Waiting For You
32 Capítulo Trinta e Um
Notas iniciais
Espero que gostem ♥
Bella POV.
Durante o resto do nosso jantar, eu mal notei o que estava fazendo, já que só conseguia manter meus olhos em Edward. Nós sorríamos um para o outro, não conseguindo parar de nos tocar. A minha mão estava em cima da mesa, repousando no centro dela, e ele a acariciava com o polegar, fazendo com que cada parte do meu corpo se arrepiasse. Procurávamos nos comportar, já que estávamos em público. Eu sabia, e tinha certeza que Edward também, que podíamos ir embora a qualquer momento, mas aquela antecipação, aquele sentimento…
Era ótimo.
Uma vez que terminamos a sobremesa, porém, decidimos que tínhamos aproveitado o máximo naquele local e que era hora de irmos embora. Com um sorriso no rosto — e com os olhos brilhando de desejo -, Edward pediu a conta, nunca deixando de acariciar a minha mão. Aquela carícia, inocente aos olhos dos outros, estava me incendiando.
Nós dois sabíamos que ela não tinha nada de inocente.
Quando o garçom entregou o seu cartão de crédito, ele se colocou de pé e se aproximou da minha cadeira, antes que eu pudesse me mover. Eu sorri quando ele segurou a minha mão, puxando-me de forma delicada. Seus movimentos eram calmos, nunca denunciando a ansiedade que eu sabia que ele tinha no momento.
Afinal, eu conhecia aquele olhar.
E eu conseguia ver o volume nada discreto em suas calças, mesmo que ele tenha tentado disfarçar, colocando a camisa social por cima, depois de, discretamente, desprendê-la da calça.
Eu deixei que ele me guiasse para fora do restaurante, mal conseguindo manter meus olhos longe dele. Sentia-me, a cada minuto que passava, mais ansiosa e nervosa, como se fosse a minha primeira vez. Era ridículo, eu sabia, afinal, eu já não era nenhuma adolescente. Mas faziam quase cinco anos — um pouco mais, na verdade. Eu tinha o direito de me sentir assim, não tinha?
– Opa, calma aí. — Edward riu quando eu tropecei na porta do restaurante, puxando-me para ele, impedindo-me de cair. — Não queremos que nossa noite termine com você no hospital, não é?
Eu soltei uma risada nervosa e balancei a cabeça de forma negativa, incapaz de dizer qualquer outra coisa. Parei ao seu lado quando ele pediu ao manobrista para pegar o carro, fitando cada detalhe do seu rosto. Ele sorriu para mim quando viu que eu o olhava, seus olhos verdes brilhando. Incapaz de me manter longe dele, coloquei-me na ponta dos pés e o beijei delicadamente, uma promessa do que estava por vir.
– Eu senti a sua falta — sussurrei, de repente, e corei fortemente quando percebi o que tinha dito, fazendo-o rir novamente.
Definitivamente, eu estava agindo como uma adolescente naquela noite.
– Eu também, baby — sussurrou, apertando-me contra ele, deixando-me senti-lo, mostrando que, sim, ele também estava com saudades. — Muita. Você não tem nem ideia.
Entramos no carro assim que o manobrista o estacionou, não conseguindo ficar ali nem mais um minuto. Eu deixei que Edward dirigisse dessa vez, sabendo que era capaz de causar um acidente, já que não conseguia me concentrar em nada do que não fosse ele.
O caminho parecia longo, incrivelmente longo, e eu me chamava de idiota por estar me sentindo daquela maneira, mas eu não conseguia me conter. Eu soltei uma risada quando Edward foi até o seu prédio, ao invés do meu, justamente porque, palavras dele, ‘ele era mais perto’.
Naquele momento, eu realmente me parabenizei por ter colocado alguns preservativos na minha bolsa, só por precaução. Não queria ter que parar a nossa noite no calor do momento porque tínhamos nos esquecido deles, afinal.
Nós permanecemos tão perto um do outro quanto possível quando entramos no elevador — que parecia mais lento do que nunca. Sorrimos, trocamos alguns selinhos, mas sem ter coragem de aprofundar o beijo. Sabíamos que havia câmeras naquele lugar e não queríamos dar um show para o porteiro.
Deixei que Edward me guiasse, novamente, quando chegamos ao último andar, mantendo minha mão firmemente envolvida na dele. Ele abriu a porta e a empurrou, antes de dar espaço para eu entrar. Eu me afastei um pouco e o observei fechar e trancar a porta, antes de acender a luz e se virar para mim.
Nós nos olhamos durante algum tempo, sem fazer nenhum movimento. Aquela pressa de outrora tinha ido embora. Após alguns minutos, porém, Edward se aproximou, sério, e segurou as minhas mãos novamente.
Só então eu notei quão trêmulas elas estavam.
– Se você quiser, nós podemos… — Edward se calou e limpou a garganta, apertando as minhas mãos de forma gentil. — Nós podemos esperar, se estiver nervosa demais.
Eu sorri. Mesmo me querendo, mesmo ansioso, ele estava disposto a esperar.
Por mim.
Isso só fez com que eu me apaixonasse um pouquinho mais por ele naquele momento, mesmo que não tivéssemos dito isso um para o outro ainda. Não desde que tínhamos voltado a ficar juntos, pelo menos.
– Não — tornei a sorrir. Aproximei-me dele, colando nossos corpos completamente, e desabotoei o seu terno, colocando as minhas mãos dentro do mesmo, acariciando suas costas, deixando a minha bolsa cair no chão aos nossos pés. Meu sorriso se tornou ainda maior quando ele deixou um suspiro, misturado com um pequeno gemido, escapar da sua boca. — Eu realmente o quero essa noite, Edward… A não ser que você queira esperar…
Ele negou imediatamente, abrindo seus olhos completamente.
– Eu acho que nunca quis tanto alguém como eu quero você agora — ele sussurrou, antes de inclinar a cabeça e colar seus lábios nos meus.
Sorrindo, eu me inclinei e o beijei com toda a paixão que eu tinha, ansiosa para o que nos aguardava naquela noite.
Edward POV.
Eu sabia que era muito estranho da minha parte estar agindo daquela maneira, todo nervoso, mas não era algo que eu conseguia evitar. Eu puxei Bella para mais perto de mim, aprofundando o beijo e deixando-a saber exatamente como eu sentia a falta dela.
Deixei que ela retirasse o meu terno após alguns segundos, afastando meus braços dela só para isso. Tão logo eu estava livre dele, eu a abracei novamente, quebrando o beijo para que ambos pudéssemos respirar um pouco. Mas como eu estava me sentindo incapaz de ficar longe dela, comecei a distribuir beijos por todo o seu rosto, um sorriso nascendo em meus lábios quando ela inclinou a cabeça, deixando-me saber onde ela queria que eu a beijasse.
Ela desfez o nó da minha gravata, meio desajeitada, enquanto eu beijava e mordiscava seu pescoço gentilmente. A gravata seguiu o caminho do meu terno, caindo suavemente no chão, e Bella começou, logo em seguida, a desabotoar a minha camisa.
Eu soltei um gemido, ainda contra o pescoço dela, quando ela passou suas unhas curtas no meu peito, já com a camisa meio aberta. Apertei-a contra minha, deixando-a perceber quão necessitado eu estava dela, antes de quebrar um pouco o abraço, o suficiente para que ela pudesse retirar a minha camisa.
– Você está muito vestida — eu resmunguei, após alguns minutos, quando os meus lábios chegaram à alça do seu vestido. — Temos que nos livrar de algo aqui…
Sorri quando ouvi a sua risada baixa, rouca, algo que trazia boas lembranças.
– Mas primeiro… — continuei, afastando-me, quebrando o nosso abraço. Bella gemeu em protesto, o que me fez sorrir novamente. — Que tal irmos para o quarto?
Ela sorriu para mim, suas bochechas coradas, seus olhos negros de desejo, o que me fez estremecer, ainda mais quando ela olhou para o meu peitoral e lambeu os lábios. Antes que eu pudesse ir até ela, Bella pegou a bolsa no chão e a minha mão, antes de começar a me puxar em direção ao quarto, o que me fez rir baixo.
Ela estava tão necessitada disso quanto eu.
Puxei-a para os meus braços, o que a fez soltar um grito e se agarrar ao meu pescoço. Praticamente corri até o quarto, andando até a cama e a colocando lá, gentilmente, antes de acender as luzes.
Nós estávamos agindo de forma um pouco atrapalhada, eu sabia disso, mas… vê-la ali, tão linda, sentada na ponta da minha cama, me fitando com tanto carinho, amor e… desejo...
Era demais para mim.
Livrando-me dos meus sapatos, meias e cinto de qualquer maneira, eu corri de volta para ela, fazendo com que ela tombasse seu corpo no colchão. Joguei sua bolsa para a ponta da cama e coloquei seus braços acima da cabeça, mantendo suas mãos firmemente entrelaçadas nas minhas, antes de tornar a beijá-la.
Foi um beijo calmo, algo que não combinava com o movimento ansioso que os quadris de Bella faziam em direção aos meus. Eu sorri em meio ao beijo, o que fez com que ela se afastasse.
– Edward — murmurou. — Por favor…
Eu ri baixinho, levando meus lábios até o lóbulo da sua orelha.
– Shhh, baby — sussurrei, um sorriso nascendo em meus lábios quando eu a vi se arrepiar. — Nós temos a noite toda.
Ansioso demais para vê-la logo sem toda aquela roupa — por mais que eu tivesse amado aquele vestido e a forma como ele modelava o seu corpo — eu me afastei um pouco, colocando-me de joelhos. Levei minhas mãos até as suas pernas e massageei seus tornozelos durante um tempo, amando os pequenos suspiros que estava saindo da boca dela. Retirei os seus sapatos, deixando-os cair no chão com um baque, e subi as mãos pelas as suas pernas. Parei em suas coxas por um segundo e a olhei, quase como se quisesse o consentimento dela. Quando ela sorriu e inclinou a cabeça, eu continuei a subida, levando seu vestido junto. Eu mantive meus olhos no corpo dela, conforme ele ia aparecendo, amando as novas curvas que a gravidez havia lhe dado.
Ela estava tão mulher.
Puxei suas mãos de leve quando o vestido parou na altura do seu estômago, sentando-a na cama, apenas para puxar o zíper. Quando ele estava totalmente aberto, eu terminei de retirá-lo, um suspiro escapando dos meus lábios quando eu vi a lingerie delicada.
– Você está tão linda — sussurrei.
Bella, de repente, ficou de joelhos na cama, virando o meu corpo e me empurrando em direção aos meus travesseiros. Eu caí com uma pequena risada, sabendo que ela estava tão desesperada quanto eu, embora eu estivesse me esforçando para ir com calma e fazer com que aquela noite fosse especial para nós dois. Embora não fosse, de fato, a nossa primeira vez — e Henry era a prova viva disso -, eu queria aquilo.
E muito.
A risada, porém, morreu em minha garganta quando Bella sentou-se em meus quadris, ondulando seu corpo ali de propósito, fazendo um gemido alto escapar pela minha boca. Eu segurei a sua cintura, querendo impedi-la de continuar com aquilo, mas, ao invés disso, me vi forçando-a ainda mais.
Ela se inclinou e me beijou lentamente, antes de arrastar as suas mãos pelo meu peito e levá-las até o fecho da minha calça, Eu levantei os meus quadris quando ela terminou de abri-la, ajudando-a a tirá-la. Ela teve que quebrar o beijo para conseguir terminar o trabalho, mas logo estava me beijando novamente, dessa vez de forma mais profunda e demorada, algo que fez com que eu esquentasse de uma maneira que não acontecia há muito tempo.
Fazia tanto tempo que eu não conseguia me sentir assim, com meu coração batendo furiosamente contra o meu peito e essa necessidade enorme de tê-la só para mim, de torná-la minha.
Ela se tornaria minha novamente essa noite.
E eu não conseguia acreditar nisso.
– Porra… — murmurei quando ela se esfregou em minha cueca com mais força, fazendo com que eu rolasse meus olhos em minha cabeça com força. — Bella… por favor…
Ela riu, embora estivesse tão ofegante quanto eu.
Bella moveu-se durante mais alguns instantes, com certeza tentando ver se eu era são ou algo assim, antes de aproximar a sua boca do meu rosto novamente. Ela depositou diversos beijos estalados por todo ele, antes de levar seus lábios até o meu ouvido, exatamente como eu tinha feito com ela outrora.
– Não foi você quem disse para eu ter calma? — murmurou contra o meu ouvido, passando a sua língua de leve no lóbulo da minha orelha. — Que nós teríamos, hmmm… a noite toda?
Eu grunhi, enquanto jogava a minha cabeça para trás.
– Isabella… — eu disse, minha voz soando um pouco mais alta do que eu esperava.
Ela tornou a rir.
– O que foi, baby? — indagou.
Encarei-a com os olhos cerrados, querendo que ela lesse o aviso em meus olhos. Quando ela girou seus quadris novamente, fazendo com que eu tornasse a gemer, eu me vi incapaz de aguentar aquilo por muito mais tempo. Segurei-a pela cintura, sem aviso nenhum, girando-nos no colchão, ficando por cima dela novamente.
– Você não devia ter feito isso — eu sussurrei em um tom de aviso.
E, dessa vez, ela não riu.
Cansado de brincar, eu levei meus dedos até o fecho frontal do seu sutiã, abrindo-o com um clique suave. Eu o retirei com cuidado, correndo meus dedos pelas alças, acariciando a sua pele macia.
Tomei cuidado adorando cada pedaço do corpo dela, mesmo que tudo o que eu quisesse fosse arrancar a sua calcinha e a minha cueca e tomá-la.
Eu sorri contra os quadris dela, enquanto depositava pequenos beijos ali, amando a forma que ela segurava os meus cabelos, puxando-os com um pouco de força, enquanto se contorcia.
– Edward — gemeu -, por favor, eu…
Eu sorri.
Com cuidado, retirei a sua calcinha, sentando-me em meus tornozelos logo em seguida, admirando o seu corpo estendido sobre a sua cama. Engoli em seco quando ela abriu os olhos, provavelmente estranhando a falta de contato, seus olhos embriagados de prazer.
Ela estendeu a mão, como se estivesse me chamando, e eu fui.
– Eu quero tanto você — sussurrou. — Por favor, não me faça esperar mais…
Deixei que ela nos virasse novamente na cama, sabendo que não me provocaria mais. Estávamos fazendo aquilo a noite toda, praticamente desde a hora que o jantar iniciou, e eu sabia que não podia aguentar muito mais.
Ansiosa, Bella retirou a minha boxer com pressa, um gemido escapando de seu lábio quando meu membro saltou. Eu sorri quando a vi olhar para ele, e a vi estendendo a mão até a sua bolsa. Encarei-a, confuso, até vê-la tirar uma cartela de camisinhas. Eu ergui a sobrancelha, sorrindo novamente quando vi um tom rosa tomar conta não só das suas bochechas, mas da região do seu peito também.
– O quê? — indagou.
Eu dei de ombros.
– Nada.
Peguei a cartela da sua mão e puxei umas das camisinhas, antes de abrir a embalagem com os dentes e envolver-me nela. Joguei o restante na mesa de cabeceira e ergui o quadril de Bella, antes de segurar o meu pau com a outra e guiá-lo até a sua entrada.
Bella apoiou as mãos em meu peito e desceu, lentamente, nossos olhos nunca desviando um do outro. Eu gemi, um pouco alto demais, quando ela me envolveu, tão suave, quente e apertada que eu tive que segurar a sua cintura por um momento, não querendo gozar cedo demais.
Eu realmente queria fazer com que nós dois durássemos o tanto que eu pudesse.
– Sim– gemeu quando desceu completamente. — Merda, Edward, eu…
Eu a assisti, fascinado, apertar as mãos em mim e jogar a cabeça para trás, fazendo com que os seus seios balançassem levemente. Cometi o erro de olhar para o local que estávamos unidos e precisei fechar os olhos, respirando forte e profundamente, tentando me controlar.
Nós dois permanecemos parados durante uns minutos, antes de eu, bem devagar, começar a movimentar os quadris de Bella, amando como parecíamos, como éramos, tão perfeitos juntos.
Algum tempo depois, Bella tornou a deitar em mim, puxando o meu rosto e me beijando, enquanto aumentava a velocidade dos seus quadris. Eu gemi contra a sua boca, apertando-a contra mim, já sentindo aquele formigamento começar.
– Mais forte — ela gemeu, escondendo o rosto em meu pescoço. — Por favor, mais forte…
Eu nos girei na cama, tomando cuidado para não quebrar o contato com ela, e guiei a sua perna direita até o meu ombro, apoiando-a ali. Tal movimento permitiu que eu fosse mais fundo nela, fazendo-a morder meu ombro quando eu me aproximei para beijar o topo dos seus seios.
Nós nos movemos durante algum tempo, ora mais rápido, ora mais devagar, apenas para que pudéssemos nos beijar um pouco. Quando me vi incapaz de me segurar por muito mais tempo, eu levei um dedo até o clitóris de Bella e o esfreguei delicadamente, aplicando a pressão necessária, algo que eu sabia que a levaria até o limite.
Dito e feito, não muito depois, ela jogou a cabeça para trás e ergueu o quadril, levando-me tão fundo nela que eu fechei os olhos com força, com medo de explodir de tanto prazer. Ela me apertou, tanto com os braços quanto lá embaixo, tornando difícil de penetrá-la, tornando difícil de resistir.
E então, depois de um par de investidas, era a minha vez de tremer contra ela.
Deitei-me nela, tentando jogar o peso para a lateral para não machucá-la tanto assim, mas Bella me puxou para mais perto, enquanto ambos respirávamos de forma forte e rápida, tentando recuperar o nosso fôlego. Eu fechei os olhos e apoiei a minha cabeça em seu peito arfante, uma parte de mim sabendo que eu tinha que me levantar e me livrar da camisinha, mas eu simplesmente não conseguia encontrar forças para isso.
Foi perfeito.
Na verdade, foi muito mais do que perfeito. Palavras não eram boas o suficiente para descrever como tinha sido.
Eventualmente, nós fomos nos acalmando. Eu ergui a cabeça e encontrei Bella sorrindo para mim, seus olhos sonolentos. Eu a beijei de forma calma, sem nenhum teor sexual, e, finalmente, consegui me mover.
Somente para levá-la para o banheiro e lá, debaixo do chuveiro, fazê-la ter outro orgasmo.
E, depois, novamente na cama, logo após o nosso banho.
Algum tempo depois, ela deitou a cabeça no meu peito, parecendo exausta e arfante, mas com um sorriso cansado nos lábios. Eu a beijei rapidamente e puxei o lençol para nos cobrir, embora eu não sentisse frio naquele momento.
Nenhum de nós disse nada e nem havia necessidade disso. Ela adormeceu em meus braços, a cabeça em meu ombro, a perna apoiada em cima de mim.
Eu, no entanto, não consegui dormir. Eu a fitei, observando seus cabelos espalhados contra o meu braço e a cama, os seus lábios entreabertos, os seus ombros nus… Sabia que deveria estar com um sorriso ridículo e idiota nos lábios, mas não conseguia evitar.
Essa noite, Bella tinha se tornado minha novamente.
E eu não planejava deixá-la partir novamente.
Depositei um beijo demorado em sua testa, puxando-a mais para mim, sorrindo novamente quando ela suspirou e se aconchegou ali, como se fosse o local mais confortável do mundo.
Meu coração batia forte contra o meu peito e eu sentia-me imensamente feliz. Até algum tempo atrás, eu nunca acreditaria se alguém dissesse onde eu estaria hoje. Eu nunca tinha imaginado que um dia poderíamos ficar juntos novamente, que ela dormiria assim, em meus braços, outra vez.
Era mais do que eu podia desejar, mais do que eu esperava.
– Você não tem ideia dos planos que eu tenho para a gente, baby — sussurrei, mesmo sabendo que ela estava profundamente adormecida e que não poderia me ouvir. — Espero que esteja preparada.
Eu me ajeitei contra o travesseiro e fechei, por fim, os olhos, finalmente deixando que o sono tomasse conta de mim, de repente ansioso para o que o futuro nos guardava.
Eu, sinceramente, mal podia esperar por ele.
_
Nós ficamos juntos tanto quanto o possível naquele final de semana.
Fui acordado no dia seguinte por beijos em meu peito, na barriga, beijos interessantes, que logo me despertaram completamente. Nós mal tínhamos acordado e estávamos começando outra rodada.
Não que estivéssemos nos importando.
Tomamos café enquanto assistíamos à televisão e, depois, decidimos passear um pouco, antes de irmos para a casa de Jasper, onde Henry tinha dormido. Nosso garoto sorriu e correu até a nós assim que nos viu.
Nós fomos ao shopping, ao cinema, comemos pipoca e tomamos sorvete. Bella e eu não demos a mão nem nada do tipo, já que ainda não havíamos conversando com Henry sobre o nosso relacionamento, mas não deixamos de trocar olhares. Em alguns momentos, eu me perdi da conversa, simplesmente porque não conseguia deixar de me lembrar no que havia acontecido na noite anterior, durante um pedaço da madrugada e na parte da manhã.
E ela também não conseguia, se os olhares que estava me dando estivessem indicando qualquer coisa.
Durante as próximas semanas que se seguiram, nós sempre dávamos um jeito de ficarmos juntos, nem que fosse só um pouco. Eu estava ficando mais em seu próprio apartamento do que no meu, fugindo para ele quando estava amanhecendo, já que não queríamos deixar Henry confuso nem nada do tipo.
E conforme o tempo foi passando, nós começamos a ficar ocupados.
O aniversário de Henry estava chegando.
O primeiro aniversário que eu passaria ao lado do meu filho.
Eu procurei planejar cada detalhe, super animado com esse grande evento. Meus pais insistiram em fazer a festa na casa deles, transformando-a em uma ‘festa de piscina’, e eu acabei concordando, já que sabia que Henry adoraria. Por isso, e também porque a festa estaria cheia de crianças, meu pai contratou diversos salva-vidas, já que não queríamos que nenhum acidente acontecesse.
Compramos balões coloridos, de diversos formatos e tamanhos, encomendamos um bolo de dois andares de chocolate, com M&Ms coloridos enfeitando-o, assim como balas, doces e tudo o mais que uma criança tinha direito. Haveria salgados, cachorro-quente e um pequeno almoço, tanto para as crianças — embora eu duvidasse que qualquer uma delas fosse querer comer algo que não fosse besteira — quanto para os adultos. Minha mãe fez questão de arrumar CDs infantis e deixou tudo preparado, escondido, já que a festa seria uma surpresa para Henry. E, para completar, quando as crianças fossem embora, elas ganhariam um kit de piscina de lembrança, com alguns brinquedinhos infantis e outras coisas mais, que Alice e minha mãe tinham escolhido.
Os convites já tinham sido entregues às mães da creche, algo que ficou a cargo de Bella e de Alice. Foi difícil esconder tudo de Henry, não porque ele tinha noção de que seu aniversário estava chegando, mas porque precisamos, também, esconder das crianças da creche.
Afinal, não podíamos deixar que elas contassem tudo ao meu filho.
Com tudo pronto, tudo o que tivemos que fazer foi esperar a chegada de Charlie, que viria especialmente para o aniversário do neto.
Henry completaria quatro anos no dia 15 de maio, em uma quarta-feira, mas nós decidimos comemorar no domingo, dia 12. No sábado, então, Bella saiu de manhã do apartamento, indo até o aeroporto buscar o pai, e eu fiquei com Henry, assistindo a alguns desenhos com ele. Ele estava quieto, embora tivesse perguntado onde a mãe tinha ido.
– Ela já volta, campeão — sorri para ele. — Que tal irmos tomar um banho e tirar esse pijama enquanto isso? Nós vamos almoçar fora hoje.
Ele sorriu para mim e pulou do sofá, o desenho completamente esquecido.
Eu deixei que ele brincasse um pouco na banheira, mesmo correndo o risco de me molhar, mas não deixei que ficasse muito tempo. Charlie e Bella estariam aqui perto da hora do almoço, e como eu sabia que Henry ficaria animado quando visse o avô, eu queria deixá-lo pronto antes que eles chegassem.
Coloquei uma bermuda e uma camisa de mangas nele, antes de colocar as meias e o tênis. Dei uma ajeitada em seus cabelos — que havíamos cortado no dia anterior — e peguei uma blusa de frio, apenas no caso. Estava fazendo até um sol agradável, mas eu preferi prevenir.
– Pronto, amigo — sorri. — Vamos esperar a mamãe na sala?
Ele sorriu para mim novamente e assentiu, saindo correndo do quarto e indo para a sala, sem esperar por mim. Eu sorri e o segui, sentindo-me mais nervoso a cada minuto que passava. Eu já havia me encontrado com Charlie mais vezes do que poderia contar, já havia tido, por assim dizer, a aprovação dele, mas muitos anos haviam passado, muita coisa tinha acontecido…
E se as coisas fossem diferente agora?
Quero dizer, eu sabia que Bella e Charlie não tinham o relacionamento mais perfeito do mundo, que ele e ela eram muito parecidos e tudo o mais, mas… a opinião dele era muito importante para ela, eu sabia disso. E eu queria que ele nos aprovasse novamente, mesmo que não fôssemos contar, agora, que estávamos juntos.
Eu engoli em seco quando ouvi o barulho da chave de Bella e tentei manter meus olhos na televisão, embora não tivesse a mínima ideia do que estava acontecendo no desenho, não querendo que Charlie me visse o encarando ou algo assim. Não consegui evitar de levantar a cabeça, porém, quando Henry soltou um grito animado e desceu do sofá correndo.
Eu sorri ao ver Charlie ajoelhar no chão, puxando o neto para os seus braços. Coloquei-me de pé e me aproximei com cuidado, olhando rapidamente para Bella. Ela tinha um grande sorriso no rosto enquanto fitava o pai e o filho, e eu não pude evitar o sorriso que tomou conta do meu rosto.
– Ei, Edward. — Charlie se colocou de pé, com o neto ainda nos braços, e me cumprimentou rapidamente. — Tudo bem?
Eu assenti, estendendo a mão para ele.
– Tudo ótimo, Charlie, e com o senhor? — perguntei.
Ele sorriu para o neto e para a filha, antes de me responder.
Nós almoçamos juntos, mesmo que eu tenha falado para Bella que lhe daria um tempo com o pai, se ela quisesse. Passeamos à tarde, só voltando para o apartamento de Bella à noite. Eu me despedi rapidamente deles, me sentindo um pouco triste por não poder me despedir dela de forma apropriada.
Mas eu sabia que isso acabaria em breve.
Eu pretendia contar aos meus pais que estávamos juntos tão logo o aniversário de Henry passasse.
Depois, Bella e eu poderíamos conversar com o nosso filho e, finalmente, eu poderia agir mais livremente com ela, sem ter que me preocupar em namorar escondido.
Isso era tão adolescente.
No dia seguinte, tentei ficar na cama tanto quanto era possível, já que seria um dia cheio. A festa de Henry começava às 11h30min e duraria a tarde toda, talvez até o início da noite. Eu queria ter certeza de que estava bastante descansado. Afinal, queria curtir o meu primeiro aniversário ao lado do meu filho.
Comi uma fruta no café da manhã, já que logo estaria almoçando, e tomei um banho rápido, colocando uma roupa mais leve. Segui, depois, para a casa dos meus pais, para ajudar com a festa. Bella ficaria com Henry até a hora da festa, já que ele ainda não sabia de nada, e eu tinha prometido ajudar a terminar de verificar tudo.
Os garçons já estavam arrumando tudo, com a ajuda da organizadora que tinha sido contratada. Minha mãe e Alice corriam de um lado para o outro, querendo deixar tudo pronto a tempo. Eu procurei ajudar como pude, mas não havia muito o que eu podia fazer. Havia pessoas encarregadas de receber os convidados — que já estavam começando a chegar — e receber os presentes, então nem com isso eu podia ajudar. Acabei ficando ao lado de meu pai, Jasper e Emmett, conversando com eles, enquanto esperava pela chegada do meu filho.
Um sorriso nasceu em meu rosto quando recebi uma mensagem de Bella, dizendo que eles estavam a caminho. Todos nós fomos para a área da piscina e procuramos ficar o mais calados que podíamos, mesmo que fosse difícil com todas aquelas crianças ali, ansiosas para brincarem, correrem e tudo o mais. Mantive-me o mais próximo da porta que eu podia, porque eu queria muito ver o rosto de Henry quando ele visse o que havíamos preparado para ele.
E foi ainda melhor do que eu havia imaginado.
Seus olhos brilharam, um sorriso enorme nasceu no rosto dele e ele gritou, alto, antes de vir em minha direção, perguntando o que era tudo aquilo.
– É a sua festa surpresa, campeão. — Puxei-o para os meus braços. — Feliz aniversário, filho. Aproveite a sua festa e brinque muito, ok? O papai ama muito você.
Ele sorriu para mim, seus olhos disparando em todas as direções.
– Eu também te amo, papai! — Ele me apertou com aqueles bracinhos pequenos e gordinhos, antes de pedir para descer.
Eu deixei que ele fosse e fiquei o observando durante um tempo, correndo de um lado para o outro. De repente, senti alguém me puxando para dentro da casa e me arrastando para a cozinha, antes de me empurrar na parede e me dar um beijo.
– O que foi isso? — Eu sorri para Bella quando ela se separou.
Ela encolheu os ombros, sorrindo de volta para mim.
– Eu senti saudades — murmurou. — E ontem não pudemos nos despedir direito…
Eu ri.
– Hmmm… — Comecei, me aproximando dela, puxando-a para os meus braços novamente. — Nesse caso…
Aproximei meu rosto do dela novamente, pronto para beijá-la. Depositei um pequeno beijo em seu nariz, antes de partir para os seus lábios, já fechando os meus olhos em antecipação, até que nossas bocas se roçassem e…
Passos apressados foram se aproximando e, antes que eu pudesse sequer pensar, uma vozinha muito conhecida soou próxima a nós.
– Papai, poque você tá beijando a mamãe?
Notas finais
E esses dois, huh? hihihi. Espero que tenham gostado de ler tanto quanto eu gostei de escrever ♥ Essa cena estava na minha cabeça há algum tempo e eu estava ansiosa para postar o capítulo.
Infelizmente, o próximo é o último. Então, a não ser que uma ideia muito louca tome conta de mim e eu resolva escrever mais capítulos, o que não acho que vá acontecer... A fic que vai tomar o lugar de WFY já está planejada e eu já tenho o prólogo e o primeiro capítulo escritos, o nome dela é Unwritten. Acho que vocês vão gostar (;. Nos vemos no próximo capítulo, ok? Não sei se vou postá-lo domingo que vem ou daqui a quinze dias, como venho fazendo ultimamente, mas logo vocês poderão lê-lo. Passará rapidinho, vocês vão ver (;
Por hoje é só.
Deixem reviews contando-me o que acharam!
xx
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