Waiting for the love

6 Problemas e músicas


Notas iniciais
Oi oi gente! Boa leitura!

Acordei com minha cabeça encostada no peito de Martin. Seus lindos olhos ainda estavam fechados e ele dormia calmamente. “Como um anjo” pensei.

Me levantei lentamente deixando Martin dormir mais um pouco. Tomei uma ducha rápida e fui preparar o café da manhã quando recebo uma ligação.

~Ligação on~

–Alô?

–Alô, Lu? É a Ju!

–Ah, oi Ju! Beleza?

–Beleza! Aqui, o que você me diz de sairmos hoje a noite?

–Vish, foi mal Ju, mas hoje à noite eu tenho uma festa pra ir.

–Festa, dona Luísa? Festa do que? Eu não tô sabendo de festa nenhuma!

–Ih, eu não te contei, né?! A gravadora do James Smith vai assinar um contrato com a gente hoje à tarde. Aí vai ter essa festa de lançamento ou coisa parecida.

–AMIGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA DO CÉU, isso é incrível! Parabéns minha limda...

–Com “M” de Maravilhoza com “Z” de Zebra, essa já tá velha dona Ana Júlia!

–Ih, tenho que mudar meu repertório! Mas aqui, quando que você vai me apresentar aqueles meninos da tal de AJAXS que você disse?

–Ué, tá com pressa por quê? Tá procurando namorado?

–Caso você não tenha percebido, dona Luísa, você é a única que namora!

–Vesh, fica calma criatura! Dia desses a gente combina e eu te apresento eles.

–Ebaaaa! Tem algum gatinho lá?

–Quem é você e o que você fez com aquela guria tímida que eu conhecia?

–Eu não fiz nada, só tô perguntando.

–Ah, você vai ver com os seus próprios olhos. Agora deixa eu ir porque eu tenho que preparar o café da manhã para um jovem dorminhoco.

–Vai lá cuidar do seu homem amiga! Beijo!

–Ok, beijo!

~Chamada off~

Arrumei um café da manhã ao estilo Martin. Aquele guri é faminto, então fiz panquecas, omeletes, bacon e tudo mais que ele tem direito. Fui até a sala interna onde Martin ainda dormia. Deixei a bandeja com comida em uma das mesinhas de centro e me aproximei do sofá em que ele dormia. Me agachei ao seu lado e dei um leve beijo em seus lábios que logo se intensificou quando fui puxada pelas grandes e fortes mãos de Martin.

–Essa é a melhor maneira de acordar. – disse ele sorrindo quando nossos lábios se separaram.

–Então eu tenho uma coisa pra tornar melhor! – disse me levantando e pegando a bandeja de comida.

–Putz, isso tudo é pra mim?

–Claro! Que não, né? Você acha que eu ia deixar de comer bacon por você? Pfffff, por favor né?

–Ah, eu já devia imaginar! Então vem cá, vamos comer. – disse rindo e me puxando até o sofá. Depois de tirar a bandeja do meu alcance, claro. Logo após me abraçar de lado uma expressão preocupada se forma em seu rosto.

–Luba, me diz, você dormiu bem mesmo? Porque você teve alguns pesadelos e tal. Seria melhor se você ficasse em casa e descansasse até a festa. Pelo que o James disse não precisa de todos da banda pra assinar o contrato. Só precisa de um por enquanto.

–Nem pense nessa hipótese Martin! Eu quero estar lá! Eu fui quem deu a ideia, escolheu o nome... Eu era quem tinha mais esperança quando vocês achavam que não ia dar certo. Eu que corri atrás de tudo para a banda! Lembra que eu que comprei o teclado do Hayato? E que eu ajudei o Jake a comprar a bateria? Heim? Você esqueceu tudo? – disse com raiva

–Calma meu anjo, não foi isso que eu quis dizer! Eu sei que você fez tudo pela banda, que foi você que fundou, que foi você que ajudou com os instrumentos, que você que nos animou quando nós estávamos desistindo! Mas eu tô preocupado com você Lu! Você mal dormiu hoje, teve muitos pesadelos e eu tive que te acordar umas cinco vezes! E além do mais, hoje tem aquela festa que vai até tarde.

–Mas eu quero ir na gravadora!!!

–Vamos fazer o seguinte: pega o vestido, o salto e tudo mais o que você for usar na festa. Enquanto isso eu pego um pijama e você troca de roupa. A gente vai pro apartamento do Rafe, é perto da gravadora. Chegando lá você descansa um pouco. Depois que a gente for na gravadora a gente volta pra lá e você descansa mais um pouco. E pode deixar que eu te acordo a tempo de se arrumar.

–Martin... – disse olhando em seus olhos.

–O quê?

–Esse planejamento todo foi muito gay! Caramba, nunca imaginei que você era tão preocupado! – disse caindo na gargalhada sendo seguido por ele.

–Também não sabia que eu era tão preocupado. Aliás eu não sou preocupado. Eu só sou assim com quem eu amo.

–Isso foi quase uma declaração de amor.

–Poxa, só quase? Achei que tinha alcançado meu objetivo. Bom, então vou ser direto: Eu te amo Luba. Muito.

–Eu também te amo Martin! – disse pulando em seu pescoço e afundando meus lábios em seus.

–Ok...Calma... Meu deus ,isso é tão bom. – disse ele entre o beijo.

~POV’S Martin~

Não tem um jeito melhor de acordar do que sentindo os lábios da minha pequena colados nos meus. E abrir os olhos e me deparar com seus lindos olhos azuis me olhando com carinho, ternura... Paixão?

Não sei... Mas eu sei que quando eu ouvi um “Eu também te amo Martin!” meu coração começou a bater mais rápido e me senti extremamente feliz. Eu devo ser o homem mais feliz do mundo pelo simples fato de ter minha pequena ao meu lado, como sempre sonhei.

Acabamos de comer o delicioso café da manhã que a Lu preparou e fomos nós arrumar para ir pro Ap. do Rafe. Antes de sair eu dei uma ligada pra o cara, só pra avisar mesmo.

~Ligação on~

–E aí Rafe, beleza?

–Fala Martin! Tudo bem mano?

–Tranquilo. Aqui, eu e a Lu estamos indo pro seu Ap., beleza?

–Tranquilo cara! Mas por que vocês estão vindo? Vocês quase nunca aparecem por aqui.

–O teu prédio é perto da gravadora do James... Eu convenci a Lu a ir pra aí pra poder descansar até a hora de ir à gravadora e descansar mais um pouco depois.

–Por que, cara? Aconteceu alguma coisa com ela?

–Ela não dormiu direito essa noite. O filho da puta do Alan apareceu aqui na rua. Ele não fez nada demais, ficou parado olhando para onde a gente estava. Mas a Lu teve muitos pesadelos, eu tive que acordar ela umas cinco vezes para ver se ela relaxava. Ela tá com muito medo cara. E eu tô com medo pela Lu... O que ela passou foi barra pra uma garota de uns 14 ou 15 anos cara... Ela não merecia aquilo. E agora aquele psicopata fica perseguindo ela...

–A gente tem que fazer alguma coisa cara! Eu tô super preocupado com a Lu... Ela é uma menina forte, mas se continuar assim ela não vai aguentar por muito tempo...

–Eu sei cara! Mas a gente não pode fazer nada agora. O pior é que o desgraçado foi cuidadoso... Mas a gente vai proteger ela enquanto der!

–Isso aí mano! Mas anda rápido, viu? Vai ajudar a Lu lá. Falou Martin, até.

–Até Rafe! Valeu aí cara!

~Chamada off~

Peguei a mochila com as coisas da Lu... Notebook, alguns mangás novos, até um exemplar do “Destrua Esse Diário” que ela comprou pra gente destruir junto. Até que é legal. Desci as escadas e vi minha princesa tentando alimentar o cachorro dela, Jirou. Uma tentativa fracassada, claro. Jirou é um São Bernardo enorme que costuma ficar no quintal da casa mas que às vezes tem a entrada permitida. Até destruir alguma coisa, claro. Com esses pensamentos ouvi uma voz suave.

–Jirou, para! Fica quieto e...AI!

Deixei a mochila no chão e corri pra ajudar uma Luísa completamente atordoada após ser atropelada pelo São Bernardo que eles chamam de cachorro.

–Luísa, esse bicho é um cachorro ou um mamute? Meu deus! – disse a ajudando a levantar.

–Até hoje eu não sei... Acho que me enganaram quando eu adotei ele.

–Verdade. Ele é o único mal educado, enérgico e tudo mais.

–Não é!? O Jirou é o único bagunceiro! O Thor, o Loki e o Osíris são tão calmos.

Calma, calma, eu vou explicar. Ela tem quatro cachorros. Sim, quatro. Mas com essa quase mansão dela, isso não é um problema. Então, são quatro cães. Jirou, o São Bernardo; Thor, o Malamute-do-Alasca; Loki, o Husky Siberiano; e Osíris, o Pastor Alemão. Ah, ela também tem um gato laranja e gordo que, adivinhem só!, se chama Garfield.

–Hum... Mas anda logo! Eu já falei com o Rafe e ele também me apressou.

–Meu deus, vocês são muito apressados! Calma, eu tenho que ter certeza que os outros vão comer se não o Jirou vai pegar a comida deles! Você bem que podia me ajudar né?

–Entenda, eu nunca tive que lidar com um cachorro enérgico assim! – respondi rindo e a ajudando a por comida para os outros.

–Ah é, foi mal, de vez em quando eu esqueço que o Natsu parece uma estátua!

Natsu é o meu cachorro. Um Akita Inu super calmo, que realmente parece uma estátua. Fica quase 24 horas por dia deitado no cantinho dele e só fica eufórico quando a Lu aparece. Entendam, ela é a encantadora de cães, todo e qualquer cachorro adora ela.

–Mentira, ele fica super eufórico quando te vê. – disse pegando a mochila que estava no chão e puxando Lu pela mão. – Vamos, meu irmão vai levar a gente!

Ouvimos o barulho de buzina e saímos correndo porta a fora.

–Calma Guilherme! Larga de ser apressado cara!

Guilherme é meu irmão mais velho, ele tem 19 anos. Ao contrário de mim, que puxei a cor de cabelo do meu pai e os olhos da minha mãe, Guilherme tem os olhos acinzentados de meu pai e os cabelos castanhos de minha mãe.

–Tá gata, heim Lu!

–Para de cantar a minha namorada, seu retardado! – disse dando um tapa em sua cabeça após entrar no carro.

–Olha que eu te deixo aqui e levo só a Lu pro Ap. do Rafe. Aí tu dá seu jeito!

–Vai por mim, se você fizer isso eu vou com o Martin. – disse minha princesa entrando no carro e dando um beijo na bochecha de meu irmão.

–Eu. Venci – disse pro meu irmão.

–Ok me rendo! – disse com as mãos para o alto. – Já puseram o cinto, seus futricados?

–Já, ô Zé Mané! – respondi

–Então vamos embora né irritação!

–Põe uma música Gui! – pediu Lu. Pouco tempo depois ouvimos a voz de Ed Sheeran cantando “I See Fire” e sendo acompanhado pela voz suave de Luísa.

“Now I see fire (Agora eu vejo o fogo)
Inside the mountains (No interior das montanhas)
I see fire (Eu vejo o fogo)
Burning the trees (Queimando as árvores)
And I see fire (E eu vejo o fogo)
Hollowing souls (Esvaziando almas)
And I see fire (E eu vejo o fogo)
Burning the breeze (Queimando a brisa)
And I hope that you remember me” (E eu espero que você se lembre de mim)

Após mais algumas músicas chegamos ao prédio do Rafe e fomos recebidos pelo próprio que já esperava na portaria. Rafe correu até nós e abraçou a Lu como se não a visse à séculos. Ela nunca percebeu, mas o Rafe sempre gostou dela. Mas o bom é que ele sabe quando recuar e não tentou nada desde que começamos a namorar. Quando o soltou Luísa levou a mão até os cabelos do nosso baixista e, pasmen, pegou o gato dele que estava deitado em sua cabeça.

–Como o seu gato foi parar aí, Rafe? – perguntei

–É uma história meio engraçada... Eu tava arrumando o meu Ap. correndo e ele estava bagunçando o meu Ap. correndo. Aí quando eu vi vocês pela câmera eu comecei a correr e tropecei em um dos brinquedos dele. E ele aproveitou pra subir na minha cabeça. Esse gato tem uma fixação por deitar por ali. – disse ajeitando os seus cabelos.

–Eu explico Rafe! Seu cabelo é macio, o Paul deve achar que é uma boa caminha! – respondeu a Lu rindo – Além do mais gatos gostam de ficar em lugares altos. O Garfield só não faz isso comigo...

–Porque você é baixinha. – completei gargalhando e sendo estapeado em seguida.

–Claro que não, IDIOTA! Aquele é o gato mais gordo e preguiçoso que eu já vi, por isso! – respondeu irritada.

–Ok,ok, mas chega aí casalzinho, vamos subir. – disse Rafe nos puxando.

Chegando no apartamento eu e Rafe damos um jeito de fazer a Lu dormir. Assistimos a um filme que sabíamos que ela odeia. Não se passaram 20 minutos e ela dormiu. Levei-a até o quarto de Rafe e a botei na cama. Puxei o cobertor e depositei um beijo leve em seus lábios. Voltando pra sala vejo Rafe no sofá com uma expressão preocupada enquanto estava ao celular.

–Sei... Aham... Mas tem certeza que era ele? Absoluta? Puta merda, puta merda! Maldito momento em que ela se envolveu com esse psicopata! – disse ele e já soube que estava falando do Alan.

–Põe no viva-voz, essa conversa eu quero ouvir! – falei me sentando ao seu lado.

–Ok – respondeu fazendo o que eu pedi.

–O que aconteceu? – perguntei, foda-se quem era.

–O Alan tava rodando aqui na minha casa a pouco tempo. O Hayato me ligou falando que ele também apareceu lá pela rua dele. – ouvi a voz de Matt, que estava estranhamente tensa. – O meu irmão foi reclamar com ele e eles começaram a brigar. Eu tive a impressão de que o Alan era capaz de fazer qualquer coisa se ele não soubesse que a Lu não tava por aqui. Ele se mandou faz pouco tempo, deve ter ido ver na casa do Jake. Eu tô preocupado, caras! O maluco é um psicopata dos infernos, dá a impressão de que ele vai fazer qualquer coisa pelo “objeto de adoração” dele, no caso a Lu! A gente tem que ter cuidado!

–FILHO DA PUTA! DESGRAÇADO! EU JURO QUE VOU MATAR ELE DA PRÓXIMA VEZ QUE EU BOTAR OS OLHOS NAQUELE IDIOTA! –grito dando o máximo pra não quebrar nada.

–Calma Martin! – diz Rafe me afastando da TV de lado que eu estava quase socando.

–Ouve o Rafe, cara! O Alan é perigoso... A gente já sabe do que ele é capaz... Por hora vamos ver se ele comete algum deslize e...

–E porra nenhuma Matthew! Até lá a Lu já pode estar... Ela pode... ARGH, não quero nem pensar nessa possibilidade! A gente tem que fazer alguma coisa, e rápido – digo quase sem respirar.

–Não tem nada que a gente possa fazer agora cara, então... Ou talvez tenha!

–Fala logo Matt! – É a vez de Rafe falar.

–Martin, a casa da Luísa tem câmeras, não tem? Você acha que tem alguma que mostre aonde o Alan estava?

–Acho que tem. Tem uma ou duas câmeras na entrada, uma deve apontar na direção que ele estava.

–Ótimo! Perfeito! A minha casa também tem câmeras, e como ele ficou na entrada a câmera principal deve ter capturado a imagem dele. E com sorte a casa do Hayato também tem câmeras de vigilância. Já o Jake e o Rafe moram em apartamentos, as câmeras do prédio com certeza vão pegar ele. Já que ele não pode ver nada ele vai perguntar por ela na portaria. A gente talvez não consiga muita coisa, mas uma medida cautelar é o bastante por enquanto. A gente pode conseguir fazer com que ele tenha uma distância mínima dela e caso não mantenha a gente entra na justiça de novo e...

–E-eu acho q-que eu tenho a-alguma coisa que pode a-ajudar. – ouvimos uma voz trêmula e nos viramos, visualizando uma Luísa completamente abalada e trêmula com seu celular em uma das mãos. Corro até ela e seu corpo desaba sobre meus braços. É de cortar o coração, ver ela daquele jeito, chorando e soluçando, completamente vulnerável. Enquanto minha pequena princesa chora com o rosto enterrado em meu peito, Rafe tira o celular de suas mãos instáveis.

–Ela acabou de receber uma chamada de um numero desconhecido. – Informa-nos Rafe.

–Lu? Você consegue dizer o que quem quer que tenha te ligado disse? – perguntou Matt, preocupado.

–Ele...Ele... Ele disse que ia me conseguir. Que não ia parar até me ter. Que se ele precisasse ele... Ele ia tirar que o atrapalhasse de seu caminho... – Não conseguindo terminar de falar ela volta a enterrar a cabeça em meu peito.

–Você sabe que era?

–Não é óbvio Matt? Sem dúvidas era o Alan! – respondeu Rafe irritado quase atirando o seu próprio celular, o que estávamos usando pra conversar com Matt, na parede. – Espera! Tem outra pessoa na linha! – diz atendendo a 2ª chamada. – Alô?

–Rafael, a minha sobrinha tá bem????? A Luísa tá bem???? – perguntou uma voz masculina desesperada.

–Calma, seu Edson! A Lu tá aqui e ela tá bem sim! Você conseguiu gravar a ligação ou rastrear? – Calma, eu explico de novo! O pai da Luísa, Ivan, era o dono de uma das maiores empresas de vigilância do Brasil. Após a morte dele o seu irmão, Edson, assumiu a empresa. Depois do episódio do Alan um chip localizador foi instalado no celular dela e todas e quaisquer ligações de estranhos podiam ser ouvidas por seu tio.

–Claro, eu já fiz os dois! A ligação foi de um celular descartável, e foi feita perto da sua rua, Rafael. Eu gravei a ligação, mas é impossível identificar a voz, um sintetizador foi usado. Agora, só com análise forense.

–Edson, você pode passar a gravação pra gente?

–Claro Martin! Mas posso saber por quê?

–A gente vai pedir uma medida cautelar contra o Alan. Ele esteve na casa da Lu ontem e hoje ele passou na casa do Hayato e do Matt. Inclusive brigou com o irmão do Matthew. Com isso a gente consegue alguma coisa. Mesmo que pouco, já é o suficiente por enquanto.

–Concordo! E sem dúvidas eu vou com vocês na delegacia! Já está mais que na hora das autoridades fazerem alguma coisa.

–Também acho, seu Edson! Mas agora deixa a gente ir, porque já tá na hora do almoço...

–Claro! É melhor ir almoçar mesmo. Ah, e eu ouvi que vocês vão fechar um contrato com a gravadora hoje! Meus parabéns, meninos! Bom, mas eu também tenho que ir, tenho trabalho a fazer. Até mais, e cuidado!

–Pode deixar Edson, a gente vai ser cuidadoso. – digo.

–Tchau tio Ed. – diz Luísa baixinho pouco antes da ligação ser encerrada.

–Caras, eu posso ficar aí com vocês? Não tô a fim de ficar em casa sozinho depois do que aconteceu. – disse Matt

–Claro que pode! Mas antes de sair liga pro Jake e conta sobre o que aconteceu... É melhor ele ficar em alerta também, não queremos que nada de ruim aconteça.

–Pode deixar! Eu ligo. Então, até caras. E Lu, relaxa, ele não vai fazer nada com você. Tenta descansar, fazer alguma coisa pra aliviar a tensão. Até.

–Matthew... Tenha cuidado, por favor. – Disse a minha pequena.

–Relaxa, eu vou ter cuidado. Não vai acontecer nada, calma. – disse Matt com a voz suave tentando acalmá-la antes de desligar.

–Bom, acho que agora só nos resta fazer o almoço! Vamos lá! – disse Rafe puxando a Lu.

–Luba, escolhe uma música aí! – disse eu botando seu notebook na bancada de madeira que existia entre a sala e a cozinha. Em pouco tempo ouvimos a música escolhida.

“Baby, I love you (Baby, Eu te amo)

I never want to let you go (Eu nunca quero deixar você ir)

The more I think about (Quanto mais eu penso)

The more I want to let you know (Mas eu quero que você saiba)

That everything you do (Que tudo que você faz)

Is super fucking cute (É fofo pra caralho)

And I can't stand it” (E eu não posso suportar isso)

[Can’t stand it – Never Shout Never]

–Putz, eu achei que você ia escolher uma música tipo Beatles e você me vem com Christopher Drew? – disse Rafe, revoltado.

–Você que escolhe! – diz Luísa rindo. – Ou o Christopher Drew ou o Jordan Witzigreuter!

–Ah, chega de reclamar! Eu escolho a música! – Digo puxando o Notebook pra meu lado e botando na música “Hey, soul sister” de Train. Em pouco tempo já abraçava Lu por trás e acompanhava a música, cantando em seu ouvido.

–“You gave my life direction/ A game show love connection/ We can't deny/ I'm so obsessed/ My heart is bound to beat/ Right out my untrimmed chest”

–Nem quero imaginar quando você resolver ouvir a música “Marry Me” – disse ela rindo e se virando.

–Essa ainda vai esperar um pouco. – respondi segurando em sua cintura e colando meus lábios nos dela em um beijo apaixonado, rapidamente interrompido pelo “click” de uma câmera. – Que merda é essa agora Matthew? – perguntei me virando para o nosso guitarrista que apontava seu celular para nós.

–Ora, recordações da banda! Quando nós ficarmos velhos nós ainda vamos rir muito de tudo que eu vou guardar! – disse ele, ofegante. – E oi pra você também!

–Tá bom... Mas agora me manda essa foto aí.

–Pra que Martin? – perguntou Lu após abraçar Matt.

–Vou usar como wallpaper, ué. Porque aí toda hora que eu olhar pro celular, cada manhã que eu acordar e olhar pra tela desse pequeno aparelhinho eletrônico, eu vou ter a absoluta certeza de que você é minha e de que eu sou a pessoa mais feliz do mundo.

–Cara, desde quando você ficou tão meloso? – perguntou Rafe enquanto secava as mãos pra cumprimentar Matt.

–Sei lá cara. Vai ver é a tal mágica do amor. – respondi pouco antes de perceber que a esse momento a música que estava tocando era “50 Ways To Say Goodbye”, também do Train. Me virei para Luísa enquanto Matt e Rafe iam pra cozinha terminar o almoço. – Já essa eu espero nunca precisar cantar por você.

–Chega disso Marty, vamos ajudar os meninos. – disse ela segurando em minha cintura e me puxando. E completou: — Você não tem jeito mesmo!

Notas finais
Se vocês gostaram, comentem! Isso é muito importante pra mim!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.