Waiting For You
7 Capítulo Seis
Notas iniciais
Uma Feliz Páscoa pra todo mundo :3
Espero que gostem deste capítulo (;
Jasper POV.
Eu finalizei a ligação, colocando o celular de lado, voltando meus olhos para o notebook à minha frente e voltando a digitar. Mesmo fora do trabalho, eu ainda fazia algumas coisas e mandava para meus estagiários.
Não queria encontrar minha sessão uma bagunça quando voltasse.
Parei alguns minutos mais tarde, aproveitando o fato de que Henry não estava aqui para descansar um pouco. Tomei um banho e pedi que levassem algo para eu comer no quarto, sabendo que eu já deveria ter almoçado há horas.
Depois que terminei, voltei para o notebook, entrando no e-mail, para mandar tudo o que eu havia feito, para minha secretária. No entanto, assim que entrei nele, um sorriso nasceu em meu rosto; havia um novo e-mail de Bella na caixa de entrada.
Cliquei nele imediatamente, deixando para mandar os anexos depois. Eu realmente sentia falta da minha melhor amiga e ficar dias sem notícia dela ainda era algo que me preocupava.
Ei, Jazz, dizia.
Eu fico feliz em saber que tudo está bem e que Henry está feliz. Sei que já te agradeci muito, por tudo, mas mais uma vez, obrigada. Não acho que algum dia serei capaz de lhe agradecer o suficiente por tudo o que tem feito por mim e por meu filho.
Hmmm... Edward reagiu bem? Imagino que ele tenha ficado chocado, afinal, ele era solteiro e livre antes, e agora… bem, você sabe. Ele já os procurou? Henry já sabe que ele é o pai dele? Se não souber, peço que espere um pouco, deixe que ele se aproxime de Edward antes de contar... Não quero que ele fique confuso nem nada do tipo.
E você, Jazz? Aproveitando Chicago? Ou meu filho anda tomando muito do seu tempo?
Bem, eu tenho que ir agora. Posso te pedir mais um favor, antes disso? Sei que já tem feito muito e provavelmente você não anda tendo tempo para nada, mas… quando você tiver um minuto que seja, mande-me notícias, ok? Nem que seja para me contar alguma besteira que Henry fez ou algo que ele me aprontou... Saber que ele está bem, que está perto da família do pai é o que tem me segurado aqui, você sabe...
Então, é isso.
Obrigada novamente.
Mande um beijo para Henry e diga que o amo, e que prometo voltar assim que possível.
Amo você também, Jazz.
Falo com você em breve.
B.
Suspirei pesadamente, sentindo um aperto em meu peito. Sabia que estava sendo difícil para a minha amiga passar por isso – ficar longe do filho todo o tempo. E eu sabia também, por mais que ela não confessasse, que ela sentia falta dos Cullen – principalmente de Edward – e que tinha um pouco de medo do que aconteceria quando ela voltasse.
Respondi ao seu e-mail rapidamente, contando tudo o que tinha acontecido nesses dias. O tempo que Edward ficou sem entrar em contato, o almoço, o jantar na casa dos Cullen, o fato de ele ter saído com o pai hoje sozinho, que ele jantaria com os avós novamente hoje... Expliquei que nenhum de nós tinha mencionado ainda que Edward era seu pai e que eu a deixaria saber antes de tomar qualquer decisão. Falei que sentia sua falta, também, e que esperava que ela estivesse bem, assim como pedi para parar de agradecer. Por fim, mandei um beijo, pedi que ela se cuidasse e disse que a amava também, antes de enviá-lo.
Após terminar de enviar os anexos para a minha secretária, fechei o notebook, e liguei a televisão, disposto a me distrair até Henry chegar. Uma olhada rápida no relógio, me fez sorrir; provavelmente ele já estava na casa dos Cullen agora.
Edward POV.
Henry foi tirado do carro assim que chegamos à casa dos meus pais, pela minha própria mãe, que tinha um imenso sorriso no rosto. Eu deixei tudo o que tinha comprado para ele dentro do carro e os segui, entrando na casa.
Alice já se encontrava lá e estava de joelhos, em frente a Henry. Eu me aproximei, sorrindo um pouco, e fechei a porta atrás de mim, querendo escutar o que eles estavam conversando.
- Você é um garoto muito bonito – minha irmã disse. – Quantos anos você tem?
Henry sorriu para ela, parecendo um pouco encabulado, e ergueu os dedinhos, mostrando três deles.
- Oh, um grande rapaz – ela riu. – Você se divertiu hoje com Edward? Gostou de sair?
Eu me peguei sorrindo e senti meu coração acelerar quando olhei para Henry e o vi balançar a cabeça, de forma positiva e animada, enquanto seus olhos brilhavam.
- Sim! – sorriu. – Nós complamos um monte de coisas! E comemos sanduíxe! E tomamos solvete!
Meu pai me olhou, erguendo as sobrancelhas, um sorriso brincando em seu rosto. Eu sorri de volta para ele e dei de ombros, sabendo o que estava passando em sua cabeça. Provavelmente, deixar que uma criança comesse tantas coisas não-saudáveis em um dia só, fosse algo ruim… mas como eu poderia dizer não para ele?
- Certo. – Minha mãe riu. – Você está todo sujo, querido...
Eu tornei a sorrir.
- Eu o fiz trocar de blusa, mas ele se sujou de novo – disse. – Achei melhor dar um banho nele e depois colocar a outra roupa que Jasper deixou separada...
- Oh, claro – disse minha mãe, olhando para Henry, sem deixar de sorrir. – Você quer tomar um banho, querido?
Henry sorriu, assentindo.
- Edwad pode me dar banho? – indagou, voltando seus olhos castanhos para mim.
Mais uma vez fui surpreendido pelo sentimento que tomou conta de mim; sentimento que outrora eu não conhecia. Eu me vi sorrindo e assentindo para o meu filho, e ergui a mão, segurando a sua, enquanto o puxava até o banheiro, sua mochila na minha mão desocupada.
Levei-o até o banheiro de hóspedes do segundo andar, porque eu realmente não queria levá-lo ao meu quarto e ser tomado por lembranças, e coloquei sua mochila em cima do vaso sanitário, antes me de ajoelhar e começar a retirar seus tênis.
Após retirar suas meias, abri a torneira, deixando que a banheira se enchesse antes de retirar o resto de suas roupas e colocá-lo nela. Ele conversava comigo o tempo todo, contando dos seus brinquedos e contando da banheira que ele tinha em sua casa.
- É mesmo? – eu empurrei um sorriso para fora do rosto, não querendo que ele percebesse como falar de sua vida fora de Chicago, mexia comigo. – Bom, vamos ter que providenciar alguns brinquedos para quando você tomar banho aqui.
Ele sorriu, assentindo.
Henry e eu conversamos durante todo seu banho. Eu me molhei um pouco, mais do que eu esperava, mas me diverti bastante, feliz por estar vivendo tal coisa com ele. Era divertido vê-lo apertar o sabonete em suas mãos – pequenas demais – e rir quando o mesmo escapava, provocando algumas bolhas na água. Foi um pouco difícil tirá-lo da banheira, mas eu consegui. Puxei a toalha que minha mãe deixava ali e o sequei, seus cabelos ficando ainda mais bagunçados. Após terminar, coloquei o seu último par de roupas limpas, fazendo uma nota mental para lhe dar um guardanapo e não deixá-lo se sujar durante o jantar. Tornei a colocar seus tênis e por fim me pus de pé, sorrindo ao vê-lo pronto.
- Vamos? – Eu sorri, puxando sua mão e tornando a levá-lo para o primeiro andar.
Nós jantamos em meio a risos. Alice, como todos ali, parecia incrivelmente apaixonada por Henry, e ela passou todo o jantar conversando com ele, fazendo-lhe perguntas, querendo saber o que ele gostava.
Jasper não havia estipulado um horário para ele voltar, mas eu não fiquei muito na casa dos meus pais, como da última vez que tinha vindo aqui. Deixei que ele se divertisse um pouco, enquanto meu pai me ajudava a instalar sua cadeirinha, e depois o levei até o hotel.
E mais uma vez, me peguei sorrindo, quando olhei para trás e vi que Henry adormecera.
Jasper esperava por mim na porta do hotel, já que eu havia ligado para ele assim que saí da casa dos meus pais. Eu desci do carro e acenei para ele, antes de abrir a porta de trás do carro e retirar um Henry ainda adormecido da cadeirinha.
- Você comprou uma cadeirinha? – Jasper se inclinou, olhando dentro do carro, e me olhou, sorrindo um pouco. – Eu pensei que olharíamos isso depois...
Eu dei de ombros, enquanto ajeitava Henry em meu colo.
- Você disse que era mais seguro – murmurei. – Então, eu comprei uma cadeirinha... E outras coisinhas também...
Ele ergueu a sobrancelha e riu, balançando a cabeça.
- Certo – disse. – Me entregue as chaves, vou pegar o que você comprou e você o leva lá para cima...
Assenti, e lhe entreguei as chaves. Depois que ele pegou tudo o que eu disse para pegar, nós entramos no hotel e seguimos para o andar que ele e Henry estavam ficando. Conversamos um pouco, mas não muito, ambos com medo de despertar meu filho.
- Eu dei um banho nele quando chegamos do shopping – comentei, esperando Jasper abrir a porta do quarto. – Ele jantou... E dormiu no carro. Não acho que ele vá acordar hoje.
Jasper assentiu.
- Pode colocá-lo ali na cama – comentou, apontando para a cama. – Vou pegar um pijama para trocá-lo.
Henry não se mexeu quando o coloquei na cama, nem quando retirei sua roupa e, com a ajuda de Jasper, vesti seu pijama. Acariciei seu cabelo quando terminei, observando seu peito subindo e descendo devido à respiração calma... Peguei-me sorrindo e me inclinei, depositando um beijo em sua testa antes de me afastar.
- Obrigado por me deixar sair com ele hoje. – Virei-me para Jasper e sorri. – Que tal sairmos para um almoço amanhã? Tenho certeza que minha mãe vai adorar tê-los na casa dela novamente.
Jasper assentiu.
- Claro – sorriu.
- Leve alguma bermuda ou sunga, para ele nadar – eu disse. – Lá tem piscina e é verão... Tenho certeza de que ele vai adorar.
- Certo – riu.
Depois de combinar o horário com Jasper, desci. Peguei-me bocejando enquanto seguia para casa, assim como me peguei sorrindo, lembrando-me de tudo o que tinha acontecido. Não muito depois, estacionei na minha vaga, no condomínio e, após pegar minhas correspondências, subi até o meu apartamento.
Movi-me por ele, acendendo algumas luzes, enquanto olhava algumas cartas. Descartei as que eu sabia que eram apenas propagandas, não me interessando por nenhuma delas, e depois de uma olhada nas que realmente importavam, guardei-as na gaveta que era destinada a elas.
Bocejando, segui para o banheiro do meu quarto e retirei minhas roupas, colocando todas no cesto de roupas sujas. Abri o box e entrei no mesmo, e me peguei sorrindo enquanto me lembrava de quando dei banho em Henry mais cedo.
Girei a torneira e soltei um suspiro de alívio quando senti a água batendo em minhas costas. Fechei os olhos e inclinei a cabeça, outro bocejo escapando da minha boca. O dia de hoje tinha sido bom – e muito. Depois de tudo o que havia acontecido há quase quatro anos, eu nunca imaginei que isso aconteceria; que eu teria um filho para levar para passear.
Apoiei minhas mãos na parede e abaixei a cabeça, deixando que a água batesse em minha nuca e escorresse pelo meu corpo. Senti um aperto em meu coração – o aperto com o qual eu já era familiar –, ao pensar nela, nas discussões que tínhamos quando falávamos de filhos.
E não demorou muito para que lembranças tomassem conta de minha mente.
Flashback.
Eu bocejei pela décima vez em cinco minutos, piscando várias vezes, na tentativa de manter meus olhos abertos. Movi-me um pouco no sofá, ajeitando o corpo de Bella em meu colo, e logo escutei seu riso, o que me fez olhá-la.
- O que foi? – indaguei, sorrindo de volta.
Ela deu de ombros e pegou o controle, pausando o filme que estávamos vendo.
- Se você não está gostando do filme, Edward – disse, sem deixar de sorrir –, é só falar. Nós podemos colocar outro… ou assistir outra coisa.
Eu revirei os olhos.
- Certo – murmurei. – O problema não é com o filme, é sério... Eu só tive um dia longo hoje...
Ela riu.
- Claro, claro – murmurou de volta. – Vamos terminá-lo, então...
Passei o resto do filme acariciando seus cabelos e a olhando, mal vendo o que estava acontecendo com a história. Quando ele acabou, soltei um suspiro de alívio e, antes que Bella tornasse a pegar o controle, o peguei, começando a mudar de canal.
- Ah! Deixa aí! – Ela gritou, quase me matando de susto. Olhei-a, minha testa franzida, e ela apenas riu, tornando a pegar o controle. – Antes que você diga qualquer coisa, Up All Night é uma série muito boa, ok?
Revirei os olhos.
- Claro, Bella, claro – resmunguei.
Ela tornou a rir.
- Você devia prestar atenção, senhor Cullen – disse, seus olhos fixos na televisão. – Você vive me pedindo um bebê... Quero que veja como dá trabalho... Vamos ver se muda de ideia depois disso...
Eu sorri.
Olhei para a televisão, sorrindo ainda mais quando vi o bebê. Por mais que Bella dissesse que estávamos muito novos ainda e que ela tinha que terminar a faculdade, eu não via a hora de termos um filho, uma mistura nossa.
- Ah, olha como ela é linda, baby – eu disse, ainda mexendo em suas madeixas castanhas. – Não consegue imaginar como seria lindo se tivéssemos um menino agora? Alguém que pareceria exatamente como você?
- Um menino? Parecido comigo? – indagou. – Você não acha que está escolhendo demais, não?
- Sinceramente, não – dei de ombros. – Pode ser daqui alguns anos, ou quando você terminar sua faculdade, mas vamos ter um menino e ele vai parecer com você!
Bella riu.
- E se vier uma menina, o que você vai fazer? – perguntou. – Colocá-la de volta na minha barriga?
Revirei os olhos, mas sorri.
- Teremos um menino – disse, confiante.
- E, me diga, por que não podemos ter uma menina? – Bella tornou a indagar, em nenhum momento tirando os olhos da televisão. – Caso você não saiba, quem define o sexo dos bebês são os homens, então, querido, não tenho nada com isso.
Eu ri.
- Teremos um menino primeiro, pode ter certeza – insisti. – Depois que ele tiver uns dois ou três anos, tentaremos de novo e aí, sim, pode vir uma menina. Como eu sei que ela vai ser tão linda quanto a mãe, quero que ela tenha o irmão por perto, porque sei que garotos não prestam.
Bella riu alto, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos.
- Jura, Edward? – perguntou. – Jura que você está com ciúmes de uma filha que não tem ainda?
Dei de ombros e sorri, mas não disse nada.
- E então, podemos ter um bebê agora? – pedi, inclinando-me um pouco, para que ela visse meu bico. – Você está quase se formando...
Ela revirou os olhos, mas sorriu.
- Vou pensar no seu caso, Edward. – Voltou seus olhos para a série, já há muito esquecida por mim, que ainda passava na televisão. – Vou pensar.
E mesmo ouvindo apenas um ‘vou pensar’, eu não pude deixar de sorrir, já pensando em um garotinho idêntico à mãe.
Fim do Flashback.
Apertei meus olhos com força, querendo evitar que as lágrimas caíssem, me odiando por deixar que lembranças me afetassem daquela maneira, mesmo depois de tanto tempo, mesmo depois de tudo o que acontecera e ela fizera.
Desliguei a água, só querendo me deitar e dormir – já que, aparentemente, meu dia de amanhã seria tão cheio quanto o de hoje –, porque assim eu não ficaria me lembrando do passado. Enxuguei-me e coloquei apenas uma boxer, antes de me jogar na cama. Pensei que ainda seria atormentado por algumas lembranças, mas, para a minha surpresa – e provavelmente devido ao cansaço –, não demorou muito e logo eu estava dormindo.
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Corri um pouco no dia seguinte, assim que acordei, cedo demais para pegar Jasper e Henry, e ir para a casa dos meus pais. Preparei meu café da manhã, sorrindo ao me lembrar que Henry o tomava exatamente como eu, e depois segui para o meu escritório, onde passei o resto da manhã.
Tomei um banho por volta das onze, sem pressa alguma, e depois liguei para Jasper, perguntando se ele já estava pronto.
- Estou terminando de preparar a mochila de Henry – ele disse. – Ele está ansioso para nadar. Disse que quer fazer isso com você.
E eu me peguei sorrindo enquanto me dirigia até o hotel, feliz por saber daquilo. Parei em frente ao hotel e tive que esperar alguns minutos, até que um Henry – vestindo uma camisa azul e uma bermuda cinza – muito animado apareceu, e atrás dele, um Jasper que não conseguia parar de rir.
Jasper o colocou na cadeirinha e veio se sentar na frente comigo, e nós começamos a conversar enquanto eu dirigia em direção à casa dos meus pais.
Eu me pegava olhando para Henry a todo o momento, vendo como ele parecia animado, já que não parava quieto e mesmo quando mudávamos de assunto, começava a falar novamente da piscina.
- Nós só vamos nadar mais tarde, ok, Henry? – Jasper indagou, olhando para meu filho. – Sei que você está animado, mas vamos almoçar e esperar um pouco primeiro.
Eu escondi um sorriso quando vi Henry fazendo bico.
- Mas por quê? – indagou. – Por que eu tenho que espelar, tio Jazz?
- Porque nunca se deve nadar logo após almoçar, Henry – eu disse, decidindo intervir. – Isso faz a gente ficar dodói.
Ele me olhou, seus grandes olhos castanhos me fitando com atenção.
- Oh... E a gente temos que esperar muito? – perguntou.
- A gente tem. – Jasper disse, corrigindo. – Um pouquinho, campeão. Mas depois você pode nadar durante a tarde, ok?
Mesmo depois de explicarmos, Henry não pareceu muito satisfeito, mas assentiu. Ele ficou um pouquinho mais calado à medida que nos aproximávamos da casa dos meus pais, então eu comecei a conversar com ele um pouco, querendo que ele se esquecesse da piscina e se focasse em outras coisas.
E funcionou.
- Sua irmã o conheceu ontem? – Jasper indagou, assim que estacionei ao lado do carro do meu pai.
- Sim – sorri. – Ela o amou, é claro. Tenho certeza de que vai mimá-lo bastante...
Jasper riu.
- Tenho certeza de que todos irão – comentou, retirando o cinto e saindo do carro.
Eu sorri ao ver que, ao contrário da primeira vez que tinha vindo aqui, Henry não se escondia atrás das pernas de Jasper, parecendo extremamente tímido. Pelo contrário, naquele dia, ele praticamente o arrastou para dentro de casa, parecendo completamente animado novamente.
Foi minha mãe quem atendeu a porta, e ela tinha um grande sorriso no rosto assim que nos viu. Recebeu Jasper e Henry de braços abertos, puxando-os para dentro de casa, seu sorriso se tornando maior a cada segundo que passava.
- Olá para você também, mãe – brinquei, puxando-a para um abraço.
Meu pai apareceu não muito depois e Henry correu até a ele, perguntando se poderia ver mais do que ele fazia no hospital. Eu sorri ao vê-lo arrastar meu pai em direção ao escritório, e só depois que ambos sumiram de minha vista, que voltei meus olhos para minha mãe e Jasper.
- Onde está Alice? – indaguei.
Esme abriu a boca para responder, mas o barulho de chaves a impediu de continuar. Virei-me em direção à porta e sorri ao ver minha irmã entrando em casa, carregando vários livros em suas mãos.
- Oi, oi – ela sorriu. – Onde está o meu sobrinho predileto, Edward? Sei que a mamãe deve lhe iludir muito ainda, mas eu realmente não faço questão de fazer um almoço especial no domingo apenas porque você veio nos visitar...
- Alice! – Minha mãe ralhou, embora estivesse tentando conter o riso, e eu apenas revirei os olhos, sabendo que ela estava brincando. – Temos visitas, querida. Jasper, esta é minha filha caçula, Alice, e Alice, este é o amigo de Bella, Jasper.
Minha irmã continuou sorrindo e se aproximou, após colocar seus livros no sofá, e estendeu a mão para Jasper, que rapidamente a pegou.
- Prazer, Alice Cullen – ela disse. – Você é o tio de quem Henry fala tanto?
- O prazer é todo meu, sou Jasper Whitlock – ele sorriu. – E sim, embora não seja tio de sangue de Henry, eu o considero muito.
Alice assentiu.
- Certo. – Afastou-se, rapidamente dando um abraço na minha mãe antes de vir me cumprimentar. – Falando em Henry, onde ele está? Eu realmente quero vê-lo... Comprei algumas coisas... Tenho certeza de que ele vai adorar todos os brinquedos. Não vai precisar ficar com os adultos chatos o tempo todo quando vier para cá.
- Alice! – minha mãe ralhou.
- O quê? – ela deu de ombros. – Estou mentindo, por algum acaso? Tenho certeza de que ele vai apreciar todos os brinquedos que comprei. Além de divertidos, eles são muito educativos, próprios para uma criança de três anos.
Jasper soltou uma risada e todos nós voltamos nossos olhos para ele.
- Vocês gostam de mimá-lo – ele disse, dando de ombros. – E muito.
Nenhum de nós negou nem afirmou nada, e antes que pudéssemos dizer alguma coisa, Henry disparou para perto de Jasper, um sorriso imenso no rosto.
- A gente pode almoçar agola, tio Jazz? – perguntou. – Eu quelo nadar!
- Henry! – ralhou. – Seja educado, por favor. Nós vamos almoçar quando for a hora, então espere, ok?
Ele assentiu imediatamente, parecendo um pouco envergonhado. Alice escolheu aquele momento para se aproximar e cumprimentá-lo, e conversou com ele um pouco. Nós todos nos envolvemos em uma conversa e depois de algum tempo, fomos para a sala de jantar. Lembrei de colocar o babador que eu havia comprado, no dia anterior, em Henry, não querendo que ele se sujasse, e me sentei ao seu lado, sorrindo ao ver que ele tentava se alimentar sem se sujar muito.
Quando nós terminamos, voltamos para a sala e Henry tornou a perguntar quanto tempo ele teria que esperar para nadar. Jasper tornou a explicar, tentando usar palavras que ele pudesse entender. Minha irmã observava tudo com um sorriso no rosto, e após alguns minutos, ela pediu licença, voltando logo em seguida com diversas sacolas nas mãos.
- Henry, querido – ela chamou –, eu comprei alguns brinquedos para você... Você quer ver?
Meu filho, que estava sentado ao lado de minha mãe, se levantou rapidamente e correu até a minha irmã, seus olhos brilhando de felicidade. Eu me peguei sorrindo imensamente quando os dois se sentaram no tapete e Alice começou a abrir as diversas sacolas, mostrando alguns brinquedos para ele.
- É tudo meu? – indagou, pegando um embrulho azul das mãos da tia.
- Sim, querido. – Alice sorriu. – Toda vez que você vier aqui, poderá brincar com todos.
Ele sorriu.
- É meu aniversálio? – perguntou. – Porque minha mamãe disse que eu não podia ganhar blinquedos quando eu quisesse...
Eu vi Jasper sorrir e revirar os olhos ao meu lado.
- Bom, e sua mãe está certa. – Alice sorriu, não se mostrando nem um pouco afetada com a menção dela. – Mas como você não está em casa e, provavelmente, não trouxe muitos brinquedos, está ganhando alguns...
Ele assentiu.
- Então, depois eu não vou ganhar mais nenhum? – indagou. – Nunca mais?
Eu ri.
- Claro que não, Henry – ela riu. – Você vai ganhar alguns de vez em quando, em seu aniversário, no Natal, quando você for um bom menino...
Ele rasgou o embrulho e sorriu quando viu um caminhão grande e vermelho, ainda protegido pela embalagem. Eles brincaram durante algum tempo e Henry parecia ter se esquecido da piscina, pelo menos por enquanto. Voltei, então, minha atenção para meus pais e Jasper, querendo muito conversar com o último sobre algumas coisas.
- Então, Jasper, eu estava me perguntando algumas coisas... – comecei. – Estava querendo conversar com você.
Ele sorriu, assentindo.
- Pode perguntar – disse.
- Você sabe quanto tempo mais ou menos vai ficar aqui? – indaguei. – Quanto tempo… Bella… vai ficar fora?
Ele suspirou.
- Não tenho certeza ainda – disse, dando de ombros. – Quer dizer, eu tenho férias durante dois meses e só, e já usei alguns dias delas, mas não sei como vai ser quando terminar.
Assenti.
- Você vai ficar no hotel durante esse tempo? – perguntei.
- Estou pensando em procurar um apartamento, um pequeno, é claro – respondeu. – Acho que vai ser melhor do que ficar morando em um hotel durante tanto tempo...
- Certo – suspirei. – Eu só queria saber quanto tempo eu tenho com ele morando aqui e tudo o mais.
Jasper sorriu.
- Entendo – murmurou. – Fique à vontade para pegá-lo sempre que vocês quiserem sair, Edward. E você também vai poder visitá-lo sempre que quiser em Pittsburgh. Tenho certeza de que Henry vai ficar muito feliz.
Eu tinha outras perguntas a fazer, mas sabia que elas podiam esperar, então deixei para depois. Voltei minha atenção para meu filho, que continuava brincando, aparentemente muito feliz com todos os brinquedos que tinha ganhado.
Algum tempo depois, no entanto, ele pareceu ter se cansado de brincar e se pôs de pé, andando calmamente até Jasper.
- Eu posso nadar agola? – indagou, o que fez com que todos nós ríssemos.
- Acho que está tudo bem – ele disse. – Pergunte para Edward e, caso ele concorde, vá ajudar Alice a guardar todos os brinquedos. Depois que você terminar, vou pegar sua sunga e nós vamos nadar.
Henry imediatamente me perguntou se podíamos ir nadar e eu assenti, sorrindo quando ele imediatamente sorriu, correndo de volta para Alice e a ajudando a guardar os brinquedos. Eu deixei que Jasper cuidasse da sunga que ele teria que vestir e saí da casa, pegando minha bermuda no carro, antes de seguir para o banheiro de hóspedes do primeiro andar e me trocar.
Quando saí, me peguei sorrindo quando vi Henry usando uma sunga vermelha, calçando chinelos, e parecendo muito inquieto e ansioso enquanto Jasper colocava as bóias em seus pequenos braços.
- Pronto – ele sorriu. – Vamos só passar o protetor e você pode ir, ok? E caso você queira mergulhar, é só me pedir os óculos... Eu sei que você não vai manter seus olhos fechados caso faça tal coisa...
Assisti tudo parado próximo a porta de saída, que dava para os fundos e para a piscina, sem conseguir parar de sorrir em nenhum minuto. Minha mãe ainda estava sentada no sofá, assim como Alice, mas meu pai não parecia estar mais ali.
- Ele realmente é idêntico a você. – Escutei-o, não muito tempo depois, ao meu lado. Quando o olhei, ele estava sorrindo, seus olhos fixos em Henry. – Até os gestos, manias... Tudo tão incrivelmente igual...
Eu sorri de volta para ele.
- Eu sei – murmurei.
- Você já tem ideia de quando vai contar a ele que é seu pai? – perguntou.
Dei de ombros.
- Ainda não pensei nisso – eu disse. – Sei que vamos ter que contar, mas vou deixá-lo me conhecer primeiro. Não quero que ele se sinta confuso nem nada do tipo.
Antes que pudéssemos continuar a conversa, Henry me viu e gritou, animado, correndo até a mim. Seus olhos brilhavam de empolgação e ele falava sem parar, contando tudo o que ele queria fazer na piscina.
- Vamos com calma, amigão – eu sorri para ele. – Nós temos a tarde toda.
Eu realmente me diverti nadando com Henry, que parecia a cada minuto mais empolgado. Mesmo com a bóia, às vezes ele oscilava e ficava com um pouco de medo de nadar, então se manteve ao meu lado durante todo o tempo que passamos ali.
— Agora vamos fazer uma pausa, campeão – sorri para ele. – Vamos tomar um suco, descansar um pouco e depois voltamos...
Ele protestou um pouco, mas me seguiu, sentando-se na cadeira ao lado da minha mãe, que imediatamente começou a enxugá-lo. Puxei uma toalha para mim também e me sentei ao lado de Jasper. Enquanto me secava, respirei fundo, procurando repor minhas energias.
Ao meu lado, Jasper riu.
- Eu até nadaria com ele, mas ele pediu para fazer isso com você – comentou. Voltei meus olhos para Henry, que tinha um copo pequeno entre suas mãos e bebia do conteúdo que tinha lá dentro. – Como eu já disse antes, Edward, Henry não costuma se aproximar de qualquer pessoa. Ele realmente gosta da sua família, ele realmente gosta de você.
Eu sorri, meus olhos ainda no meu filho, a tarefa de me secar esquecida. Meu coração acelerou em meu peito e eu me peguei desejando que tivesse mais tempo para passar com Henry, porque eu queria isso. Queria poder pegá-lo quando eu quisesse e levá-lo para sair, queria me divertir com ele e viver cada coisa que ele tivesse que viver.
Alguns minutos depois, ele correu até a mim, um sorriso grande no rosto, e me pediu para nadarmos mais um pouco. Eu sabia que tinha lhe dito que precisávamos parar um pouco, mas me vi aceitando a mão dele e o levando para a piscina.
Eu já era incapaz de dizer não para este garoto, que tinha surgido na minha vida quando eu menos esperava, mas que já era grande parte dela.
Notas finais
Estou ansiosa para postar o próximo capítulo, se não me engano... Acho que vão gostar do finalzinho dele hihi. E espero que tenham gostado destas quase 5000 palavras de puro amor entre papai Edward e Henry ♥
Enfim, algumas de vocês têm perguntado quando a Bella volta: não é agora, ok? Vai demorar um pouquinho ainda, então aguardem (; Por enquanto, se deliciem com Edward aprendendo a cuidar do filho, o conhecendo mais e tudo o mais.
Feliz Páscoa novamente!
E espero muito vê-las no domingo que vem (;
xx
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