Next the walls were closed on me [No outro as paredes estavam fechadas contra mim]
And I discovered that my castles stand [E eu descobri, que meus castelos se apoiavam]
Upon pillars of salt and pillars of sand [Sobre pilares de sal e pilares de areia]
I hear Jerusalem bells are ringing [Eu ouço os sinos de Jerusalém tocando]
Roman Cavalry choirs is singing [Corais da cavalaria romana estão cantando]
Be my mirror, my sword and shield [Seja meu espelho, minha espada e escudo]
My missionaries in a foreign field [Meus missionários em um campo estrangeiro]
For some reason I can't explain [Por algum motivo que não sei explicar]
Once you'd gone there was never [Desde que você se foi, nunca mais houve]
Never an honest word [Nunca houve uma palavra honesta]
That was when I ruled the world [Isso foi quando eu dominava o mundo]
It was the wicked and wild wind [Foi o vento cruel e selvagem que]
Blew down the doors to let me in [Derrubou as portas para me deixar entrar]
Shattered windows and the sound of drums [Janelas estilhaçadas e o som de tambores]
People couldn't believe what I'd become [O povo não podia acreditar no que eu havia me tornado]
Revolutionaries wait [Revolucionários esperam]
For my head on a silver plate [Pela minha cabeça numa bandeja de prata]
Just a puppet on a lonely string [Apenas uma marionete numa corda solitária]
Oh who would ever want to be king? [Oh, quem jamais desejaria ser rei?]
I hear Jerusalem bells are ringing [Eu ouço os sinos de Jerusalém tocando]
Roman Cavalry choirs are singing [Corais da cavalaria romana estão cantando]
Be my mirror, my sword and shield [Seja meu espelho, minha espada e escudo]
My missionaries in a foreign field[Meus missionários em um campo estrangeiro]
For some reason I can't explain [Por algum motivo que não sei explicar]
I know Saint Peter won't call my name [Eu sei que São Pedro não chamará o meu nome]
Never an honest word [Nunca houve uma palavra honesta]
But that was when I ruled the world [Mas isso foi quando eu dominava o mundo]
Oh, oh, oooh, oh, oh, oh(5x)
Hear Jerusalem bells are ringing [Ouço os sinos de Jerusalém tocando]
Roman Cavalry choirs are singing [Corais da cavalaria romana estão cantando]
Be my mirror, my sword and shield [Seja meu espelho, minha espada e escudo]
My missionaries in a foreign field [Meus missionários em um campo estrangeiro]
For some reason I can't explain [Por algum motivo que não sei explicar]
I know Saint Peter won't call my name [Eu sei que São Pedro não chamará o meu nome]
Never an honest word [Nunca houve uma palavra honesta]
But that was when I ruled the world [Mas isso foi quando eu dominava o mundo]
Terminamos a música e logo uma salva de aplausos veio do público. Sorrimos satisfeitos. O dia se mostrou tão divertido. E nem tinha terminado.
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