Waiting For You

27 Capítulo Vinte e Seis


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês, moças ♥
Espero que gostem.
E um Feliz dia dos Pais para todos os papais do mundo! hihi ♥

Bella POV.

Minhas mãos tremiam enquanto eu seguia em direção à sala do meu chefe, no dia seguinte. Tentei respirar fundo e me concentrar no discurso que eu tinha preparado para ele — e perdendo, assim, toda a minha noite de sono -, mas ele já havia sido esquecido há um tempo. Mais precisamente, desde que eu tinha decidido conversar com ele pouco antes do almoço.

Soltei um suspiro pesado e balancei a cabeça, tentando pensar positivo. Ele cogitaria me dar a transferência, certo? Eu tinha sido uma boa funcionária, mesmo tendo que criar um filho sozinha, quase nunca faltava ao trabalho... Por outro lado, Jasper tinha pedido a transferência há pouco tempo e eu tinha ficado alguns meses fora...

Xinguei-me mentalmente por acabar indo pelo lado negativo novamente e tornei a balançar a cabeça, dando um sorriso à secretária do meu chefe. Ela sorriu de volta e acenou para mim, antes de liberar a minha entrada para a sala dele; ele já tinha sido informado da minha visita.

– Isabella — ele sorriu assim que me viu passar pela porta. Sorri de volta e fechei a porta atrás de mim, meio incerta do que fazer. — Posso ajudá-la em alguma coisa?

Eu me aproximei, a passos lentos, da mesa dele e fiquei parada ali, sem saber como começar.

E antes que eu pudesse sequer começar, meu chefe riu.

– Eu imaginei que você apareceria por aqui cedo ou tarde — comentou. — Jasper lhe disse sobre a transferência?

Eu assenti, mas não disse nada, não entendo aonde ele queria chegar com tudo aquilo.

– Sente-se, Isabella, por favor. — Ele continuava sorrindo. — Vamos conversar um pouco.

Mais confusa do que nunca, eu fiz o que ele pediu, embora fosse ficando mais ansiosa a cada minuto que passava. Tentei, no entanto, não deixar que meu rosto mostrasse tal coisa, mas acho que falhei quando ele riu novamente.

– A pequena empresa que um amigo abriu é nova ainda — ele começou -, mas eu tenho ajudado aqui, de longe, o tanto que posso. Jasper vai para lá. Jason simplesmente amou o currículo dele. E eu tenho certeza de que, se eu mostrar o seu, ele vai amar também.

Senti meu coração acelerar contra o meu peito e um sorriso tomar conta do meu rosto, e me inclinei um pouco em direção ao chefe, ansiosa para ouvir o que mais ele tinha para dizer.

– Eu não posso prometer nada, é claro — continuou. — Confesso que preferiria que vocês ficassem aqui, mas não posso impedi-los de partir. E como vocês são ótimos funcionários, sinto que devo recomendá-los a alguém de minha confiança, sabe? Vou conversar com ele assim que der e falar sobre você. Como eu disse ao seu amigo, o salário inicial é um pouco menor do que o que vocês têm agora, já que Jason está apenas iniciando, mas tenho grande confiança nele, sei que tudo vai dar certo.

Meu sorriso se tornou ainda maior.

– Não tem problema, de verdade — eu disse, por fim. — Eu só acho que Henry tem que passar mais tempo com o pai, tem que ser criado perto de nós dois... Sinto muito por estar deixando a empresa, foi um grande prazer, é, na verdade, trabalhar aqui, mas... é só o que meu coração está pedindo que eu faça no momento.

Meu chefe sorriu para mim e assentiu, seus olhos batendo na fotografia de seus filhos, todos já crescidos.

– Eu entendo, você não tem que se preocupar — disse. — Mas eu não estou prometendo nada, ok? Vou olhar com ele, como eu fiz quando Jasper me pediu, e lhe chamo quando eu tiver a resposta, pode ser?

Eu sorri novamente e assenti, já me pondo de pé, sabendo que nosso assunto tinha sido dado como encerrado. Estendi a mão para ele e a apertei, o medo de meu pedido de transferência ser negado já esquecido. Pelo menos, caso tudo desse certo, eu não iria para Chicago desempregada.

– Obrigada por tudo — eu disse. — De verdade.

Ele revirou os olhos, e sorriu.

– Certo, certo — disse. — Agora vá. Aproveite seu horário de almoço.

Acenei mais uma vez e saí da sala dele, sentindo-me muito mais leve. Contive-me quando me vi correndo até Jasper, querendo contar a minha decisão, mas decidi esperar. Eu estava, sim, muito esperançosa, mas até que eu tivesse a certeza de que tinha conseguido a transferência, eu não contaria nada a ninguém. De qualquer maneira, eu iria para Chicago, mas queria esperar pelas boas notícias primeiro.

Por isso, à medida que os próximos dias foram passando, eu comecei, meio que escondido, a procurar por uma pequena casa ou um apartamento em Chicago, próximo ao condomínio que Edward morava. Eu consegui achar alguns lugares, mas sabia que teria de visitá-los antes de tomar uma decisão final. Não dava para simplesmente para comprar sem dar uma boa olhada.

Aproveitei também para chamar alguém para avaliar o meu apartamento, que tinha sido comprado há alguns anos — pouco antes de Henry nascer. A corretora foi muito gentil e me ajudou muito, tirando algumas dúvidas que eu tinha. Eu expliquei a situação e peguei seu cartão, pouco antes de ela ir embora, prometendo entrar em contato assim que eu tivesse a resposta final do meu chefe.

Nesse meio tempo, eu estava tentando ajudar Jasper com a mudança. Ele tinha alugado o apartamento que nós dois tínhamos ficado em Chicago, só que dessa vez fazendo um contrato de seis meses. Ele não sabia o que aconteceria uma vez que estivesse lá e nem sabia se tudo daria certo, mas iria tentar. Depois que o contrato acabasse, ele veria o que faria.

– Alice sabe que você está se mudando? — eu indaguei, certa noite, após ter terminado de ajudá-lo a embalar algumas coisas, aproveitando o fato de que a babá de Henry tinha podido ficar até mais tarde com ele hoje. — Ou você decidiu fazer uma surpresa?

Ele fechou mais uma mala e sorriu para mim, encolhendo os ombros.

– Eu disse a ela que estava indo lá no final de semana — começou -, mas ainda não tive coragem de dizer que estou me mudando. Quero dizer, eu sinto que ela gosta de mim, mas vai que estou errado, não é? Não quero que ela fique pensando que sou um maluco ou algo assim.

Eu ri.

– Certo — disse. — Eu tenho certeza que ela vai adorar, Jazz. Espero muito que vocês deem certo juntos, ok? Vou torcer por vocês.

Ele tornou a sorrir.

– E eu teria de mudar para lá algum dia, não teria? — perguntou. — Quero dizer, sei que você vai acabar indo para lá e não quero ficar longe da minha melhor amiga... nem do meu sobrinho.

Eu sorri, mas não disse nada, simplesmente porque não queria estragar nada; não agora. Meu chefe não tinha entrado em contato comigo ainda, mas eu sabia que não deveria demorar tanto mais. Sendo boas ou más notícias, logo eu saberia o que deveria fazer.

– Claro, claro — respondi. — Vamos terminar aqui, então, senhor Hale. Tudo tem de estar pronto o quanto antes, não é?

Quando eu saí do seu apartamento naquela noite, tudo dele já estava praticamente pronto. Ele estava indo para Chicago dentro de dois dias, mas estaria de volta no próximo final de semana, apenas para acertar a venda do seu apartamento e liberar o imóvel para os novos moradores.

Eu bocejei enquanto me apoiava na parede do elevador, desejando poder descansar logo. Puxei as chaves de casa da minha bolsa assim que o elevador parou em meu andar e saí dele, torcendo para que Henry estivesse um pouco mais feliz naquela noite e eu pudesse dormir durante toda a noite. Quando eu entrei em casa, porém, e o vi sentado no sofá, eu parei por um momento, ainda na porta, tentando decifrar o seu humor. Havia dias que ele estava ótimo. Ele brincava, ele ria, conversava um pouco com o seu pai e ia dormir. Em outros, porém, ele se recusava a fazer qualquer coisa, só falando em seu papai.

– Oi, filho. — Eu disse, chamando a sua atenção. — Tudo bem?

Ele sorriu quando me viu e correu até a mim, abraçando minhas pernas. Eu beijei sua cabeça de leve e afaguei os seus cabelos, um sorriso verdadeiro nascendo em meu rosto.

– Você demolou, mamãe — ele disse. — Eu fiz algo elado?

Eu sorri novamente.

– Não, pequeno, claro que não — disse. — Mamãe só teve que trabalhar até tarde, ok?

Fiquei um pouco com ele assistindo TV, logo após dispensar a babá. Ele estava um pouco mais calmo naquela noite, embora tenha perguntado algumas vezes pelo pai e tenha pedido para ir visitá-lo. Eu me segurei para não contar que muito em breve iríamos para Chicago, sabendo que Henry ficaria ansioso caso soubesse. Antes de ele dormir, liguei para Edward e deixei que ele conversasse com o filho durante um bom tempo, e, depois, deitei na sua cama um pouco, com ele, sentindo falta de nossas calmas noites.

Depois que ele dormiu, parti para o meu quarto e me joguei na cama, torcendo para receber a resposta logo do meu chefe, para que, assim, eu pudesse começar a organizar a mudança.

Porque mesmo estando nervosa quanto ao que esperava por nós em Chicago, eu não via a hora de poder dar a boa notícia ao meu garoto.

E, querendo admitir ou não, não via a hora de estar perto do pai dele novamente.

_

Felizmente, os próximos dias passaram rapidamente e logo eu estava a caminho da sala do meu chefe — dessa vez, para receber a notícia sobre a transferência. Jasper já havia se mudado, mas estaria de volta nessa quarta — ele tinha antecipado a viagem, querendo resolver tudo do apartamento antes de começar a trabalhar. Caso tudo desse certo, eu estava pensando em mandar Henry passar algum dia com o pai em Chicago, enquanto eu resolvia tudo da mudança por aqui.

– O chefe já está te esperando, Bella. — Annie disse, sorrindo para mim de forma gentil. — Não precisa bater, ok?

Eu bati mesmo assim, simplesmente porque eu não tinha coragem de sair entrando assim. David estava conversando ao telefone, mas sorriu quando me viu. Ele apontou para a cadeira e ergueu a mão, como se estivesse pedindo que eu aguardasse um momento. E, embora estivesse ansiosa e quisesse saber a resposta logo, eu assenti e esperei.

A ligação pareceu demorar mais do que o normal, provavelmente porque eu estava ansiosa. Mas meu chefe ainda sorria quando finalizou a ligação, então... a notícia tinha que ser boa, certo?

– Obrigado por esperar, Isabella — ele começou. — Como tem passado?

– Muito bem, senhor — sorri. — Um pouco ansiosa, para ser sincera.

Ele riu.

– Imagino — comentou. — Mas... as notícias que eu tenho são boas. Mandei o seu currículo para Jason. Ele simplesmente te amou.

Eu senti um sorriso enorme nascer em meu rosto, ao mesmo tempo em que sentia meu coração acelerar em meu peito.

– Sério? — murmurei. — Quer dizer...

David riu.

– Ele te quer lá o quanto antes — continuou -, então assim que você tiver conseguido encontrar um lugar para morar e para o seu filho estudar, pode ir. Vou deixar tudo preparado no departamento pessoal, para não termos problemas quando você estiver indo embora.

Sentindo um misto de felicidade, ansiedade e emoção, assim como medo do que me esperava em Chicago, eu me levantei e corri até o meu chefe, puxando-o para um abraço, sem me importar em estar invadindo o seu espaço naquele momento. Ele, no entanto, apenas riu e me abraçou de volta, dizendo que sabia que eu iria adorar a notícia e que, já que meu novo chefe me queria em Chicago o quanto antes, que eu poderia tirar o resto de dia de folga para começar a organizar tudo.

Enquanto eu seguia para o meu apartamento, eu não pude deixar de começar a sentir o medo crescer em mim. Como seria viver perto de Edward o tempo todo? Iríamos, finalmente, conversar? E, caso fôssemos, como seria?

Eu caminhei para o quarto de Henry — ainda vazio, já que ele só voltaria da creche depois do almoço — e me sentei na ponta da sua cama, meus olhos disparando por todo o quarto. Em breve, nós iríamos nos mudar, ele iria ficar mais perto do pai... Como seria? Deus... será que seu pai e eu iríamos ficar juntos um dia novamente?

Eu balancei a cabeça, querendo afastar tais pensamentos da minha mente e me coloquei de pé, sabendo que não deveria deixar que o medo tomasse conta de mim agora. Jasper estava certo; Henry e eu não éramos felizes ali, em Pittsburgh. Começar de novo em Chicago era o melhor para nós dois. Eventualmente, o medo iria embora.

Caminhei até o pequeno closet de Henry e puxei sua mala, querendo deixar tudo pronto. Jasper chegaria amanhã, mas não ficaria muito aqui. Talvez ele fosse embora amanhã mesmo, ou, no mais tardar, na quinta. Se eu quisesse que meu filho fosse para Chicago com o tio e passasse um tempo com o pai, tentando ajeitar a mudança o mais rápido possível, eu tinha que ter sua mala pronta.

Abri-a em sua cama e comecei a separar algumas peças de roupa. Não coloquei muita coisa, já que Henry deveria ficar somente durante uns quatro ou cinco dias, até eu resolver quais casas e apartamentos deveria visitar. Depois disso, iria para Chicago, visitaria e escolheria uma, para só então, contar a novidade ao meu filho...

E ao pai dele.

Soltei um suspiro pesado e balancei a cabeça, não querendo pensar nisso naquele momento. Eu sentia borboletas no estômago e minhas mãos tremiam só de pensar em morar perto dele novamente depois de tanto tempo — e depois de pensar, por diversas vezes, que nunca mais o veria. Não tinha ideia de como as coisas seriam quando estivéssemos por perto e isso me dava medo, muito embora eu estivesse tentando me controlar.

Tentei, porém, me distrair na próxima hora, enquanto selecionava as roupas do meu filho. Guardei-as na mala e deixei um espaço para os brinquedos, sabendo que ele iria querer levar alguns para a casa do pai. Tão distraída como eu estava, levei um susto quando ouvi o barulho da porta se abrindo e os passos de Henry. Deixei sua mala, aberta, na sua cama, e me virei, pronta para cumprimentá-lo.

– Ei, filho — eu sorri quando ele surgiu na porta.

Ele me olhou durante um momento, provavelmente confuso por eu estar ali àquela hora da tarde, e logo em seguida para a mala em sua cama. O sorriso que estava em seu rosto sumiu e ele me olhou, sua testa franzida em confusão.

– Você tá me mandando embola, mamãe? — ele indagou, parecendo tão certo de que aquilo era verdade, que eu precisei segurar a vontade de rir.

Eu neguei, um sorriso no rosto.

– Claro que não, Henry — eu disse. — Por que você pensaria isso?

Ele se aproximou lentamente, seus olhos disparando da mala para mim.

Poque eu tô me compotando mal, mamãe — murmurou. — Mas não me manda embola... eu julo não cholá mais.

Sentindo um aperto no coração por vê-lo dessa maneira, eu me sentei na ponta da cama e o puxei para o meu colo. Podia escutar a voz da babá dele da sala, mas sabia que ela não viria aqui por agora — ela sempre deixava Henry brincar um pouco quando ele chegava da creche. Por isso, resolvi conversar um pouquinho com Henry, antes de ir para a sala dispensá-la.

– Não estou te mandando embora, baby — murmurei. — A mamãe só achou que você iria querer passar alguns dias com o seu pai... Seu tio vai em Chicago amanhã ou depois e eu achei que seria bom você ir... Você não quer?

Ele olhou para a mala durante um momento, antes de me fitar novamente.

– Você não vai, mamãe? — ele perguntou.

Eu balancei a cabeça de forma negativa.

– Não posso — respondi, ainda não querendo falar sobre a mudança; queria que fosse uma surpresa, tanto para ele quanto para o pai. — A mamãe tem muito trabalho, então ela vai daqui a alguns dias... pode ser?

Ele suspirou.

– Eu quelo ficá peto de você e do papai, mamãe — ele murmurou, seus olhos tão tristes que eu senti vontade de puxá-lo para um abraço e não soltá-lo nunca mais. — Quelo molá com vocês dois...

Eu mordi o lábio inferior, querendo, mais do que nunca, dizer que em breve seu desejo seria realizado. Mas Henry, como qualquer outra criança da sua idade, não era muito bom em guardar segredos, então eu teria que esperar um pouquinho para poder contar.

– Oh, filho — eu sorri um pouco -, a mamãe vai sempre estar por perto... Não estou te mandando embora... Só não quero que você fique muito sozinho, ok? Você vai poder ficar com o seu pai e, em alguns dias, eu vou para Chicago também.

Ele assentiu.

Plomete? — indagou. — Eu vou me compotá, tá bom?

Eu ri e o puxei para um abraço, depositando um beijo em suas bochechas gordinhas.

– Prometo — murmurei. — A mamãe te ama muito, Henry. Nunca se esqueça disso, ok?

Ele sorriu um pouco e assentiu, me abraçando de volta.

– Te amo também, mamãe — ele disse. — Muito!

Eu liguei para Edward logo após a babá de Henry ir embora, querendo perguntar a ele se estava tudo bem o filho ir passar alguns dias com ele. Ele ficou feliz, é claro, dizendo que ele podia ficar o tempo que eu precisasse, até que as coisas no trabalho se acalmassem. Depois de desligar, liguei para Jasper, querendo saber se tinha algum problema Henry voltar no avião com ele. Novamente, eu quis dizer a ele tudo o que estava acontecendo, mas decidi esperar, querendo fazer uma surpresa.

Na quinta de manhã, após eles terem ido embora, eu corri até o apartamento e liguei para a corretora, querendo colocar o meu apartamento à venda o mais rápido possível. Deixei que ela avaliasse o local, vendo se tinha algum problema e coisas do tipo, e, enquanto isso, comecei a empacotar. Todas as roupas de Henry que não lhe serviam mais, eu guardei em sacos grandes, sem saber o que fazer com elas. As outras, assim como os seus brinquedos, foram para caixas e malas, e já era noite quando eu terminei de encaixotar tudo em seu quarto. Eu tinha combinado com Edward de ir para Chicago na terça que vem, dentro de cinco dias. Tinha até lá para deixar tudo mais ou menos pronto, antes de começar uma procura por uma casa. Seria corrido e cansativo, mas eu sabia que valeria à pena.

Enquanto eu começava a arrumar as minhas coisas, já na sexta, eu não pude deixar de me lembrar de como tinha sido começar a me preparar para ir embora de Chicago, com Laurent fazendo ameaças o tempo todo. Era difícil fingir para todos que estava tudo bem, sorrir o tempo todo, vê-los fazendo planos para o meu casamento com Edward...

Casamento que nunca aconteceu.

Soltei um suspiro trêmulo e fechei os olhos por um momento, não querendo me lembrar daquilo naquele momento. Tudo era diferente agora. Eu estava, novamente, fazendo tudo escondido, mas, dessa vez, todos iriam gostar.

Pelo menos, eu esperava que sim.

No sábado, eu tornei a levantar cedo, mas não para sair de casa ou algo assim. Comecei a procurar casas pela internet, marcando todas aquelas que eu tinha interesse, procurando reduzir o máximo, já que eu sabia que não teria muito tempo para ficar em Chicago à procura delas.

À noite, passei um tempo ao telefone com Henry. Agora que ele estava com o pai por perto, queria falar sempre comigo, se certificando que eu iria mesmo para Chicago na terça pela manhã, como havíamos combinado anteriormente. Ele tinha ligado diversas vezes, me perguntando a mesma coisa em todas elas. E em todas eu havia dito que, sim, eu iria para Chicago na terça de manhã.

Na segunda, voltei a me encontrar com a corretora e passei o dia todo por conta dela. Ela iria abrir o apartamento em breve e achava que eu não teria problemas em achar alguém para comprá-lo, já que eu morava em um bom local, geralmente muito procurado. Ela quis saber se eu iria querer vender o apartamento com todos os móveis — ou alguns deles -, ou se iria levá-los para Chicago, mas eu pedi alguns dias antes de dar a ela essa resposta, já que queria ter um lugar para morar em Chicago antes de tomar a decisão.

Eu estava exausta enquanto saía do aeroporto, já na terça, em Chicago. Edward e Henry sabiam que eu viria hoje, assim como Jasper, mas eu não tinha falado o horário. Antes de me encontrar com eles, eu queria ter visto todas as casas e os apartamentos que tinha achado, não importava quanto tempo demorasse. Eu estava, afinal, muito ansiosa para contar a novidade para o meu filho e Edward.

Por isso, depois de deixar minha única mala em um hotel, eu comecei a visitar uma por uma. Quando o horário do almoço chegou, eu já tinha visitado cerca de oito dos doze lugares da minha lista e já tinha descartado alguns. No momento, meu preferido era um apartamento de dois quartos, que só ficava a três quarteirões do condomínio de Edward. Não era muito grande, mas era perfeito para Henry e eu.

Depois de almoçar em um restaurante ali por perto, eu finalmente voltei a visitar o resto das casas, mas aquele apartamento tinha realmente me conquistado. Voltei a ele, então, no final da tarde, e conversei durante algum tempo com o corretor. Depois de deixar meu número e pedir que ele fizesse uma oferta pelo apartamento aos donos, eu finalmente fui ao condomínio de Edward, me sentindo completamente exausta, mas morrendo de saudades do meu garoto.

E morrendo de vontade de dar a ela a notícia. Eu tinha pensado em esperar até que tudo estivesse resolvido, mas sabia que não conseguia mais esperar. E Henry iria embora comigo para Pittsburgh — já que eu ainda tinha milhares de coisas para resolver -, então ele logo descobriria. Por isso, era melhor contar por agora, já que ele não aguentaria guardar segredo do pai, eu tinha certeza disso.

Senti meu coração acelerar à medida que me aproximava do condomínio, lembrando que eu veria Edward dentro de alguns minutos, assim como o meu filho. Cumprimentei o porteiro, dando-lhe um sorriso gentil, assim que cheguei, pedindo que ele avisasse a Edward Cullen que eu estava ali.

E logo eu estava subindo, mal conseguindo conter a ansiedade. Estava louca para ver Henry. Tinham sido só alguns dias longe dele, mas eu já estava morrendo de saudades.

– Mamãe!

Eu senti um sorriso nascer em meu rosto assim que passei pela porta e vi Henry vindo em minha direção, um sorriso enorme em seu rosto. Deixei um risada escapar quando ele se jogou em minhas pernas e me agarrou, quase me derrubando no chão.

– Ei, calma, garoto — eu ri novamente, puxando-o para o meu colo. — Eu senti sua falta, baby.

Ele riu.

– Eu também senti, mamãe! — ele gritou. — Muita saudade!

Beijei-o na bochecha e o apertei contra o meu peito por um momento, antes de me afastar e caminhar pela sala. Senti meu coração acelerar mais um pouco quando eu vi Edward parado ali, perto do sofá, sorrindo para mim. Eu sorri de volta, de forma automática, me perguntando se seria assim toda vez que eu o visse, essa vontade incontrolável de sentir seus braços ao meu redor novamente. Tinha sido um tempo desde que tal coisa acontecera — mais de quatro anos, na verdade -, mas eu apostava que seria melhor do que eu imaginava.

– Oi, Bella — ele sorriu. — Tudo bem?

Eu assenti.

– Tudo certo — murmurei de volta. — E com você?

Ele apenas sorriu, seus olhos indo para Henry rapidamente, antes de voltar para mim,

– Tudo bem também — respondeu.

Henry escolheu aquele momento para pedir para descer, dizendo que tinha que mostrar o brinquedo novo que ele tinha ganhado dos seus avós.

– Outro presente? — eu indaguei, erguendo a sobrancelha. — Vocês o mimam demais.

Edward riu, e encolheu os ombros, não negando nada.

– Eu tentei dizer a eles para parar, mas você deve imaginar como é — respondeu.

Eu sorri e assenti.

Nós ficamos em silêncio durante alguns segundos — que pareceram durar horas. Eu sabia que Henry demoraria um pouco, porque, como sempre, ele tentaria trazer todos os brinquedos ao mesmo tempo. Aproveitei tal coisa para me aproximar um pouco e dar a boa nova a Edward. Assim, depois, poderíamos dar, os dois, a notícia a Henry.

– Algum problema? — ele indagou, talvez notando quão ansiosa eu estava.

Eu sorri.

– Acho que tenho uma boa notícia para você — eu disse, me sentido muito nervosa de repete, embora soubesse que era bobeira minha. — Algo me diz que você vai gostar.

Parecendo confuso, Edward ergueu as sobrancelhas e inclinou a cabeça para o lado, exatamente como ele fazia no passado.

– O quê? — ele indagou.

Com as mãos um pouco trêmulas, eu me aproximei mais um pouco, sem saber exatamente o porquê. Eu só sabia que queria gravar em minha memória como ele reagiria quando eu contasse a ele o que eu tinha decidido.

– O que você diria se eu falasse que Henry e eu estamos a nos mudar para Chicago?

Notas finais
N/A: Oi, mocinhas! Em primeiro lugar, gostaria de desejar um feliz dia dos Pais novamente ♥ Espero que estejam curtindo muito com os seus!
Agora, o capítulo... passei o tempo um pouco mais rápido por causa da mudança e tudo o mais. Bella meio com medo do que a espera em Chicago, mas prometo que no próximo ela se muda de vez, ok? E algo me diz que o menino Henry vai amar amar morar perto dos dois pais, hein? ♥
Enfim, por hoje é só.
Espero que vocês tenham gostado ♥ A gente se vê no próximo domingo!
xx
PS: Um muito obrigada à Samantha Porter pela capa nova da WFY ♥
PPS: WFY está, infelizmente, caminhando para o fim. Não sei ao certo quantos capítulos ainda faltam - talvez uns seis -, mas já estou com a que vai ocupar o lugar dela sendo planejado. Infelizmente, estou em dúvida entre as duas fanfics... Que tal eu postar uma sinopse delas aqui em breve e vocês me disserem qual preferem que eu poste primeiro, hein? haha Vamos ver